Livros da Minha Vida


Hey folks! Tem um tempo já que eu penso a respeito disso. Há mais de um ano que eu vi uma imagem, que mostrava os livros da nossa vida. Desde aquele tempo eu me vejo pensando quais seriam os meus e hoje, finalmente, decidi "colocá-los no papel". Estou um pouco receosa, afinal de contas, há variáveis que mudam a predileção dos livros. Sei que, daqui a alguns meses, se me perguntassem novamente a respeito dessa lista, alguns dos livros seriam trocados por novos ou mudados de categoria. Mas, por enquanto, essa é a lista que eu criei!

A ideia partiu dessa imagem abaixo e eu tinha pensado, inicialmente, em fazer um vídeo. Mas eu sou péssima com isso, ele ficaria longo demais e eu nunca conseguiria me explicar falando - sempre achei que o faço melhor quando escrevo!


Vamos ao desafio. Depois me digam se vocês já pensaram sobre isso e, se sim, me deixem a lista de vocês! 

My Favorite Book (meu livro preferido)

Aqui eu serei obrigada a citar A Arte de Correr na Chuva, do Garth Stein. Como eu já citei na resenha, é um livro que me fez pensar e muito. Foi escrito de uma maneira que, eu achei, não me agradaria. Comprei mesmo por impulso, quando estava começando a ler, e hoje é um dos que levo junto ao meu coração. Foi tocante, emocionante, adorei as metáforas - aliás, levo essa mania na minha escrita hoje devido a esse livro - e me deixou inquieta. Você começa o livro achando que já sabe o final, mas isso não é verdade. Tudo muda e o Enzo é o cãozinho que eu gostaria de ter comigo, para sempre. Gostaria de poder conversar com ele. Zoë e Denny são sortudos por ter um companheiro tão evoluído. Já li livros pelo ponto de vista de uma mulher, de um homem, de adultos e crianças. Já li livros pelo ponto de vista da morte, mas o meu preferido, sem sombra de dúvidas, é o contado pelo ponto de vista de um leal e fiel cão.





Book that changed my life (o livro que mudou minha vida)

 Eu sinto que posso sofrer bullying por causa desse livro, mas é o único de toda essa lista que eu sei que não vai mudar nunca. É o único que eu tenho certeza de ter colocado no lugar certo. Crepúsculo, da Stephanie Meyer, é certamente o livro que mudou a minha vida. Mas antes de julgar, por favor, continue lendo. Sempre digo que sou uma leitora tardia. Minha irmã incentivou a escrita desde os meus 9 anos de idade, mas a leitura entrou na minha vida muito depois. Aos 12, quando minha irmã entrou na faculdade eu comecei a ver livros pelas casa e, esporadicamente, pegava um na biblioteca. Não devo ter lido mais de dois livros naquele ano. Foi aos 14 que eu comecei a procurar por mais títulos, me apaixonar por Agatha Christie. Mas só aos 15/16, quando conheci Crepúsculo, que me tornei, de fato, uma leitora. 
Depois dele, comecei a comprar muitos livros, a ler séries e a me envolver perdidamente nas histórias que lia. Antes dele eu escrevia, mas muito pobremente devido a falta de contato com a leitura. Depois dele, aperfeiçoei técnicas, busquei mais informações. Além de leitora voraz, Crepúsculo me transformou em escritora - mesmo que amadora. Eu me apaixonei pela história, me envolvi na escrita e foi o primeiro livro com o qual eu realmente me senti conectada, senti como a leitura era mágica.
Claro que a história não é aquilo tudo, foi Crepúsculo também que me ensinou a amar os secundários e dar de ombros aos protagonistas. A ser realmente crítica do que eu estava lendo e a não deixar as palavras simplesmente serem absorvidas, mas entender o que cada uma delas estava me dizendo. Considero a Meyer uma escritora muito boa, embora sua história seja fraca. Gosto da maneira que ela construiu os livros e de seu escrita: é fluida, solta, fácil de ser compreendida, o que fica ainda mais notável em A Hospedeira.
Então, agora sim, julguem. Mas Crepúsculo mudou minha vida quando me jogou no mundo literário.

The book I read again and again (O livro que eu li de novo e de novo)

A Coleção de A Irmandade da Adaga Negra, da JR Ward. Algo nesses Irmãos é simplesmente cativante demais para ser deixado de lado. Eu não sou muito fã da JR como escritora, acho a escrita dela pobre e odeio o fato de isso me influenciar tanto. Quando estou relendo algum dos livros, sei que devo me manter longe de escrever, porque sai tudo muito sarcástico, irônico e curto. Mas é impossível se manter longe deles. Eu gosto da dinâmica de algumas relações e de como ela estruturou um mundo entrelaçado com o real. E depois que você se apaixona por eles você QUER voltar a lê-los.
Tem algo na maneira que ela criou os Irmãos, as shellans e o mundo todo, que faz você se apaixonar perdidamente. Quando eu iniciei a saga, já eram 10 livros lançados - sem contar o Guia - e eu devorei um atrás dos outros em julho passado. Foi a experiência mais incrível que eu já tive com livros. Só se compara com a de ler os 9 dos Senhores do Submundo e os 5 de Instrumentos Mortais.



