Resenha: Fênix - A ilha

  • 09:00
  • 20.2.19

  • Resenha: Fênix - A ilha

    Fênix: a ilha, livro escrito por John Dixon e publicado aqui no Brasil pela editora Novo Conceito, foi mais uma das aquisições da Bienal de SP. Também foi inspiração para a série Intelligence, mas vale ressaltar que as histórias são bem diferentes pelo que vi da série. De início, a temática me chamou bastante atenção: uma ilha para qual os delinquentes e desajustados eram mandados para serem “melhorados pelo treinamento militar”. 

    Sinopse: Sem telefone. Sem sms. Sem e-mail. Sem TV. Sem internet. Sem saída. Bem-vindo a Fênix: A Ilha. Na teoria, ela é um campo de treinamento para adolescentes problemáticos. Porém, os segredos da ilha e sua floresta são tão vastos quanto mortais. Carl Freeman sempre defendeu os excluídos e sempre enfrentou, com boa vontade, os valentões. Mas o que acontece quando você é o excluído e o poder está com aqueles que são perversos?

    Embora não seja muito semelhante, a descrição me lembrou muito de Jogos Vorazes. Vários adolescentes confinados que não foram de livre e espontânea vontade para aquele local. No caso de Fênix, todos os adolescentes da ilha são órfãos e foram condenados a irem para ilha até os 18 anos, caso contrário, seriam julgados como adultos.

    O personagem principal da nossa história é o Carl Freeman; ele perdeu a mãe para o câncer e o pai era policial e foi baleado em serviço. Depois da perda, ele ganhou várias passagens de casa em casa em todos os cantos dos EUA e um histórico bem extenso de agressões a outros garotos, sempre valentões (os famosos bullies). Devido a esse “pavio curto”, um juiz recomendou que ele fosse treinar boxe e ele se tornou um excelente pugilista, porém isso não ajudou a minimizar as agressões e a reincidência do acontecimento levou ele para a ilha Fênix. 

    Com exceção de Carl, nenhum dos outros personagens é mais explorado. Na ilha Fênix ele conhece o sargento Parker, com o qual tem uma inimizade logo de início, o que complica a vida dele; também conhece o Ross e a Octavia, ambos amigos de Carl e leais a ele, mas além disso, eles não são muito explorados.


    Resenha: Fênix - A ilha

    O acontecimento que causa o desenrolar do livro é quando Carl encontra um diário de um outro campista que diz que algo de muito errado acontece naquela ilha e que nada é como realmente parece no início. Com o passar das fases, adolescentes morrem, torturas são realizadas e Carl começa a fazer questionamentos a si mesmo sobre o lugar. Por que todos os adolescentes são órfãos? Por que pouquíssimas pessoas no país falam da ilha se todo mês vai uma turma de desajustados? Essas perguntas são respondidas em uma avalanche de informações e acontecimentos.
    Podem me bater por trás e me espancar enquanto estou inconsciente e me trancar nessa jaula, mas não podem me mudar.

    Outro personagem importante para a trama, porém também pouco explorado é o Stark, o comandante da ilha Fênix que surge depois da metade do livro e é quem faz tudo acontecer, aparentemente. Além de um militar durão, inteligente e com um julgamento questionável, não há nada dele que eu possa colocar aqui como característica de personalidade.
    - Apesar da monstruosidade dele, ele não é tão diferente de você.
    - Não é tão diferente de mim? O cara é doido.

    - Vocês dois são indivíduos de imenso talento... mas nasceram no lugar errado, no momento errado. 

    Foi bem angustiante para mim ler um livro com um treinamento militar pesado, diversas torturas e injustiças. De verdade, foi doloroso e eu só queria que acabasse tudo bem e todos pagassem pelas atrocidades. Assim como um lampejo de esperança era dado, ele era tomado algumas páginas depois. Escrevendo a resenha agora e revivendo alguns dos acontecimentos do livro está sendo doloroso em dose dupla.

    De modo geral, o livro é bom, a narrativa é fluida, apesar de começar a acontecerem as coisas lá pro meio e final do livro. Os capítulos não são longos, o que me agrada muito e as ilustrações de árvore em cada capítulo e os galhos no fim da página são bem agradáveis e combinam muito bem com a temática.

    Se você procura um livro para matar a saudade de Jogos Vorazes, é uma boa leitura, mas não espere que aconteça uma rebelião nesse volume. Tem uma continuação, chamada “Devil’s Poket”, mas sem previsão de vir para o Brasil.


    Título original: Phoenix Island
    Autora: John Dixon
    Editora: Novo Conceito
    Gênero: Ficção | Young Adult
    Nota: 3,5
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    1. Oi Raquel, eu não tenho muito estômago para livros assim, acho bem pesado ler cenas de torturas e tb não sou tão mega fã de Jogos Vorazes, vou deixar passa rsrsrsrs

      Bjs, Mi

      O que tem na nossa estante

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    2. Oii Raquel

      Olha que realmente deu saudade de Jogos Vorazes, gostei de conhecer melhor esse livro, gosto de capitulos mais curtos, rápidos, pra mim a leitura flui melhor. Vou anotar na lista

      Beijos

      www.derepentenoultimolivro.com

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