Li até a página 100 e... #106 - Fome

  • 09:00
  • 11 de mai. de 2020
  • Li até a página 100 e... #106 - Fome

    Autora: Roxane Gay
    Editora: Globo Livros
    Número de páginas: 270
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    Primeira frase da página 100:

    "Costumo me referir aos meus vinte e poucos anos como os piores anos da minha vida, porque eles foram exatamente isso."

    Do que se trata o livro?

    O livro é uma biografia do corpo da autora, Raxane Gay, onde ela explora a Fome que sente. Fome por amor, carinho, afeto, compreensão. Uma fome que vem do corpo, da mente, da alma e do coração. No livro, a autora explora tudo aquilo que está por trás da história do seu corpo, do que foi feito a ele no passado, do que é feito a ele no presente, do espaço que ele ocupa, do que ele representa, de sua luta constante para viver dentro do próprio corpo e do que precisa para lidar com as consequências diárias de ter um corpo como o seu.

    O que está achando até agora?

    Estou amando horrores. Roxane Gay escreve de uma maneira muito crua, direta. Ela é muito honesta em seus desejos, medos, em suas verdades. Ela não esconde os momentos que sente inveja, dor, medo, insegurança. Ela narra a história do próprio corpo e relata desde os pequenos detalhes sobre ele, até os traumas que contribuem para a história do corpo.

    É incrível como temos tão pouco em comum - afinal, Roxane é uma mulher negra de classe média dos EUA, bissexual, professora, doutora, vítima de estupro (sua palavra de escolha) - e eu não sou nada disso. Mas me encontro nas palavras dela. Consigo enxergar muito da minha relação com o meu corpo, nas palavras dela. E é uma conexão ainda mais intima e vulnerável do que qualquer outra que eu já tinha lido até aqui.

    O que está achando do personagem principal?

    Como se trata de uma não-ficção, não tem uma protagonista. Mas se formos falar do ponto central, eu gosto muito da voz e das palavras da Roxane. Eu gosto da honestidade dela, da coragem dela de se expor toda sua vulnerabilidade no livro. Acho que um grande teste para os autores é escrever sobre si mesmos, porque é difícil aceitar nossa fragilidade, deixar que as pessoas vejam nossas partes feias e falar das bonitas sem soar arrogante. E a Roxane faz tudo isso muito bem. É uma conversa franca, ela não quer mostrar nada além do que ela é e do que ela sente, e isso fica bem nítido pra mim.

    Melhores quotes até a página 100:

    "Eu quero acreditar que o meu valor como ser humano não reside no meu tamanho, ou na minha aparência."

    "O que eu sei e o que eu sinto são duas coisas distintas."

    "Vivo neste corpo, neste mundo, e detesto a forma como o mundo, com frequência, reage a esse corpo."

    "Como escritora, e também mulher, não quero ser definida pela pior coisa que me aconteceu."

    "Sou mais forte do que a minha parte quebrada."

    Vai continuar lendo?

    Sim! Estou no fim, já que ele é curtinho. Não vou parar antes de ler tudo.

    Última frase da página 100:

    "Tinha de ser o bastante, mas não era."

    1. Estou amando ler seus posts... vou até salvar em favoritos!


      Meu Blog: resultadovalesorte.net

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    2. Oi, Bibs
      Que história linda!
      Eu não conhecia o livro mas me encantei de cara pelo enrendo. Eu também não tenho nada a ver com a Roxane além do fato de ser negra e também de sentir muita fome, principalmente de afeto. Isso me causa tantos problemas e tantas inseguranças internas e ver alguém falar abertamente sobre isso deve ser uma experiência incrível. Quero conhecer mais da obra!
      Beijo
      https://www.capitulotreze.com.br/

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