Resenha: International Guy: Milão, São Francisco e Montreal

  • 09:00
  • 12 de mar. de 2020
  • Resenha International Guy: Milão, São Francisco e Montreal

    International Guy é minha primeira série no até então inexplorado mundo da literatura hot. O primeiro volume já teve resenha por aqui e eu, surpreendentemente, gostei muito. Esse segundo - Milão, São Francisco e Montreal - segue a mesma linha do primeiro volume: três histórias, três cidades, três mulheres diferentes.

    Sinopse: International Guy é a agência de Parker Ellis, um dos maiores especialistas do mundo em vida e amor, que tem como missão ajudar as mulheres em questões tão diversas quanto se sentir sexy e poderosas, aprender a administrar um império empresarial ou conquistar o homem dos seus sonhos. Parker e seus dois sócios atendem mulheres ricas do mundo todo, como atrizes de Hollywood, membros da realeza e CEOs de multinacionais bilionárias. E, às vezes, eles não podem evitar que as coisas esquentem e vão parar na cama de suas clientes. Literalmente. Parker adora sua vida de playboy e não está procurando compromisso. Afinal, há um mundo inteiro à sua frente: os negócios o levam de Paris a Milão, de Berlim ao Rio de Janeiro. Mas, conforme ele pula de cidade em cidade ― e de cama em cama ―, é possível que acabe encontrando mais que sexo ao longo do caminho... No segundo volume da série, o trabalho começa em Milão, onde os executivos vão ajudar mulheres comuns a descobrir a arte da sedução. O próximo compromisso é com uma empresária de San Francisco em busca de um parceiro. A terceira cliente, uma CEO de Montreal, desconfia de que há um espião em sua equipe ― e faz uma proposta tentadora a Parker, abalado após uma traição.

    No volume anterior vimos o Parker Elis, imagem da empresa International Guy, cair nos encantos de Skyler Paige, mas ter dificuldade de assumir um comprimisso sério. Parker passou por um relacionamento bem conturbado antes de Skyler e a autora explora isso bastante nesse livro.



    - Eu entrei de cabeça, cara. Assustado pra caralho. Estou dando o meu melhor, mas não posso dizer que sou bom nisso.


    A primeira história é em Milão, a capital da moda. Não seria diferente se o caso não fosse em um desfile. Desta vez, um estilista contrata os meninos para levantar a autoestima de mulheres comuns que ele contratou como modelo. Sua nova linha de roupas íntimas é para mulheres comuns. Com filhos, maridos, desde mais novas a mais experientes e não está sendo uma tarefa fácil fazer essas mulheres se soltarem na passarela. Apesar do livro ter essa temática que segue me incomodando de "nós, homens, que ajudamos as mulheres serem tudo isso que vocês veem". A autora tem o cuidado de deixar bem claro que eles só ressaltam aquilo que já estava lá.

    Seguindo o exemplo de Parker, Royce resolve que também quer sossegar e busca a mulher perfeita para isso. Pena que não vai ser assim tão fácil de achar quanto ele pensa. Ele acredita que essa mulher perfeita é a segunda cliente desse livro. Uma executiva, bem sucedida e que contrata os meninos para - pasmem - encontrar o namorado perfeito. Juntamente com essa temática que eu tinha certeza que não ia dar certo, mas até que deu, temos um mistério por trás dos negócios. Alguém está roubando o dinheiro da empresa e, como bônus, os meninos ajudam a desvendar esse mistério com Wendy, a secretária super-poderosa da International Guy.

    Falando um pouco de Wendy aqui, pois é sempre bom ressaltar o quanto ela é maravilhosa, inteligente e mais esperta que os três homens juntos da International Guy. Eles estariam perdidos se não fosse ela com seu poder de hacker e sua esperteza fora do comum. Ela tem um destaque muito merecido nesse livro e espero que continue nos próximos, pois eu amei. Mais Wendy, por favor.

    - Eu sou muita areia pro seu caminhãozinho. Enquanto você vai com a farinha, o Sir. Mick está voltando com o bolo pronto.

    Já a última história é no Canadá, em um empresa de tecnologia que está tendo seus produtos vazados e várias falhas de segurança. A CEO da empresa é uma mulher e isso já é algo comum na série. De seis protagonistas, quatro eram donas de empresas ou executivas. Gosto quando temos cargos altos e importantes ocupados por mulheres. Essa última história é bem agitada e cheia de ação, por incrível que pareça. Com direito a Wendy como espiã infiltrada e tudo.

    Em paralelo a essas histórias, temos o romance de Parker rolando e um ex da Skyler aparece para perturbar a paz dos dois. Ele começa a ameaçar Skyler e extorqui-la. Ela, como uma mulher dona do próprio nariz, tenta resolver as coisas sozinha e não dá nem um pouco certo. Isso me incomodou, sendo bem sincera. Por que ela não podia salvar a própria pele? Parker tinha mesmo que interferir em tudo? Por mais que ele tinha excelentes intenções, não era nem um pouco necessário.

    Nesse volume fica bem evidente a irmandade que existe entre Parker, Royce e Bo. Os três são família mesmo e é muito legal ver essa irmandade. Wendy também entra na família e vemos o carinho que os três tem por ela também e fariam de tudo pela menina, mesmo. Isso também vale para Skyler, Wendy defende a mulher com unhas e dentes se precisar e mais do que a irmandade dos meninos, amo uma irmandade feminina. Queria mais destaque nisso nos próximos volumes, por favor.

    Estou aguardando os próximos volumes porque esse segundo foi bem morno em comparação com o primeiro. O lado hot e erótico ficou bem de lado, já que Parker está sério com Skyler e - graças a Deus - ele não dá espaço pra outras, se não eu queimava o livro. Nesse ponto acho que a autora perde a oportunidade, ela tem mais dois homens para explorar e tem a Wendy também. Seria bem tranquilo ter um livro com cada um deles narrando e eu ia achar excelente.


    Título original: International Guy: Milan, San Francisco, Montreal
    Autora: Audrey Carlan
    Editora: Verus
    Gênero: Romance erótico
    Nota: 4
    Skoob


    1. Oi, Raquel
      Que bom que você teve uma experiência boa! Eu adoro o gênero hot, mas confesso que as obras da Audrey não me chamam atenção, tentei ler A garota do calendário e achei péssima, infelizmente.
      Beijo
      http://www.capitulotreze.com.br/

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      1. Oi Mi,
        Eu tentei ler A garota do calendário também e não curti muito. Li só o primeiro volume e abandonei, mas li depois de já ter lido International Guy. Se tivesse sido o contrário, teria feito igual você.
        Beijos!

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    2. Oi, Raquel!
      Confesso que tenho um pouco de preconceito com esse livro justamente por conta da Garota do Calendário, mas creio que aqui a pegada da história é um pouco diferente...
      Beijos
      Balaio de Babados

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      1. Oi Lu,
        Eu achei bem diferente, já li os dois e não curti A garota do calendário. Dá uma chance, se a leitura não fluir, você para.
        Beijos!

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    3. confesso que nao gosto do genero erótico mas achei interessante conhecer esse livro

      www.tofucolorido.com.br
      www.facebook.com/blogtofucolorido

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      1. Oi
        Eu curto bastante o gênero. A Denise aqui do blog não consegue nem ler. Mas achei esse diferente de outros eroticos que já li, vale a pena tentar, pelo menos.
        Beijos

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