Controle Remoto: Colette

  • 09:00
  • 14 de mai de 2019
  • Controle Remoto: Colette

    Colette, filme de 2018 dirigido por Wash Westmoreland e estrelado por Keira Knightley, conta a história de uma das maiores escritoras francesas do século XX: Sidonie Gabrielle Colette. Autora de livros como Claudine na Escola, Chéri e Gigi, o filme conta seus anos escrevendo a série de livros Claudine, que transformou Paris, cuja autoria era creditada a seu marido, Willy.

    A história começa pouco antes de Colette casar-se com Willy, um libertino parisiense famoso por seus contos e criticas musicais. Isso durante a última década do século XIX. Willy acaba desistindo de sua herança para casar-se com Colette e os problemas financeiros se intensificam - especialmente porque ele não escreve suas obras, e sim paga outras pessoas para fazê-lo.

    Controle Remoto: Colette

    Depois de escutar as histórias da esposa sobre seus tempos de colégio, Willy a convence e Colette escreve sua primeira história: Claudine na Escola, um livro escandaloso para os padrões da época que faz um tremendo sucesso. Com o tempo, no entanto, Colette passa a se ressentir da falta de crédito pelos escritos e a envolver-se cada vez mais com outras mulheres, o que acaba abalando seu casamento.

    A história de Colette não me era desconhecida. O fato de que seu marido levou o crédito por ter escrito as histórias de Claudine por tanto tempo - e ela teve que provar na justiça que era a verdadeira autora - é famosa e eu já tinha lido sobre. Mas não fazia ideia da influencia que os livros tiveram sobre a França.

    Controle Remoto: Colette

    Gostei da forma como a história foi conduzida, explorando os escritos dela, sua relação conturbada com Willy e a forma como ela descobriu e explorou a própria sexualidade. Também é um filme de ritmo constante, que não te deixa entediada. Mas realmente explorou uma parte bastante curta da vida de Colette, que foi tão intensa.

    Focando nos anos em que passou escrevendo os livros de Claudine, observamos o crescimento da autora de uma mulher que seria apenas esposa, para uma mulher consciente de seus talentos e do desejo de ser algo mais do que uma sombra de Willy, de deixar sua marca no mundo.

    Controle Remoto: Colette

    Embora eu esperasse mais do filme, não posso dizer que não foi bom. Conseguiu me prender do começo ao fim, com uma história interessante e um desenvolvimento bem coerente para a história e as personagens. Colette enfrentou tabus e viveu a vida como queria, sem se importar com a sociedade e o preço que pagava pela vida que lhe interessava.

    Recomendo bastante o filme, que está disponível na plataforma de streaming da Amazon, o Prime Video. Se ficou interessada, assista ao trailer abaixo:

    1. Olá, Bianca.
      Eu não conhecia ela ainda. Mas acho que é um filme que vou gostar de assistir. Acho um absurdo que antigamente as mulheres precisassem usar o nome de um homem para poder escrever alguma coisa. E acho que tem muitas histórias por ai assinadas por homens que foram escritas por mulheres. Assim que der vou assistir.

      Prefácio

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    2. Oi Bianca, eu gostei tb. Não sabia muito sobre a autora, então muita coisa no filme acabou me surpreendendo. Um mulher incrível, que teve bastante coragem pra enfrentar o marido e quero até assistir de novo.

      Bjs, Mi

      O que tem na nossa estante

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    3. Oi Bianca,
      Eu gosto muito da Keira, mas não conhecia este filme.
      E acho que vou adorar assistí-lo. Gosto muito dessas histórias que nos traz a luta de autoras, um exemplo é Mary Shelley que está na Netflix.
      beijos
      http://estante-da-ale.blogspot.com/

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