Olá leitores! Vocês devem estar se perguntando quem é essa que está escrevendo aqui no "Queria Estar Lendo", certo? Pois bem, meu nome é Thayrine - mas pode chamar de Thay - e serei uma das novas colunistas do blog! Ler é uma de minhas coisas favoritas na vida e escrever sobre elas vem logo em seguida, portanto unir o útil ao agradável me pareceu uma boa ideia. Outra coisa que adoro fazer é assistir séries, e o post de hoje reúne todas essas paixões: livros, escrita e Gilmore Girls!



Desde o momento em que a Netflix anunciou que Gilmore Girls voltaria com episódios inéditos, eu e minhas amigas surtamos. Agora que o dia 25 de novembro veio e se foi, agora que sabemos as quatro palavras misteriosas e o desenrolar das vidas de Lorelai e Rory, nada melhor do que continuar no assunto comentando outro ponto muito importante e intrínseco à história das garotas Gilmore: os livros de Rory.

Todo fã da série sabe que durante as 7 temporadas clássicas, Rory, interpretada por Alexis Bledel, apareceu em cena com mais de 200 livros diferentes. O amor que a menina sentia por livros era tanto que suas gavetas eram repletas de exemplares e o quarto inteiro era praticamente dominado por eles. Rory podia simplesmente passar horas garimpando livros em um sebo ou feirinha e chegava ao ponto de levar um exemplar consigo mesmo se seu destino fosse um baile.

Sendo assim não demorou muito para que os fãs de Gilmore Girls conseguissem compilar todos os livros lidos por Rory criando, dessa maneira, o Rory Gilmore Book Chalenge ou, em português, o Desafio Literário Rory Gilmore. Desde o momento em que me deparei com essa lista que decidi acompanhar os achados literários de Rory e ir riscando, pouco a pouco, os livros que eu li. A ideia desse post, hoje, é comentar um pouquinho de quatro títulos encontrados na estante de Rory que eu amo pra toda vida.

1. Anna Karenina, Liev Tolstói

Anna Karenina, um calhamaço russo de mais de 800 páginas, se divide em contar as tramas que passeiam entre a cidade e o campo, entre a nobreza e os camponeses. Quase como se partisse a história em dois roteiros, Liev Tolstói conta a trama de Anna, uma mulher presa em um casamento que não a faz feliz, e de Liévin e sua luta no campo para fazer sua fazenda dar certo enquanto corteja a jovem Kitty. Resumir o livro a isso, no entanto, é deixar de exaltar a qualidade da obra que, embora seja difícil de ler em alguns momentos (principalmente com as descrições sem fim sobre colheitas e fazendas), nos entrega um retrato de um povo intenso e cheio de nuances.

Apesar de Anna e Liévin serem os dois protagonistas do livro, eles se encontram apenas uma vez durante toda a narrativa. O que poderia soar estranha, no entanto, mostra apenas a genialidade de Tolstói: por meio de protagonistas tão diferentes vivendo em situações tão diversas, o autor consegue discutir e distribuir ao longo do livro todos os temas que o inquietavam de alguma maneira, da guerra da Sérvia a administração agrícola, a relação dos trabalhadores a decadência da nobreza. Utilizando-se desse dualismo, Tolstói consegue percorrer temas próprios da sociedade russa enquanto conta uma das histórias mais instigantes de todos os tempos. Não é um clássico a toa.

2. Emma, Jane Austen

É uma verdade universalmente reconhecida que o livro mais famoso de Jane Austen é Orgulho & Preconceito (que é meu favorito), mas Emma também é uma preciosidade e deve ser defendido. Esta obra, talvez, seja a mais diferente de Austen em termos de estrutura, personagens e enredo. Apesar de contar, novamente, com a caracterização bucólica do campo e tratar de relacionamentos amorosos, dessa vez a heroína em questão, Emma, não está em busca de um casamento para si ou algo do tipo. Muito pelo contrário, Emma interessa-se muito mais em dar uma de casamenteira para seus amigos visto que, diferente de outras heroínas de Jane Austen, ela está em uma posição muito confortável na vida: filha de um viúvo rico, Emma sente-se perfeitamente satisfeita em sua situação de independência e privilégios decidindo-se, assim, a nunca se casar.

Decidir a nunca se casar, no entanto, não impede Emma de tentar casar os outros. Dessa maneira o enredo se desenvolve com a jovem Emma tentando unir casais por toda a sua volta, a começar por Harriet Smith, uma jovem de condição social inferior a Emma e que a moça tenta unir a um cavalheiro, custe o que custar. Jane Austen escreveu em cartas que achava ser difícil o público gostar dessa sua nova heroína: um tanto mimada e voluntariosa, Emma não tinha as características de suas outras personagens porém, mesmo assim, me conquistou. É divertido acompanhar as confusões que ela apronta tentando unir casais e chega a doer no coração a tristeza que ela fica quando percebe a bagunça que ela fez. De resto, todo o primor da escrita de Jane Austen permanece em Emma, desde a excelência na construção dos personagens às sátiras e ironia tão características de sua obra.

3. A Redoma de VidroSylvia Plath

Sempre que comentava com minhas amigas que sentia uma grande curiosidade por ler A Redoma de Vidro, de Sylvia Plath, aquelas que já haviam lido o livro me alertavam: cuidado, é uma trama intensa e cheia de sentimentos, pode ser difícil não se identificar. Depois que li o livro, finalmente, ano passado, pude constatar que é exatamente isso: utilizando-se de Esther Greenwood, uma moça brilhante com um futuro promissor pela frente, Sylvia Plath no conta um pouco de sua própria história e a depressão que, aos poucos, tomou conta de sua vida. Assim como Sylvia, Esther acreditava que tinha tudo o que poderia desejar na vida porém, mesmo assim, sentia-se sozinha e vazia.

