Sofrendo com Crescent City - e não do jeito bom

  • 09:00
  • 13 de mar. de 2020

  • Considerando a minha experiência de leitura atual e algumas anteriores, resolvi fazer um textinho aqui para o blog contando (surtando) um pouco sobre como é amar tanto a escrita de uma autora em alguns livros para chegar em outro e quebrar a cara - sim, estou falando de Crescent City, da Sarah J. Maas nesse caso.

    Queria deixar o aviso de que essa é minha opinião sobre esse livro, minha experiência, e só minha. O que significa que você pode ler e amar e tá tudo bem por isso! Eu não vou sair por aí exaltando esse livro como faço com Trono de Vidro, mas ele pode funcionar pra você, então vai na fé se quiser ler.

    Esse poderia ser um Li até a página 200 e nada aconteceu para mim em Crescent City, a nova série de Fantasia (que tenta ser adulta) da mesma autora de Trono de Vidro e Corte de Espinhos e Rosas. Já começo esse texto comentando sobre como eu amo ambas as séries anteriores dela, a narrativa, os personagens, TUDO. Reconheço que tem seus probleminhas, mas ainda guardo no coração; Trono de Vidro é tão meu fave que eu tenho uma ideia de tatuagem marcada para um momento eventual da vida.

    Dito isso, preciso destrinchar o quanto House of Earth and Blood me ofereceu, até agora, 300 páginas de um absoluto e eterno NADA. Pensa no nada, o que significa ter nada em uma história. É isso que a SJM colocou no início desse livro.


    Começos servem para alguns princípios; apresentar mundo e personagens e, principalmente, te fisgar parar querer continuar a história. Eu não me importo com começos lentos - pelo amor de Deus eu sou fã de O Senhor dos Anéis! - mas existe uma diferença entre lentidão que promete alguma coisa e lentidão que não entrega nada. E aqui é esse caso.

    House of Earth and Blood tem a mesma pegada dos outros livros da Sarah e por isso eu esperava mais, muito mais quando 10% passaram e e então 20% e então 30% e só um acontecimento relevante tinha se desenrolado - e isso lá no comecinho.

    Ele começa apresentando Bryce, uma meio-humana meio-feérica que trabalha numa galeria, vive de boas, não sabe muito o que quer da vida mas está seguindo seu curso. Ela é tão ADULTA que adora ir pra festas e usar drogas; e ela é tão uma cópia mal trabalhada da personalidade da Aelin que tudo que eu consigo fazer nos seus capítulos é revirar os olhos.



    A promessa é de uma trama de investigação sobrenatural, muito mais sexy e violenta e pesada do que antes - mas tirando uns Fucks ocasionais e tripas de alguns personagens voando pra fora, tá tão "pesado" quanto ACOTAR - pelo menos em ACOTAR as coisas... Aconteciam. Eram lentas? Sim, mas aconteciam.

    Além da Bryce, temos o Hunt - um anjo badass que tem uma reputação de ser A SOMBRA DA MORTE porque ele é mau e as pessoas têm que ter MEDO dele e porque a PRESENÇA dele impõe respeito e MEDO e até a morte morre de MEDO desse anjo (é mais ou menos assim que a narração descreve ele toda vez que um novo personagem, exceto a Bryce porque, claro, ela é A Protagonista, encontra com ele).

    E eu preciso tirar um minuto pra falar sobre a "representatividade". Ai, ela tentou. E ela errou feio de novo. Depois dos feéricos bronzeados de ACOTAR temos um personagem descrito como NEGRO que, adivinhe? Todas as fanarts que estão saindo tem um personagem idêntico ao Cassian, o que mostra o quanto a Sarah errou de novo.

    Mirou na diversidade e acertou no bronzeamento artificial. Ela simplesmente colocou a cor dele ali pra tentar calar a galera que aponta a branquitude absurda em seus livros, mas não mostrou cuidado na representação e nenhuma sensibilidade na maneira como apresentou e construiu ele. Isso sem me aprofundar no fato de que o personagem "negro" também cai no esteriótipo de "violento e bruto e temido por todos visto como selvagem e assassino" que é bastante problemático.



