Variedades: Dia do Gaúcho





É o meu Rio Grande do Sul
Céu, sol, sul

Como única gaúcha do blog coube a mim a missão de vir falar sobre o nacionalmente conhecido Dia do Gaúcho, mas que nada mais é do que o dia em que, no ano de 1835, deu-se início a Revolução Farroupilha. Poderia me abster de fazer um post sobre isso, é claro, mas meu tradicionalismo e o orgulho que possuo da minha terra e da minha história me impedem de fazer isso.

Portanto, seguirei a tradição já iniciada ano passado quando fiz um post dentro da temática gaúcha, no qual eu falei sobre aquela que considero a melhor minissérie da Globo, ou seja, A Casa das Sete Mulheres. Desta vez, porém, vou falar sobre algo do qual eu já surtei anteriormente no blog, como vocês podem conferir neste post Fangirl.

Caso você tenha clicado no link anterior, já deve ter deduzido que essa postagem será sobre o filme que estreou hoje em todo o Rio Grande do Sul, com uma semana de antecedência para com o restante do país, O Tempo e o Vento. Com direção de Jayme Monjardim, o filme traz no elenco Thiago Lacerda que dá vida ao Capitão Rodrigo Cambará, este a veia carismática da história e causador de grandes risadas, Marjorie Estiano, que interpreta Bibiana, Cléo Pires no papel de Ana Terra, Fernanda Montenegro, rainha do cinema brasileiro, que dá luz a Bibiana já em sua velhice, dentre outros grandes artistas.

O filme é narrado por Bibiana, recontando a origem da família Terra-Cambará desde a história do nascimento de Pedro Missioneiro, e como a índia sua mãe caminhou dias e dias grávida de nove meses enquanto fugia de um ataque, até os minutos finais de sua vida com mais uma vitória dos Terra-Cambará sobre seus maiores inimigos, os Amaral. 

Embora seja um filme baseado em uma obra que trazia em seu foco principal a força de suas mulheres, e a dor de suas eternas esperas, as mulheres representadas na tela não eram dadas a muito diálogos, estes ficavam quase todos por conta do Capitão Rodrigo, ficando suas interpretações muito mais a cargo de expressões corporais e olhares capazes de revelar seus pensamentos. Cléo Pires, por exemplo, praticamente entrou muda e saiu calada, mas isso não afetou em nada sua personagem Ana Terra.

Capitão Rodrigo Cambará, por outro lado, era o mais perto de uma veia cômica que temos no filme. Seus diálogos são simplesmente os melhores, capazes de fazer todo o cinema rir muitas e muitas vezes. Afinal, ainda falta por a pernita do R. Assistam o filme e entenderão a referência anterior, e darão muita risada com ela, como eu fiz. Thiago Lacerda fez com que eu me apaixonasse ainda mais por ele, e caísse de amores também pelo seu personagem, que embora muito machista como foi retratado em alguns momentos, é um homem de coração bom e um perfeito retrato do homem gaúcho tradicionalista.

As paisagens do pôr-do-sol e dos pampas gaúcho são de tirar o fôlego, bem como os closes dados nos atores. Quanto a trilha sonora infelizmente não posso falar muito, pois não me apeguei a este detalhe, estava mergulhada de mais no filme para reparar nela. Fico lhes devendo essa.

Vou finalizar este post dizendo o que já deve ter ficado mais do que óbvio, que é: mais do que recomendo, a todos e não apenas aos gaúchos, que assistam esse belo filme!

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COMENTÁRIOS

2 comentários:

  1. Então somos nos!!! Duas gauchas!!!
    Nossa que raiva vou ter q postar hoje sobre o 20 de setembro! Quando o post estava quase pronto cai a net!! O raiva!!!

    Bjs, me segue por favor se ja segue ignore!E comenta por favor nesta resenha ajudaria muito.
    http://resenhasteen.blogspot.com.br/2013/09/a-linhagem.html

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  2. Outra gaúcha aqui (:
    Tenho muito orgulho da minha terra mas infelizmente não poderei ir aos cinemas assistir O Tempo e o Vento. Adorei a resenha e espero conseguir ver esse filme o mais rápido possível.

    - Vanessa
    http://literatura-aocontrario.blogspot.com.br/

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