O livro é muito bem escrito e detalhado, fazendo com o que o leitor pudesse praticamente sentir na pele o caos se instaurando na vida de Esther. Sylvia é muito boa com as palavras e tratar de um tema tão difícil - e perto de sua realidade - apenas deixa a leitura de A Redoma de Vidro ainda mais intensa. A trama começa a se desenvolver lentamente porém, quando menos esperamos, já estamos juntos de Esther dentro de sua redoma que suga todo o ar a sua volta. É uma leitura difícil e pode despertar alguns gatilhos emocionais, mas super recomendada.

4. O Sol é Para TodosHarper Lee

Sem dúvida um dos livros mais belos que já li. Mesclando a inocência da narradora com temas tensos como racismo, injustiça e intolerância, Harper Lee desenvolve uma fábula em uma fictícia cidade do interior dos Estados Unidos em 1930. Quando um homem negro é acusado de estuprar uma mulher branca, o advogado Atticus Finch é convocado para defendê-lo. Enquanto toda a população da pequena  Maycomb está certa da culpa do acusado, Atticus, muito pelo contrário, está pronto para defender o cliente e sua inocência, enfrentando represálias e críticas por parte da comunidade racista que vive na cidade. A trama é narrada do ponto de vista de Jean-Louise “Scout”, filha de Atticus, que era criança na época dos acontecimentos e reconta tudo o que aconteceu como se estivesse escrevendo um livro de memórias. 

A sensibilidade da trama de O Sol é Para Todos reside exatamente nesse olhar sobre as memórias infantis de Jean-Louise. Apesar de agora ser adulta enquanto relembra os fatos, é notável o ponto de vista dos pensamentos de criança, com impressões e sensações típicas de um narrador inocente. Jean-Louise, junto de seu irmão Jem, e o amigo da dupla, Dill, se metem em muitas brincadeiras infantis enquanto o julgamento acontece e esse contraponto deixa a história contada ainda mais especial. Assuntos pesados como estupro e racismo encontram um viés diferente por meio dos olhos de Jean-Louise, e Harper Lee soube com maestria intercalar duas histórias, a princípio tão diferentes, culminando para um desfecho incrível. 

E aí, quais livros da lista (gigantesca) de Rory você já leu?
Resenha: Menina de Vinte


O que falar desse livro que levei tanto tempo para ler e me fez mudar de opinião tantas vezes? Pensei muito sobre essa resenha de Menina de Vinte até descobrir como me expressar sobre um chicklit, já que fazia tanto tempo que eu não lia um.


Sinopse: Lara Lington sempre teve uma imaginação fértil. Agora ela começa a se perguntar se está ficando maluca de vez. Meninas normais de vinte poucos anos não veem fantasmas, né? Pelo menos era o que ela pensava até o espírito da tia-avó Sadie, que foi uma jovem dançarina de Charleston com ideias avançadas sobre moda e amor, aparecer misteriosamente com um último pedido: Lara precisa localizar um colar que foi dela por mais de 75 anos. Só assim tia Sadie poderá descansar em paz. Além de encontrar a joia, Lara tem que lidar com probleminhas do dia a dia: a sócia foi curtir um romance em Goa, sua empresa está afundando e ela acabou de ser abandonada pelo homem “perfeito”. Nesta divertida história, Lara e Sadie são duas meninas de vinte bem diferentes que vão aprender a importância dos laços familiares e da amizade.
A história acompanha Lara Lington, a única filha do irmão mais velho de Bill Lington, o dono de uma gigantesca rede de cafés, extremamente rico e bem sucedido. Quando o livro começa, Lara está obcecada com o termino de seu namoro de longa data, tentando entender o que deu errado já que Josh, seu ex-namorado, nunca lhe deu uma satisfação sobre o termino. E agora ela precisa ir ao velório de uma tia-avó de 105 anos que ela nunca conheceu para tentar conseguir a ajuda de seu tio Bill para alavancar sua empresa de caça-talentos, já que ela não sabe nada do que está fazendo desde que sua parceira, Nathalie, abandonou a empresa e ela.


Honestamente, é tão fácil conseguir o que você quer quando as pessoas pensam que você é uma psicopata.

Mas no funeral, tudo muda. Quando estão prestes a fechar o caixão para a cremação, Lara ouve uma garota gritando por seu colar. Ela não é muito mais nova do que Lara, mas está totalmente caracterizada como os anos 20 e obrigada Lara a parar a cremação para que possa encontrar seu colar.

O problema é que a garota se apresenta como Sadie Lancaster. Sua tia-avó. E Lara é a única que pode vê-la e ouvi-la.



Você não pode simplesmente desligar seus sentimentos porque a outra pessoa o fez.

Depois de inventar uma história sobre a tia ter sido assassinada na casa de repouso em que morava e se meter em confusão com a polícia, Lara precisa correr contra o tempo para encontrar o colar de Sadie para que ela finalmente possa descansar em paz. O problema é que o colar não está entre as coisas de Sadie e isso quer dizer que elas estão presas uma a outra até que Lara possa encontrar aquilo que Sadie está procurando -- e pelo caminho, descobrir muitas coisas sobre si mesma, a família e sua tia-avó.



Resenha: Menina de Vinte


Sophie Kinsella é a rainha dos chicklit, na minha opinião (logo ao lado de Candace Bushnell e Helen Fielding). Ela vem escrevendo sobre ele há vinte anos e é garantia de risadas,  embora em Menina de Vinte eu tenha me deparado com algumas situações que eram ridículas e absurdas demais até para um chicklit, mesmo que estivesse tratando de um fantasma.

