Patricia Cabot é o pseudônimo utilizado por Meg Cabot para escrever livros que não se aplicam ao seu gênero de escrita, já que são romances históricos (ou romances de banca, como preferir). Dentre seus títulos encontramos alguns livros muito bons, como A Rosa do Inverno e Um Amor Escandaloso. É realmente uma pena que A Dama da Ilha não se enquadre no caso.
Sinopse: O Marquês de Stillworth, Reilly Stanton, quer reconstruir o seu orgulho ferido comprovando para todos e para si mesmo que é um verdadeiro herói e não um bêdado inútil como afirmou sua ex-noiva. Ignorando todos os conselhos sensatos que recebeu, o londrino Stanton assume um posto médico na remota Ilha de Skye convencido de que pode conviver com as condições de vida, digamos... primitivas. É aí que conhece a senhora Brenna Donnegal, e por mais que tentasse, Stanton não consegue ignorar aquela bela mulher. Ela ocupou o antigo papel do pai como médica local da Ilha, e está mais do que irritada por encontrar Dr. Stanton assumindo seu trabalho e a casa de campo de seu pai. Por bem ou por mal, ela dará o castigo merecido ao usurpador. Mas o que começa como uma faísca de um cabo de guerra entre dois corações orgulhosos logo inflama no fogo ardente da paixão.
Reilly Stanton é o Marquês de Stillworth, mas prefere atender pelo título de Doutor. Médico formado, o jovem aceita uma proposta de trabalhar na ilha de Skye, que é muito diferente da sua amada Londres. A ideia parece interessante, você até consegue imaginar um homem bom e preocupado com a condição humana, mas a verdade é que a única razão para Stanton ter aceito a proposta de trabalho é para provar à sua ex-noiva que ele tinha algum valor.
Ou seja, logo nas primeiras páginas você já consegue perceber o quão babaca o protagonista é. A ideia da Meg de criar um contraste entre o médico que só faz uso da medicina para impressionar e da curandeira que aplica seus conhecimentos para ajudar pessoas é nítida e poderia até ser interessante, se tivesse sido melhor trabalhada. Na ânsia por criar uma personagem feminina forte, a autora acabou fazendo do personagem masculino um babaca. Ou melhor, um boboca.
A história se passa na ilha de Sky e gira em torno de Stanton e Brenna; ele um médico chamado da capital por Lorde Glendenning para ser o responsável pela saúde das pessoas do povoado, e ela a filha do antigo médico, e que atua como curandeira. Brenna é independente, mora sozinha em uma cabana perto de um riacho (e que é destinada ao médico da região, obviamente), sabe se defender muito bem seja física ou verbalmente e, é claro, usa calças. Traduzindo: o esteriótipo perfeito de como ser uma garota forte nos livros de romance histórico.
O romance não me causou empatia porque eu estava, na maior parte do tempo, tentando decidir qual dos dois era mais idiota. O que é quase impossível porque o páreo é duro. A parte mais interessante do livro é a problemática envolvendo a cólera, pois existe um embate entre eles sobre como a mesma seria transmitida.
E, para finalizar, preciso ressaltar algo que aconteceu neste livro e que sempre me irrita quando ocorre: personagens que mudam drasticamente. Inicialmente eles são narrados de determinada forma, e na outra eles se transformam sem maiores justificativas. Enquanto é um empecilho para o casal principal o personagem é um idiota total, no momento seguinte ele se transforma em uma pessoa apaixonada e boa. Ou então ao contrário. Siceramente, odeio isso com todas as forças.
A Dama da Ilha é um livro fraco e sem nada novo. Se você esta querendo começar seu caminho nos livros históricos por aqui, não faça isso. Se você quiser começar seu caminho nos livros da Patricia Cabot, não comece aqui. Resumindo: se você quiser uma leitura de qualidade, esta não é uma boa opção. Mas é um livro rápido e fácil, e talvez você não o despreze tanto quanto eu. Que tal tentar a sorte?
Título original: Lady of Skye
Autora: Patricia Cabot
Editora: Essência
Gênero: Romance histórico | Romance de banca
Nota: 3
Skoob
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A Cidade Murada é um
standalone escrito por Ryan Graudin – a mesma autora da série Lobo por Lobo.
Cedido em parceria pela Editora Seguinte, é um livro visceral sobre força e
sobrevivência que merecia mais hype do que tem.
Sinopse: A Cidade Murada é um terreno com ruas estreitas e sujas, onde vivem traficantes, assassinos e prostitutas. É também onde mora Dai, um garoto com um passado que o assombra. Para alcançar sua liberdade, ele terá de se envolver com a principal gangue e formar uma dupla com alguém que consiga fazer entregas de drogas muito rápido. Alguém como Jin, uma garota ágil e esperta que finge ser um menino para permanecer em segurança e procurar sua irmã. Mei Yee está mais perto do que ela imagina: presa num bordel, sonhando em fugir… até que Dai cruza seu caminho. Inspirado num lugar que existiu, este romance cheio de adrenalina acompanha três jovens unidos pelo destino numa tentativa desesperada de escapar desse labirinto.
