Hoje é o Dia da Toalha, também conhecido como Dia do Orgulho Nerd. O dia em que a cultura geek exalta todo o seu amor - mais do que já faz normalmente - por todos os universos fantásticos e fantasiosos que regem a nossa vida. E eu resolvi falar, bem rapidamente, do porque esse dia é tão importante pra mim.

Não, não vou chorar que eu era uma nerd incompreendida pelos amigos ou que eu só tinha amigos nerds e sofríamos pacas na escola. Não vou falar sobre quem não entendia meus surtos por filmes, séries ou livros e nem por pessoas que não sabem o que é amar um universo mágico com tanta força que ele te torna quem você é hoje. Eu vou falar sobre todo o apoio que tive a ser quem eu sou, e porque a cultura nerd foi a responsável por isso.

Eu vivi, por vários anos, 365 dias de orgulho nerd. Durante anos, desde que eu me entendo por gente, sei que a cultura geek está enraizada em mim - e nunca mais vai me deixar. Não é uma febre momentânea, não é um surto ou colapso por causa de uma moda do momento. Eu sou nerd. Eu sou geek. Eu podia ficar de recuperação em matemática, mas adorava estudar, adorava ler, adorava passar horas à fio assistindo maratonas de Senhor dos Anéis só pelo prazer de viajar pela Terra Média. Eu vivi em uma galáxia muito, muito distante, eu vi o Luke destruir a Estrela da Morte quando tinha lá meus quatro anos, e até hoje, com vinte e um, me emociono com o momento. Desde os quatro anos. Eu tenho VINTE E UM.



Eu viajei até Nárnia e vi os irmãos Pevensie subindo ao trono, depois Caspian, seu filho, vi a destruição e o nascimento de uma nova Nárnia. Eu fui uma cavaleira (ué?) de dragão junto ao Eragon, eu fui parte da Sociedade do Anel, mesmo depois que ela se desfez. Eu vi um bruxinho famoso, um bruxo que todo mundo sabe o nome, salvar o mundo de um bruxo cujo nome não deve ser pronunciado. Eu estudei em Hogwarts e fiquei bem triste quando a minha carta não chegou. Eu participei de vários apocalipses zumbis; enfrentei armas biológicas e mortos-vivos em uma ilha esquecida. Eu fiz todas as missões que encontrei por Skyrim e ainda ajudei a aniquilar um dragão mortífero, porque, pasmem, eu era a dovahkiin! Eu ajudei os vingadores a impedir o mundo de ser destruído várias vezes, independente de qual deles fosse, e qual ameaça enfrentassem. Fiz parte dos desenhos da Liga da Justiça, e vou participar do filme que está por vir. Eu li o mundo acabando em um apocalipse angelical, li sobre escravos se rebelando contra mascarados mortíferos, sobre uma líder de torcida que foi até o mundo dos sonhos para salvar o cara que ela amava. Li sobre caçadores das sombras, sobre necromantes e ouvi a canção do gelo e do fogo.



Eu criei histórias. Escrevi novos mundos. Eu viajei por terras mágicas, encontrei tesouros que mesmo os deuses haviam esquecido, e até me arrisquei em um apocalipse zumbi. Eu escrevi sobre territórios desérticos e sobre reinos em que as sombras devoraram toda a esperança dos seus moradores. Escrevi sobre adolescentes apaixonados e adultos com o peso do mundo nas suas costas. Escrevi com a mesma paixão que eu li, e fui influenciada, basicamente, por tudo o que vivi até agora.



Eu me orgulho de ser nerd. Eu me orgulho de amar outros mundos, outras histórias, tanto quanto amo a nossa realidade. 
Resenha: Lonely Hearts Club


Acho que Lonely Hearts Club foi uma das melhores surpresas que eu já tive com uma leitura na vida! Eu já tinha excelentes expectativas para ele simplesmente por ser fã de Beatles, mas jamais esperava encontrar esse tipo de história ali. Resenhar Lonely Hearts Club parece o mínimo que posso fazer para homenagear uma obra como essa.

Sinopse: Penny Lane Bloom cansou de tentar, cansou de ser magoada e decidiu: homens são o inimigo. Exceto, claro, os únicos quatro caras que nunca decepcionam uma garota — John, Paul, George e Ringo. E foi justamente nos Beatles que ela encontrou uma resposta à altura de sua indignação: Penny é fundadora e única afiliada do Lonely Hearts Club — o lugar certo para uma mulher que não precisa de namorados idiotas para ser feliz. Lá, ela sempre estará em primeiro lugar, e eles não são nem um pouco bem-vindos. O clube, é claro, vira o centro das atenções na escola McKinley. Penny, ao que tudo indica, não é a única aluna farta de ver as amigas mudarem completamente (quase sempre, para pior) só para agradar aos namorados, e de constatar que eles, na verdade, não estão nem aí. Agora, todas querem fazer parte do Lonely Hearts Club, e Penny é idolatrada por dezenas de meninas que não querem enxergar um namorado nem a quilômetros de distância. Jamais. Seja quem for. Mas será, realmente, que nenhum carinha vale a pena?

Penny Lane Bloom, assim como suas irmãs, ganhou seu nome depois de uma música dos Beatles, uma vez que seus pais são fãs alucinados -- ela mesma tem certeza de que um dia a mãe vai largar tudo para seguir Paul McCartney pelo mundo. 