O começo do livro me deixou bastante chateada. A única coisa que eu tinha lido da Sophie até então era Os Delírios de Consumo de Becky Bloom e apesar de um certo desgosto com a protagonista, eu tinha gostado muito do fato da história se concentrar exclusivamente em Becky e seus problemas com o consumismo, e não com em uma caça a relacionamentos amorosos. Esperava algo parecido de Menina de Vinte, mas a principio não foi o que eu encontrei.



Acreditar não é o suficiente! Você não vê isso, garota estúpida? Você pode passar a sua vida esperando e acreditando! Se um relacionamento é platônico, então vai ser sempre uma pergunta, nunca uma resposta. Você não pode viver sua vida esperando uma resposta.

Lara é uma personagem cativanete depois que você começar a acompanhar o relacionamento dela e de Sadie, mas sempre que voltavamos ao assunto Josh e o namoro dos dois, eu queria atirar o livro pela janela. A Lara era um estereótipo de mulher desequilibrada que vivia em função do relacionamento -- ela caçou tanto o Josh que o cara mudou o número do celular! E isso tudo porque ele não queria dizer para ela os motivos de ter terminado seu relacionamento.

Se um cara é babaca o suficiente para terminar com você por mensagem e nem dizer o porquê, então ele não vale a pena.


Resenha: Menina de Vinte

Mas então chegamos a parte do livro onde o mistério com o colar de Sadie e todo o passado dessa figura tão cheia de vida se intensifica e deixamos o Josh um pouco de lado. A Lara se mete em muita confusão para conseguir desvendar o passado de Sadie e as duas criam esse relacionamento conturbado e cheio de alfinetadas, que significa nada mais do que amor. Lá pela página 150 eu estava empolgada pelo mistério e pelas coisas absurdas em que a Sadie ia enfiar a Lara, fosse para encontrarem seu colar ou para que Lara fosse sua representante em um encontro completamente estranha com um americano que não fazia ideia de que estava saindo com um fantasma.

Quando finalmente o lance com o Josh é resolvido, só sobram coisas boas no livro. Foi divertido ver o relacionamento da Sadie e da Lara crescendo, descobrir todas as coisas maravilhosas que a Sadia havia feito em vida e, ainda, encontrar um gostinho de vingança para Lara ao fim do livro. Apesar das frustrações que a Lara me causou por causa de toda sua obsessão com Josh, eu ainda torcia para que ela conseguisse dar a Sadie o que ela sempre quis: ser famosa e reconhecida.



Eu sou alérgica a reuniões de família. As vezes penso que seria melhor se fossemos sementes de dentes-de-leão -- sem família, sem história, só flutuando pelo mundo na nossa própria penugem.

O romance também valeu a pena, especialmente porque não foi o foco da história. Hoje eu vejo muito chicklit onde o propósito é apenas um romance entre dois personagens sem muita personalidade, mas pela segunda vez a Kinsella me surpreendeu, criando uma história envolvente e dando problemas reais para Lara, que vão muito além de encontrar o amor da sua vida no século XXI.


Ed é mais um personagem de apoio para o desenvolvimento de Lara e do seu relacionamento com a Sadie do que o foto solo de toda a história e foi gratificante ver a volorização de relacionamentos femininos. E, para mim, esse é o foco da história, o fato de Lara encontrar em Sadie uma versão ousada, que busca se divertir e correr atrás do quer -- mesmo que seja um encontro com um cara que ela encontrou do nada vasculhando prédios -- sem pedir desculpas por ser quem é ou "diminuir o volume" de si mesma só para agradar as pessoas a sua volta.



As vezes, quando não consigo dormir, eu imagino todas as regras que eu inventaria se algum dia eu estivesse no controle do mundo.

Como a maior parte da população mundial, Lara tem esses impulsos de ajustar-se para agradar as pessoas, mesmo aquelas que ela nem conhece, e encontrar Sadie é uma forma de aprender e crescer, de descobrir que ela não precisa comprometer a pessoa que é para que as pessoas gostem dela e que, fazer as cosias do seu jeito não é utópico, mas sim o que te move para frente.



Resenha: Menina de Vinte

A escrita também não é nada rebuscada o que faz o texto leve e de fácil compreensão, você mergulha na história e não percebe o quanto já leu, o que é ótimo, considerando as 495 páginas que ele tem. O bom é que a diagramação da Galera Record é espaçada e torna a leitura mais agradável e menos cansativa.

Por fim, apesar de um começo difícil nas primeiras cem páginas, Menina de Vinte acabou se revelando uma história bastante gostosa e um bom entretenimento. Fechei o livro apegada as protagonistas e até senti um pouco de falta dos absurdos que a Sadie conseguia que Lara fizesse durante todos os capítulos. Para os fãs de chicklit, é um prato cheio sobre amizade, mistério, fantasmas e uma pitada de romance.


Título original: Twenties Girl

Autora: Sophie Kinsella
Editora: Galera Record
Gênero: Romance - Chicklit
Nota: 3,5

Saiba Mais: Skoob  |  A Autora  |  Saraiva  |  Buscapé  |  Amazon

Olá para quem quer cumprir parte da meta do ano correndo nesse último mês! Sim, estou desesperada, ainda que tenha lido bastante em 2016 (até agora foram pouco mais de 60 livros de 80 prometidos ao Skoob). Mas, como boa brasileira que não desiste nunca, resolvi tentar um mega-desafio agora no mês de Dezembro.