A abordagem da história se dá
através de três pontos de vista – Jin, Dai e Mei; os capítulos em primeira
pessoa intercalam entre esses protagonistas, dividindo a trama entre suas
vivências ao mesmo tempo em que cria caminhos para que se encontrem.
A Cidade Murada estabelece
pontos em comum entre esses três sobreviventes. Suas histórias são distintas,
mas dá para sentir no tom da narrativa a sensação de que eles estão em busca de
alguma coisa. O ritmo é marcado por isso, o que torna todo o desenvolvimento
gradual e bem pontuado.
Ryan sabe para onde está
caminhando. Sabe em quais trilhas colocar seus protagonistas, quais
acontecimentos são essenciais para que eles cresçam e avancem, quais sub-tramas
adicionar para tornar todo o plot principal instigante. A sensação crescente da
história se permeia do começo ao fim, com a promessa de uma conclusão coerente
para tudo que foi apresentado.
Além de Jin, Dai e Mei, que
têm suas histórias individuais marcantes e que conduzem a narrativa, a autora
fez um grande trabalho ao tornar a própria cidade um personagem essencial. A
ambientação é vívida, te coloca dentro dos muros, em meio às ruas e aos
problemas que seus moradores vivem. Te apresenta o terror e a violência em suas
muitas nuances e faz com que você tema pelo que está por vir.
Junte esse cenário sombrio e
desesperançoso a três personagens com uma bagagem emocional perturbadora e
adicione um ritmo inquietante e você tem uma leitura impossível de largar.
Para quem já está
familiarizado com Lobo por Lobo ou mesmo para quem quer conhecer a escrita da
autora, A Cidade Murada é uma ótima escolha. Ryan mostra, mais uma vez, o
brilhantismo da sua narrativa e da sua capacidade de entregar uma boa história.
Título original: The Walled City
Autora: Ryan Graudin
Editora: Seguinte
Gênero: Ficção
Gênero: Ficção
Nota: 5
Garota-Ranho é o primeiro volume de uma HQ que leva o mesmo nome, publicada aqui no Brasil pelos Quadrinhos na CIA - que nos cedeu um exemplar para resenha -, e assinada por Bryan Lee O'Malley e Leslie Hung. Nela vamos conhecer Lottie, que é o esteriótipo perfeito de uma personagem tão comum na nossa sociedade atual: a blogueira de moda.
Sinopse: Do mesmo criador do fenômeno Scott Pilgrim, Garotaranho é uma das séries mais ousadas, engraçadas e espertas dos quadrinhos atuais. Lottie Person é uma blogueira de moda que vive uma vida absolutamente incrível — ou pelo menos é o que ela quer que você acredite. A verdade é que sua alergia está fora de controle, seu nariz não para de escorrer, o namorado a trocou por uma garota mais nova e é possível que ele tenha cometido um homicídio. Este é o primeiro volume do sensacional Garotaranho, de Bryan Lee O'Malley, criador de Scott Pilgrim, e da desenhista Leslie Hung.
Lottie é jovem, linda e famosa entre seus seguidores e grupo de amigos. Com um cabelo verde incrível e um bom gosto de invejar, nem tudo na sua vida são flores. Aliás, nem fale nelas, pois flores assim como pelos de animais - e várias outras coisas - são um terror para Lottie e sua alergia sempre descontrolada. Eis que surge seu apelido, Ranhottie.
A vida online perfeita nem sempre se reflete na vida real, e Lottie bem sabe disso. Seu ex-namorado resolveu pedir um tempo, e agora parece estar com uma garota que é uma cópia barata dela. Para piorar a situação, seu novo remédio para controlar a alergia parece não ter um efeito muito bom quando ingerido junto com bebida alcoólica.
Mas isso poderia ser apenas momentos de dias ruins, não fosse o fato da blogueira ter acabado se metendo em uma confusão imensa que pode acabar envolvendo até mesmo a polícia. Algo de estranho está acontecendo na vida de Lottie Person, e ela precisa descobrir o que é.
Garota-Ranho é uma HQ de uma leitura muito rápida e atual, com sua protagonista totalmente superficial e com esse tom voltado a crítica velada em relação a forma como lidamos com nossa persona online e com quem somos na vida real.
Sendo o primeiro volume a história é bem introdutória, apresentando Lottie e o mundo em que ela vive, esse ambiente de glamour e que parece tão irreal. Vários pontos parecem desconectados, em parte por causa da narrativa envolvendo o mau uso dos remédios, o que pode causar algumas pequenas quebras na leitura.
A sensação que fica é que as páginas terminam bem quando você começa a realmente se empolgar e ansiar pelo que está por vir, o que causa um sentimento de decepção. Não por ser ruim, mas porque você quer saber o que vai acontecer.
