Resenha: Os Garotos Corvos #MLI2015

Resenha: Os Garotos Corvos

Ok, eu acabei de ler Os Garotos Corvos e estou há cinco minutos olhando fixamente para o teclado sem saber exatamente o que dizer, porque só sei sentir. Eu ia começar essa resenha antes de terminar a leitura, pra fazê-la simultaneamente aos meus surtos, mas não rolou porque eu só queria ler e ler pra terminar logo porque QUE LIVRO!
Sinopse: Todo ano, na véspera do Dia de São Marcos,­ Blue Sargent vai com sua mãe clarividente até uma igreja abandonada para ver os espíritos daqueles que vão morrer em breve. Blue nunca consegue vê-los — até este ano, quando um garoto emerge da escuridão e fala diretamente com ela.Seu nome é Gansey, e ela logo descobre que ele é um estudante rico da Academia Aglionby, a escola particular da cidade. Mas Blue se impôs uma regra: ficar longe dos garotos da Aglionby. Conhecidos como garotos corvos, eles só podem significar encrenca.
Gansey tem tudo — dinheiro, boa aparência, amigos leais —, mas deseja muito mais. Ele está em uma missão com outros três garotos corvos: Adam, o aluno pobre que se ressente de toda a riqueza ao seu redor; Ronan, a alma perturbada que varia da raiva ao desespero; e Noah, o observador taciturno, que percebe muitas coisas, mas fala pouco.
Desde que se entende por gente, as médiuns da família dizem a Blue que, se ela beijar seu verdadeiro amor, ele morrerá. Mas ela não acredita no amor, por isso nunca pensou que isso seria um problema. Agora, conforme sua vida se torna cada vez mais ligada ao estranho mundo dos garotos corvos, ela não tem mais tanta certeza.
Não, eu não vou fazer resuminho do livro como sempre faço em todas as resenhas, até porque eu não sei resumir essa história. Tem muita coisa acontecendo e muitos sentimentos rolando e os personagens e a trama são tão complexos que meu cérebro explodiu em vários momentos no decorrer da história. A sinopse fala bastante por si só, e agora eu quero surtar.
- Existem apenas duas razões para uma não vidente ver um espírito na véspera do Dia de São Marcos, Blue. Ou você é o verdadeiro amor dele ou você o matou.
A narrativa da Maggie é uma das melhores coisas que já li na vida! Ela ultrapassou a Tahereh Mafi na minha trindade de escritas a serem veneradas e está em segundo lugar no palanque da vitória na vida de escritora - só perde pra Laini Taylor porque cof, cof, ninguém consegue ganhar dela. O que é a escrita desta Maggie? Eu não sei que magia ou macumba ela colocou no livro, mas sei que eu não consegui desgrudar dele a partir do momento em que comecei a lê-lo. É tudo tão... Real, tão palpável, os personagens saltam das folhas e criam vida ao seu redor conforme ela conta a sua história, e eu quero sentar num cantinho e chorar.
- Eu só estou avisando: cuidado com o diabo. Quando há um deus, sempre há uma legião de diabos.
Ok, sobre os personagens.

A Blue é nossa protagonista, mas o pov em terceira pessoa não é sempre dela - o que eu adorei, porque dá uma amplitude aos acontecimentos muito interessante. A Blue é toda carismática e engraçadinha, pequena e meio enfezada, tem uma personalidade bastante marcante. Logo no começo do livro eu já me apaixonei por ela e por seus trejeitos; pela família dela e pela maneira com que elas convivem, inclusive. Na casa azul da Rua Fox, 300, vivem as médiuns mais divertidas e adoráveis que eu já pensei encontrar em um livro. A mãe da Blue, Maura, é a mais carismática e marcante. Eu quero muito ver mais dela nos próximos livros, especialmente sobre o seu passado! A Calla, outra médiun, é bem mais arisca do que as outras, diferente do jeito meigo e medroso da Persephone. E tem a Neeve, que, bem... Não é uma médium que eu gostaria de consultar algum dia. Ela me deu arrepios do começo ao fim.