Por causa dos livros de parceria que vêm para mim, talvez não consiga cumprir a meta desejada, mas fiz uma lista com cinco livros que preciso e vou ler até o dia 31 de Dezembro. Será que dá, senhoras e senhores? Só os deuses sabem.

1) Seeker
Sinopse: A história gira em torno da jovem Quin Kincaid, treinada para se tornar uma Seeker e lutar ao lado de seus companheiros para proteger os injustiçados, levando luz para um mundo mergulhado na escuridão. Na noite de seu juramento, porém, quando está prestes a honrar seu legado e iniciar sua missão, Quin descobre que ser uma Seeker não é bem o que ela havia imaginado. E mesmo sua família e seu grande amor não são exatamente como ela acreditava. A jornada de Quin Kincaid em busca de sua verdadeira identidade vai começar. Uma saga memorável, protagonizada por uma heroína inesquecível.


O primeiro livro da trilogia fantástica escrita pela Arwen Elys Dayton. Foi bem recomendado pelo Tumblr - e, como vocês sabem, leitura recomendada pelo Tumblr é um absoluto sucesso. Estou ansiosa para ver o que me aguarda nessa história!

2) A Pistoleira
Sinopse: O que se esperar de alguém que nasceu da dor?
Como confiar em uma heroína que guarda como prazer a morte de terceiros?
Cinco anos depois de ter presenciado a destruição de sua cidade – da qual escapou no último segundo –, Violet, ou qualquer que seja o seu verdadeiro nome, construiu sua própria carreira na grande Rio de Janeiro.
Descontando toda a sua angústia naqueles que praticam a injustiça, livrando a cidade dos que se beneficiam às custas dos outros, Violet agora enfrenta um novo dilema: elas estavam de volta.
Aquelas que, cinco anos atrás, assassinaram cruelmente sua família e amigos e que, sem pena, fizeram uma cidade inteira cair na perdição.
Estaria, a Pistoleira, preparada para enfrentar os seus próprios fantasmas, ou sua maldição falaria mais alto outra vez?




Escrita pelo meu querido e amado Jorge Castro, essa fantasia urbana se passa em Niterói, tem uma protagonista badass e personagens extremamente carismáticos - sei disso porque comecei a ler em e-book. Agora que tem livro físico, vai ser uma das minhas leituras de fim de ano!


3) Cartas de Amor aos Mortos
Sinopse: Tudo começa com uma tarefa para a escola: escrever uma carta para alguém que já morreu. Logo o caderno de Laurel está repleto de mensagens para Kurt Cobain, Janis Joplin, Amy Winehouse, Heath Ledger, Judy Garland, Elizabeth Bishop… apesar de ela jamais entregá-las à professora. Nessas cartas, ela analisa a história de cada uma dessas personalidades e tenta desvendar os mistérios que envolvem suas mortes. Ao mesmo tempo, conta sobre sua própria vida, como as amizades no novo colégio e seu primeiro amor: um garoto misterioso chamado Sky. Mas Laurel não pode escapar de seu passado. Só quando ela escrever a verdade sobre o que se passou com ela e com a irmã é que poderá aceitar o que aconteceu e perdoar May e a si mesma. E só quando enxergar a irmã como realmente era — encantadora e incrível, mas imperfeita como qualquer um — é que poderá seguir em frente e descobrir seu próprio caminho.


Tudo o que eu sei sobre a história é que a Bianca ama esse livro, a autora é uma fofucha - peguei autógrafo com ela na Bienal - e eu vou chorar muito lendo. Meu espírito está pronto!

4) Imperfeito
Sinopse: Daniel, um garoto de dezoito anos, está prestes a entrar na faculdade. Mas entre todas as mudanças pelas quais sua vida inevitavelmente passaria, a última coisa que ele esperava era lidar com sua recém descoberta homossexualidade. Ele sempre soube que era diferente dos outros garotos, mas é apenas na noite da festa de despedida do ensino médio e da sua antiga vida que Daniel aceita a verdade sobre si. Agora, o jovem deverá conviver com a verdade a respeito de sua identidade. 
Com as aulas da faculdade se aproximando, mal sabe ele que em breve estará dividido entre dois caminhos. Um lhe garantirá a possibilidade de ser feliz, o outro irá forçá-lo a manter uma parte de sua vida oculta de todos ao seu redor. 
A vida de Daniel mudou. Mas ele ainda tem que aprender a lidar com muitas coisas... 
Imperfeito é um livro que aborda as descobertas e a busca por aceitação que a maioria dos meninos homossexuais já passaram, passam ou irão passar. 



Mais um nacional maravilhoso para a lista! Imperfeito é um romance LGBT escrito pelo querido Robson Gabriel, e fala sobre descobertas e aceitações. Nem preciso dizer que já estou apaixonada pela história sem nem lê-la né?

5) Heróis da Internet
Sinopse: Ítalo Matheus possui a Imaginação Alpha, um tipo de mente capaz de alterar a programação do Mundo da Nuvem. Quando Patrono, um programa de computador, sai do controle e aprisiona praticamente todas as crianças no mundo virtual – inclusive o irmão mais novo de Italo –, ele é escalado para salvar a internet e reestabelecer a ordem nessa outra realidade. Para isso, Italo contará com a ajuda de um grupo nada comum: uma cadeirante especialista em artes marciais,
um velocista com asma, um obeso que pode carregar toneladas e uma míope com pontaria invejável. Crianças que aparentam ser nerds desajeitados, mas que no Mundo da Nuvem, são verdadeiros heróis. Agora eles precisam aprender a trabalhar juntos para vencer os jogos de Patrono. E durante a sua maior aventura, Italo perceberá que seus companheiros, apesar de diferentes, poderão ensinar a ele muito mais do que imaginava.



