Resenha: Cidades de Dragões


Eu preciso de um sedativo bem forte e uma dose de tequila para começar a resenha de Cidades de Dragões porque o final do livro me deu um tapa tão forte na cara que eu nem sei mais em que realidade eu vivo.


Antes, nos estávamos no Cemitério. Lugar macabro, fantasioso, e os nossos protagonistas estavam absolutamente tão perdidos quanto nós. Agora, nós estamos de volta à realidade, ao mundo, ao nosso país, aos Estados Unidos, à África e a diversos outros lugares. Agora, estamos nas Cidades de Dragões.


Não importava o idioma; a mensagem que todos eles enviavam ao mundo era a mesma. Os dragões haviam chegado.
Derek está em um interrogatório, explicando a um coronel americano toda a treta que o seu retorno do coma está causando, já que, agora, ele tem uma armadura de tecnologia desconhecida, e a está usando para ajudar a colocar ordem no que estava em caos - mas claro que os Estados Unidos não gostam quando alguém tenta fazer o "trabalho" deles. Daniel está longe, mas ajudou o Derek nesse meio tempo, já que ele não é só um hacker genial, como um hacker genial com tecnologia alienígena interdimensional agora! Meu bebê, gente. Romain está na França, a carreira de ator finalmente está deslanchando, e sua vida está passando por um momento emocionante onde eu só queria abraçá-lo porque ele é precioso demais para este mundo. A Amber está na Irlanda, mas uma tragédia logo no começo dos seus capítulos a joga em uma jornada de fúria. E a Ashanti... Ah, gente, a Ashanti! Ela é, definitivamente, uma rainha. De volta à África, ao seu país abandonado à crueldade, ela assume a liderança do seu povo e coloca aquele pequeno reduto de solidão num dos continentes mais esquecidos pelas grandes potências a um nível de poder assustador. E isso é TÃO FODA!


Digamos que eu desligue qualquer racionalidade e leve em consideração suas teorias de dimensões e física quântica sci-fi. E sabendo que existem outros por aí iguais a você... a pergunta mais importante é: há alguma possibilidade de outras coisas vivas terem retornado com você?
A guinada de tempo e de consequências que o Draccon coloca em Cidades de Dragões é excelente para apresentar ao nosso mundo o que aconteceu no livro anterior; porque não foram só os heróis que vieram para cá através do portal não. Os monstros vieram junto.

Os dragões são sinistros, rapaz. SINISTROS! Mas são muito incríveis também. Eles são feras milenares, medonhas, destruindo tudo que entra em seu caminho, mas tem uma conexão muito importante com os nossos heróis, especialmente lá para o meio do livro. Eu tinha ficado meio desconfiada sobre o que aconteceria quando vi a dedicatória do Draccon, "por voar em dragões", e então veio a resposta e ah moleque!



A narrativa frenética te faz assistir as cenas como se estivesse em um cinema. É uma imersão absurda, você se vê perdendo o fôlego e correndo e lutando junto com eles, sentindo o que eles estão sentindo, se desesperando porque, apesar de tudo isso, você é só uma expectadora e não pode salvá-los de toda a aventura perigosa em que eles se metem a cada capítulo novo.

Com Derek temos uma visão do que o retorno deles, especialmente dele e da Ashanti, rendeu à Terra. O nosso herói permanece naquele interrogatório em boa parte do começo do livro, explicando ao coronel americano o que é a armadura, o que ele vivenciou naqueles últimos meses - tentando fazer o homem acreditar, pelo menos - e como dar as costas a essa realidade pode trazer uma consequência absurda não só para os EUA, como para o mundo. O mundo que, aliás, é muito burro. Tem um bando de monstro sanguinário atacando a sua cidade e você está perdendo tempo interrogando o cara com a armadura potente suficiente pra destruir ela. Ô GALERA, PRIORIDADES NÉ?

Depois, ele se junta à Amber para encontrar Ashanti e testar um plano bem suicida, se me permitem o comentário. Derek, assim não tem como te defender, queridão! E então tem o final, onde eu pedi para os anjos descerem à Terra e me darem uma ajuda pra ir pro plano espiritual, porque O FINAL! DRACCON, SWEET MOTHER OF JESUS, VOCÊ NÃO FAZ UMA COISA DESSAS E ACABA UM LIVRO, NÃO TEM GIOVANA SUFICIENTE PRA SEGURAR ESSE FORNINHO!