    Temos outros trocentos personagens enchendo linguiça nas dezenas de páginas sem substância e relevância e eu, sinceramente, não me importei com nenhum deles. Tem um governador lá que é um anjo, aí tem a chefe da Bryce que é bruxa e transforma pessoas que irritam ela em bicho, aí tem outros mas não se apegue porque esse livro é sobre um demônio serial killer e uma investigação que NUNCA. VAI. PRA LUGAR. NENHUM.



    É como se a SJM estivesse tentando criar o Red John do mundo sobrenatural mas quisesse enfiar todas as temporadas de The Mentalist em um livro - só que The Mentalist tinha personagens bem desenvolvidos e aqui... Ela não lembrou de escrever isso.

    Eu juro, é a mesma coisa de Trono de Vidro. Mas lá a gente teve TEMPO de se apegar; teve tempo de conhecer a Aelin e suas dores e sua jornada de recuperação. Teve tempo de entender a pose de malzão do Rowan e então mais dois livros pra ver ele se mostrando empático e um guerreiro honrado. A Bryce e o Hunt SÃO a Aelin e o Rowan de um universo alternativo onde ambos são um porre insuportável ao extremo desde o primeiro momento em que aparecem.

    Eu estava num ponto de que até os diálogos/flertes entre os dois me faziam ficar com cara de bunda.



    Aqui são duzentas páginas de um vai e volta da Bryce e do Hunt fazendo suas coisas, aí tem uns diálogos, aí a Bryce está na galeria vendendo arte, aí mais alguns diálogos, aí corta pra um terceiro personagem com POV que eu não poderia me importar menos, volta pro Hunt e pra uma quinta repetição da explicação do porque algumas criaturas têm a marca da escravidão no pulso (eu juro pela deusa que ela repetiu essa explicação várias vezes) e então quatro páginas descrevendo o interior de uma mansão, e então eu pulando por uma janela porque não aguento mais mas sou trouxa e tentei mais um capítulo.

    A verdade é que eu continuei fazendo isso comigo mesma até quase os 40% porque eu tinha esperanças. Corte de Gelo e Estrelas foi uma prova de que se der muita liberdade pra SJM, ela vai me decepcionar - e aqui é uma prova em 97 capítulos de como essa mulher necessita, urgentemente, de um revisor que sacuda ela pelos ombros e grite NÃO PRECISA GASTAR METADE DE UM CAPÍTULO COM UM ANJO VIGIANDO A MEIO-FEÉRICA ENQUANTO ELA FAZ AS UNHAS!



    O fim desse texto também marca meu abandono a essa série e minha prece silenciosa para que o livro de Nessian passe longe do desastre que foi essa experiência pra mim.

    "Through love, all is possible" menos terminar essa história.


    1. Nunca fui tão representada num texto rs (rindo de desespero)
      Vou até o fim para poder falar mal com propriedade!
      Beijos
      Balaio de Babados

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    2. Nossa que artigo fantástico, por isso que estou quase todos os dias visitando e lendo seus artigos. Sempre tem conteúdos interessantes e de qualidade.

      Beijos !!

      Meu Blog: Apostando na Loteria

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    3. Oi Denise, tudo bem? Eu nunca li nada da Sarah, me sinto a diferentona rs Mas pelo jeito é melhor começar com as outras séries e não com essa. Uma tristeza sobre o personagem negro, mas que é branco bronzeado, um vacilo enorme da autora....

      Bjs, Mi

      O que tem na nossa estante

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    4. CHO-CA-DA.
      Oi De! Tudo bem?
      Menina, estou CHO-CA-DA. Não acredito que vários nadas acontecem! Justo com a Sarah J Maas? Estou impactada, porque estava aqui na ansiedade para ser traduzido logo... Nem estou sabendo o que te falar, só estou de boca aberta com esse seu desabafo.
      beijos
      http://estante-da-ale.blogspot.com/

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    5. Suas palavras são as mesmas que me vieram na cabeça. Sem tirar nem por.

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    6. Oi Denise! Eu tenho visto o pessoal bem decepcionado com esta nova obra da autora, uma pena, pois nas anteriores ela arrasou.
      Bjos!! Cida
      Moonlight Books

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    7. Olá, Denise.
      Só espero que a Sarah não seja autora de uma série só como vejo que tem acontecido com a Julia Quinn e com a JK Rowling. Mas pode ser as expectativas também hehe. Mas vamos ver, quero ler quando sair por aqui e já vou me preparando para o que me aguarda hehe.

