Os melhores e piores livros de 2020 - Queria Estar Lendo

Os melhores e piores livros de 2020

Publicado em 23 de dez. de 2020

As melhores e piores leituras de 2020

Como é de praxe fazer um resumão do que foi melhor e pior em 2020, o post de hoje reúne as nossas melhores e piores leituras de 2020, com direito a breves comentários dessas experiências.

2020 foi um ano cheio de surtos, dos bons e dos ruins. E isso vale pras leituras também, porque teve muito livro incrível, mas também teve muita bomba no nosso caminho. Com isso, vamos às listinhas dos livros que salvaram o ano literário e do que a gente prefere fingir que nem leu:

Os melhores da Denise


Dread Nation (Justina Ireland). A história se passa em um apocalipse zumbi que começou quando a guerra civil norte-americana teve fim. Além de entregar ótimas cenas de ação e personagens cativantes, com uma dupla de protagonsitas femininas fodásticas, Justina também abre espaço para discutir sobre racismo de maneira cirúrgica, oferecendo um vislumbre do horror que era a sociedade naquela época - mesmo com os mortos-vivos, os vivos e seu preconceito ainda são muito mais monstruosos.


Tipo uma história de amor (Abdi Nazemian). O livro, que se passa durante o surto de AIDS nos anos 80, é um ode à tolerância e ao amor em todas as suas formas. É uma história intensa que fisga desde o princípio, apresentando personagens diversos em suas vivências, medos e experiências. É um livro para emocionar e para arrancar lágrimas de você, e que com certeza ganhou um lugar no meu coração para todo o sempre.


A Troca (Beth O'Leary). Minha maior surpresa do ano, A Troca veio na primeira caixinha do Intrínsecos que eu assinei e roubou meu coração da melhor maneira possível. É uma comédia romântica com tons dramáticos sobre uma avó e uma neta que resolvem trocar de lugar - a neta passa a viver na sua casinha no interior, a avó se muda para Londres - para experimentar mudanças bem-vindas. Esse livro explora muito dramas familiares muito bem escritos e tem protagonistas carismáticas pra te deixar sorrindo até o fim.

Os piores da Denise


A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes (Suzanne Collins). Mas é ÓBVIO que essa bomba estaria aqui para honrar minha resenha mais criticada porque, aparentemente, eu não li direito. Te garanto que li sim e, para quotar Michael Scott "you know what? I'm gonna hate it even harder". Achei esse livro um grande nada. Nada acontece. Não tem personalidade. Não tem energia. Não tem motivo. Tá ali porque o editor deve ter falado "então, muitas séries tão ganhando revival, né? Inventa uma história aí" e ela foi lá e escreveu sobre o personagem que ninguém queria ler.


Cidade da Lua Crescente (Sarah J. Maas). Eu deveria ter ouvido minha consciência quando ela disse "nem tenta" pra esse livro, mas tentei. E quebrei a cara. Não cheguei a terminar, mas tá aqui nos piores do ano porque, até onde eu aguentei - lá pelos 40% da história - foi uma bomba insuportável que misericórdia. Pareceu bastante uma maçaroca dos outros livros dela com uma temática mais "adulta" e um universo fantástico mais bagunçado. Odiei, 1 estrela.


A Prometida (Kiera Cass). Acharam que eu não traria esse infortúnio aqui de novo? Eu também achei. Mas já que a gente está falando sobre os PIORES, nada melhor que fechar com chave de "por que esse livro existe?". Eu nem lembro... Nada. Só lembro de ter revirado tanto meus olhos durante a leitura que tive crises de dor de cabeça. Personagens insossas, trama furada, plot que não era um plot. Esse livro faz A Escolha e os spin-off de A Seleção parecerem obras de arte.

Os melhores da Bianca



Quem teme a morte (Nnedi Okorafor). Sem sombra de dúvidas um dos melhores livros do ano. Uma fantasia afrofuturista com chose one que, ao mesmo tempo, faz tudo diferente. Com um final maravilhoso e doloroso e ousado, diferente do que a gente costuma ver. A história de Onye, uma garota nascida da violência e destinada a libertar um mundo todo foi a melhora fantasia que li no ano. Fique 100% apaixonada pela história e pela autora e definitivamente vou ler mais histórias dela em 2021!