A Amber, gente, eu adoro essa mina. Tão barraqueira! Ela sofre um baque e uma perda bem trágica logo que chegamos ao seu ponto de vista, e isso a fortalece e a emputece poderosamente, de modo que ela se vê guiada por toda essa fúria cega. Ao lado de Ashanti, elas têm bons diálogos sobre o que as move, e achei particularmente tocante o modo como a irlandesa e a ruandesa veem o mundo com tanta ira, mas iras tão diferentes.

Ashanti, uma deusa. Ela está toda poder supremo com a tecnologia que trouxe consigo, e também esnobando, finalmente, quem sempre esnobou a sua casa. Ruanda, agora, é a maior potência tecnológica, e um perigo para os países lá fora, porque eles não têm controle sobre ela. O lugar antes abandonado pelo mundo agora pode fazê-lo se curvar perante ele, tudo graças ao investimento da Ashanti. Vê-la quebrar as emoções entre essa raiva e essa necessidade de empoderar o seu povo e quem ela deixou para trás no Cemitério, que significa uma grande evolução emocional para a ruandesa, foi desesperador. Eu só quero que ela seja feliz, independente de isso significar que ela vai sentar num trono feito das lágrimas dos inimigos ou se ela vai encontrar paz nos braços do homem que ama. DEIXA A MULHER SER FELIZ!


Como lema, adotou uma palavra que tatuou na própria pele: Ubuntu. A filosofia africana que simbolizava a capacidade humana de compreender e aceitar o outro. Um conceito de generosidade, solidariedade, compaixão com os necessitados e o desejo de harmonia. Tudo o que ela esperava de sua nova Ruanda.
Agora, meus favoritos. Meus nenéns. Meu bromance amado: Romain e Daniel. Romain é, como a Carol Munhóz disse num evento, o alívio cômico, e ele evolui nesse quesito no segundo livro. Não leva tudo a sério, mas leva as coisas importantes a sério; enche o saco do Daniel, mas ama ele e o protege sempre que pode. Tem uma coisa importantíssima acontecendo na vida do Romain nesse livro, e achei muito fofo como ele escolheu chamar o Daniel pra participar dela. Tão amados esses dois! A força do Romain está no humor e em como ele trabalha isso, mas também em como seus momentos mais soturnos aparecem e ele se vê diante de uma realidade em que nem tudo pode ser aceito na base da piada, especialmente quando se trata da proteção de quem ele ama. E, claro, ele quer ser a estrela de tudo o que acontece, porque esse é o Romain.


- Você postou uma selfie, vestindo a armadura de metal-vivo?- É claro! - exclamou Romain. [...] 
- Você sabe que acabou de revelar pro mundo inteiro a sua identidade, não sabe? 
Houve silêncio do outro lado. Quando Romain voltou a respirar, Daniel só conseguiu escutar: 
- Oh, merde.
Daniel, o neném da minha vida, está mais nerd e awkward do que nunca. Especialmente quando ele e Romain vão até o Japão para investigar uma possível ameaça que a demônio-bruxa mandou para Terra. Lá, conhecemos um pouco mais da história desse nipo-japonês lindinho e de como ele é fofo e honrado com a família dele e de como ele merece muitos abraços. Eu queria abraçar ele para sempre e prometer que vai ficar tudo bem. Porque o Daniel quase me matou do coração em um momento do livro; foi um acontecimento tenso seguido de outro e aí teve um cliffhanger de fim de capítulo e eu só conseguia pensar em como isso pode estar acontecendo com um personagem tão precioso?


Ao contrário de outras espécies, o sopro daquele dragão era frio. Um jato de líquido gelado, quase em estado sólido, que era capaz e congelar o corpo de um ser humano. O jato atingiu os soldados e, em questão de segundos, eles já não sentiam mais nada [...] O laboratório logo se tornou uma caverna de gelo.O dragão azul pegou Daniel com as garras e o levou para longe dali.
Entre lutas contra dragões, lutas com dragões e batalhas nas ruas de Tóquio, do Rio de Janeiro e dentro de escritórios onde estão acontecendo interrogatórios, Cidades de Dragões foi muito sobre testar a habilidade do meu coração de não sofrer um ataque, porque é ação e tensão do começo ao fim. A narrativa do Draccon é um espetáculo visual, e não tem como você não se sentir imerso numa realidade onde dragões estão nos céus e homens vestindo armaduras ultratecnológicas protegem o mundo.

Daí teve o fim, né?... Ai ai, o fim, amigos e amigas do meu Brasil. Eu não vou falar sobre ele. O gif vai falar sobre ele.