O último livro da listinha é nacional também. Escrito pelo Renan Carvalho (autor da série Supernova) em parceria com o youtuber Ítalo Matheus, é uma fantasia juvenil ambientada no mundo virtual, um lugar onde jovens desconexos da "normalidade" encontram forças para lutar contra um inimigo mortal.
Continuando com as nossas indicações, hoje eu vou falar um pouco sobre a saga Supernova, publicada pela editora Novo Conceito. Criada pelo autor Renan Carvalho, a série já teve dois volumes lançados - O Encantador de Flechas e A Estrela dos Mortos. O terceiro livro chega em breve!


Com uma pegada de RPG, personagens carismáticos e uma trama bem orquestrada, Supernova é o livro perfeito pra quem quer uma fantasia rápida, com cenas cheias de ação e uma guerra mágica diferente do que vemos em muitas histórias por aí. No primeiro livro, o Encantador de Flechas, temos o princípio de uma distopia - Acigam é uma cidade murada onde a magia é proibida, e um governo opressor rege a sociedade com punhos de ferro; uma rebelião se ergue para derrubar esses tiranos, e o resultado você precisa ler para conferir. No segundo, o universo se expande, e toda a opressão mágica que o protagonista e sua irmã sofreram em Acigam se abrem para o conhecimento infinito que o mundo tem a oferecer.

O que eu mais acho legal na série é a maneira com que o Renan intercala os momentos épicos dos livros às explicações; você sente que cada coisa ali dentro é real, você faz parte da história. Leran é um protagonista ótimo - carismático e bocó em um primeiro momento, corajoso em muitos, como todo bom personagem principal em livros de fantasia tem que ser - e os coadjuvantes são maravilhosos. Minha favorita até agora está no primeiro volume; a Boom é uma baixinha cheia de energia, que peita todas as situações perigosas, e ela e o Leran serão meu OTP até o fim dos tempos, não tô nem aí se o Renan se recusa a unir eles.

O volume 2, como todo universo expandido, já insere mais personagens na trama, além de esticar os problemas simples do primeiro livro em algo muito mais perigoso. O inimigo é mais desconhecido, e um risco em potencial muito maior. Outra personagem chave da história é a Tlavi, uma guerreira poderosa, cheia de presença, que tem como missão investigar as sombras que estão surgindo no seu mundo - e, possivelmente, acabar com elas antes que iniciem uma guerra.

No mais, me contenho aqui a dizer que Supernova é um livro para todas as idades. Se você ainda não conhece, está na hora de conhecer!


O Encantador de Flechas
Sinopse: Imersa em uma ditadura ideológica, a isolada cidade de Acigam sofre com a ameaça da guerra civil. De um lado, a Guilda, um grupo que usa os ensinamentos da Ciência das Energias para exigir os direitos da população. Do outro, um governo tirano, com soldados especialistas em aniquilar magos, nome vulgar dado aos praticantes de tal ciência. No meio desse conflito vive Leran, um garoto prestes a se formar na escola e não sabe qual futuro pode ter em uma cidade como Acigam. Após o envolvimento dos membros de sua família na rebelião, ele percebe que também está fadado a participar da guerra e vive uma aventura alucinante para descobrir mais sobre a misteriosa ciência que permite encantar objetos com a energia dos elementos. Leran deverá conciliar suas preocupações com a irmã mais nova, a recente vida amorosa e o medo de ser capturado pelos terríveis silenciadores.


A Estrela dos Mortos
Sinopse: Após deixar sua cidade natal, Leran está perdido em busca de uma pessoa que possa ajudar sua irmã Luana a controlar seus poderes. Enquanto foge de caçadores colocados em seu encalço, o arqueiro conhecerá novos lugares e aliados para sua jornada. Ao mesmo tempo, Tlavi, a jovem Estrela da Cura, tenta desvendar os mistérios de um criminoso capaz de erguer as forças das trevas no território pacificado do Reino Central. O caminho desses personagens está ligado pelo destino. Será que poderão lutar juntos para descobrir como vencer os novos inimigos? Conseguirá Luana despertar sua verdadeira força? Como Leran agirá diante da evolução dos poderes da irmã? É o que você vai descobrir em Supernova: A Estrela dos Mortos.

O Garoto dos Meus Sonhos, lançamento da editora Globo Alt, é o tipo de livro para quem quer uma história simples e apaixonante. Com uma escrita leve e personagens carismáticos, Lucy Keating entrega uma obra marcante cheia de emoções.

Sinopse: Desde quando consegue se lembrar, Alice tem sonhado com Max. Juntos eles viajaram o mundo, passearam em elefantes cor-de-rosa, fizeram guerra de biscoitos no Metropolitan Museum of Art... e acabaram se apaixonando. Max é o garoto dos sonhos – e somente dos sonhos – até o dia em que Alice o vê, surpreendentemente, na vida real. Mas ele não faz ideia de quem ela é... Ou faz? Enquanto começam a se conhecer, Alice percebe que o Max dos Sonhos em nada se parece com o Max Real. Ele é complicado e teimoso, além de ter uma namorada e uma vida inteira da qual Alice não faz parte. Quando coisas fantásticas dos sonhos começam estranhamente a aparecer na vida real – como pavões gigantes que falam, folhas de outono cor-de-rosa incandescente, e constelações de estrelas coloridas –, Alice e Max precisam tomar a difícil decisão de fazer isso tudo parar. Mesmo que os sonhos sejam mais encantadores que a realidade, seria realmente bom viver neles para sempre?

