Resenha: E o Vento Levou

Antes de começarmos, quero lembrar que a  resenha de E o Vento Levou faz parte do Desafio Literário Rory Gilmore e que eu fiquei mais do que feliz de ter participado, já que me apresentou esta obra.

Resenha: E o Vento Levou

Hoje em dia lemos muito sobre guerras e não adianta negar, a popularidade das distopias mostra isso. Divergente, Jogos Vorazes, Estilhaça-me entre tantas outras já nos venderam a ideia de guerrear por um mundo melhor e, quando nos mostram o fim do conflito, sempre podemos ver tudo pelos olhos dos vitoriosos.

Sinopse: Romance vencedor do Prêmio Pulitzer que deu origem ao filme com Vivien Leigh e Clark Gable, ganhador de 8 Oscar. A narrativa se passa em 1861, o sul dos EUA está prestes a ingressar na sangrenta Guerra Civil norte-americana. Na fazenda Tara, na Geórgia, a jovem impetuosa e mimada Scarlett O'Hara está disposta a tudo para conquistar o que deseja. Frustrada por não conseguir se casar com Ashley Wilkes, Scarlett acaba se envolvendo com o aventureiro Rhett Butler, com quem viverá uma das histórias de amor mais célebres e conturbadas da literatura. A guerra é intensa e o cerco dos ianques, incisivo, levando a fazenda a uma situação desastrosa de fome e desespero. Margaret Mitchell descreve de maneira impressionante a Guerra Civil norte-americana e retrata as grandes mudanças que pavimentaram a história dos Estados Unidos. “E o vento levou” é uma das obras mais notáveis da literatura norte-americana. Os dois volumes retratam uma das histórias de amor mais famosas da literatura mundial, um clássico imortalizado no cinema.

E o Vento Levou é um livro sobre guerra, mas traz um ponto de vista que não estamos acostumados. Com a obra de Mitchell, nós experimentamos o lado derrotado da guerra através dos olhos de Scarlett O`Hara. Já no começo do livro ele declara que é uma história sobre o fim de uma civilização, um estilo de vida que foi levado pelo vento.

- Nunca mais haverá homens como eles. - disse Carren, baixinho. - Ninguém conseguirá tomar os seus lugares.

Você deve lembrar de ter estudado qualquer coisa sobre a Guerra Civil Americana (ou a Guerra da Secessão, como preferir) e se lembra, provavelmente vai lembrar também que foi essa guerra que aboliu a escravidão nos EUA, durante os anos de 1860. Claro que a guerra foi muito mais do que Ianques Abolicionistas e Sulistas tradicionalistas, Mitchell também deixa bem claro que, embora os ianques buscassem sim a libertação dos negros, essa parte era um pedaço muito pequeno dos porquês da guerra.

Gosto de dividir E O Vento Levou em três etapas: o pré-guerra, durante a guerra e o pós-guerra. Temos poucos capítulos antes da guerra, já que o livro se inicia na véspera da declaração de guerra, mas Scarlett costuma voltar vez e outra para aqueles tempos, lembrando-se dos bailes, churrascos e flertes com os rapazes. 

Resenha: E o Vento Levou

Aliás, a lembrança desse tempo, dessa sociedade que a guerra varreu, é um tema central para personagens como Ashley Wilkes e tantos outros ainda agarrados ao mundo antigo. Em diversas passagens, após a derrota, podemos ver os personagens falando sobre como aquele mundo morreu e apenas quem for forte o suficiente para entender o novo mundo pode sobreviver a ele.

Scarlett sempre foi uma garota de gênio forte e personalidade marcante, considerada da beldade do condado, ela é orgulhosa de suas posses, nome e beleza, e adorava flertar com os rapazes e atormentar as demais garotas - que sempre viu como concorrentes - ao fisgar seus pretendentes.

Aos 16 anos, graças a Mammy e Ellen, ela parecia dócil, encantadora e passiva, mas na verdade era voluntariosa, vaidosa e obstinada. Era passional como o pai irlandês e nada possuía além de uma leve camada superficial da natureza magnânima e controlada da mãe.

Seu pai era um imigrante irlandês que chegou aos EUA sem nada, ganhou sua propriedade (Tara) em um jogo de póquer e a partir dai fez a vida como um produtor de algodão e dono de escravos rico e respeitado. Sua mãe, com a metade da idade de seu pai, era uma rica descendente de franceses, nascida e criada em Savannah, extremamente religiosa, com uma moral impecável, uma mulher caridosa e meiga - e a rocha de Scarlett.

