Resenha: Amante Eterno

Finalmente chegou a vez de Rhage ganhar um pouco de atenção - e quem leu os livros sabe como ele gosta disso. Quem não leu, por favor, está perdendo muita coisa em termos de vampiros legais. Eu, particularmente, estava tentando evitar o sobrenatural depois de algumas decepções, mas os Irmãos são tão apaixonantes que eu tive que me render novamente a esse mundo fantasioso e incrível.

Sinopse: Nas sombras da noite em Caldwell, Nova York, desenrola-se uma sórdida e cruel guerra entre vampiros e seus carrascos. Há uma irmandade secreta, sem igual, formada por seis vampiros defensores de sua raça. Possuído por uma besta letal, Rhage é o membro mais perigoso da Irmandade da Adaga Negra. Dentro da Irmandade, Rhage é o vampiro de apetites mais vorazes. É o melhor lutador, o mais rápido a reagir, baseado em seus instintos, e o amante mais voraz, porque em seu interior arde uma feroz maldição lançada pela Virgem Escriba. Possuído por esse lado sombrio, Rhage teme constantemente que o dragão dentro de si seja liberado, convertendo-o num perigo para todos à sua volta. Mary Luce, uma sobrevivente de muitas adversidades, entra de maneira involuntária no universo dos vampiros, contando apenas com a proteção de Rhage. Concentrada em combater a sua própria maldição, potencialmente mortal, Mary não está buscando o amor e perdeu sua fé em milagres tempos atrás. Mas quando a intensa atração animal de Rhage se transforma em algo mais emocional, ele sabe que Mary precisa ser sua e de mais ninguém. E enquanto os inimigos fecham o cerco, Mary luta desesperadamente para alcançar a vida eterna com aquele que ama...

Resenha Amante Eterno A Irmandade da Adaga Negra

Como já disse na resenha de Amante Sombrio, a Ward criou um mundo fantástico  Adoro esses vampiros com cara de mau, enormes, vestidos em couro e tomando conta da raça, impedindo que ela seja levada a extinção, e ao mesmo tempo são apaixonantes e apaixonados, com uma personalidade tão particular.

"Tudo bem. Se eu não posso ter você, então você pega algo. Tenha tudo de mim, uma parte, um pequeno pedaço, que seja, o que quiser. Só, por favor, pegue algo." 
Estamos aqui, hoje, para falar daquele que é o meu Irmão preferido, com o livro que está no meu top 5 (dentro da série, porque são demais para escolher apenas um para figurar no meu top 5 favoritos de todos os tempos). Em Amante Eterno somos introduzidos no mundo de Rhage, aquele Irmão loiro e bonitão, que responde pelo nome Hollywood também.

"Eu sou Hal. Hal E. Wood."
Considerado um lenda do sexo dentro da Raça, ele é o tipo de pessoa que deixa transparecer uma vida perfeita, mas que, na realidade, convive com o medo constante de machucar seus Irmãos e com o vazio de uma vida amaldiçoada. Rhage esconde constantemente o que realmente sente sob uma máscara de piadas e descontração.

"Eu não posso. Eu não posso me concentrar. Em nada. Eu realmente não..." os olhos de Rhage se viraram para Zsadist. "Como você vive com isso? Toda a raiva? Toda a dor? Como?.."
Em contrapartida temos Mary Luce, uma assistente jurídica, voluntária em uma linha de ajuda e que mora afastada da cidade, dividindo sua vida em lutas: a primeira contra a doença que levou sua mãe, e a segunda contra a leucemia. Mary não é em nada o tipo de mulher que Rhage está acostumado, mas de alguma maneira, ela consegue acalmá-lo.

Resenha Amante Eterno A Irmandade da Adaga Negra

"Para ela, a graça salvadora significa que você tem que viver a sua vida como uma pessoa normal: Você é forte e saudável, e a perspectiva da morte era apenas uma distante e mal reconhecida hipótese. Uma dívida a ser paga em um futuro que você não poderia imaginar."
Como todas as histórias de amor que envolvem esses guerreiros, o romance dos dois começa errado, caminha por uma estrada difícil e tem um desfecho de apertar o coração. Eu suspirava cada vez que o Rhage se desfazia em milhões de pedaços pela Mary, assim como quando ela tentava ser forte o suficiente para ele e por si mesma.