Garota-Ranho foi uma leitura agradável, embora eu esperasse mais. Como não tenho o costume de ler HQ's foi uma tentativa interessante, quero seguir acompanhando a história de Lottie. Ainda que não tenha sido um grande sucesso, gostei do formato e acredito que vou continuar apostando em me aventurar pelo formato/gênero.
Eternidade? – Um romance sobre vampiros, lobisomens e múmias é o quinto, e último, livro da série de steampunk O Protetorado da Sombrinha, da autora Gail Carriger. Lançado no Brasil no início do ano pela editora Valentina, que nos cedeu um exemplar para resenha, ele fecha com chave de ouro uma série que só me causou alegria e boas gargalhadas.
Sinopse: Alexia Tarabotti enfrenta uma série de atribulações sociais, quiproquós e saias justas (embora compridíssimas) em plena sociedade vitoriana. Alexia Tarabotti, Lady Maccon, finalmente encontrou a felicidade doméstica. Desnecessário dizer que, em se tratando dela, essa felicidade inclui algumas imposições, como integrar lobisomens à alta sociedade londrina, morar no terceiro melhor closet de um vampiro e lidar com uma garotinha precoce que tende a se transformar em sobrenatural com ou sem o consentimento dos pais. Mas essa existência paradisíaca só dura até Lady Maccon receber uma convocação que não pode ser ignorada. Com o marido, a filha e uma companhia de teatro a reboque, a preternatural embarca em um navio a vapor para atravessar o Mediterrâneo rumo ao Egito. Só que ali há mistérios que surpreendem até mesmo nossa indomável heroína. O que será que a rainha vampiro da Colmeia de Alexandria realmente quer dela? Por que a Peste Antidivindade começou a se expandir de repente? E como Ivy conseguiu se tornar a atriz mais popular do império britânico, da noite para o dia?
Após o final de Coração? contamos com o acréscimo de um
novo membro a família de Lady Maccon, a adorável Prudence, aqui já um bebê se
enrolando com suas primeiras palavras. E é em parte graças a ela que uma nova
aventura se desenrola, desta vez no calor das areias do Egito.
Sendo Prudence a filha de uma preternatural e, portanto,
detentora de habilidades muito especiais, a Rainha da colmeia de Alexandria – a
vampira mais antiga de que se tem notícia - decide por convocar a ela e Alexia
para uma visita. A viagem vem a calhar, já que o assassinato de um lobisomem em
Londres parece estar intimamente ligado a algo que ele descobriu no Cairo,
assim como toda a Peste Antidivindade que já conhecemos dos livros anteriores.
São sob essas circunstâncias que Lady e Lorde Maccon
viajam junto a sua filha, Madame LeFoux e a comitiva de teatro de Ivy Tunstell
para as terras desérticas, em busca de respostas e prontos para mais uma
aventura. Pois como em todo livro do Protetorado da Sombrinha, não existe uma
única confusa na qual Alexia não consiga meter seu nariz (e sua sombrinha).
É com certa tristeza que digo adeus aos personagens
durante a leitura, a essa em especial, porque tenho um carinho enorme por cada
um deles. Principalmente aqueles secundários que passaram a ser mais
desenvolvidos e ganhar ainda mais espaço, e que consigo ver o grande potencial
que possuem e o quanto eles ainda têm pra viver para além das páginas.
Biffy e o professor Lyall, o último meu eterno
queridinho, são exemplos perfeitos quanto ao meu sentimento por esses
personagens que ainda tem tanto por dar.
Enquanto o núcleo principal viaja para o Egito, os dois
ficam encarregados de desvendar o mistério do assassinato do lobisomem beta do
clã de Lady Kingair e acabam por viver suas próprias aventuras. Amo o professor
Lyall desde o primeiro livro, e é incrível descobrir como ele ainda é cheio de
segredos e tudo o que ele precisou e precisa fazer em nome de ser um bom beta
para o seu clã. O final dos dois me deixou com um sentimento agridoce e a necessidade
de saber mais sobre eles. De por ver além do fim.
Por outro lado, nas terras longínquas dos faraós, Alexia
e sua família se deparam com uma trama que vem se desenvolvendo a anos e somos
apresentados mais uma vez a um pedaço do passado de Alessandro Tarabotti, o pai
de Alexia. Em um ponto até então não discutido na série sobre o sobrenatural e
o peso da eternidade, nos deparamos com conflitos externos que podem ser muito
pessoais para alguns dos personagens que tanto amamos.
Gail conseguiu manter a aura dos livros enquanto nos
guiava para o desfecho da série, nos dando muitas coisas e nos deixando pedindo
por mais. Genevieve, por exemplo, nunca aparecerá o bastante para me deixar
suficientemente satisfeita porque amo essa mulher e nunca canso dela. Mas
Alexia e Lord Malcom tiveram um desenvolvimento tão bonito, amarrando alguns
pontos soltos deixados nos outros livros, e fechando de forma tão bonita a sua
história que eu não tenho opção que não a de ficar feliz.