Alice tem sonhado com Max desde que se entende por gente. Quando ela e o pai se mudam para Boston, no entanto, Alice descobre que o garoto dos seus sonhos existe na realidade - e ele parece se lembrar dela. O que deveria ser um reencontro emocionante digno de filmes românticos de época na verdade se mostra uma tentativa frustrada de aproximação; por algum motivo, Max não quer se aproximar dela, não com a mesma conexão emocional que os dois têm em seus sonhos. Para descobrir o porquê dessa ligação, no entanto, os dois precisam trabalhar juntos - e o que era sonho pode acabar se tornando realidade.


Max é constante, me recebendo em cada sonho com seu sorriso travesso e grande coração. Ele é minha alma gêmea. 
A história gira em torno dessa questão: por que Alice e Max têm sonhado um com o outro? A partir disso, a autora nos entrega um desenvolvimento bem resolvido, com questões emocionais e científicas e respostas que agradam ambos os lados. O mundo dos sonhos é mais do que uma fantasia, é um estudo bem amplo, e o livro trabalha essa parte ao mesmo tempo em que desenvolve a conexão sentimental entre os sonhadores. Alice e Max são um show à parte; personagens carismáticos, amigáveis e bastante reais.



Todos os ossos quebrados ou queimaduras ou corações... Bom, todos eles saram no fim. 
Ambos passaram por traumas impactantes quando eram mais novos, e esses traumas criaram o caminho que os uniram. Alice tem uma personalidade retida, bem "na dela" por causa do abandono da mãe. Max lidou com o próprio trauma, mas ainda carrega as marcas dele. O modo como os dois se entendem dentro do mundo dos sonhos é completamente diferente de suas interações na realidade, e por isso o ship é tão fofo. Existe um crescimento em cada um, o tão adorado desenvolvimento de personagem que se espera em obras do tipo young adult; Lucy Keating escreve uma Alice e um Max reservado, e abre suas perspectivas e reações conforme a trama avança.


- A ciência é a explicação para tudo. Nós só precisamos fazer as perguntas certas. 
Alice foi a minha favorita. Talvez por ter sido tão bem trabalhada, por ser uma adolescente tão doce e simpática com seus momentos de crise, por ser o tipo de garota que você poderia encontrar por aí. Nesse gênero literário, as melhores protagonistas são aquelas com as quais você simpatiza, e Alice tem o mesmo estilo da Lola, Anna e Isla da trilogia da Stephanie Perkins: ela é real. Suas interações com seu pai, com sua melhor amiga Sophie, com Oliver e com o Max - até mesmo com o seu cachorro Jerry. Alice é parte de um sonho e parte do mundo em que vive.


- Em nossos sonhos, nós somos todos pintores surrealistas, criando narrativas e imagens que são frequentemente tão sem sentido quanto são lindas. 
Max, por outro lado, é muito mais retido e complicado. Ele não é o típico personagem bad boy sofredor que trata as pessoas como lixo pelo passado sombrio - graças aos céus por isso. Ele é só um garoto com medo de se perder no mundo dos sonhos, já que aprendeu a separar os dois. Quando está com Alice, no entanto, ele vive aquela eterna dúvida do que é melhor: sonhar ou ser real? Será que dá para ser os dois? O ship é lindo e maravilhoso porque brinca com essas suas perspectivas.

- Não posso voltar a morar nos meus sonhos, Alice. Eu me esforcei demais para minha realidade.


Em relação aos coadjuvantes, Lucy desenvolve muito bem suas presenças em cena. Eles estão ali mais do que para apenas servir de apoio aos protagonistas. Cada um, mesmo com as mínimas participações, tem importância. Os melhores foram Oliver, o excêntrico garoto que se torna amigo da Alice na escola, Sophie, sua melhor amiga à distância, e Celeste, a namorada de Max - sim, ele tem uma namorada. Sim, a forma como a história trabalha o amor dele pela Alice e da Alice por ele e da problemática com a Celeste é cheia de sororidade e eu amei e queria abraçar a Lucy por isso!

Nós apenas sorrimos até o ponto em que meu sorriso não é uma parte do rosto, mas o rosto é uma parte do meu sorriso.


O Garoto dos Meus Sonhos traz uma reflexão bem interessante sobre sonhar e viver e sobre o equilíbrio entre essas duas coisas. Através de personagens incríveis e uma trama brilhante, Lucy Keating te apresenta um mundo sonhado rico em histórias e possibilidades e um mundo real ainda mais emocionante do que aquele dentro dos sonhos.


Título original: Dreamology
Autora: Lucy Keating
Editora: Globo Alt
Gênero: Romance / YA
Nota: 5

Saiba Mais: Skoob | Saraiva 

A editora Novo Conceito criou um jeito bem legal de revelar os próximos lançamentos do seu catálogo - e o melhor, a maioria dos lançamentos serão continuações muito esperadas! O Dia D. conta pra vocês com exclusividade o que vem por aí, e é só se cadastrar no site para receber as notificações antes de todo mundo! 

Por enquanto, já sabemos alguns livros que serão lançados aqui em Janeiro de 2017 - e queremos TODOS! Vem com a gente conferir o que está chegando nas livrarias de todo o Brasil.

A sequência de Fragmentados, distopia que conquistou muitos leitores por aqui, Desintegrados, promete ser ainda mais perturbadora e emocionante que o primeiro volume.


Sussurros do País das Maravilhas é uma coletânea que conta com três contos se passando após os eventos do último livro da trilogia Splintered, Qualquer Outro Lugar.


Branco como a Neve é sequência de Vermelho como Sangue, romance criminal.


Por fim, a última novidade do momento foi Fogo contra Fogo, sequência de Dente por Dente - que conta com uma autora queridinha aqui do blog, a Jenny Han (da trilogia Para todos os garotos que já amei).