Porém, diferentemente do que se espera, Penny não guarda qualquer rancor dos 4 garotos britânicos e, como os pais, é uma fã convicta da banda. E são eles, ou melhor, seu poster de Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, que lhe oferece uma solução após ter seu coração partido pelo cara que era o amor da sua vida desde os cinco anos de idade.

Cansada de sempre se ajustar as expectativas dos garotos e de ver suas amigas mudarem quem são para agrada-los -- e também se afastarem por completo no momento em que encontram um namorado -- Penny decidi nunca mais namorar. Pelo menos não até se formar no colegial e muito menos os garotos babacas da escola.


Havia apenas uma coisa que eu poderia fazer para aliviar a dor. Eu me voltei aos 4 únicos garotos que nunca me abandonaram. Os únicos quatro garotos que nunca quebraram meu coração. Que nunca me decepcionaram. John, Paul, George e Ringo.

E é assim que nasce o Lonely Hearts Club, um clube com um único membro e uma única vontade: ficar longe dos garotos, permanecer fiel a si mesma e nunca, jamais, ter seu coração partido novamente. Mas não é que essa história se espalha? Logo o Lonely Hearts Club não pertence apenas a Penny Lane, mas a todas as garotas que estão cansadas de perderem suas identidades por causa de um garoto, que estão cansada da pressão de ter que terem um namorado e que estão em busca de amigas com quem possam contar.


Resenha: Lonely Hearts Club

O Lonely Hearts Club é um sucesso entre as meninas, mas incomoda profundamente os garotos -- e ameaça acabar com grandes amizades e potencias romances.

O que eu mais gostei nesse livro foi a sonoridade! Um livro adolescente colocando essa irmandade e apoio entre mulheres de forma tão clara e simples me fez querer chorar. Cada vez que uma das meninas precisava de ajuda, lá estava o clube, pronto para entrar em ação e dar o seu melhor e apoiar as amigas incondicionalmente.


Eu iria, pela primeira vez, focar em mim mesma.

Lonely Hearts Club grita feminismo de uma forma muito sutil e leve, e quando inclui em seus arcos coisas como o autoritarismo que visa acabar com algo benéfico para as garotas, só para fazer com que os garotos se sintam melhores consigo mesmos, consegue explicar de forma clara porque fazem o feminismo parecer o mal da sociedade e como existe sim, dois pesos e duas medidas para os gêneros.

Enquanto tudo que Penny queria era que suas amigas pudessem ser elas mesmas sem precisar sucumbir a uma pressão externa para serem o que os outros queriam que fossem, figuras de autoridade, como o diretor da escola, e até mesmo garotos que diziam ser seus amigos, tentam minar seus esforços.


'You've got to hide your love away'. Você não pode apenas esconder seus sentimentos. Você precisa destruí-los. Mata-los antes que eles matem você.

O poder que Penny exerce sobre as garotas do colégio é grande demais, diz o diretor, sem perceber que Penny não tem poder nenhum a não ser o de proporcionar um espaço para que a sua voz seja ouvida -- e para que outras garotas não tenham medo de expressar como se sentem e quem querem ser, sem a pressão de precisarem ser quem os outros querem.

Enquanto os garotos preferem achar que ela é uma mal amada, que por ter levado um fora decidiu fazer com que todas as garotas da escola não namorassem mais, Penny está ajudando a organizar festas para arrecadar fundos para o time de basquete feminino -- totalmente negligenciado pela escola --, está redescobrindo amizades, incentivando garotas a seguirem aquilo que realmente querem fazer, criando um espaço de confiança mútua onde elas se sentem seguras para falar e superar tudo, de distúrbios alimentares até dificuldades acadêmicas.


Resenha: Lonely Hearts Club


Ah se eu tivesse participado de um clube como esse quando ainda era adolescente. Ah se eu tivesse lido esse livro somente alguns anos atrás. É tão simples escolher amar, ao invés de odiar. Ao menos ele faz parecer. 

Parece simples dar uma segunda chance, não desistir de si mesma, levantar sua voz em sua própria defesa, não deixar com que garotos te tratem mal só porque um dia você os amou ou acreditar que precisa deles porque, para a sociedade, você é fracassada se não puder cultivar um relacionamento, não acreditar que você merece só o que quer que eles queiram te dar.


Eu poderia me arriscar com o meu coração e eu iria me levantar de novo, e qualquer coisa que pudesse me machucar, me faria mais forte no fim. E eu merecia tudo que eu quisesse -- alguém que me apreciasse, alguém em quem eu pudesse confiar, alguém que gostasse de mim por mim mesma.

Lonely Hearts Club é o tipo de livro que eu gostaria de tatuar na testa e ter cópias infinitas para entregar a todas as garotas do mundo. Não somos competidoras, não precisamos esmagar umas as outras para nos sentir melhores. Juntas somos mais fortes e juntas podemos superar muitas coisas, desde o diretor machista, passando pelo bullying e indo em direção as desilusões amorosas.

Obrigada, Penny. Por criar esse mundo e esse clube que ensina todo mundo que está tudo bem ser você mesma, que está tudo bem não seguir as convenções sociais e, acima de tudo, que está tudo bem você querer passar um tempo com as suas amigas -- e namorar caras que realmente sejam legais com você.