No inicio da guerra ela é apenas uma garota de 16 anos, com dezenas de rapazes para flertar, que estão loucos por uma chance de pedi-la em casamento. Mas Scarlett está obcecada com a ideia de ter Ashley Wilkes, filho do fazendeiro vizinho. Um homem culto, sonhador e contentado em ver a vida passar da varanda de Twelve Oaks - sua propriedade. O problema é que Ashley está para se casar com sua prima, Melanie Hamilton, e isso faz com que Scarlett chegue a extremos.

Não queria saber se qualquer outro daqueles rapazes com quem se criara, flertara e beijara estava naquela lista. Ela queria poder chorar, fazer qualquer coisa que soltasse aqueles dedos de ferro que se fincavam em sua garganta.

Acostumada a ter tudo o que quer, quando quer, ela não vai deixar Ashley lhe escapar entre os dedos e, assim, inicia-se sua saga de coragem, acompanhando caminhos tortuosos para ficar próxima ao homem que pensa amar.

Resenha: E o Vento Levou

A história de Scarlett é longa e árdua, cheia de obstáculos. Ela passa muito tempo certa de que o exército confederado irá ganhar, sem ideia das consequências de uma guerra ou do que a derrota pode trazer. Na verdade, Scarlett não dá a mínima para guerra, não entende o orgulho sulista que a maioria das mulheres carrega e tudo que sabe é que a guerra levou todos os rapazes que ela tinha enrolados nos dedos, embora. Mas quando as coisas começam a piorar para o lado confederado, quando Scarlett começa a ver todos os antigos pretendentes morrerem em batalha, sua certeza de que a vida poderá voltar a ser o que era é logo abalada.

Ela aprendeu que uma boa dama sulista sempre terá um homem que cuidará dela, mas sem um irmão e longe do pai, Scarlett precisa tomar as rédeas da própria vida para sobreviver ao fim da guerra e a reconstrução do país.

- Ora vamos, querida. - disse ele baixinho. - Não chore. Você irá para casa, minha menina valente. Você irá para casa. Não chore.

Desde cedo é possível ver que ela não acredita no que sempre falam: mulheres são tolas, mulheres são fracas, tudo pelo estado confederado! Pratica e realista, ela acha burrice morrer de fome só pelo orgulho de ser sulista e não se curvar aos ianques - embora cultive sim sua raiva por eles e por todo o pavor e tristeza que a fizeram passar. Ela não concorda e, no entanto, entende o suficiente sobre sua sociedade para não falar o que deseja, esconder seus pensamento e agir como deveria.

A não ser com Rhett. O escandaloso patife de Charleston, com um passado negro e uma habilidade natural para debochar dos outros - sem contar o prazer soturno em atormentar Scarlett - consegue ve-la pelo que ela é, a garota mimada, egocêntrica e de gênio forte que sempre foi disposta a qualquer coisa para garantir seu conforto e o de sua família. E por alguma razão, isso o atrai mais do que as garotas bobas e sem opinião, tão fáceis de domar, que ele encontra por aí.

A história de Scarlett e Rhett tem inicio em um churrasco em Twelve Oaks e desde aquele dia, seus caminhos cruzam-se com frequência, estabelecendo a fina linha que eu gosto de chamar de eles-nasceram-um-para-o-outro-caramba!

Ele a fazia brincar e ela tinha quase esquecido de como era. A vida fora séria e amarga. Ele sabia brincar e a levava junto.

Enquanto acompanhamos as dificuldade de Scarlett, da garota despreocupada de Tara até a chefe de família capaz de qualquer coisa para fugir da pobreza e garantir que sua família sempre tenha um teto sobre a cabeça e comida na mesa, podemos ver o desenvolver de Rhett e como ela o influencia - e vice versa.

Apesar de ser um romance sulista, exaltando uma sociedade há muito quebrada - mas não completamente destruída - E o Vento Levou é um refresco e um ponto de vista novo sobre um assunto que pouco estudamos.

Resenha: E o Vento Levou

Eu quero destacar que o livro da Mitchell é de uma minuciosidade incrível! Os detalhes sobre a guerra, as descrições, os costumes, as localizações, as situações... Ele já seria incrível se fosse um livro atual, com todas as possibilidades de pesquisa histórica da qual disponibilizamos, mas em um livro dos anos 30? Ele está além de incrível. Não tenho palavras, na realidade. Mitchell construiu a história de seu livro a partir de histórias que ouvia de familiares e amigos e é impossível manter o queixo no lugar dada a riqueza de detalhes.