E aí, animados com essas notícias? Sempre bom quando continuações são lançadas aqui, nossa ansiedade agradece!
Li até a página 100 e.... #26 - Vivian contra a América

Autora: Katie Coyle
Editora: Agir Now/HarperCollins
Número de Páginas: 298

PRIMEIRA FRASE DA PÁGINA 100:

"Ao emprestar seu rosto para a Igreja América, fez com que fosse impossível derrotá-los."

DO QUE SE TRATA O LIVRO?

O livro é a continuação de Vivian Contra o Apocalipse, que conta a história de uma América devastada por mudanças climáticas e pelo medo, que encontra na Igreja America (uma instituição intolerante e capitalista, que se esconde atrás da pretensa religiosa para conquistar poder) um refugiu para seus medos. Essa igreja prevê o apocalipse e um "arrebatamento", onde os bons serão levados para o céu e os pecadores ficarão na terra. Depois de ter os pais "arrebatados" a descrente Vivian e sua melhor amiga, Harp, embarcam em uma viagem da Pensilvânia para a Califórnia atrás de seus pais. O segundo livro começa logo depois das duas descobrirem a verdade sobre o Arrebatamento e agora elas estão mais determinadas do que nunca a desmascarar a Igreja Americana e mostrar a todos que estão sendo enganados e manipulados por seus medos.

O QUE ESTÁ ACHANDO ATÉ AGORA?

Mindblowing! Quando li Vivian Contra o Apocalipse, já dava para perceber que seria uma história muito mais real e, por tanto, com uma solução permanente mais difícil. O que encontrei em Vivian Contra a América é exatamente o que eu estava esperando, mesmo que eu não soubesse disso antes de pegar o livro. E ainda estou curiosa para ver como a Katie vai resolver os conflitos, estamos na página 100 e eu não vejo essa história se resolvendo em apenas 200 páginas. Mas tenho fé nela e sei que é possível.

O QUE ESTÁ ACHANDO DA PERSONAGEM PRINCIPAL?

Vivian é sempre uma personagem muito viva e real, as reações dela são muito humanas, especialmente quando ela está com medo e, mesmo assim, precisa agir. Ela é uma das personagens mais incríveis que eu conheci na literatura contemporânea. Amo ela! Mesmo que a Harpreet roube a cena, as vezes.

MELHORES QUOTES (ATÉ A PÁGINA 100):

"Com o carro, somos as adolescentes mais perigosas da América."

"Tenho um breve e delirante momento de clareza: é assim que vou morrer. Não de forma honrosa, lutando pelo que acredito, e sim de um ataque de pânico em uma cidade desconhecida enquanto Harp observa, sem saber o que fazer."

"Foram nossas próprias ações desafiadoras que nos trouxeram até aqui. E, embora as consequências sejam enormes e terríveis, não consigo me arrepender do que fizemos."

"É muito injusto que a Igreja tenha pegado essa coisa mágica e particular -- o puro prazer que eu sentia ao tocar ele, em sentir Peter encostar em mim -- e transformado em uma arma."

VAI CONTINUAR LENDO?

Como  não? A duologia da Vivian Apple é uma das melhores coisas que eu li ultimamente e tenho um carinho bem grande pelo universo que a Katie criou -- e como ele, assustadoramente, se assemelha ao que pode acontecer com o nosso se todos tratarmos eventos correntes como os americanos descrentes trataram Frick.

ÚLTIMA FRASE DA PÁGINA 100:

"Conforme os dias quentes se arrastam, todos ficam com o cabelo oleoso, e um cheiro de suor azedo impregna o loft."
Minhas Expectativas para: Gilmore Girls - A Year in the Life


Gilmore Girls - A Year In the Life chega ao netflix amanhã e eu estou quase contando nos dedos os minutos para finalmente poder sentar em frente a TV e ouvir mais uma vez Where You Lead enquanto a abertura rola, me perder nos diálogos apressados e rir e chorar com uma série que é parte intrínseca da pessoa que eu sou hoje.

Eu já nem sei mais dizer como eu me sinto a respeito desse revival, porque acho que perdi a habilidade de me expressar a respeito. Então fiquem com a Sookie, me representando.

Minhas Expectativas para: Gilmore Girls - A Year in the Life

Tendo isso em mente, é impossível não ter certas expectativas para o retorno e, a quem interessar possa, listei todas elas abaixo.

1. A SÉRIE VOLTOU! Depois de 10 anos...


Minha empolgação não poderia ser maior: quando comecei a assistir Gilmore Girls, ela já estava em sua sexta temporada (aqui no Brasil, lá fora tinha acabado de começar a sétima). Na época eu ainda nem assistia séries, tinha 13/14 anos e acabado de decidir que eu queria "algo para passar o tempo". Grudei na minha irmã e descobri as séries que ela gostava, mas daquelas só uma me chamou atenção: Gilmore Girls. Eu nunca achei que uma série pudesse me fazer sentir tão bem quanto ela. 
Meu hábito de carregar livros para onde quer que eu vá veio da Rory, super me identifiquei com o falatório sem parar e super rápido (na minha família a gente fala muito e muito rápido) e, principalmente, me encantei por personagens, um traço que vem comigo até hoje na literatura, porque eu posso ler um livro de mil páginas sobre o dia a dia de uma personagem se ela for bem desenvolvido.
Mas depois de 10 anos sem a série a gente cria teorias e mesmo que eu tenha bem poucoas delas é inevitável sentir um misto de medo e empolgação. Eu quero tanto esses episódios, mas tenho tanto medo de que eles acabem quebrando a magia que Bon Voyage deixou no ar....