Se nos unirmos podemos fazer qualquer coisa. Só precisamos ter fé em nós mesmas. Nós merecemos tudo aquilo que quisermos.

ps: Obrigada, também, a sra. Bloom, por ser tão incrível e apoiar o "clube dos Beatles" da filha de uma forma tão forte e decidida.

Título original: Lonely Hearts Club
Autora: Elizabeth Eulberg
Editora: Intrinseca
Gênero: Romance - Young Adult
Nota: 5+

Saiba Mais: Skoob  |  Autora  

Mas Denise, você não cansa de comprar livros?


She's a maniac, maaaniac with the books. O Submarino fez promoção maluca. A Saraiva me ofereceu ofertas lindas. Percebi que fazia muito tempo desde o meu último My Precious, então deixei acumular pra fazer um apanhado das minhas sofrências.

Que são muitas. Mas você acha que eu me importo? Não, eu adoro sofrer por livros.

Tem ficção fantástica, aventura, romance fofo, uma assassina que agora é rainha, literatura nacional, histórias sobre uma galáxia muito, muito distante. Tudo e mais um pouco.


Entre nuances de RPG, nostalgia de videogames e com o coração em uma trama medieval, O Sol Perdido é uma excelente história para quem quer se aventurar na ficção fantástica de cabeça, para um aventureiro disposto a ser tragado por uma trama bem construída e trabalhada.

Sinopse: Erik é órfão e faz parte dos Raposas Prateadas, grupo de ladrões infame do Reino do Norte. Em meio à tensão política e econômica vigente no reino, decidem fazer o roubo do século. O alvo? O castelo real. Tudo parecia perfeito, mas as coisas não saem como planejado: a missão falha e o grupo de Erik é capturado. Seria o fim de todos, mas Aleshandra, rainha regente, revela que o rei Corben Leindrast desapareceu e propõe uma troca: a vida do bando pelo rei, ou simplesmente pelo anel real, indispensável para resolver a questão da sucessão do trono. Sem escolhas, Erik parte em uma jornada tortuosa pelas terras de Illusa junto aos Raposas e a escolta da revolucionária princesa Taíssa Leindrast, desbravando terras perigosas e enfrentando de mercenários a grandes dragões.  Mal sabia ele que aquela aventura se desdobraria em algo muito maior e mais perigoso, que mexeria não só com suas crenças sobre aquela sociedade movida pelo poder e pela fé distorcida, mas também com seu coração solitário e com o destino de todos os povos. Intrigas, traições, um romance proibido e o despertar de um mal antigo permeiam a busca pelo rei, abrindo caminho para aquela que seria conhecida como a mais fantástica das Lendas de Illusa.

Illusa está passando por problemas. Seu rei desapareceu, a política e a economia estão instáveis e um novo governante só pode ascender ao trono se o anel do rei for recuperado. Em meio a essas intrigas, a trama nos apresenta o mundo do crime: os Raposas Prateadas. Eles são um grupo de ladrões bastante especializados em roubos chamativos, e estão determinados a executar aquele que vai marcá-los para sempre. Como tudo não são flores, o roubo dá errado e eles são presos. Uma chance lhes é oferecida para a redenção: eles devem escoltar a princesa numa missão para recuperar o anel - ou o rei - antes que seja tarde demais.


A trama de O Sol Perdido é rica em detalhes, em conteúdo e em ação. O Luiz destrincha a história sobre um resgate em uma aventura fantástica, levando os heróis da trama a confrontar inimigos terríveis e aliados inesperados, sem imaginar que a maior ameaça de todas está longe, a espreita, só aguardando a sua chegada. Achei a construção da narrativa muito boa, especialmente os detalhes do mundo fantástico. As raças já conhecidas, como elfos e fadas, ganham novas cores através das suas descrições, novas origens e personalidades, e as raças novas... Bem, eu vou deixar você descobrir sobre elas. Mas as que espreitam as cavernas são especialmente sinistras!

A vida era para ser vivida em todo seu esplendor, sem arrependimentos. "Viva intensamente, morra gloriosamente".

Vocês são que ou eu sou a leitora apaixonada pelo protagonista vou protegê-lo a todos os custos ou eu encontro um coadjuvante que rouba o meu coração e não devolve nunca. O Sol Perdido teve a segunda opção. Uriel, um cavaleiro negro solitário e sombrio, bastante recluso e ameaçador. Ele tem uma história de origem de partir o coração, temperada com perdas trágicas e uma traição horrenda. É o típico cavaleiro em busca de vingança, ligeiramente desordenado quando encontra um pouco de carinho naquela vida de dor. Ele sofreu tanto, perdeu tanto, viveu tanto. Ele está marcado pela dor a ponto de viver por causa dela. ISSO DÓI.


Ilustrações de Daniel Bogni
Tive o vislumbre do que pode vir a se tornar o meu OTP supremo nessa saga, e espero que o Luiz traga mais de Uriel e Bliss para o próximo livro! POR FAVOR, NUNCA TE PEDI NADA. ELA É A LUZ DA ESCURIDÃO DELE. A MOÇA DOCE E ESPERANÇOSA PARA UM RAPAZ QUEBRADO PELA VIDA E PELOS HORRORES DELA! É O MEU TIPO FAVORITO DE SHIP!


Imagine o que é passar onze anos com apenas uma ideia fixa de vingança na mente.