      Prefácio

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    8. Oi Nizz!
      KKKKKKKKKK EU TO MORTO COM ESSE POST KKKKK AMEI. So falou verdades e eu nem comecei. Quando eu vi o tamanho do livro eu ja esperava o fracasso viu. Gente essa mulher e muito enrolona. Um livro de introducao com quase 1000 paginas e absurdo. E mds, eu sabia q esses protagonistas seriam o fracasso. A Sarah nao sabe criar personagem principal. Todos sao ela mesma KKKKK coitada. Eu desisto dos livros dela viu. Trono de Vidro ta bom

      Abraços
      Emerson
      http://territoriogeeknerd.blogspot.com/

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    9. estou curiosa, qual tattoo de O Trono de Vidro você quer fazer?

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      1. Eu quero tatuar a frase "you could rattle the stars, you could do anything if only you dared" <3 que pra mim é a mais poderosa da série toda.

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    10. Eu tava enrolando a leitura de Crescent City e agora tenho certeza que vou enrolar um pouco mais kkkk. Que os proximos de ACOTAR sejam bons!!

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      1. Ai amiga se eu posso te dar uma dica é fica longe que não tá perdendo nada UHASUHUHASUHASUHASUHASUHASUHAS maior decepção do ano, de longe.
        Rezando pra ela não estragar meu Nessian ou eu caço essa mulher pra gritar na cara dela!

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    11. Chocada!
      Amo os livros da Sarah e fico triste de saber que ela errou a mão dessa vez.

      Por mais erros que os livros dela tenham, eu sempre amei o universo que ela criou.
      Mas eu sou meio masoquista, então quando sair vou ler pra poder falar mal com propriedade.

      Suas resenhas são maravilhosas, parabéns!

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    12. Eu estou bem triste com as reviews que estão saindo sobre Crescent City, eu estava tão ansiosa, agora só fica a esperanaça dela não estragar a spin off do Cassian com a Nestha ja que ela cagou em Corte de gelo e estrelas... juro que sou capaz de ir dizer umas verdades na cara dela!!

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    13. Júnia Hisami1.6.20

      Oi! Nossa eu tbm achei Corte de gelo e estrelas fraquissimooo mas oq me deixou mais bolada no Crescent City é que não teve NADA de adulto( teve mais tensão sexual em qualquer outro livro dela). A historia em si não é um bom misterio mas eu curti a apresentação de um mundo sobrenatural diferente dos que ela ja tinha feito. O livro não é tao ruim assim, mas é que depois de apaixonar com as outras series dela a expectativa tava mt alta com um livro que é/era uma area nova pra autora. Amando seu blog!!!

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    14. Este comentário foi removido pelo autor.

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    15. Muuuito obrigada! Meu dinheiro economizado agradece kkkkk

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      1. Kkkkkkkkkk Tirou as palavras da minha boca

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    16. Eu ia começar a ler e agora não quero mais kkkkkk

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    17. Você me descreveu demais e olha que nem foi em relação a "Crescent City"! O pouquinho que você citou sobre ACOTAR foi exatamente o que mais me incomodava nas séries dela... Acho que agora ela sente a necessidade de escrever por ser uma escritora, mas tá tudo bem mudar um pouco haha

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    18. Eu gostei do livro e respeito sua opinião. Gostaria de ressaltar algumas coisas:

      1) Na minha opinião deveriam parar de comparar personagens. Por mais que sejam da mesma autora são histórias diferentes e personagens diferentes

      2) "Depois dos feéricos bronzeados de ACOTAR temos um personagem descrito como NEGRO que, adivinhe? Todas as fanarts que estão saindo tem um personagem idêntico ao Cassian." Como você disse "fanarts", a autora não tem culpa de embranquecerem as artes ou até mesmo fazê-lo parecido com o Cass sendo que nem foi ela que fez e sim os fãs

      3) 'Isso sem me aprofundar no fato de que o personagem "negro" também cai no esteriótipo de "violento e bruto e temido por todos visto como selvagem e assassino" '. O Hunt não é o único personagem negro da história, porém é o único com essa descrição. Para mim teve sim representatividade porque tem vários personagens negros e cada um tem sua história. Como por exemplo a Juniper, ela é negra de tom mais escuro que o Hunt e é uma belíssima dançarina e o Isaiah que também é mais escuro, por mais que tenha feito parte da rebelião ele aceitou seu destino e não tem esse mesma descrição do Hunt. Emfim, como eu disse, cada personagem tem sua história.