A escrita dela é fácil, descomplicada, fluida. Scarlett é a melhor personagem que eu já li na vida. Seu desenvolvimento é tão real, ela é tão viva que as páginas quase respiram com ela. Ela é consistente, fiel aos seus pensamentos e sentimentos, escrita de uma forma que eu nunca vi igual.

Ela era sua primogênita e, agora que Gerald se conformara de que não haveria mais filhos em sequência aos três que estavam no cemitério da família, ele criara o hábito de tratá-la de homem para homem, o que a agradava sobremaneira.

Em nenhum momento há a necessidade de transformar Scarlett na pessoa perfeita, que nunca erra ou cujos erros são facilmente perdoados e compreendidos. Em fato, eu não gostaria de conhecer a Scarlett se ela fosse uma pessoa de verdade. Ela é fria, dura, obstinada, egoísta e egocêntrica, um pouco burra, por assim dizer, incapaz de compreender coisas que não lhe dizem respeito diretamente e, como já diz Rhett, é cruel ao ponto de usar o amor que sentem por ela como um chicote para manipulá-los. Ela não se rende, não muda abruptamente e, apesar de ficar mais sábia com o passar do tempo, mantem-se fiel a suas raízes psicológicas, que nos leva a questão de que ninguém muda completamente quem é e por isso, nenhum personagem deveria mudar da água para o vinho também.

Eles a incendiaram! - pensou ela - e devastaram. Mas não derrotaram. Não poderiam derrotá-la. Vai voltar e ser tão grande e audaciosa como era antes!
(aliás, preciso acrescentar que eu amo os paralelos entre Scarlett e a cidade de Atlanta. Como no quote, os ianques não conseguiram derrotar Atlanta - e nem Scarlett. E no fim, Atlanta era jovem demais, assim como Scarlett)

E a fim de justiça, a Mitchell deu vida, consistência e desenvolvimento real a todos os seus personagens - mesmo os coadjuvantes ganham uma vida inteira, descrita em poucos diálogos. Ela não precisava por tudo em palavras para que, em um breve comentário, você possa sentir tudo que cada personagem foi, é e vai ser (ou poderia ser). Ela não precisa contar a história de cada soldado morto em batalha, porque conforme o livro caminha, você é capaz de compreender e perceber todo o potencial que eles tinham como pessoa - percebe tão nitidamente que as vezes é impossível lembrar que eles são apenas personagens.

Tem tantos personagens incríveis nesse livro - poucos tão arrebatadores quanto Scarlett e Rhett, admito. Melanie Hamilton Wilkes rapidamente se tornou uma de minhas personagens preferidas pelos simples fato de ser tão poética e apoiar tanto a Scarlett. Embora muitos gostem de dizer que ela não consegue enxergar a verdadeira Scarlett, eu acho que a Melly sempre viu e, ainda, sempre entendeu a ela e o porque de suas atitudes, acho que as duas são dois lados da mesma moeda e ofereciam uma a outra, aquilo que mais precisam, fosse força, compreensão, amor.

Ora.. Ora.. Ela é como eu! Ela entende como estou me sentindo. - pensou Scarlett naquele longo momento. - Ela teria feito a mesma coisa!

Os gêmeos Tarleton, Bret e Stuart, me ganharam já em sua primeira aparição, e suas ousadias estúpidas e corajosas em guerra me deixam com saudades desse livro e com um peso no coração por um momento que eu nunca vive (quase como Culloden em Outlander); Carren, a irmã mais nova de Scarlett, em toda a sua timidez, bondade e amor leal me arrebatou mesmo com sua pouca aparição e, junto de Will, formam o casal que para sempre vai estar protegido no meu coração; A sra. Tarleton e sua presença forte; Gerald O`Hara e sua fanfarrice, srta. Pittypat e sua ingenuidade; Tio Peter e sua lealdade; Mammy e suas quotes maravilhosas; vovó Fontaine e seus paralelos com Scarlett; Wade e sua timidez e o amor que sinto pela relação dele com o Rhett; estou tão apaixonada por todos eles que me dói ter que deixa-los de lado.

- A gente pode ser... bem... o menino de dois homens? - perguntou Wade, a lealdade pelo pai que nunca conheceu lutando com o amor pelo homem que era tão compreensivo com ele.- Pode. - disse Rhett com firmeza. - Assim como você pode ser o menino da sua mãe e de tia Melly.

É difícil falar sobre ele porque não é o tipo de livro que estamos acostumados a ver, com uma única história completamente amarrada. E o Vento Levou são diversas histórias costuradas uma dentro da outra, como a vida. Você não sabe onde uma termina e a outra começa, você não sabe onde tudo vai parar - além é claro, do inevitável. 