Erik é o protagonista. Um dos Raposas Prateadas, e um dos mais habilidosos, ele é um pouco heroico demais pra mim. Mas a construção e desenvolvimento das suas atitudes foram muito bem escritos. Erik é um ladrão, e tudo o que ele sabe sobre a vida são as injustiças que lhe foram ensinadas. Quando confrontado com o fato de que para sobreviver, ele deve servir à realeza, bem, tem um embate de ideologias bem legais ali. Eu não senti a química entre ele e a Taíssa, não como casal, mas gostei da interação radical se tornando uma amizade compreensiva.

- Nós cansamos de persistir por uma mudança que nunca vem. Nós só tentamos equilibrar as coisas, do nosso jeito.

E A TAÍSSA! Ah, meu amorzinho! A princesa é um doce e uma guerreira feroz. Ela está nessa missão para salvar o pai e resgatar o trono antes que um mal maior se aposse dele, e é forçada a deixar a mãe para trás para conseguir ser bem sucedida nessa jornada. As dores e os medos que a acompanham são reais, principalmente por ela ter sido parte de uma realeza tão reclusa. O mundo é uma novidade para Taíssa, e a força que ela mostra ao confrontá-lo é espetacular.

- Nem todos conseguem ouvir o que realmente foi dito.

Outros personagens ilustres participam da narrativa. Miranda e Kat, em especial, foram minhas outras favoritas. Miranda é a maga da corte, uma das responsáveis por manter a princesa Taíssa protegida. Kat é uma Raposa Prateada, igualmente habilidosa. Eu shippei? Eu shippei. ESCUTA AQUI, LUIZ. Você não pode colocar as duas interagindo com uma química tão poderosa pra me entregar um casal hétero pra Miranda depois. NÃO FAZ SENTIDO, EU QUERO QUE ELAS SE AMEM! Miranda e Kat se bicam em vários momentos da narrativa, até que de repente estão interagindo com respeito, ajudando e protegendo uma à outra. Quando eu encontro química de casal, eu encontro porque existe! E elas têm isso. Quero muito ver a força das duas sendo desenvolvida no próximo volume, e quem sabe uma aproximação mais romântica.



Os Raposas Prateadas são muitos, mas além de Erik, Olimpio e Hugo têm momentos grandiosos. Eu queria me estender falando sobre cada um deles, mas basta saber que, tal como um livro inicial deve ser, O Sol Perdido dá o destaque necessário para que cada um deles cresça nas sequências.

Qual o destino de quem não deveria andar por Illusa, afinal? Qual o caminho de quem nunca deveria existir?

O vilão é parte intrínseco, parte político. Temos um renegado ao trono e um mal ascendente. Um homem amargo desejoso pelo poder e uma criatura sombria ansiosa pelas conquistas. O desenvolvimento desse segundo mal, da sombra que cresce sobre Illusa, me deixou muito curiosa. O feel de Skyrim que veio com ele promete que coisas ruins aguardam meus nenéns no próximo livro!


A única coisa que me incomodou neste livro foi a revisão. A diagramação está muito boa, com exceção do sol de imagem meio estourada em alguns capítulos, mas a revisão deixou a desejar. Encontrei vários erros em passagens, falta de pontuação em palavras e parágrafos, coisinhas que incomodam com o passar das páginas. Ponto para a editora se atentar na próxima edição e no lançamento do próximo livro.


O Sol Perdido é uma excelente leitura para quem quer conhecer um pouco de um novo mundo trazido até nós por alguém do nosso Brasil. Literatura nacional de qualidade, com uma narrativa emocionante e personagens muito queridos.

Título: O Sol Perdido
Autora: Luiz Henrique Mazzaron
Editora: Arwen
Gênero: Ficção fantástica
Nota: 4

Saiba mais: Skoob | Arwen Store
Livros que você não conhece de autores que você conhece


Uma das melhores coisas da vida é ler um livro maravilhoso e depois descobrir que o autor(a) tem diversos outros livros e que você vai poder continuar acompanhando ele por algum tempo. Pensando nisso, trouxemos algumas dicas de livros que você (provavelmente) não conhece de autores que você (provavelmente) conhece!



Livros que você não conhece de autores que você conhece

Cherie Priest
Conhecida recentemente pelo livro ft. HQ Ela Está em Todo Lugar (princess X) publicado pela Gutenberg e que ganhou o gosto popular, Priest é responsável por obras como o steampunk Boneshaker, lançado aqui no Brasil pela finada Editora Underworld. Boneshaker é um sci-fi que mistura steampunk e zumbis em um cenário de exploração de minério em uma Seattle do começo da Guerra Civil.



Livros que você não conhece de autores que você conhece

Maureen Johnson
Você pode conhece-la dos livros Deixe a Neve Cair, O Nome da Estrela e por suas participações nas coletâneas de contos dos Caçadores de Sombras da Cassandra Clare. 
Maureen também possui uma duologia chamada, o primeiro livro é 13 Pequenos Envelopes Azuis e o segundo, O Último Pequeno Envelope Azul. O primeiro foi publicado aqui no brasil também pela editora Underworld e conta a história de Ginny, uma garota que embarca em uma viagem pela Europa guiada por 13 cartas deixadas por sua falecida tia.