Sentiram o drama né? Pois é. Eu não sei mais o que dizer, só vou ficar aqui deitada de cara no tapete esperando o lançamento do terceiro volume. Tô de boas. Nem tive uma hemorragia cerebral nem nada, foi só... Meu coração parou por uns minutos. Tudo sob controle, galera. Estou pacientemente esperando o Draccon terminar o terceiro livro. Pacientemente. Draccon... Escreva.


Ao olhar para mim, vocês deveriam enxergar algo que seus próprios líderes geraram. Porque eu sou uma consequência. Sou um legado militar germinado por vocês. E tudo... tudo o que vier depois de mim... vai fazer parte desse legado ranger.


Aos amantes de fantasia, ficção e apaixonados pelos clássicos heróis de armadura lutando contra monstros gigantes - e, a respeito disso, lembram do robô gigante que os Power Rangers (eles são a minha referência, dá licença) chamavam? Tem uma surpresinha nesse livro envolvendo isso! - Cidades de Dragões é a pedida certa. O Legado Ranger sempre será a pedida certa.

Eu sou a ranger vermelha, zerei a vida, migos.

Título original: Cidades de Dragões, Legado Ranger, vol. II.
Autor: Raphael Draccon
Editora: Rocco - selo Fantástica
Gênero: Fantasia; ficção
Nota: 5

Confira a resenha de Cemitérios de Dragões, primeiro volume da série.
Saiba Mais: Skoob | Site do Autor | Compre Pelo Menor Preço

Share this:

, , , , , ,

COMENTÁRIOS

5 comentários:

  1. *mais um para lista*

    Esses gifs <3

    Amei DEMAIS a resenha.

    Beijos :*

    ResponderExcluir
  2. NDMASKLDSMKÇLADSLDSM ADOREI A RESENHA, NIZZ *-*
    PRECISO DO MEEEEEEEEEEEEU Ç__Ç

    ResponderExcluir
  3. DENISE MIM SOCORRRREEEE... MEU DEUS DO CÉU.
    EU
    PRECISO
    LER
    ESTE
    LIVRO
    A-G-O-R-A

    To muito LOUCA por ele, mais que nunca, EVER! SUA RESENHA ACABOU COMIGO. Estou com muita saudade dos personagens, muita mesmo e esperamos bastante por este segundo volume. Já estou no ultimo livro do mês do Halloween então vai me sobrar tempo livre pra ler essa belezura!!! <3 <3
    O unico problema é que estou gastando horrores com livros, vou me endividar mais um pouco, mas é por uma boa causa, EXCELENTE CAUSA. E só mais esse UASHAUHSUHA.

    Invejando BRANCAMENTE o autógrafo. O queridinho fez no mesmo dia da Bianca Briones e como adoro ela, fui no dela =(

    Adorei a resenha, vamos aguardar o próximo!! E quando escrever sobre ele corre lá no blog pra surtarmos de vez.

    Beijo!!!
    http://livrosontemhojeesempre.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  4. Draccon, senta aqui e vamos conversar sobre esse final? NÃO SE FAZ ISSO SEM SEQUER UMA DATA PRO LANÇAMENTO DO PRÓXIMO, OK? Ok.
    Faz um mês que li e resolvi fuçar no blog pra ver se tinha a resenha, confesso que ainda não me recuperei. Adorei a resenha, finalmente alguém! Quero enfiar os livros dele na cara de todo mundo porque ninguém lê... Vamos sentar e chorar juntas, te entendo, vem cá!
    Mais um pra lista de "quero matar ele, mas não posso se não fico sem esses livros maravilhosos"
    Beijos!!!!

    ResponderExcluir
  5. DENISE VC ME ENTENDE!!!
    Eu tinha lido o livro na época que saiu em PDF,mas ai agora que eu comprei o físico,EU VI QUE TAVA FALTANDO UMA PARTE,DAI EU ME TOQUEI QUE O FINAL NÃO TINHA CHEGADO
    E QUE FINAL!!!!SOCORRO,NÃO PODEM FAZER ISSO COM MEU MARIDO!!!!
    ADFOSFIUSFDJ0GKJOIGJMS9PIGDJWR9JOIJFVNISODUHFIDSFHNJOISDFJUISVMUSIDFHSUIDFHSDGHUSIGHISUGHUISHGUISGJSUIFHUSIDFHSIGHSUGHIUSDGHSUIGHSIUDGHSIDHSIGUHSDGIUHSUIGHOSIUG
    E isso,Beijos ;)

    ResponderExcluir

Deixe seu comentário, sua opinião é sempre muito bem-vinda!