Nona Casa (Leigh Bardugo). Alex teve um passado de merda, ganhou um segunda chance e agora, além de precisar lidar com os próprios problemas, precisa ajudar uma sociedade secreta a controlar outras sociedades secretas, porque adolescentes ricos mexendo com magia é claro que vai dar merda, né? E foi absolutamente tudo que eu queria em um livro e nem sabia. Leigh Bardugo entrou na minha mente e roubou ele do meu subconsciente. Apaixonada. Mal posso esperar pelo livro 2.


Mensageira da Sorte (Fernanda Nia). A história da Sam, uma garota que acaba como uma mensageira da sorte substituta em meio a protestos violentos que tomam o Rio de Janeiro conseguiu ser leve e fofa. Me apaixonei muito por essa virada que a Nia deu na história de anjos da guarda. Sem contar que eu amo o humor dela e como foi fácil ler a história. Muito feliz de  ter esbarrado nesse livro, obrigada sem or!

Os piores da Bianca



Encontrando-me (Cora Cormack). Esse é o terceiro livro relacionado a Perdendo-me, que eu realmente curti. Tinha muitas expectativas para a história da Kelcey em seu mochilão pela Europa e o guarda-costas turrão. Mas não foi nem um pouco assim. Aliás, foi péssimo. E é claro que não deixaria de falar AAAAAAAAAAAH para uma história que lida com trauma, transtorno pós-traumático e violência sexual de forma tão banal, né? Fique até com medo de revisitar Perdendo-me, poxa vida. Foi uma baita decepção.


Pôr do Sol no Central Park (Sarah Morgan). Eu adorei o primeiro livro e o terceiro, e queria muito adorar o segundo. Mas nop. Frankie continua sendo o meu bebê, mas a forma como os sentimentos, medos e vivência foram desprezados e banalizados me deixou muito triste. E o Matt foi um péssimo mocinho, sempre empurrando a relação e agindo como se a Frankie precisasse apenas superar todos os traumas de infância. Como se fosse algo fácil. Enfim, péssimo mesmo.


Duff (Kody Keplinger). Eu adoro o filme baseado no livro, por mais clichê adolescente que a história da Bianca e do Wesley seja, eu me divirto muito. Então, apesar de todos os alertas de quem já tinha lido, eu fui lá burra e li e odiei. E o pior é que é um livro que você quer continuar lendo, mas a história é repetitiva, boba e rasa, mesmo se esforçando muito para parecer madura e importante. Bem pretenciosa e de rolar os olhos.

Os melhores da Eduarda



Os sete maridos de Evelyn Hugo (Taylor Jenkins Reid). Nem sei explicar quão surpreendida positivamente eu fui por esse livro. Primeiro que eu estava por fora da booksfera e não conhecia/entendia a hype sobre ele. Até que em uma visita à Bianca, peguei o livro dela emprestado. Resultado: comecei a ler no ônibus e só parei quando terminei, fui trabalhar no dia seguinte acabada mas com um sentimento enorme de felicidade. Não tem como descrever quão bom esse livro foi, sou só aquele meme do "não sei explicar, só sei sentir".


Vermelho, branco e sangue azul (Casey McQuiston). Eis aqui mais um livro super hypado e que me arrebatou totalmente. Essa história tem um combo triplo de clichês que amo: casal gay trocando mensagens fofas  e engraçadas, um membro da família real e um filho de algum político importante. Acrescentem a isso um dos personagens ser bissexual e é como se esse livro tivesse sido escrito exclusivamente para mim! Estou até pensando em reler porque agora que eu sei sobre Lams (Laurens & Hamilton) graças a Hamilton, eu PRECISO ver as citações que são feitas a eles, vai ser como uma nova leitura!