Livros que você não conhece de autores que você conhece

Jennifer E. Smith
Você conhece ela do romance As Probabilidade Estatísticas de Amor a Primeira Vista, mas deve desconhecer um de seus primeiros romances, The Geography of me and You (a Geografia de Nós Dois, em tradução livre). Talvez você também não conhece Ser Feliz é Assim, da mesma autora e, ainda, You Are Here, a história de uma garota que embarca em uma viagem de carro com o vizinho de Nova Iorque para a Carolina do Norte em busca do túmulo do irmão gêmeo que ela nunca soube ter. 


Livros que você não conhece de autores que você conhece

Diana Gabaldon
Mundialmente conhecida por sua saga Outlander, uma mistura de política, sci-fi e romance histórico, Diana Gabaldon também escreve uma série sobre John Grey. Essa série é um spin-off de Outlander, focada em Grey, um personagem que aparece brevemente em A Libélula no Âmbar, tem destaque em O Resgate no Mar e desde então tem se tornado bastante recorrente na série. A série chamada Lord John (o primeiro volume chama Lord John and the Hellfire Club), não foi publicado no Brasil e não há previsões para tal.


Livros que você não conhece de autores que você conhece

Claudia Lemes
Você já deve ter ouvido falar de Eu Vejo Kate -- especialmente se acompanha esse blog. Mas o primeiro livro da autora é, na verdade, uma trilogia focada na história de uma família, os Woodsons. A trilogia homônima é composta por Dissolução, Absolução e Vendeta, e foi lançado de forma independente na amazon e também pode ser adquirido em forma física no clube de autores.

Tio Rick ataca novamente! O Oráculo Oculto é o primeiro livro da nova série - e possivelmente a última - seguindo o universo dos semideuses gregos que começou lá em Percy Jackson. Dessa vez, temos o deus Apolo sentenciado à vida mortal graças a uma punição de Zeus. As provações existem para tentar devolver a sua imortalidade, mas quem disse que vai ser fácil?

Sinopse: Como você pune um deus imortal? Transformando-o em humano, claro! Depois de despertar a fúria de Zeus por causa da guerra com Gaia, Apolo é expulso do Olimpo e vai parar na Terra, mais precisamente em uma caçamba de lixo em um beco sujo de Nova York. Fraco e desorientado, ele agora é Lester Papadopoulos, um adolescente mortal com cabelo encaracolado, espinhas e sem abdome tanquinho. Sem seus poderes, a divindade de quatro mil anos terá que descobrir como sobreviver no mundo moderno e o que fazer para cair novamente nas graças de Zeus.  O problema é que isso não vai ser tão fácil. Apolo tem inimigos para todos os gostos: deuses, monstros e até mortais. Com a ajuda de Meg McCaffrey, uma semideusa sem-teto e maltrapilha, e Percy Jackson, ele chega ao Acampamento Meio-Sangue em busca de ajuda, mas acaba se deparando com ainda mais problemas. Vários semideuses estão desaparecidos e o Oráculo de Delfos, a fonte de profecias, está na mais completa escuridão. Agora, o ex-deus terá que solucionar esses mistérios, recuperar o oráculo e, mais importante, voltar a ser o imortal belo e gracioso que todos amam.

Tem alguma coisa de errado no Acampamento Meio-Sangue. Semideuses desapareceram, os que estão ali têm medo do desconhecido, e o bosque próximo parece estranhamente fantasmagórico. Quando Apolo é jogado na Terra - literalmente - com sua mortalidade, ele não sabe o que fez, tampouco se lembra dos últimos seis meses. Suas últimas lembranças são da guerra para derrubar Gaia, e depois disso só fumaça. Ele encontra ajuda numa garota esquisita chamada Meg, e ela parece ter a habilidade mágica de controlar as frutas; uma semideusa perdida e esquecida nas ruas de Nova York. Ao chegar no Acampamento, Apolo descobre que o seu oráculo está com defeito. O Oráculo de Delfos, mais precisamente, perdeu os poderes, e ninguém sabe porque. Semideuses sem profecias é igual a nenhuma aventura para entender o que está havendo lá fora, porque tantos deles estão desaparecendo. Eis que entra Apolo, e sua curiosa amiga Meg. Suas provações ditam que ele precisa seguir essa garota e ajudá-la a enfrentar as missões que ela designar, e Meg decide investigar o que fez o oráculo desaparecer.

- O que esse otário tiver é meu, inclusive o dinheiro! 
- Por que todo mundo está me chamando de otário?

De todos os livros do tio Rick, esse foi, sem dúvidas, o que mais me fez rir. Ele já tem uma veia humorística excelente, e suas narrativas tendem a se tornar mais engraçadas com o tempo, mas a narração do Apolo e as aberturas de capítulos com os seus infames haicais são indescritíveis de tão hilários. O deus mais egocêntrico perdeu os seus poderes, a sua beleza e a sua imortalidade. Tem como isso não ser engraçado? O Apolo vive em tamanha negação que tem a atitude insensata, logo no início do livro, de comprar briga com um bando de valentões só porque acha que seus poderes vão retornar milagrosamente. Afinal, ele é Apolo, ninguém pode mexer com ele.



Quando confrontando com as questões de mortalidade, Apolo entra em pânico. Principalmente por causa da juventude; como assim ele está sendo forçado a viver a adolescência? Ele é o deus da arquearia e da música, um soberano do Olimpo, um dos olimpianos mais importantes, inclusive! Lógico que Zeus não está nem aí. Ele lançou a punição, e agora Apolo precisa lutar para recuperar o seu poder e lugar de direito.

