Sinopse: esse livro une os dois contos da série best-seller Estilhaça-me, Fragmenta-me e Destrua-me, com um bônus do diário de Juliette e os primeiros capítulos do esperado final da trilogia, Incendeia-me. Destrua-me conta os eventos que acontecem entre Estilhaça-me e Liberta-me pelo ponto de vista de Warner. Mesmo que Juliette tenha atirado nele para escapar, Warner não consegue deixar de pensar nela e ele fará de tudo para tê-la de volta. Mas quando o Supremo Comandante d'O Restabelecimento chega, ele tem planos muito diferentes para Juliette. Planos que Warner não pode permitir. Fragmenta-me é contato pelo ponto de vista de Adam e faz a ligação entre Liberta-me e Incendeia-me. Enquanto o Ponto Omega se prepara para lutar contra os soldados do Setor 45, Adam está mais focado na segurança de Juliette, Kenji e do seu irmão. O Restabelecimento vai fazer de tudo para acabar com a resistência... Inclusive matar todos com quem Adam se importa.
Se você já leu até Liberta-me, eu completamente recomendo Unite Me, ou, ao menos, os dois contos que estão neles – e que a
editora Novo Conceito liberou de graça na amazon.
Ele não teve tradução aqui no Brasil, o que eu
achei injusto, já que tem esse bônus com o diário da Juliette que, apesar de
não trazer informações novas, conta um pouco da vida dela antes do Adam.
O livro começa com Destrua-me, um conto pelo ponto de vista de Warner, que começa logo
após o tiro em Estilhaça-me. Preciso dizer que o Warner já era um personagem
que me cativou desde o começo do livro 1, mas que em Destrua-me me ganho
completamente.
Estar dentro da cabeça do Warner é como estar
em uma versão mais controlada da mente da Juliette. Ele é tão cheio de raiva,
de anseios, de desejos e tristeza. A vida dele foi tão caótica que controlar
tudo e todos a sua volta, é uma forma de anteceder o que vai acontecer com ele.
É uma atitude comum para quem busca controle sobre sua própria vida.
E eu amo tanto o Warner que eu passei o conto
inteiro fazendo sons de baleia morrendo na praia – mesmo que eu já tenha lido
ele lá atrás, logo após Estilhaça-me.
O segundo conto, Fragmenta-me, é contado pelo ponto de vista de Adam e começa na
manhã da batalha final de Liberta-me.
O que o conto do Warner me fez amar ainda mais
ele, o do Adam me fez odiar ainda mais. Eu já estava com sérios problemas com
ele a partir de Liberta-me e de toda a história de “proteger” a Juliette – porque
ele não consegue acreditar que ela pode aprender a cuidar de si mesma, a ser
forte – mas aqui fica claro como ele não consegue ver ela como uma pessoa
autossuficiente.
Eu sei que quando você ama alguém, você não
quer que essa pessoa se magoe ou machuque. Mas tudo que o Adam faz é magoar e
machucar a Juliette, impedir que ela cresça e se fortaleça. Eu odeio tanto a
visão dele, de que ela é fraca, de que ela deveria esquecer o poder dela e
viver uma vida “normal”. Ele quer tanto "curar" ela do poder que nem percebe como isso é prejudicial.
Ele nem se dá conta que o “normal” da Juliette
é ter um poder, aprender a lidar com ele é o mínimo para que ela entenda a si
mesma, não tenha medo de si mesma.
Eu odeio tanto ele que não, não sei ser
imparcial. E eu fico bem feliz ao andar por ai e ver que 99% do fandom entender
as coisas exatamente como eu.
Claro que eu tenho uma certa simpatia pelo Adam
por ele ter criado o James e ter sacrificado tanto da vida dele pelo irmão, por
todos os rolos com o pai ordinário deles e tudo o mais. Mas você esperaria uma
pessoa mais compreensiva, já que ele diz amar tanto a Juliette, né? Mas não,
ok.
Na parte do Diário da Juliette não temos muita coisa diferente do inicio de Estilhaça-me, mas podemos aprender um
pouquinho mais sobre o passado dela, e o que aconteceu com ela nos dias de confinamento.
Eu preciso dizer que, lendo isso agora, depois
de ter lido os três livros, eu admiro ela ainda mais. Ela passou por tanta
coisa, superou tanta coisa e aprendeu a crescer e a não temer a si mesma.
A Juliette é incrível e eu amo que a Tahereh
tenha decidido focar a trilogia na aceitação dela, no crescimento pessoal dela, e não na guerra - que é um dos pontos que muitas pessoas reclamam, de não dar foco na guerra, e eu sempre me pergunto se lemos o mesmo livro.
E eu amo que a dor dela não transformou ela em um ser guiado pela vingança.
Outro ponto super positivo é como a Tahereh
consegue colocar a personalidade de cada personagem na forma em que ela
escreve. A cabeça de Juliette é um caos, a de Warner é cheia de regras, um caos
controlado, já a de Adam é centrada. E isso reflete tanto as atitudes de cada
personagem que eu quis chorar.
O livro é perfeito e para quem é realmente fã
da trilogia, não vai se arrepender.
Título Original: Unite Me
Autor: Tahereh Mafi
Editora:
Gênero: YA - Sobrenatural
Nota: 5+
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