The book I love the most (o livro que mais amo)

Esse é aquela caminho que ninguém quer pegar. É como pedir para um pai escolher o filho preferido. Exigiu muita concentração, embora cada vez que eu achasse que estava com a resposta certa, eu mudava de ideia. Então eu simplesmente fechei os olhos e pensei na frase: o livro que eu mais amo. O primeiro que viesse a mente era o certo. E, sem dúvidas, foi o certo. A Cidade do Sol, do Khaled Hosseine, é o tipo de livro que eu não sei falar muito sobre. Mariam e Laila são duas personagens tão fortes e frágeis ao mesmo tempo. Elas não querem dominar o mundo, elas não precisam salvar o mundo, elas não precisam descobrir quem são e qual o seu propósito no mundo. Não. Elas só querem amar e serem amadas de volta. Elas viram seu país cair, o regime talibã tomar conta de tudo. Elas perderam quem amavam e as amava de volta, elas foram enganadas por quem deveria cuidar delas.
Acho que, das histórias contadas, a da Mariam é a que eu mais amo, mesmo. Ela foi forte e resistiu, lutou até o fim. Ela deu tudo que ela tinha por quem ela amava. Acho que ela é a minha heroína preferida. E o Khaled soube mostrar isso muito bem. Ele coloco sentimentos nas palavras. Ler um livro dele, pra mim, é como entrar no sentido literal de cada palavra e extrair toda a emoção que ele colocou ali. Eu sou completamente apaixonada por como esse homem escreve e, quando crescer, quero ser que nem ele.

The book that made me who I am (o livro que me fez quem eu sou)

Com certeza, A Menina que Roubava Livros, do Markus Zusak. Forte, intenso e envolvente, o livro. Me fez questionar certos valores, amar certos trejeitos e, quanto mais eu lia, mais eu acreditava em karma. Que o que vai, volta. Que a dor que a gente sente não é eterna, que mesmo no meio de tristeza, caos e calamidade, a gente encontra um jeito de ser feliz. Que as vezes, sobreviver é tudo que a gente pode fazer em determinado momento, que as vezes, sobreviver é a nossa melhor maneira de lutar contra algo que achamos errado.
Aqui eu aprendi a lutar minhas batalhas sem precisar mostrar ao mundo o que eu fazia, que o que eu sinto é meu e, mesmo que ninguém saiba ou se importe, é especial. Eu não sei explicar muito bem, mas parte do que eu acredito hoje, é por causa desse livro.






The best book I ever read (o melhor livro que eu já li)

Esse foi um debate intenso comigo mesma. Ainda não sei se fiz a escolha certa, já que é um livro tão recente. Mas vou me arriscar, mesmo sabendo que muitos podem julgar ser "moda" citar esse livro como um livro muito bom. A Culpa é das Estrelas, do John Green, não me apresentou uma escrita avassaladora, como a de Khaled Hosseine. Não me mostrou um mundo completamente novo como mais de 70% dos livros que eu já li. John Green me mostrou o mundo real. Tão real que, em dado momento do livro, me senti completamente desolada ao perceber que ele estava acabando, que eu nunca conheceria nenhum daqueles personagens, porque eles não eram reais. Na minha cabeça eles ainda são, okay? Okay.
O livro foi sincero, não achei ele pretensioso. Foi engraçado e triste, e me levou por uma montanha russa de sentimentos, como a vida realmente é. É o melhor livro que já li, não por ser inovador, único, inteligente ou cult. Não porque ele vai ganhar prêmios internacionais de literatura ou porque o mundo vai me achar uma pessoa super culta por tê-lo lido. Mas porque ele me tocou, mesmo da maneira simples com que foi feito. Porque ele contou uma história incrível e que - tirando Peter - seria completamente plausível. Porque me fez sonhar com um mundo onde eu pudesse ser amiga de Augustus, Hazel e Isaac. E porque é o menor livro que li nos últimos tempos, e o maior em quantidade de frases quotáveis.