- Por favor, pai, aprendi a lição. Por favor, não posso fazer isso! 
Zeus não respondeu. Devia estar ocupado demais gravando minha humilhação para postar no Snapchat.

Meg é a sua "mestra", companheira de missão e comandante de suas ações. Ela é a designada para guiar Apolo em suas aventuras, quase dando ordens ao ex-deus. Graças a Meg, Apolo encontra seus caminhos, coragem e surpreendente humildade conforme as páginas do livro vão avançando. Considerando o deus que caiu em terra, vê-lo agradecendo alguém é uma baita de uma evolução!



Quando se é um deus, o mundo presta atenção em cada palavra sua. Quando se tem dezesseis anos... nem tanto.

Eu achei a interação entre os dois muito emocionante; não só pela diferença de idades, de sabedorias - o que, cá entre nós, a Meg tem mais que o Apolo em vários momentos - ou de habilidades. Os dois estão perdidos e sozinhos. A Meg com sua herança misteriosa e o Apolo com sua repentina mortalidade. Os dois precisam se ajudar e serem ajudados, e a amizade cresce a partir desse apoio mútuo. Quando se trata de boas amizades, Riordan sabe como escrever uma obra prima, e As Provações de Apolo tem uma grandiosa promessa para esses dois.



O humor, aliás, é outro fator sempre presente e muito bem trabalhado nos livros do Rick. Acho fantástico como ele transporta a mitologia para os dias atuais, adaptando todos os mitos, deuses e deusas, todas as histórias antigas de tal modo que você se sente parte dessa grandiosa família conturbada que começou lá no Olimpo. Os deuses estão sempre de pano de fundo, mas com Apolo protagonizando a obra, temos uma inserção muito maior nessa eternidade que é a história da mitologia grega. Em meio ao cotidiano e a sua missão conturbada, Apolo nos traz alguns flashbacks de histórias engraçadas e algumas trágicas - até porque os mitos gregos são feitos de comédia e drama multiplicados até a décima potência. A narrativa do Apolo foi, até hoje, a melhor que o Riordan já desenvolveu. 

Para ser totalmente sincero, preciso confessar outra coisa: todos os deuses temem a morte, mesmo quando não estamos presos em uma forma mortal.

Além deles, temos aparições nostálgicas dos outros semideuses já conhecidos dessa saga. Percy Jackson, Nico di Angelo, Will Solace, menções honrosas aos outros protagonistas da série Heróis do Olimpo, além da participação especial de Leo Valdez. QUANDO O TIO RICK QUER ME FAZER SURTAR, ELE CONSEGUE MARAVILHOSAMENTE!

- Apolo, meu neto querido, bela criança... Ser um deus alguma vez impediu alguém de ser burro?

Nico e Will são os coadjuvantes principais, até por Will ser filho de Apolo - o que traz muitas situações engraçadas para a interação entre pai e filho. Will e Nico são um casal, aliás. O melhor casal. Os meus bebês preciosos que devem ser protegidos a todos os custos. Com sutileza e evidência, Riordan entrega personagens representativos muito bem trabalhados - e deixa eu falar que já vi muitas "críticas" (ou, como eu gosto de dizer, choro de babaca) ao livro só porque o Apolo é pansexual e Nico e Will são gays, VAI TER GAY SIM E SE RECLAMAR TODO MUNDO É GAY!



- Ei, só estou constatando o óbvio. Se este for Apolo e ele morrer, estamos todos encrencados. 
- Peço desculpas pelo meu namorado. 
- Você pode não... 
- Você prefere pessoa especial? - perguntou Will. - Alma gêmea? 
- Alma geniosa, no caso. - resmungou Nico. 
- Ah, você vai me pagar por isso.

Destaque também para os personagens estrangeiros, que inclui um brasileiro. Sim, um semideus brasileiro, com direito a português, bandeira do Brasil e zoeira típica! Amo o Rick e vou protegê-lo por nos amar tanto.

Eu não me sentia um floco de neve especial (embora minha mãe, Leto, sempre dissesse que eu era) e fiquei dolorosamente tentado a acusar Sherman de não me tratar como tal.

A trama principal é muito bem desenvolvida, envolvendo o silêncio dos oráculos e as consequências da guerra de Gaia. A mortalidade do Apolo está diretamente ligada ao caos que está começando a habitar o mundo dos semideuses, além da ameaça que paira sobre os oráculos. O que fez as profecias desaparecerem? O que está tentando dominar todos os oráculos existentes? A resposta é bem chocante, mas está diretamente ligada à trama de todas as sagas gregas do tio Rick até agora. ACHEI GENIAL! A maneira como ele traz as respostas, sempre mantendo aquele clima de mistério desesperador que já se tornou típico dos livros dele, é esperada e ao mesmo tempo surpreendente. Você começa a criar teorias, e de repente algumas teorias são verdadeiras e outras não chegam perto da verdade.

E FICA AQUELE CLIMA DE SUSPENSE DURANTE METADE DO LIVRO PORQUE O APOLO SABE AS RESPOSTAS, MAS NÃO FALA DIRETAMENTE CONTIGO. Não tão diretamente quanto ele fala sobre suas peripécias e a beleza infinita que tinha antes de ser "presenteado" com o novo rosto mortal.