      4) "Temos outros trocentos personagens enchendo linguiça nas dezenas de páginas sem substância e relevância e eu, sinceramente, não me importei com nenhum deles. Tem um governador lá que é um anjo, aí tem a chefe da Bryce que é bruxa." Se tivesse lido o livro todo saberia que esse ARCANJO não enche linguiça e é de extrema importância para a história. Já em relação a Jesiba, a tal bruxa, ela pode não ter feito muito diferença nesse livro, mas pelo epílogo dá a entender que ela vai ser importante nos próximos livros.

      5) Repetindo, acho que deveriam parar de comparar. Bryce e Hunt são bem diferentes da Aelin e do Rowan, só que vocês se apegaram e ao meu ver não tem mais espaço para novos personagens/casal.


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      1. Este comentário foi removido pelo autor.

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      2. Eu ia falar exatamente isso que você falou. C.C é bem diferente dos outros livros d S.J.M ficar comparando as histórias e personagens não faz muito sentido, principalmente se não leu o livro todo. Eu acho que para falar de um livro com total propriedade tem que ler todo o conteúdo, o tanto de coisa que muda depois das 300 páginas lidas... vou nem comentar
        E no quesito de ser adulta e não ter cenas explícitas de sexo, para ser um livro adulto não significa sexo a cada passo. Com o decorrer do livro tem tanto gatilho que você sente td, eu chorei em algumas partes que sério, eu não esperava.
        Leiam o livro TODO antes de falar por favor. Se vcs lerem td e não gostarem eu nem falo nada, mas se não leu nem a medade aí fica complicado. É o famoso "julgar o livro dela capa" (essa expressão significa julgar pela aparência, ou pela primeira impressão, o início)
        Se eu tivesse parado tog no primeiro livro como eu queria falaria mal do mesmo jeito, a história só fica boa mesmo depois do terceiro. Mas é uma evolução, td dependia daquele início, q mesmo entediante foi importante depois.
        C.C é um dos livros que me fez sentir como se estivesse vivendo a história, o final é surpreendente.
        Devo acrescentar que eu senti algo faltando, mas talvez seja pq não gosto do casal kkkkkk mas tenho certeza q assim como tog e acotar td se completa no decorrer da série.

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      3. Oi, Nossa estante.
        É por isso que isso não é uma resenha e sim um post aleatório explicando porque eu abandonei o livro, né?
        Se eu tivesse aguentado ler inteiro, seria uma resenha. E assim, uma amiga minha aguentou, leu, odiou tudo como eu odiei e ainda mais pela perda de tempo. Me contou todos os spoilers e eu fiquei 'hm ok né choices, SJM'.
        Então tô beeeeem feliz de ter abandonado e mantenho a opinião. Até onde eu li, foi isso aí que senti. Se tu curtiu e leu inteiro, que bom pra ti ;D
        (pra tu ver como é engraçado a coisa de opinião né, eu acho TOG muito bem conduzido e desenvolvido pra um livro introdutório. Coroa, então, é uma sequência espetacular. Mas ai tu acha que só fica bom a partir do 3 e vida que segue, né? Você tem o direito de abandonar TOG no primeiro livro porque achou ele um porre. Eu tenho o direito de abandonar CC na metade porque achei um pé no saco e vim aqui reclamar porque eu adooooro reclamar <3).
        Beijos!

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    19. Li o livro totalmente de mente aberta para não comparar com os outros livros que ela escreveu. Concordo que ela enrolou demais, uma investigação que não acaba nunca. Mas consegui continuar focada na história. Enrolou durante o livro todo pra no final jogar tudo de uma vez na nossa cara kk. Estou ansiosa pra sair a segunda parte, porque, de verdade, eu espero que seja melhor. O primeiro livro de acotar empurrei com a barriga mas o segundo livro.. Meu Deus.. Li 5 vezes. E espero que o mesmo ocorra com House of Earth and Blood.

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