Resenha: Trono de Vidro

Confesso que a coisa que mais me fez comprar esse livro foi essa capa. Sinceramente, gente, olha que arte mais fantástica e chamativa! Sem contar que o escrito Trono de Vidro é brilhante e chama toda a atenção e... Ok, confissão feita. Depois de me apaixonar pela capa, eu fui dar uma olhada na sinopse: protagonista fodona - ok; história num mundo fantástico - ok; assassina numa competição para virar a campeã de um rei - OK; comprei. Vi ele no estande da Galera Record na Bienal e nem pensei duas vezes.

Sinopse: Depois de cumprir um ano de trabalhos forçados nas minas de sal de Endovier por seus crimes, Celaena Sardothien, 18 anos, é arrastada diante do príncipe. Príncipe Dorian lhe oferece a liberdade sob uma condição: ela deve atuar como seu campeão em um concurso para encontrar o novo assassino real. Seus adversários são ladrões e assassinos, guerreiros de todo o império, cada um patrocinado por um membro do conselho do rei. Se ela vencer seus adversários em uma série de etapas eliminatórias servirá no reino durante três anos e em seguida terá sua liberdade concedida. Celaena acha suas sessões de treinamento com o capitão da guarda Westfall desafiadoras e exaustivas. Mas ela está entediada com a vida da corte. As coisas ficam um pouco mais interessantes quando o príncipe começa a mostrar interesse por ela... Mas é o rude capitão Westfall que parece entendê-la melhor. Então um dos outros concorrentes aparece morto rapidamente seguido por outros... Pode Celaena descobrir quem é o assassino antes que ela se torne a nova vítima? A medida que a investigação da jovem assassina se desenrola a busca por respostas a leva descobrir um destino maior do que ela jamais poderia ter imaginado.
Preciso ser sincera: nos dois primeiros capítulos, achei que não iria gostar da história. A narrativa, no início da trama, é bem mediana, quase enfadonha. Celaena, a protagonista, não me conquistou logo de cara, como costuma acontecer com outras personagens principais bastante fodonas (vide Rose Hathaway e Tris, minhas favoritas). Mas ok, prossegui a leitura mesmo assim. E GENTE, COMO EU NÃO ME ARREPENDI! Meus deuses, que livro FANTÁSTICO!
  
Muito bem, vamos a um resumo da história: temos Celaena (nome estranho do caramba né? Leio Selina, sintam-se a vontade para inventarem a pronúncia que quiserem), uma escrava, condenada a viver o resto de sua existência num lugar horrendo conhecido como Endovier. Seu crime? Ser a assassina mais habilidosa e famosa de toda Erilea. No entanto, o príncipe tem outros planos para Celaena; ele a tira de lá com a promessa de que, se vencer um torneio contra os melhores soldados e criminosos escolhidos pelos lordes, receberá a honra de se tornar a assassina particular do rei (e, dali a quatro anos de servidão, ganhará sua liberdade). Escoltada por Chaol Westfall, Celaena aceita o desafio, sem ter ideia dos perigos que a ida até o palácio de vidro reservariam para o seu futuro...
  
A trama de Sarah é bem orquestrada durante as 392 páginas do livro. Temos muita ação, muitos mistérios, cenas de suspense e um romance sutil e empolgante. O romance, aliás, não é meloso. Sentimos a ligação dos personagens e torcemos para que eles fiquem juntos (ainda que eu, como boa shipper, prefira Celaena com o capitão, e não com o príncipe). ALIÁS a jogada da autora em fazer sutis referências a uma Cinderela assassina é bem genial. Se você notar os detalhes, vai adorar!
  
E, claro, temos os personagens, que são sempre o melhor, na minha opinião.
  
Celaena é uma assassina fria e sarcástica, acostumada a lidar com as piores coisas que a vida tem para lhe oferecer. Quando resgatada pelo príncipe, tendo em vista que sua liberdade é o troféu da competição, não pensa duas vezes; reforça-se de coragem e determinação para vencer. No início, vemos uma personagem perturbada e pouco simpática, aparentemente fraca, mas decidida. No decorrer do livro, Celaena cresce, não como assassina, mas como mulher. Ainda que tenha apenas dezoito anos, sabe que está sob a mira do rei - um tirano maldito e cretino que quer tomar todos os reinos de Erilea para si - e de forças ocultas que começam a imperar no palácio de vidro.
  
Chaol, o capitão da guarda, é, até metade do livro, enigmático. Sabemos pouco dele e estamos sempre acompanhando a maneira profissional e rígida com que ele trata a assassina; até o meio do livro, Chaol vê Celaena como uma ameaça. No entanto, há uma ligação entre eles, talvez por serem muito determinados, muito fortes, guerreiros exímios que só querem cumprir o seu dever - E ESSA LIGAÇÃO, AI MEU DEUS, DEIXA EU FALAR SOBRE O MEU SHIP! Até metade do livro eu simplesmente não sabia se amava Celaena com Chaol ou com Dorian (já falo dele) MAS CARA, CHALAENA É VIDA, apenas. E eu acabei de inventar o nome desse casal.
  
Sobre o Dorian: é o príncipe que, até o décimo capítulo, não me descia. Parecia mimado demais, bem humorado demais, I-don't-give-a-shit demais. Mas ai, como sempre acontece num bom livro, começamos a entender a mente do personagem. Entendemos seus medos, conhecemos suas fraquezas, vemos, pelos seus olhos, como ele enxerga aquele mundo - e, principalmente, o reinado do seu pai tirano. Na série A Seleção a coisa que MAIS me irrita no Maxon é o fato dele ser alienado quanto a maldade do pai - alienado a ponto de não fazer muita coisa, ainda que ele saiba do que o rei é capaz - mas Dorian não. Dorian entende, odeia e quer fazer alguma coisa. No fim do livro, vemos essa mudança claramente em sua postura - considerando o príncipe sorridente e sutil do começo, vemos um homem maduro e perigoso num dos capítulos finais. DÁ-LHE DORIAN NENÉM!

Ok, acho que já falei demais. Há outros personagens grandiosos a serem citados, como Elena e Nehemia, a princesa de um dos reinos rebeldes. Tenho CERTEZA de que uma rebelião fodástica está para acontecer na continuação do livro, porque sentimos que o estopim está prestes a explodir. Estou torcendo para uma virada no jogo, louca para que Celaena cumpra o seu destino (a situação toda envolve Elena e muitos spoilers, não posso comentar).

Recomendo o livro loucamente. A trama de uma leve pegada de início de distopia, e mistura sobrenatural com fantasia de uma maneira exemplar. Só tirei 0,5 estrela dele por causa do começo. Se tivesse sido menos enfadonho, minha leitura teria decorrido com mais rapidez. Leiam Trono de Vidro, não se arrependerão!

Título: Trono de Vidro
Autor: Sarah J. Maas
Editora: Galera Record
Nota: 4,5

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