- Apolo quer dizer que não podemos fazer uma missão sem profecia, e não podemos ter profecia sem oráculo.

Aos acostumados com a narrativa do Riordan, é uma boa pedida para matar a saudade do universo do Percy e para uma nova aventura por eles. Apolo é carismático e o melhor protagonista até agora, e sua história tem muito crescer. Aos que ainda não conhecem nada que o Rick escreveu, só te digo POR QUE AINDA NÃO LEU PERCY JACKSON?

Título: The Hidden Oracle - The Trials of Apollo
Autora: Rick Riordan
Editora: Intrínseca
Gênero: Infanto-juvenil
Nota: 5 +


Saiba mais: Skoob | Saraiva
Up adn Down #66

Quando a segunda-feira chega eu sempre penso: WHY? O QUE EU FIZ PARA MERECER ISSO? Ai eu lembro do lado bom, que é o fato dela ser o dia mais distante da próxima segunda-feira, né? Então só para comemorar esse fato vim aqui falar sobre o melhor e o pior dessa semana que passou!

Melhor da Semana: Reencontro em Game of Thrones

Up adn Down #66

Não, eu não assisto mais a série, mas como ela já passou os livros existe essa possibilidade de que o que acontece nela pode acontecer nos livros. E embora Sansa, na série, tenha seguido o plot de Jeyne Poole, nos livros (e talvez um pouco do plot da Alys Karstark?), AINDA ASSIM. EU SÓ ESTOU GRITANDO PORQUE MESMO QUE SEJA SÓ INVENÇÃO DO D&D, MY STARKS. MY BABIES, MY PRETTY BABIES.

Up adn Down #66

Eu vou parar por aqui. Juro que tô bem. /sqn

Melhor personagem da Semana: Edythe Cullen - Vida e Morte (Stephenie Meyer)

Up adn Down #66

Nunca escondi que sou fã de Twilight e, obviamente, quando lançaram a edição comemorativa eu estava super ansiosa por ler! A principio achei que seria só uma troca nos nomes e que deixaria as coisas uma pouco engraçadas. Mas a verdade é que teve vários trechos que mudaram, algumas alterações em diálogos além de obviedades porque o gênero mudou (também teve algumas mudanças que eu não entendi a necessidade né). E tudo isso só faz com que EDYTHE CULLEN SEJA TÃO MELHOR QUE O EDWARD. Se a SM tivesse tirado o que ficou das partes creep, ela seria engraçada e querida e forte e I take no crap. Mas ainda assim, ela é bem mais divertida de se ler do Edward jamais foi.

Me divirto lendo isso. Magoada porque não vai ter os outros 3 livros.

Pior da Semana: Grey's Anatomy

Up adn Down #66

Me dá uma dor falar isso, mas parece que nas últimas temporadas Greys passa por esse período de hibernação para então dar um choque nos últimos episódios. Sem contar que algumas situações estão se tornando repetitivas e exaustivas E EU SÓ QUERO QUE O MEU SHIP SAIA DA MERDA, PQP.

Tá difícil, Shonda. Bem difícil. Vamos trabalhar os arcos melhor né? Vamos parar de matar todo mundo a torto e a direita. Vamos nos esforçar. Plis?

Pior personagem da Semana: Vilão de Guerra Civil

Up adn Down #66

Não vou citar muito mais sobre para não dar spoiler, mas PQP COMO FIQUEI DECEPCIONADA E CHATEADA. Porra, se tivessem mudado isso tanta eu daria cinco estrelas e uma bônus para o filme sem nem pensar ou piscar duas vezes.

Mas né. Ok.

Vai lá Marvel, me dá Pantera Negra agora como um pedido de desculpas.

O que Esperar da Próxima Semana?



Eu estou maratonando Grey's Anatomy (sim, sim, eu sei que eu reclamei ali em cima, mas eu sou trouxa e nunca vou largar) então espero chegar na 11 temporada essa semana, o que me deixa triste porque eu tô chegando nas temporadas mais chatas.


Mas também tem mais livros para ler! Quero terminar Vida e Morte e voltar com Minha Vida Agora que eu realmente espero que seja melhor do que o filme porque não quero perder tempo. Embora o filme tenha sido ótimo.

A conclusão é que basicamente eu não sei o que esperar.



Minha querida Lara Jean Song está de volta para terminar a história que se iniciou em Para todos os garotos que já amei. PS.: Ainda amo você é um livro curtinho, absolutamente adorável e com ensinamentos sutis e muito intensos para o coração. Uma conclusão querida para uma duologia fofa.


Sinopse: Depois da confusão no fim do ano, Lara Jean não sabe o que fazer com o seu coração. Tudo o que ela sabe é que ele ainda aponta para Peter. Quando os dois conseguem se acertar novamente, combinando e programando uma nova lista de "coisas que podem ou não fazer", eis que o destino prega uma peça em Lara Jean. Uma coisa terrível para a sua imagem vaza na internet, sua irmã mais velha precisa voltar para a Escócia e Lara Jean tem o terrível pressentimento de que vai perder Peter para a ex-namorada dele.