Prudence ainda vai ser destaque de outra série da autora,
The Custard Protocol, que já conta com três livros, mas que provavelmente não
será trazida para o Brasil. Porque infelizmente O Protetorado da Sombrinha não
parece ter feito muito sucesso por aqui, o que é um ultraje!
Eternidade? é tudo o que eu queria para o final dessa
história e um pouco mais, foi um prazer imenso fazer parte de mais essa
aventura com esses personagens. Prepare sua sombrinha, faça um chá e se
aventure pelas páginas desse livro, como toda boa dama deve fazer.
Título original: Timeless
Autora: Gail Carriger
Editora: Valentina
Gênero: Steampunk
Nota: 5
Nota: 5
O Clube dos Oito foi o primeiro romance do autor Daniel Handler, mais conhecido por Desventuras em Série a qual escreveu sob o pseudônimo de Lemony Snicket. A obra publicada pela Editora Seguinte, que nos cedeu um exemplar para resenha, narra a história de Flannery Culp e como ela e mais sete amigos entraram para a história dos EUA como uma seita satânica de jovens assassinos.
Sinopse: Como um grupo de jovens estudantes bem-educados acabou se envolvendo num escândalo que chocou um país? Por que tantos especialistas em comportamento juvenil têm algo a dizer quando o assunto é o Clube dos Oito? Até quando inúmeras manchetes de jornal e programas de TV sensacionalistas vão explorar o caso nos mínimos detalhes? Para fazer com que a verdade venha à tona, Flannery Culp, a dita líder do Clube, decide tornar público o diário que manteve ao longo do seu desastroso último ano de ensino médio. Agora que está presa por cometer um assassinato, a garota tem tempo de editar o que escreveu e revisitar a rotina que levava ao lado de seus sete melhores amigos. A narrativa de Flan, permeada de professores da pior índole, um amor não correspondido, aulas complicadas e jantares pomposos, comprova que ela pode até ser uma adolescente criminosa — mas, pelo menos, é uma adolescente criminosa muito inteligente.
Flannery inicia o relato explicando que o livro se trata de uma transcrição de seus diários, acrescido de alguns detalhes e sofrendo algumas pequenas modificações. Nas próximas páginas, ela promete, serão apresentados os acontecimentos envolvendo o Clube dos Oito que culminaram no assassinato que chocou o país. Mas para isso, é preciso primeiro entender o amor de Flan por Adam State e os postais apaixonados que ela o enviou naquele verão e que foram o estopim de uma grande trama que terminou no assassinato violento do mesmo.
A história se desenrola com o passar do ano, sempre pela perspectiva da protagonista, sendo os outros integrantes do Clube dos Oito meros espectadores do grande espetáculo que é a vida de Flannery. O grupo de amigos, unidos e fechados entre si, é parte essencial para o desenvolvimento da trama. A princípio não se identifica um líder ou uma figura proeminente, até próximo ao final, quando elementos surpresa se revelam e passa a ficar claro que Flan sempre foi a figura de destaque e o que unia o grupo.
Quanto aos acontecimentos do livro, O Clube dos Oito mostra um grupo de jovens adolescentes com uma situação financeira muito favorável e que vivem uma vida irreal. Seus jantares são regados a vinhos, boa gastronomia e tudo isso ao som de música clássica. A questão artística é muito presente, contemplando comentários sobre música, literatura, arte e teatro. Por sinal, a obra toda remete a um grande drama teatral do qual Flannery é a peça principal.
Daniel Handler não decepciona ao entregar uma história repleta de camadas, onde o leitor fica envolto a dúvidas e incertezas. Por ser narrado pela perspectiva da protagonista, que chega a admitir ter editado os diários aos quais está transcrevendo, os fatos contados não são confiáveis. O que faz o leitor se questionar a todo momento se as peças recebidas para encaixar esse quebra-cabeça são de fato verdadeiras ou falsas.
O livro vai muito além, no entanto, de apenas um mistério sobre como e por quê Adam foi assassinado. A vida e trajetória de Flanerry, e de todo o restante do Clube dos Oitos, são mais importantes do que a motivação do crime em si. Os meses que transcorrem entre os postais apaixonados e o assassinato, contém histórias que envolvem amor, traição, assédio e vingança.
As primeiras 100 páginas são uma espécie de apresentação dos personagem e da bolha na qual vivem, então existe um distanciamento e uma certa dificuldade de conexão com a leitura. Mas tão logo a trama passa a se desenvolver e elementos são adicionados a história, é inegável o aumento de interesse. Os assuntos tratados tomam forma e instigam o leitor para ver além das palavras.
O primeiro elemento a ser destacado é o consumo de álcool, que embora seja criticado pelos especialistas no livro, é naturalizado por Flan e portanto para o leitor. Precisei parar e rever alguns pontos durante a leitura para entender algumas coisas e perceber o excesso cometido, a presença constante e o quanto pequenas coisas podem passar desapercebidas.
