Controle Remoto: Frontier


Fazia meses que eu queria assistir essa série, principalmente quando soube que teria Jason Momoa no elenco e como nada menos do que produtor executivo (pense bem, só poderia dar coisa boa). Então, quando finalmente pude assistir, também incentivada pela conveniência de somente seis episódios com 45 min., acabei me surpreendendo com a boa construção da série como um todo. Desde os personagens abordados, os locais e o enredo. Não posso dizer que só seis episódios não comprometeram um pouco do aprofundamento da série e dos personagens, mas para apenas seis episódios, ela foi muito bem estruturada (e não uma correria que nem a oitava temporada de GoT, por exemplo).

O personagem de Jason Momoa está entre um dos principais, pode-se dizer que foi por causa da existência dele, Declan Harp, que a história começa. Ela se passa na época em que o Canadá era considerado parte do Novo Mundo e os conflitos entre mercadores de pele estavam no auge, ainda mais por pessoas de outros países, principalmente da Europa, virem em busca de fazer riqueza e nome. Declan Harp é filho de uma índia com um irlandês e após ter sua esposa e filho assassinados por Lorde Benton, o governador de Fort James, é guiado pela sede de se vingar do homem e tudo gira em torno disso: da provável vingança de Declan e da busca de Benton por capturar o fora da lei, que além de ameaçar sua vida e o status quo de Fort James (soldados da Coroa Britânica mandam e desmandam sob a palavra de Lorde Benton), está causando um grande transtorno ao roubar as peles que o governador e outros mercadores mantinham em rota comercial.

A série foca em diversos outros personagens, mas em um número chave, sem se estender além desses. Eu poderia falar um pouco de todos, mas achei mais viável focar nas personagens femininas, pois algo curioso na série, é que muitas estão mais presentes do que personagens masculinos, ainda que dentro da fidelidade da época, por exemplo, uma mulher não poderia ser capitã da guarda, então isso não há. Mas papéis maiores, mostrando que não estão ali somente para preencher um número.


Grace – Forte e muito inteligente, ela tem um estabelecimento próprio – algo muito difícil para mulheres naquela época -, uma espécie de taberna, que usa para saber das notícias que correm na região e possíveis oportunidades de ganhar com isso. Ela é muito estrategista e sabe como agir em situações complicadas, ás vezes, optando por ficar de boca fechada para não ter problemas, e utilizando da calma e de um diálogo persuasivo para manipular quem quer que seja. Grace aparece bastante na história, mas, como dois dos pontos negativos da série é o tempo e o pequeno número de episódios, não sabemos nada sobre ela além do que é mostrado – caso contrário, poderia render um bom gancho para a personagem na segunda temporada.


Sokanon – ela é uma nativa da região e grande aliada de Declan Harp, além de ser uma guerreira nata. Sokanon é uma personagem valente e forte, mas muitas vezes, cai no estereótipo de indígenas das produções norte-americanas: desconfiada, com expressão fechada, quase mal humorada. Isso pode ser explicado pelo fato de estar acostumada a estrangeiros entrando naquela terra somente para extorquir e tirar lucro. Uma parte bem construída da personagem é ser uma das melhores guerreiras de sua tribo e a naturalidade que ela lida com isso, pois ali não há diferença entre guerreiros homens ou mulheres, o que vale é sua habilidade e sua força.


Clenna – Essa personagem é uma órfã, que vivia como ladra nos cais da Irlanda, roubando para conseguir comida e se manter viva. Essa era uma vida cômoda para ela, algo que muda quando é capturada e mantida presa. Clenna, mesmo em uma situação triste nas ruas, era animada por considerar cada dia uma aventura. Ela é levada ao Novo Mundo por causa de outro personagem, que pretende tirá-la da casa do governador e levá-la para viver com ele na floresta. Mas Clenna, após tantos maus-tratos na prisão e na viagem de barco, se agarra à primeira oportunidade que tem de sobreviver, que é ficar na casa do governador, onde ele lhe dá comida e abrigo. Ela não acredita que haja algo que o mundo lá pode oferecer, mas acaba sendo obrigada a fugir e ir para a floresta, que, por ser muito diferente de onde vivia, sua sobrevivência se torna difícil e ela não tem mais controle da situação. Clenna é uma sobrevivente, quando sua situação muda drasticamente, ela se desespera justamente por não ter aquele controle e por depender de outros. Só resta saber como dará a volta por cima dessa vez.

A Netflix acabou de lançar a segunda temporada de Frontier, com também 6 episódios, cada um com duração máxima de 45 min. Se você curte aventura, ação e um pouco de história, não vai ser difícil assistir todos os 12 episódios rapidinho. 

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COMENTÁRIOS

4 comentários:

  1. Se tem Jason Momoa eu qro ver
    hahahahahahahahahahahahahahaha
    Falando sério, eu já tinha ouvido falar mas nunca parei pra ler realmente a sinopse!
    Vou arriscar assistir, por ter temporada curta
    ando bem preguiçosa pra séries, confesso

    Bjooos
    muitospedacinhosdemim.blogspot.com.br

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  2. Oi, Camila!
    Eu assisti o primeiro ep só e meio que abandonei. Mas pretendo voltar porque tem meu lindo do Momoa e agora já sei que tem essas mulheres maravilhosas
    Beijos
    Balaio de Babados
    Participe do Natal Literário e ganhe prêmios maravilhosos

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  3. Não assisti essa série, porque não faz muito o meu género e a lista de séries que sigo já é longa.

    MRS. MARGOT

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  4. Oi Camila, tudo bem? Sempre leio boas críticas sobre essa série e o fato de ter ação e ser bem curta me interessou bastante <3 Gostei da dica!

    Bjs, Mi

    O que tem na nossa estante

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