Filme: A Onda



Direção: Denis Gansel
Gênero: Drama
País de origem: Alemanha
Roteiro:Todd Strasser, Dennis Gansel, Peter Thorwarth
Sinopse: Rainer Wegner, professor de ensino médio, deve ensinar seus alunos sobre autocracia. Devido ao desinteresse deles, propõe um experimento que explique na prática os mecanismos do fascismo e do poder. Wegner se denomina o líder daquele grupo, escolhe o lema “força pela disciplina” e dá ao movimento o nome de A Onda. Em pouco tempo, os alunos começam a propagar o poder da unidade e ameaçar os outros. Quando o jogo fica sério, Wegner decide interrompê-lo. Mas é tarde demais, e A Onda já saiu de seu controle. Baseado em uma história real ocorrida na Califórnia em 1967.

Sabe aquele momento em que você deixa a televisão ligada só pra fazer um "efeito de fundo" e não se sentir tão sozinha em casa? Sabe quando você olha pro filme e pensa "Deve ser a maior porcaria do mundo"? É, foi o que eu fiz quando os créditos inicias de A Onda apareceram na tela. só algo pra preencher o silêncio enquanto eu estava no computador. Mas eu já devia ter aprendido que a gente não dúvida de filmes europeus e de títulos bobos - que logo no inicio já faz todo o sentido.

 O filme retrata a uma história verídica, que aconteceu em Palo Alto, na Califórnia dos anos 1967, que felizmente não teve o mesmo desfecho do filme.

Na trama, o professor de história Rainer Wenger (Jürgen Vogel) precisa ensinar a seus alunos do ensino médio sobre os regimes totalitários. Na primeira aula, em um discussão em grupo, um dos alunos diz que hoje em dia seria impossível implementar um regime totalitário e levar as pessoas a fazer o que o nazismo, fascismo e tantos outros regimes levaram as pessoas a fazer no passado. O professor, então, propõe aos alunos um experimento. Com a turma, eles formam um movimento fechado chama "A Onda" e aprendem tudo que um regime como aquele precisa para se fortalecer. O que se mostra um experimento positivo, que até mesmo mudou de maneira positiva os alunos no inicio, acaba fugindo do controle do professor.

Os alunos são fortemente influenciados e vêem o professor como um líder, obedecendo tudo que ele diz e tornando-se fies discípulos do movimento. Alguns alunos, logo no inicio, não gostam do experimento e abandonam aquela matéria (algo que pode-se fazer por lá) e com o passar do tempo, passam a ser rechaçados e destratados pelos colegas. As coisas tomam proporções enormes, quando o professor é obrigado pela diretoria a acabar com o experimento e um dos alunos mais focados na Onda não gosta da idéia. Nem preciso dizer que tudo acaba muito mal, né?

O movimento, além de bagunçar com a vida pessoal e profissional do professor, que não poderia prever as proporções que o experimento tomaria, também mexe com a vida dos alunos, colocando em xeque os relacionamentos com a família e namorados, bem como as suas crenças, atravessando a tênue linha entre o que acham certo e errado.

Fato é que A Onda me conquistou de uma maneira que não sabia possível. Não é uma grande franquia de um grande estúdio hollywoodiano com um grande diretor por trás das lentes, mas passa uma profundidade e um sentimento de impotência incrível. Ele retrata a fragilidade dos adolescentes, que acreditam que estão a salvo da alienação e da influência, que se julgam tão mais sábios. Fiquei extremamente orgulhosa, por falta de palavra melhor, da coragem do direto. A Alemanha é um país que ainda sofre muito com sua história durante a Segunda Guerra Mundial, e achei bastante bravo eles não só tocarem a ferida, mas realmente cutucar e remexer tudo de novo.

Acho que o filme retratou de uma maneira bem verídica até onde o ser humano vai para se sentir incluído em algo importante, especial. Mostrar que quando os homens se envolvem com algo, chegam a limites extremos para manter aquilo que acham ideal e como não conseguem ver o que esta errado, até que alguém aponte e, no caso do filme, obrigue você a ver o que esta disposto a fazer e o quão longe pode ir, para manter aquele ideal de perfeição.

É simplesmente um dos meus preferidos!

Nota: 


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