Resenha: Os Garotos Corvos

Quando o caminho da Blue se cruza com os garotos corvos, é aí que a história realmente começa. Porque são quatro garotos corvos, cada um mais apaixonante do que o outro, e você só vai querer abraçá-los do começo ao fim do livro e chorar de novo no cantinho escuro citado ali em cima.
Blue tinha duas regras: ficar longe dos garotos, porque eles trazem problemas, e ficar longe dos garotos corvos, porque eles são uns canalhas.
Começando pelo primeiro a quem somos apresentadas, está Gansey. Não vou citar o nome dele inteiro porque ele odeia - e é bem engraçado, então tem motivo pra ser odiado. Gansey é, o que podemos chamar, o "líder" do quarteto dos garotos corvos. Líder entre aspas porque não existe realmente uma liderança, mas uma anarquia de poderes entre os rapazes. Só que o Gansey é a cola que os une, o motivo pelo qual pessoas tão distintas continuam convivendo entre si. O Gansey é a chave para a existência do grupo; e eu amo tanto ele! Ele é todo comentários engraçadinhos fora de hora e perspicácia, e um passado turbulento que acarretou nessa busca desenfreada que guia a história do livro. Ele é determinado de um jeito perturbado, marcante de um jeito apaixonante. Não dá pra ler os pontos de vista dele e não cair de amores pelo amor que ele sente pelos amigos, e nem dá pra não shippar ele com a Blue.
Gansey seguiu a passos largos para a igreja arruinada. Blue  havia descoberto que era assim que ele chegava aos lugares - a passos largos. Caminhar era para pessoas comuns.
INCLUSIVE OS SHIPS DESSE LIVRO ME DEIXARAM M-A-L-U-C-A. Eu nunca sabia quem exatamente eu estava shippando, por isso shippei todo mundo com todo mundo.


O segundo personagem é Adam Parrish. ADAM PRECIOSO ADAM QUERIDO ADAM COITADINHO MEU BEBÊ LET ME LOVE YOU LET ME HUG YOU LET ME PROTECT YOUR FROM THIS WORLD, YOU'RE TOO PRECIOUS FOR IT!
Blue gostava do modo como ele era educado. Parecia diferente da educação de Gansey. Quando Gansey era educado, isso o tornava poderoso. Quando Adam era educado, ele estava concedendo poder.
Adam é o bolsista da grandiosa escola cara em que os garotos corvos estudam, e tudo de trágico acontece na vida dele longe dos amigos. A família é uma droga, seu pai é uma droga, ele não dorme porque trabalha muito e trabalha muito porque precisa. Ele tem um senso de orgulho muito forte, então conviver com os amigos muito ricos não faz exatamente bem pro seu ego - especialmente Gansey, que sempre inocentemente está tentando ajudá-lo e protegê-lo, coisa que o Adam não quer. Eu AMEI como a Maggie trabalhou a personalidade dele; esse jeito de se desprender dos outros pra querer algo pra si mesmo que ele precisa conquistar com o próprio esforço. Ele não é rude recusando dinheiro e ajuda por querer, ele é rude porque ele precisa. E ELE É TÃO QUERIDO! O mais sensível dos quatro rapazes, Adam cresceu muito no decorrer das páginas, e o final dele foi grandioso. E eu tenho muito medo do que está por vir por causa disso.
Os pobres são tristes porque são pobres, Adam refletiu certa vez, e, no fim das contas, os ricos são tristes porque são ricos. E Ronan havia dito: ei, eu sou rico e isso não me incomoda.
Noah, querido Noah, que no começo passou meio despercebido por mim - quase um Rabicho no grupo dos marotos - mas que tinha uma história enorme e problemática guardada consigo. E QUE HISTÓRIA! Eu nunca, em mil anos, tinha pensado naquele plot twist, e quando ele aconteceu eu quase caí do sofá. As pistas estavam todas lá, desde o começo do livro, mas só quando é revelado você finalmente entende e aí MIND BLOW! ASJKFNASUOGBAUOGBUGBA. Noah amado, tão querido e coitado.

E RONAN LYNCH, SENHORAS E SENHORES! O bad boy medonho com trejeitos sinistros, mas que na verdade é um poor baby necessitado de muito amor. Ronan é o mais medonho dos quatro, por assim dizer, porque ele tem aparência de garoto malvado que não quer fazer nada da vida além de socar paredes pra mostrar como é fodão; só que se engana quem pensa que ele não é tão quebrado quando os amigos. O passado do Ronan foi deixado em aberto nesse livro, mas eu tenho minhas suspeitas, especialmente a respeito de uma morte trágica que marcou a vida dele para sempre. Só pela convivência com o irmão e com as explosões que ele tem de vez em quando dá pra saber como foi traumático pra ele.
O que tinha batido na luminária era bonito e tinha o cabelo raspado, um soldado em uma guerra em que o inimigo eram todas as outras pessoas.
E não me peça para dizer qual deles é o meu favorito. NÃO TEM FAVORITO.