The book that makes me cry again and again (o livro que me chorar de novo e de novo)

Essa categoria sim, é covardia. Muitos livros me fazem chorar independente do número de vezes que eu lê-los. Mas escolhi aquele, o único, que me faz chorar de frustração e raiva. O único que despertou um sentimento negativo dentro de mim tão grande, que eu não confio mais na autora e não consigo me obrigar a ler mais livros dela. Herdeira das Sombras, o quarto e último livro da série Dark Swan, da Richelle Mead. Ela acabou comigo de tal maneira com esse livro, que eu penei para terminar a leitura de Academia do Vampiro, mesmo sabendo o final e tendo 3 pessoas me jurando que vale a pena. Não confio nela, não confio nas decisões dela e odeio muito o final que ela deu a Euginie. Me senti traída e, digo a vocês, ser traída pelo autor é o pior sentimento do mundo. 
Ela não traiu só a minha confiança, ela traiu suas próprias palavras. Ela contou uma história inteira em 3 livros e meio, e na metade final, contrariou tudo que nos disse. Então, mesmo que eu me recuse a ler novamente Herdeira das Sombras, ele é o livro que NUNCA irá falhar em me fazer chorar. De raiva, de frustração, com o coração partido. Pra sempre.



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COMENTÁRIOS

4 comentários:

  1. Achei muito interessante essa postagem, mas confesso que não saberia classificar livros em todas as categorias. Incluiria "Anjos e Demônios" em "Book that changed my life", já que comecei a ler compulsivamente graças a esse livro, mas precisaria pensar sobre os demais.
    Aliás, muitos devem colocar "A Menina que Roubava Livros" em "The book that made me who I am". O livro é incrível e capaz de realmente mudar uma pessoa.

    Beijos!
    Ricardo – www.overshockblog.com.br

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    1. Realmente foi difícil. Relendo agora acho que eu mudaria um ou outro HAHAHAHA A Menina que Roubava Livros abala as estruturas, é difícil não escolher ele mesmo.

      Obrigada pelo comentário, Ricardo!

      xoxo,
      Bianca.

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  2. Adorei sua postagem Bianca, ainda mais porque os livros que você escolheu serem diferentes do que escolheria.
    Concordo que Crepúsculo também mudou a minha vida; Eu era leitora, mas daquelas de pegar um livro na biblioteca a cada três meses então quando o li realmente um mundo se abriu pra mim, e agradeço a Meyer por isso.
    Gosto de IAN, mas acho que parei no 5º livro porque a história tava ficando muito repetitiva pra mim. Por outro lado AMO Senhores do Submundo <3
    Nunca Li Cidade do Sol embora tenha bastante curiosidade porque chorei minha vida em Caçador de Pipas ;_;
    Morro de medo de ler A Culpa é das Estrelas. Acho que por todos amarem o livro tenho medo de ler e não achar tudo aquilo sabe?
    Ok. você me fez ficar com medo de ler essa série da Richelle, e olha que eu leio tudo dessa mulher. Nada pior do que ser enganada, odeio esse sentimento também.
    Acho que o livro recente que me faz chorar e chorar de novo é o terceiro da série Mercy Thompson da Patricia Briggs. Só de lembrar já quero chorar </3(Já leu? Se não leia! É ótimo) :D

    Bjs

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    1. Oi Patrícia!
      Esse tipo de lista é bem particular né, além de mutável. Acho que Crepúsculo foi um pontapé inicial na vida de muitos leitores e acho isso muito válido de crédito para ele.
      Eu sou apaixonada por IAN! Concordo que os livro são uma velha formula repetida de novo e de novo, mas os personagens me ganharam, não sei largar mão! HAHAHA Mas os Senhores.. MEU DEUS, como pode? Livros ótimos, adoro como a Gena conseguiu entrelaçar um plano de fundo tão complexo e ainda assim manter o Q hot que os livros pedem. Amo muito Strider, Paris e Torin. Sem contar Aeron e Olivia, que são uma dupla linda e a Kaia. Porra, Kaia! Adoro ela *--*
      Cidade do Sol eu super recomendo. Khaled é meu autor preferido e eu morri com O Caçador de Pipas, mas, para mim, A Cidade do Sol é ainda mais emocionante e tocante!
      Sobre a culpa é das estrelas, é como eu falei. Ele não tem nada de "wow, pqp, que sacada!" Ele é honesto, divertido, cativante e comovente. Eu acredito que ele é do tipo amo ou odeio, sabe? E Dark Swan, nossa, eu sempre recomendo! Acho uma história ótima e o final que eu odeio é muito particular, em uma discussão com a Eduarda, aqui do blog (que é minha alma gêmea literária), em que ela aceitava o final tão facilmente, mesmo amando o livro tão loucamente quanto eu, descobri que é algo bem particular mesmo. Acho que foi toda a expectativa que eu coloquei em cima, porque tudo estava acontecendo como eu queria e ai o final, boom. Mas tente, porque o Dorian é incrível <3
      Ainda não li esse livro que você citou não, mas se faz chorar então deve ser bom! Vou dar uma procurada e, se curtir, adicionar a lista de livros para ler nas férias, obrigada pela dica!

      xoxo,
      Bianca.

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