Beije a garota (Tara Sivec). Ok, aqui eu sei que peguei vocês de surpresa. Começando pela capa, que não ajuda muito, e passando pela premissa de uma "releitura" onde três princesas clássicas da Disney acabam virando strippers, esse livro não tem nada que diga "vai ser um favorito da Eduarda". Mas a Tara Sivec conseguiu mais uma vez, já tinha feito isso com Malícias & Delícias e agora acertou em cheio, levando não só o meu coração mas o da Bibs também. Beije a garota é um livro muito engraçado, com um ship de fazer qualquer fangirl surtar e uma história gostosinha de se ler.

Os piores da Eduarda


Bom dia, Verônica (Ilana Casoy e Raphael Montes). Ok, por onde começar? Eu adoro o Raphael Montes e os livros dele e talvez por isso Verônica tenha vindo parar aqui. Não é um livro ruim, devo sim ter lido piores. Mas foi decepcionante. E o pior? Cheguei a ficar em dúvida entre ele e Uma mulher no escuro, sobre quem estaria aqui. Mas Verônica padece de vários pequenos defeitos, sendo o pior dele a falta de carisma de todos os personagens e a ausência de uma narrativa que instigue e te faça querer ler uma página atrás da outra. E nem me deixem começar a falar da série na Netflix, porque olha...


Torre do Alvorecer (Sarah J. Maas). Socorro que eu ia colocar Reino de cinzas porque fiquei um pouco desapontada e eis que o Skoob me mostra essa desgraça e eu fico tipo: meu deus, é verdade, esse livro inútil existe! Porque sim, esse é meu sentimento com o sexto livro de Trono de Vidro: um livro esquecível, que existe só para fazer o leitor de trouxa e me deixar com raiva. Desnecessário, imenso, com estilo de livro introdutório no meio da série e depois de um clifhanger gigante! Resumindo: uma bela de uma bosta.


O garoto está de volta (Meg Cabot). Tá, aqui nem é um caso do livro ser ruim, é só que ele foi "meh". Eu amava os livros da Meg e a série Garoto sempre foi um dos meus favoritos, então ler uma nova história da série tinha tudo para me deixar feliz e nostálgica, mas não rolou. No começo eu curti bastante, ri muito e me lembrei do quanto amo histórias que são narradas através de troca de mensagens e e-mails (o que me fez ler Brilhante, um conto nacional que eu super recomendo). O que acontece aqui é que ficou faltando um algo a mais, uma química maior entre o casal ou simplesmente mais interações entre ambos. Acho que a Meg focou demais na história sendo contada, nas duas famílias e todas as tretas envolvendo elas, do que no ship em si. E eu tô aqui é pelo ship, então já sabem, não foi dessa vez.

E vocês, quais foram as melhores e piores leituras do ano? Conta pra gente nos comentários!

4 comentários:

  1. Socorro, eu ainda não li nenhum desses livros kkkkkk
    Tô aqui só anotando as indicações dos melhores livros, quem sabe 2021 eu leia? kkk

    Beijos,
    Portal Estante da Josy

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  2. As melhores foram várias, mas as piores com certeza foram Crescent City e Imagine Me
    Beijos
    Balaio de Babados

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  3. Oi, meninas! Eu vi alguns surtos durante o ano a respeito dos livros, principalmente os odiados da Denise, que infelizmente foram para outras pessoas também. Vi os comentários a respeito de Nona Casa no instagram e eu estou com vontade de conhecer, apesar de que parecia confuso a princípio. Eu gosto muito de Duff KKKK Na verdade eu gostei mais do livro do que o filme, e Encontrando-me eu nem li porque eu empaquei em Perdendo-me de um jeito absurdo meu Deus...
    Beijo e Feliz Ano Novo!
    http://www.capitulotreze.com.br/

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  4. Olá, meninas

    Bom, só posso opinar em uma das leituras da Denise, pois fizemos leituras em comum. A Prometida também vai figurar nos meus piores porque esse livro foi A DERROTA de Kiera Cass.
    A Troca tá aqui pq veio na caixa do Intrínsecos mas a vontade de ler é nula. Depois de Teto Para dois só sinto preguiça da autora.
    O da Casey, da Taylor e da Tara eu quero ler ainda.

    Beijos
    - Tami
    https://www.meuepilogo.com

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