2. A SÉRIE VOLTOU! E com a Amy Sherman-Palladino!


Amy é a criadora da série e, por motivos que eu não lembro, deixou a produção no fim da sexta temporada. A série, que não deveria terminar na sétima temporada, foi cancelada "sem fim" oficial (embora o último episódio da sétima temporada tenha um gostinho de series finale quase perfeita). Então, para mim, a sétima temporada sempre foi algo "extra-oficial", porque nenhuma daquelas histórias era o final planejado pela Amy e, para mim, a Amy é A garota Gilmore. Sem ela nada parecia certo.
MAS AGORA ELA ESTÁ DE VOLTA e ela finalmente nos trouxe não só o fechamento que precisávamos para todos os personagens, como também o fim que ela sempre teve em mente para a série. Aquele que ela sabia desde o começo. E eu estou colocando muita fé nele, muita fé na Amy e no fato de que, por ela ser a garota Gilmore original, vai trazer o sentimento maravilhoso da série de volta.

3. A SÉRIE VOLTOU! Mas como ficam minhas teorias?


Para ser sincera, eu nunca tive muitas teorias sobre GG. São basicamente três: Lor como uma pessoa feliz e realizada na Dragonfly Inn, Rory viajando o mundo e sendo a Christiane Amanpour que ela sempre quis ser, para no fim retornar a Star Hollow e repassar seus conhecimento; e por fim, a Rory criando uma filha tão incrivelmente como a Lor criou ela.
Pelos Trailers a gente já pode ver que a Rory viajou sim o mundo, trabalhou mundo e agora está de volta em casa, mas muita coisa mudou, como a morte de Richard (que nunca esteve nos meus planos </3) e, também o relacionamento de Lor e Luke. 






Apesar de eles serem o ship mais popular da série e de Bon Voyage ter deixado a ideia de que eles terminariam juntos sim, eu não sou fã. É uma opinião bastante impopular, eu sei, e não me entenda mal: por muitas temporadas eu simplesmente amei Luke e Lor. Mas a partir do momento em que a April entra na história e tudo muda, eu peguei uma raiva grande dele. De como a Lor constantemente rastejava atrás dele, anulando a forma como se sentia para melhor se encaixar na vida dele, implorando para ser amada e aceitando qualquer migalha que ele jogava. Eu simplesmente odiei assistir enquanto ela se despedaçava por um homem que, claramente, não estava emocionalmente disponível para ela. 
Por mais coisas incríveis que Luke fizesse por ela, me parecia muito que ele tinha medo de relacionamentos, de se envolver demais. Eles não estavam no mesmo nível de comprometimento e isso me magoou. Eu entendo e acho importante o que isso trouxe para a Lor, mostrar como ninguém é forte 100% do tempo e como a vulnerabilidade é algo inevitável quando você se abre ao mundo e se dispõe a amar. Mas eu nunca gostei realmente de um fim com os dois. Então quando o segundo trailer saiu e, claramente podemos ver que um pedido de casamento vai acontecer (com a Lorelai no meio das bailarinas) assim como um casamento (com ela "malhando" em frente a uma parede cheia de imagens de vestidos de noiva) é algo que preciso aprender a lidar.
Nas minhas teorias eu também nunca tinha visto a Rory reatando um namoro com Dean, Jess ou Logan (embora eu seja Team Logan all the way) e achei interessante que, mesmo depois de 10 anos longe, eles ainda tem um papel importante na vida da Rory. Seus namorados sempre marcaram a vida dela porque eram as pessoas que ela precisa encontrar naquele ponto da vida dela, pessoas que proporcionariam as experiências que ela precisava viver. E eu nunca imaginei que eles tinham mais a viver e aprender, embora eu fique feliz com os retornos (menos do Dean, adoro o Jared, mas a escrotice dele foi mais de 8 mil e não me interesso na pessoa que ele virou).
Por fim, como falei antes, a morte do Richard nunca foi algo que eu imaginei e tentar ver a dinâmica da família Gilmore agora que ele se foi é uma das coisas que eu mais espero por. Especialmente com relação a Emily, que passou a vida inteira sendo a esposa do Richard -- e como ela diz na sétima temporada, ser a esposa dele é tudo que ela sempre soube, é a identidade dela. Ver ela se redescobrir e reconstruir é só mais uma das coisas pela qual vale a pena assistir A Year in the Life.

4. A SÉRIE VOLTOU! E como eu posso aproveitar ao máximo?


Primeiramente, Fora Temer.
Segundamente, as garotas já nos ensinaram que isso não é só um programa de TV. É uma religião e um estilo de vida. Por tanto, deve ser tratado com o mesmo respeito!

Minhas Expectativas para: Gilmore Girls - A Year in the Life

Para assistir a um retorno desses propriamente você vai precisar de 5 coisas: 

  1. Uma conta no netflix;
  2. Uma noite inteira de sexta dedicada à elas;
  3. Comida. Muita, muita comida*;
  4. Lenços, só por precaução;
  5. Apoio emocional e psicológico de outros fãs da série (pode ser na festinha para assistir a série juntos ou pela internet mesmo).


* Está valendo qualquer coisa pouco saudável: pizza, café (de preferência do Luke's), chocolate, alcaçuz, cachorro quente, pipoca, salgados, batata frita, batata chips, doritos, tacos, hambúrgueres, etc.

E se caso não tenha amigos fãs da série, pode sempre ficar ligado no nosso twitter @queriastarlendo porque vou estar twittando ao vivo enquanto assisto a série e podemos sofrer juntos!

Quais os seus planos para essa sexta?

E FELIZ 25 DE NOVEMBRO!