Tudo que se pode fazer é sentar e esperar, ler até não ter o que ler mais e depois só imaginar o caminho que eles trilharam, onde o orgulho os fez parar, se o amanhã já chegou.

E mesmo com duas continuações autorizadas - Scarlett e O Clã de Rhett Butler - acho difícil que qualquer coisa que não tenha sido escrita pela Mitchell possa se aproximar da magnitude e da força de E o Vento Levou.

Resenha: E o Vento Levou


Querida Scarlett, já diria E. E. Cummings: eu levo o seu coração no meu coração e eu nunca estou sem ele. (me repetindo porque sim, personagens e histórias como essa merecem serem carregadas com os leitores para o resto da vida).

E se você chegou até aqui e não viu nada demais na MAIOR HISTÓRIA DE AMOR DO SÉCULO XX, vou pedir para que faça um exercício e pense no seu livro preferido, no melhor livro do mundo (sei que 99% está pensando em Harry Potter). Imagine o sentimento que ele desperta em você, imagine a dor que você sentiu quando um personagem querido morreu, quando você pensa nas famílias e na dor de outros personagens queridos depois da morte dele, imagine a frustração que você sentiu sempre que dava algo errado para o seu personagem preferido, imagine o coração partido sempre que o seu OTP brigava ou não dava certo. Imagine tudo que você sente só de mencionar o nome do livro e dos personagens. 

Imaginou? E o Vento Levou me faz sentir exatamente dessa forma e talvez pudesse fazer você sentir tudo isso mais uma vez, por uma história completamente nova, se você lhe der uma chance :)

Penso nisso amanhã, em Tara. Vou aguentar, então. [...] Afinal, amanhã é outro dia.

Título Original: Gone with the Wind
Autora: Margaret Mitchell
Editora: Best Bolso
Gênero: Romance histórico
Nota: 5+

Saiba mais: A Autora  |  Skoob  

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COMENTÁRIOS

19 comentários:

  1. Sua resenha está tão maravilhosa que tive vontade de começar a ler o livro agora.

    Eu nunca tive vontade de lê-lo, mas agora necessito.
    Coloquei na minha lista de leitura e o quanto antes tentarei ler.

    Parabéns pela resenha maravilhosa. (Como você escreve bem!!!!)

    Beijos,
    Gi.

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  2. AI ESSA TUA RESENHA T_T
    EU QUERO TANTO LER, TANTO.
    MAS TANTO.
    DO JEITO QUE EU AMO HISTÓRIA, AÍ AUTOR ABORDA BEM E O AMOR SÓ CRESCE Ç_Ç
    NA LISTA.
    EM BREVE EU COMPRO


    Beijos,
    Rocha.

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  3. Olá, Bibs.
    Ainda não tinha cogitado ler esse livro, não até a sua resenha. Porém, você escreveu tão bem, com tantos elogios e descreveu a obra com tantos elementos que eu gosto, que foi impossível eu não me interessar.
    Com certeza vou querer ler. Excelente dica!

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  4. Tenho uma dúvida, eu li esse livro mas em uma edição de 1940, e não sei se nela estão derrepente os dois volumes. Você pode me dizer o que tem no segundo volume se por acaso é uma continuação depois de quando a Melly morre e ela descobre que ama ao Reth? Porque acabei de ler no domingo e fiquei em uma depressão tremenda! Estou doida pra comprar o volume dois, mas não sei se é uma continuação mesmo!!

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    1. Oi, Nicole!
      Não, não. Aqui só são dois volumes porque é muito grande pra edição de bolso. Você leu ele todo, termina mesmo com o Rhett indo embora e a Scarlett decidindo voltar para Tara para descobrir uma forma de ganhar ele de volta.
      A Margaret nunca quis escrever uma continuação, mas nos anos noventa os herdeiros dela autorizaram uma continuação escrita pela Alexandra Ripley, ele chama Scarlett. E tem outra continuação mais recente, também autorizada pelos herdeiros, que chama O Clã de Rhett Butler.
      Como não foram escritos pela Margaret eu não quis ler, mas talvez você queira :)

      Bjs

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  5. Simplesmente perfeito!!!! Resenha descrita com excelência,Parabéns

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    1. Oi, Kelly!
      Obrigada! Fico feliz por isso <3

      bjs

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  6. Simplesmente perfeito!!!! Resenha descrita com excelência,Parabéns

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  7. Maravilhosa resenha....amei....eu li as 2 continuações publicadas...justamente porque a autora está morta...e qualquer tipo de continuidade teria que ser escrito por outro autor....e como fã....fiquei apaixonada pelo clã de Reth butler....aliás adoraria de lançassem um filme desse livro....embora Clark gable e Vivian leigh sejam provavelmente insubstituíveis....porém sonhar não custa nada....