A gordofobia também é algo presente, mas de uma maneira muito clara e que permite identificar o caráter distorcido da mesma. Para um livro escrito em 2006, quando infelizmente o assunto era visto apenas como uma piada ou mimimi. Esse aspecto se reduz principalmente a protagonista, como uma forma de diminuição de si mesma.
Um dos meus pontos favoritos, afora o humor da narrativa que é delicioso, é a crítica declarada aos "especialistas" e adultos da história. Enquanto o livro se volta para uma grande questão de adolescentes x adultos, onde os dois estão certos e errados ao mesmo tempo, é interessante observar que os comentários de Flannery não se resumem ao aspecto vilanesco atribuído aos especialistas dada a sua situação, mas a uma sátira da sociedade atual.
Os ditos especialistas do livro são psicólogos e demais profissionais da mídia que fizeram seu nome em cima de programas televisivos que cobriram a grande tragédia envolvendo O Clube dos Oito. É daí que surge toda a questão satanista, que nunca ocorreu, e que a história se corrompe e é apresentada ao público de uma maneira totalmente distorcida e sensacionalista.
A melhor parte disso é que, se olharmos para a mídia e a nossa sociedade conseguimos ver um reflexo perfeito do que acontece no livro. Podemos não ter nosso próprio grupo de adolescentes riquinhos que cometeram um assassinato, mas temos nosso kit gay e o fantasma do comunismo (dentre várias outras coisas).
Quanto ao que se refere ao assédio, ele é um tema recorrente do livro a partir de determinado ponto e fica evidente a busca do autor em apresentar mais de uma fase e forma do mesmo, nem sempre vindo do mesmo personagem. Acompanhei algumas resenhas do livro e percebi que existe um certo entendimento de que o tema teria sido banalizado, não concordo.
Acredito que Daniel deu evidências do assunto muitas vezes antes do grande episódio, mas que nem todos possam ter visto. Não acho que a atitude da personagem possa ser vista de forma negativa, também, pois nada mais é do que realista. Apontar o dedo para o ocorrido e criticar o autor pela escolha é negar a realidade na qual vivemos, e não farei isso.
Por fim, a grande revelação final e que serve para explicar e confundir ainda mais o leitor, fazendo com que seja preciso repensar toda a história (e dê vontade de reler tudo) fecha com chave de ouro uma narrativa que tem um humor sarcástico e muito particular. Gostei do livro mais do que imaginava.
O Clube dos Oito foi uma leitura que me surpreendeu, que me fez pensar e ficar brincando de tentar juntar as peças e descobrir onde tudo ia dar. Talvez eu nunca entrasse para o Clube ou fosse uma de suas amigas, mas foi impossível não me apaixonar por sua história. Se eu gostei de Flannery, eu com certeza amei Natasha.
Título original: The Basic Eight
Autor: Daniel Handler
Tradução: Fabricio Waltrick
Editora: Seguinte
Gênero: YA
Aproveitando que estamos em Semana de Black Friday, hoje vamos falar um pouquinho sobre os títulos que precisamos muito comprar - e que estamos torcendo pra ganhar um descontão no passar desses próximos dias!
Denise:


Aproveitando que a Amazon já lançou o famoso "compre 3 e pague 2" pra livros importados, garanti meus exemplares de Kingdom of Ash (Sarah J. Maas) e Muse of Nightmares (Laini Taylor) junto com a lindeza de Let's Talk About Love (Claire Kann). Esses eram os três que eu mais estava desejando, então de importados acredito que ficarei por aí mesmo - a não ser que Foolish Hearts (Emma Mills) abaixe MUITO o preço, aí posso considerá-lo.
De edição nacional a wishlist é enorme, mas tudo vai depender das promoções. Eu quero um desconto bem generoso pra fazer a limpa nesses livros: A Sombria Queda de Elizabeth Frankenstein (Kiersten White), O labirinto de fogo (Rick Riordan) e Aru Shah e o Fim dos Tempos (Roshani Chokshi) e Fahrenheit 451 (Ray Bradbury).
Bianca:
A maior parte da minha wishlist é em inglês, mesmo: Long May She Reign, da Rhiannon Thomas que parece ser maravilhoso, The Truth About Alice, outro livro da Jennier Mathieu (mesma autora de Moxie), Dear Martin, da Nic Stone, que onde o personagem principal escreve cartas para Martin Luther King Jr. E Labyrinth Lost, da Zoraida Cordova, porque livros sobre bruxas! Tinha vários outros, porém como eu disse, dólar! E como a maioria ainda não tem capa comum disponível, fica ainda mais difícil, né?
Eduarda:
Gavião Arqueiro - Pequenos Acertos porque eu preciso de mais Kate Bishop na minha vida. Gaviã Arqueira - Vingadora da Costa Oeste porque KATE FUCKING BISHOP. Se você não conhece, vá conhecer. Miss Marvel - Questões Mil - porque Kamala é maravilhosa e eu devia ter lido todas as HQ's dela há muito tempo. Carry On (Rainbow Rowell) porque essa capa é muito linda e também já aproveito pra entrar no clima pra Wayward Son. Filha das Trevas (Kiersten White) FINALMENTE COM UM PREÇO QUE CABE NO MEU BOLSO.