Eu não sei mais o que falar sobre esse livro que mal li e já favoritei pacas, mesmo. A história envolve muito de mitologia, algumas histórias sinistras, toda aquela busca pelas linhas ley e pelo que está escondido debaixo delas... É confuso de um jeito genial, especialmente quando as respostas começam a chegar até você. A Maggie trilha isso de jeito a não deixar nada claro até que seja a hora certa; E O FINAL DESTE LIVRO! A Eduarda me falou que "ah, é sossegado, deixa as coisas meio fechadas" MAS NÃO É BEM ABERTO E EU PRECISO LER O PRÓXIMO MAS ELE NÃO ESTÁ NA MINHA LISTA DA MARATONA LITERÁRIA E HELP!
As linhas ley são ainda mais poderosas do que o Gansey e eu havíamos imaginado. Elas podem ser magia, podem ser ciência, mas são inegavelmente energia.
Tô calma.

Vá ler Os Garotos Corvos, por favor. Faça esse favor ao seu coração.

Título original: Raven Boys
Autora: Maggie Stiefvater
Editora: Galera Record
Gênero: YA, sobrenatural
Nota: 5 + 

Saiba mais: Skoob | Amazon

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COMENTÁRIOS

5 comentários:

  1. JÁ TÔ SURTANDO PORQUE AGORA QUERO ESSE LIVRO COM TODAS AS FORÇAS

    NOSSA EU JÁ AMO OS PERSONAGENS SÓ PELA SUA RESENHA, AF

    RESENHA SENSACIONAL <3


    Vou juntar o dinheiro aqui para comprar!!!

    Beijão,

    Gi <3

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  2. Denise!
    Nossa Tô até sem fôlego de acompanhar sobre cada menino corvo... uauuuuuuuu!
    Nem dá mesmo para escolher um só, porque cada um tem seu jeitinho e nos faz querer cada um deles pertinho por motivos diferentes.
    Fato é que me parece bem interessante o livro.
    E que capa é essa? Belíssima!
    “A vida é maravilhosa se não se tem medo dela.”(Charles Chaplin)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
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  3. Gente, o que é isso? Esse livro deve ser simplesmente maravilhoso, nunca vi ninguém falar com tanta empolgação de um livro. Quero ler pra ontem!!
    Os personagens parecem ser muito bem construídos. Gosto muito de mitologia, acho que dá pano para um enredo bem legal. E coisas sinistras, e mistérios, ai, ai...

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  4. Oi Denise, tudo bem?! :D

    Estou louca pra pegar este livro!! Sua resenha só atiçou mais o FOGOOOO DA LISTA DE LEITURAS e acho que vai ser um dos próximos! Felizmente já o tenho em minha estante faz um tempo uhasuhahusa e essas resenhas nos fazem sentir um arrependimento enorme de não ter pego ele antes! Mesma coisa com O Trono de Vidro </3

    Adorei a resenha, a premissa dos personagens, me sinto PRE-APAIXONADA já! E acho que, como você, vou AMAAAAARRRR

    Beijo, excelente resenha!
    http://livrosontemhojeesempre.blogspot.com.br/

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  5. OLHA QUEM CHEGOU PRA ARRASAR NA SEÇÃO DE DEPOIMEN... não, pera.
    Oi, menina Denise!
    Eu só queria passar aqui e dizer 'que resenha maravilhosa e belamente surtada!' Eu não sabia o que esperar dessa série, mas não imaginava que ela levaria a minha alma.
    O primeiro volume tem tanta coisa acontecendo! não dá pra explicar mesmo, porque é só tiro e plotwist. O NOAH. Quando eu descobri, marquei a página de todas as pistas (página 51!)

    "I love all my children equally" SIIIIM. Não dá pra escolher, socorro. São todos tão perfeitos. Não por serem perfeitos, mas por serem reais, como você disse! Eu conseguia ouvi a voz deles em cada comentário sarcástico e sentir o laço deles "O que quer que Gansey fosse para eles, era à prova de balas" ou algo assim. MELHOR BROTP.
    Vamos shippar todos com todos, porque sim!!
    HAHAHAHAH FINAL FECHADO? Nãaaaaaaao! Mais aberto impossível! Send Help (ou o segundo volume!)

    Obrigada por ser a melhor companhia para os surtos o/

    Beijos, Iza

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