“Eu não vou me apaixonar por você.” Ela disse. “Eu não posso me deixar. Eu não vou.” 
“Tudo bem. Eu vou amar você o suficiente por nós dois.”
Confesso que eu esperava um livro que fosse uma explosão de luxúria e sexo, com um cara do tipo canalha-mas-impossível-não-amar e me surpreendi demais com ele. Rhage me ganhou quando foi costurar a si mesmo no banheiro da casa do Darius no primeiro livro, mas eu realmente esperava que ele fosse exatamente o tipo de personagem que eu amaria loucamente e me odiaria por isso. Mas acontece que ele tem sentimentos, que toda a futilidade de sua vida ficou para trás, antes da maldição, e ele é hilário!

Desde o ataque que ele e Wrath sofrem em Amante Sombrio - onde vemos a besta pela primeira vez - que o Rhage significa, pra mim, lealdade. Ele é, no fim das contas, como um labrador: grande, brincalhão e leal, daria a vida por aqueles que ama.

Resenha Amante Eterno A Irmandade da Adaga Negra

Deuses, com esse livro o Rhage me ganhou de um jeito que pouquíssimos personagens conseguiram. Quando eu digo que a Ward teve uma baita de uma sorte em conseguir criar personagens assim incríveis, eu não tô brincando. Sou alucinada por eles. E ai, quando eu conheço a Mary, eu me apaixono por ela também. Ela me fez rir com o primeiro encontro entre ela e Hal E. Wood, assim como o Rhage. Acho que ela é uma das personagens mais fortes da serie, eu admiro o quão brava ela foi na hora de enfrentar tudo que a vida lhe reservou e ela acertou certos pontos em mim, que ninguém antes tinha. Acho que ela foi um exemplo perfeito de que, não importa o quão forte você é, a nossa humanidade está sempre ali, a mortalidade com a qual precisamos conviver. E eu adorei como ela não tinha medo da doença, mas sim de deixar que o Rhage sofresse o que ela sofreu com a mãe dela.

O romance deles se desenvolveu tão fácil, tão "certo" que eu me pegava sorrindo por nada para as páginas.

"A porta da frente se abriu, e Mary disparou para fora da casa, pulando da varanda, nem mesmo se preocupando com os degraus até o chão. Correu sobre a grama coberta de geada com seus pés descalços e se jogou nele, agarrando o pescoço com ambos os braços. Ela o segurou com tanta força que sua espinha estralou.Ela estava chorando. Berrando. Chorando tanto que todo o seu corpo tremia. Ele não fez nenhuma pergunta, apenas enrolou-se em volta dela.”
Foi um romance forte e, ao mesmo tempo em que tomou seu tempo se desenvolvendo, foi intenso do início ao fim. Não teve “moleza” ou “águas calmas”, coincidiu muito bem com o ritmo dos livros. Muita gente pode não se sentir assim ao ler Amante Eterno e, eu realmente não sei explicar porque eu senti que ele foi um montanha russa de sentimentos fortes pra mim - o momento difícil que eu estava vivendo com a minha família, ou se realmente ele me tocou de uma maneira que eu não tinha visto antes - mas Amante Eterno é um dos livros mais fortes e intoxicantes que já li. A escrita da Ward continua a me decepcionar aqui, mas a história, por si só, fala mais do que as palavras. É uma paixão que simplesmente não tem explicação.

Resenha Amante Eterno A Irmandade da Adaga Negra

O único aviso que eu dou ao ler esse livro, é para que você já tenha ao seu alcance Amante Desperto, o terceiro volume da série, já que aqui somos apresentados a Bella, uma jovem fêmea da Glymera que se vê fascinada por Zsadist, o Irmão problemático, perturbado e cheio de cicatrizes. Acredite em mim, você vai precisar.

Título: A Irmandade da Adaga Negra, vol. 2 - Amante Eterno
Autora: J. R. Ward
Editora: Universo dos Livros
Nota: 4

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COMENTÁRIOS

2 comentários:

  1. Só não encaro essa série pq são muitos livros!!!
    Mas parecem ser muito bons!
    Vou anotar para tentar ler!
    Beijinhos
    Rizia - Livroterapias

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    Respostas
    1. Rizia, não se deixe intimidar pela quantidade de livros! Quando comecei a ler já tinham 10, e foi uma delicia pode ler um atrás do outro *---*
      Os irmãos são incríveis, se é o teu tipo de leitura, vai amar!

      xoxo,
      Bianca.

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