Quando Lara Jean e Peter se acertam, parece que tudo volta ao normal. Lembranças antigas e sentimentos amargos, no entanto, vão complicar o que soava tão simples à apaixonada garota. O fato de Peter não se afastar da ex-namorada, Genevieve - e principalmente estar sempre tão próximo dela, fazendo Lara Jean duvidar da sua colocação na vida dele - perturbam os pensamentos da garota. Com a sua irmã mais velha longe de novo e certa de que o terrível incidente envolvendo um momento íntimo da sua vida foi causado por Genevieve, Lara Jean se vê sem saída quanto a continuar aceitando isso. Ela precisa ter certeza de que é a primeira na vida de Peter, precisa entender porque ele ainda é tão próximo de Genevieve, mas tem medo de descobrir a verdade.


Às vezes, gosto tanto de você que não consigo suportar. É um sentimento que vai crescendo e crescendo dentro de mim, e parece que vou explodir. Gosto tanto de você que não sei o que fazer a respeito.

Outro dos garotos de suas cartas apaixonadas responde ao seu chamado, e por alguns capítulos, você vai ficar em total confusão quanto ao melhor para a Lara Jean. John chega de repente, mas é tão intenso e expressivo e incrivelmente adorável. Peter está sempre ali, mas não tanto quanto se espera. Quando está, é o rapaz meigo, compreensivo e absolutamente amoroso. O triângulo amoroso acontece tão repentinamente que você fica de cara gritando QUEM EU DEVERIA ESCOLHER?! Já que nem a protagonista sabe. Mas não é clichê, tampouco irritante. É algo que faz parte do desenvolvimento da história, uma consequência lá do primeiro livro que a autora desenrola muito bem.


- Me beije como se tivesse sentido minha falta. 

Lara Jean continua incrível. Ela é toda espontânea e sincera, curiosa e fofa, tão marcante e real quanto as melhores protagonistas de YA's que já li. É o tipo de garota que poderia estudar na sua escola, ser sua vizinha ou com quem você esbarra sem querer em uma lanchonete. Ela existe e vive da melhor maneira que pode, sentindo o máximo que consegue, e está satisfeita com isso. A relação dela com as irmãs, o pai e o namorado cresce muito. Com a família, é principalmente aquela sensação de conhecimento mútuo, de que eles se entendem melhor do que ninguém jamais conseguirá. Com a irmã caçula, Lara Jean é toda super-protetora, com a mais velha, ansiosa pelo seu retorno, e com o pai, amorosa e dedicada pela solidão dele.

Além da família, Lara Jean divide ótimos momentos com uma senhora chamada Stormy, no asilo onde LJ está trabalhando como voluntária. Stormy é uma mulher apaixonada pela vida e por viver cada minuto dela intensamente, e o embate dessa personalidade libertina com a ingênua e contida de Lara Jean tem um desenvolvimento interessante. As duas se adoram, mas veem o mundo de maneiras tão diferentes.


- Se apaixone por Peter se quiser, mas tome cuidado com seu coração. As coisas parecem que vão durar para sempre, mas não vão. O amor pode sumir, ou as pessoas, mesmo sem querer. Nada é garantido.


Com Peter, Lara Jean tem seus momentos mais apaixonantes. Os dois estão em outro nível de relacionamento agora, muito mais sobre se entender do que se amar. Eles já se amam, os dois sabem disso. Mas há coisas que existem entre o amor, problemas e situações que eles precisam resolver, e é através desses sentimentos que eles encontram caminhos para escapar das perturbações. Lara Jean e Peter são tão fofos! O tipo de casal que te causa rebuliços no coração, que te faz querer ter uma história de amor igual à deles.

- Você está planejando partir meu coração, Covey? 
- Não. E tenho certeza de que você não está planejando partir o meu. Ninguém nunca planeja. 
- Então coloque isso no contrato. Peter e Lara Jean prometem não partir o coração um do outro.


Chris, Genevieve, Kitty e John são outros que têm momentos maravilhosos. Chris é a melhor amiga de Lara Jean, toda trabalhada na rebeldia e na solidão por escolha. Amo o jeito revolto com que ela encara a vida e adoraria que a Jenny escrevesse uma história sobre ela; Genevieve é a "rival", completamente encarnada em seu papel de vilã, mas com traumas e medos reais que a tornam uma personagem carismática. Kitty é a caçula das irmãs Song e uma das melhores personagens da duologia! Amo cada cena dela interagindo com a Lara Jean - em determinado momento do livro, quando ela fica do lado da irmã entre uma briga, eu quase chorei - e com o pai, Kitty é uma criança se tornando adolescente que nunca quer deixar a infância para trás. John é o rapaz da outra carta de amor, e quero um livro só para ele também! PORQUE É TÃO FOFO O MOÇO JOHN. Tão cheio de vida e memórias e um futuro brilhante; ele merece um livro só dele, uma história de amor todinha dele. 


Tem uma palavra coreana que minha avó me ensinou. Jung. É a ligação entre duas pessoas que não pode ser rompida, mesmo quando o amor vira ódio.Você ainda alimenta sentimentos antigos por aquela pessoa; sempre vai sentir carinho por ela.
Entre escolhas erradas e momentos inesquecíveis, PS.: Ainda amo você caminha para o seu final com a promessa que existia desde a carta de amor enviada para todos os garotos que Lara Jean já tinha amado.


Título: PS.: Ainda amo você
Autora: Jenny Han
Editora: Intrínseca
Gênero: Romance, YA
Nota: 4

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