Hunting Prince Dracula (Kerri Maniscalo) porque todos merecemos Audrey Rose em nossas vidas. Faz tanto tempo que quero That Inevitable Victorian Thing (E.K. Johnson) que agora é uma questão de honra. Gunslinger Girl (Lyndsay Ely) porque tem uma mina toda trabalhada no "eu sou a lei" do Velho Oeste, porém em uma distopia. Ainda não decidi se quero ser ela ou quero ter ela.
Bianca:
A maior parte dos livros que eu quero são em inglês (amei o compre 3 e pague 2, porém dólar e desemprego, né), mas na parte das edições brasileiras eu me apaixonei pela edição nova de Mundo de Gelo e Fogo, que realmente está em um preço bem bacana. Também tenho no carrinho há muito tempo O Ano em que Disse Sim, da Shonda Rhimes, pelo qual tenho muito interesse. Também tenho a saga da Guerra dos Primos, da Philippa Gregory (A Rainha Branca, A Rainha Vermelha, A Filha do Fazedor de Reis, A Rainha das Águas e A Princesa Branca), porém são tantos que nem sei mais. Por fim tem Mil Palavras, da Jennifer Brown, que eu queria ter comprado na Bienal, mas como era lançamento estava muito caro.
Eduarda:
Pôr do sol no Central Park é o segundo volume da série Para Nova York, Com Amor da autora best-seller Sarah Morgan. Lançamento de outubro da editora Harlequin, que nos cedeu um exemplar para resenha, o livro tem foco no romance da desacreditada Frankie e do perseverante Matt.
Sinopse: Frankie Cole e suas duas melhores amigas inauguraram um novo negócio em Manhattan que está sendo um sucesso. Frankie é designer e ama trabalhar com paisagismo de jardins suspensos nos telhados dos arranha-céus da cidade. Entre amizades verdadeiras e um trabalho gratificante, ela tem tudo para ser feliz. Frankie nunca deu muita atenção às relações românticas, sempre preferindo focar em si e no trabalho. Ela e Matt, irmão de sua melhor amiga, se conhecem há anos, mas nunca tiveram nada além de amizade. Até que ele descobre novas coisas sobre a mulher que pensou conhecer tão bem, e decide que não quer passar mais nenhum dia longe dela. Matt sabe que Frankie se mantém segura por trás de sua barreira emocional, mas fará de tudo para superar os bloqueios e conquistá-la.
Franscesa Cole, mais conhecida por Frankie, é uma mulher que não acredita no amor ou em finais felizes. Com um histórico familiar de traições e abandono, parece impossível para ela que um casal possa se amar e viver juntos e felizes para o resto de suas vidas. O amor, se existir, acaba. E o que resta é apenas dor e sofrimento.
- Eu te amo, mas nunca vou entender você.
Por isso Frankie evita com unhas e dentes qualquer envolvimento romântico, por menor que seja. A simples ideia de vir a gostar de alguém a deixa nervosa e a beira de um ataque de pânico. Acrescente a isso suas próprias experiências ruins com o sexo oposto, e você vai encontrar uma pessoa totalmente desacreditada no romance e na vida a dois.
Eis que entra em cena Matt, o irmão mais velho de Paige e dono do apartamento onde Frankie e as amigas moram. Matt é um homem bom, carinhoso e muito sexy, que a conhece há anos e é uma amizade que ela preza muito. Sendo assim, quando ele precisa de ajuda com uma questão de trabalho não importa o quão nervosa Frankie fique estando perto de Matt, ela não tem como dizer não.
- Você tem que deixar ela querer isso, Ev. Não é possível amar alguém que não queira ser amado.
Frankie não precisaria ficar tão apavorada com a ideia de passar mais tempo perto de Matt, afinal eles eram amigos há muito tempo, não fosse o fato de ele recentemente ter descoberto certos artifícios que ela usa para se esconder e ter a deixado envergonhada. Ou a maneira como ele parecia cada vez mais disposto a invadir seu espaço e ultrapassar seus limites, dando a entender que o interesse que ela sentia por ele não era unilateral ou exclusivo.
Quanto mais ele se aproxima e testa todos os seus limites, maior é a vontade que Frankie tem de jogar tudo para o alto e correr. Basta ela descobrir se quer correr para longe ou para os braços de Matt.
Sarah Morgan nos presenteia com mais um livro lindo e incrível. O romance entre os dois protagonistas é muito bem construído, e se desenvolve de uma maneira natural e agradável. Frankie e Matt já vinham conquistando os olhares dos leitores desde Amor em Manhattan, e agora entregaram com maestria sua própria história de contos de fadas.