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  8. Maravilhosa resenha....amei....eu li as 2 continuações publicadas...justamente porque a autora está morta...e qualquer tipo de continuidade teria que ser escrito por outro autor....e como fã....fiquei apaixonada pelo clã de Reth butler....aliás adoraria de lançassem um filme desse livro....embora Clark gable e Vivian leigh sejam provavelmente insubstituíveis....porém sonhar não custa nada....

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    1. Oi, Ana!
      Eu tenho expectativas altíssimas e não acho que qualquer outro autor conseguiria se igualar a Margaret, então nem me arrisquei. Mas esse ano vi que o autor de O Clã de Rhett Buttler lançou um livro contando a história da Mammy e fiquei curiosa com ele.
      Eu queria mesmo é uma minissérie de E o Vento Levou, acho que é uma história tão maravilhosa que deveria ser explorada hoje em dia também, aumentar o conhecimento sobre ela. :)
      Obrigada pelo comentário!

      bjs

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  9. Acabei de ler E o vento levou e me sinto da mesma maneira que você descreveu. Que saudades vou sentir desse livro, de seus personagens, do enredo tão amarrado. Parabéns pelo trabalho.

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    1. Oi, Fernanda!
      Muito obrigada pelo comentário.
      Ficar desnorteada com E o Vento Levou, estou até hoje. hahahah

      bjs

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  10. Eu amo esse livro! É maravilhoso! Pena o filme ser inferior. A Scarlet do filme foi muito idealizada, só a beleza e o carisma de Vivien Leigh poderiam dar vida faze-la tão irresistível. O filme ganharia muito se fosse mais próximo do livro, mostrando todos os filhos da Scarlet, por exemplo.

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    1. Oi, Anony!
      O livro é mesmo muito maravilhoso e, como em grande parte das vezes, é bem melhor que o filme. Mas eu acho o filme bem fiel, até. Ele acertou me passando a ideia de quem eram os personagens. Peguei o livro com uma expectativa a cerca da Scarlett, da Melanie, do Ashley e do Rhett, e senti que o filme captou a essência deles bem o bastante. Perde, claro, quando não adapta detalhes, porque perde-se um pouco da profundida dos personagens. A relação da Scarlett com a sociedade sulista e yanke, com os filhos, que não foram mostrados no filme, deixam a personagem rasa, se comparada com o livro. Senti falta, mas ao mesmo tempo, senti a essência da história.
      De toda forma, tô esperando ATÉ HOJE que os herdeiros parem de tentar fazer uma continuação e foquem em fazer uma minissérie. Queria tantoooo ç_ç
      Obrigada por comentar!

      bjs

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  11. oi, simplesmente amei a resenha! maravilhosa! gostaria de saber a opinião sobre o desfecho de Rhett e Scarlett, eles ficariam juntos? As feridas foram demais ou eles não viveriam um sem o outro? E aquele menino de quem Rhett é tutor em New Orleans, ele seria filho dele com Belle? sempre tive essa curiosidade, o que você pensa a respeito?

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    1. Oi, Anony!
      Que feliz que gostou da resenha!
      Então, honestamente, eu não acho que Rhett e Scarlett ficaram juntos. Eu entendo que ela finalmente decidiu que queria ele, mas acho que o timing deles estava terrível e a perda da Bonnie é uma dor muito grande. Por mais que eles se amem (e eu acho que eles se amavam sim) eu vejo eles como um casal disfuncional, eles não fazem bem um para o outro. O gênio muito forte e o orgulho de ambos vai sempre ser uma pedra no caminho deles, não consigo ver uma mudança tão drástica em cima deles. Acho que Rhett e Scarlett são um casal que precisaria nascer de novo para ficar junto até o fim, acredito que estarão sempre na vida um do outro, sim, mas não que conseguiriam viver juntos até o fim dos dias. É uma história muito conturbada a que eles tem, são feridas que não se esquece ou perdoa fácil.
      Sobre o menino de Nova Orleans, eu realmente não sei o que pensar? Certamente ele ser filho do Rhett é uma possibilidade forte, especialmente pelo fato dele não se importar com a sociedade e sim fazer o certo de acordo com o que ele acredita/é conveniente para ele. Mas sempre fico na duvida, não sei afirmar com tanta certeza quanto que ele e a Scarlett nunca ficariam juntos.
      E você, o que acha?

      bjs!

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