Ela conseguia até ver seu relatório de autopsia: morta por frustração sexual.
Frankie já tinha sido minha favorita no livro anterior, e foi com muita felicidade que pude ler este livro e acompanhar esse romance que não deixou em nada a desejar. A construção dos personagens é muito boa, principalmente de Frankie que trabalha com seus medos e angústias de uma maneira muito real e compreensível.
Não existem exageros em suas ânsias, ela é alguém quebrada que na tentativa de lidar com traumas da adolescência acabou se revestindo de máscaras e mecanismos de defesa que fizeram com que se perdesse em si mesma. E Matt é o cara perfeito para ir lhe ajudando a se livrar disso, vencer seus medos e se redescobrir.
Era como admirar um tigre no zoológico e de repente perceber que alguém tirou o vidro entre você e ele. Não havia nada impedindo que ele se aproximasse.
Frankie não usa vestidos por que não gosta deles, mas porque eles a lembram de um momento ruim. Suas roupas não são todas largas e cobrindo todo o corpo só por que ela prefere assim, mas porque ela tem medo do que pode acontecer caso as pessoas a enxerguem. Seus relacionamentos nunca dão certo porque ela nunca se envolveu com alguém de quem gostasse e se importasse, porque a simples ideia de gostar de alguém e se machucar a deixa em puro pânico.
Uma das coisas que inicialmente me tirou de balanço mas que depois, após uma breve reflexão, acabei gosta muito foi a relação que Frankie passa a ter com o sexo depois de Matt. Eu não queria que ela fosse mais uma mocinha que descobre os prazeres do sexo logo na primeira transa graças a um cara que se acha deus do sexo.
- Você está flertando comigo, srta. Cole?
- Devo estar, mas ainda não tenho muita experiência. Estou trabalhando nisso.
Mas gostei de como a autora, ainda que usando desse subterfúgio, trabalhou a ideia de a personagem finalmente ter gostado de sexo e sentido prazer com ele porque era a primeira vez que ela transava com alguém de quem ela gostasse e com quem se importasse. Não tinha nada a ver com Matt ou o quão bom ele era na cama, apesar de ele ser ótimo!, e sim com a confiança e carinho que existia entre os dois.
O que nos faz entender um pouco da complexidade da personagem, e de como sua vida é toda trabalhada em torno do medo de se decepcionar e permitir ser machucada por alguém. Por isso é importante ressaltar a importância do papel de Matt em lhe ajudar a se abrir pro mundo, mas sem deixar de destacar que antes de tudo Frankie faz isso pelas amigas e principalmente por si mesma. Ela quer ser alguém melhor, ela quer ser corajosa, ela quer ser feliz.
- Um pôr do sol no Central Park - murmurou Frankie. - Não tem como ficar mais perfeito que isso.
Sarah Morgan conseguiu mais uma vez, estou apaixonada por esse livro e mal posso esperar pelo próximo. Está mais do que na hora de Eva finalmente encontrar seu Príncipe Encantado e fazer uso da nova camisinha, antes que ela vença como a antiga.
Pôr do Sol no Central Park é um romance leve, divertido e que você não vai querer parar de ler. Um livro que mais do que apenas sobre amor, fala sobre amizade e sobre vencer seus medos e lutar pela sua felicidade.
Título original: Sunset in Central Park
Autora: Sarah Morgan
Tradução: Willian Zeytoulian
Editora: Harlequin
Gênero: romance
Ele - Quando Ryan conheceu James é um romance gay e hot escrito pelas autoras Elle Kennedy e Sarina Bowen. Publicado no Brasil pela editora Paralela, que nos cedeu um exemplar para resenha, o livro presta um desserviço a literatura LGBTQ+.
Sinopse: James Canning nunca descobriu como perdeu seu melhor e mais próximo amigo. Quatro anos atrás, seu tatuado, destemido e impulsivo companheiro desde a infância simplesmente cortou contato. O maior arrependimento de Ryan Wesley é ter convencido seu amigo extremamente hétero a participar de uma aposta que testou os limites da amizade deles.Agora, prestes a se enfrentarem nos times de hóquei da faculdade, ele finalmente terá a oportunidade de se desculpar. Mas, só de olhar para o seu antigo crush, Wes percebe que ainda não conseguiu superar sua paixão adolescente. Jamie esperou bastante tempo pelas respostas sobre o que aconteceu com seu relacionamento com Wes, mas, ao se reencontrarem, surgem ainda mais dúvidas.Uma noite de sexo pode estragar uma amizade? Essa e outras questões sobre si mesmos vão ter que ser respondidas quando Wesley e Jamie se veem como treinadores no mesmo acampamento de hóquei.
Ryan Wesley é gay e completamente apaixonado por James Canning, seu melhor amigo a quem ele acredita ser hétero. Não sabendo lidar com seus sentimentos e desejos, propõe uma aposta ao amigo: aquele que perder deve pagar um boquete para o outro. Quatro anos depois, com a amizade acabada após o desenrolar da dita aposta, Wes vai finalmente reencontrar James. E por mais que ele queira fugir e evitar seus sentimentos, dessa vez parece que é James quem está disposto a não deixar a chance escapar.
"O perdedor paga um boquete para o outro", ele disse, enquanto eu dava a tacada.
Dito isso, posso basicamente resumir o livro a: sexo, bifobia, machismo e muito preconceito. A questão envolvendo o sexo não é um incômodo, de fato, visto a proposta do livro e o gênero ao qual ele pertence. Não posso negar, no entanto, que me senti lendo uma fanfic pwp (porn whitout plot). Sem falar, é claro, que eu dei muita risada com as cenas e não acho que esse era bem o objetivo da coisa. Talvez possa ser algo de tradução, e aqui não é culpa da tradutora mas sim da forma como enxergamos certas palavras, mas a coisa simplesmente não funcionou pra mim.
Quanto a bifobia, foi um circo de horrores. Preciso dizer antes de mais nada o quão complicada é a situação dos bissexuais na nossa sociedade, e aqui eu falo no geral e não apenas em nosso país. O preconceito existente contra as pessoas LGBTQ+ se estende para os bissexuais até mesmo de pessoas que também pertençam ao espectro. Dentro da própria comunidade há quem não se relacione com quem é bi por preconceito ou medo de traição, já que bi "tem o dobro de possibilidades e, portanto, o dobro de chance de trair".
Passo mal quando o imagino me deixando. Ficando pior ainda quando penso que estou competindo não apenas com um, mas com dois gêneros pela sua afeição.
Afora isso, no sentido de entender as pessoas bissexuais como sendo promíscuas, também existe o fator da indecisão. Na ideia de que um bissexual na verdade ou é um hétero curioso ou alguém que não se assumiu. Quando em um relacionamento hétero, um bi sempre será visto como hétero, e quando em um gay ele então será tido como finalmente alguém que se assumiu. Um bissexual nunca é um bissexual. Ser bi é sinônimo de ser invisível.
Portanto, é necessário dizer que acolho com muita felicidade toda boa representação de personagens bissexuais que a cultura pop e a literatura possam me oferecer. Por isso que me dói tanto quando vejo os mesmos preconceitos e esteriótipos sendo reproduzidos com estes personagens. O que foi exatamente o que ocorreu nesse livro.
Não tenho dúvida de curto mulheres.
Mas, aparentemente, também curto homens.
Maravilha. Meu pau é um cara complicado.
James é bissexual, mas durante a história é inicialmente tido como "o amigo hétero" - o que não vou julgar, pois condiz com a heteronormatividade (em que assumimos que ser hétero é o padrão) -, e depois como possivelmente gay ou com atitudes/preferências gays. Quando finalmente compreendido como homem bissexual, passa a então gerar inseguranças e ciúmes por parte de seu interesse amoro. Afinal, ele poderia ter quem ele quisesse - fosse homem ou mulher -, ou poderia "sentir falta de uma vagina".
Toda a situação envolvendo a sexualidade de James é confusa e desrespeitosa, mais até da parte de Wes do que do próprio Jamie (quem estava se descobrindo e teria, por isso, razões para não saber agir inicialmente quanto a isso). Enquanto isso, Wes tem sua sexualidade tratada de forma totalmente fetichista.
Sinto gosto de chuva, cerveja e uma masculinidade viciante.
A masculinidade excessiva e desnecessária dos personagens apenas ressalta um esteriótipo, o gay sarado e gostoso que é safado e arranca suspiros. Porque o problema não é ser gay, o problema é ser afeminado. Isso fica bem claro nas diversas vezes em que as autoras recorreram a recursos narrativos para jamais deixar o leitor esquecer de Wes e James poderiam até estar fazendo sexo um com o outro, mas faziam isso de forma máscula, "como homens".
Sendo um livro com tão pouca história para além do casal transando, é de se surpreender com a quantidade de machismo que existe nele. São poucas as mulheres a fazerem uma aparição, mas nem isso as livra de serem vistas com maus olhos. Já nas primeiras páginas vemos Wes se referir a namorada de outro amigo de forma depreciativa, depois faz o mesmo com a amiga-colorida de James, e segue tendo esse tipo de atitude e pensamento em todas as páginas que restam. Me senti ofendida como mulher, e duplamente ofendida como mulher bissexual.
"Nenhum. Só não sabia que você estava convertendo héteros agora."
Ele - Quando Ryan conheceu James é o exemplo perfeito de duas mulheres tendo fetiche em dois homens se pegando. E isso não teria problema, não fosse o fato de se dar de maneira tão errada e preconceituosa. Não tivesse atacado os bissexuais e as mulheres da forma como atacou. Não tivesse sido um erro do início ao fim.
Título original: Him #1
Autor: Elle Kennedy e Sarina Bowen
Tradução: Lígia Azevedo
Editora: Paralela
Gênero: Erótico; LGBTQ+
Nota: 1,5
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