Resenha: Lola e o Garoto da Casa ao Lado


Você sempre vai achar que nada superará o livro anterior que a Stephanie escreveu. E você sempre vai errar porque, por mais perfeito que o anterior seja, o próximo consegue ser ainda melhor. Eu tinha acabado de sair de Anna e o Beijo Francês, morrendo, e então li Lola e o Garoto da Casa ao Lado e perdi completamente a capacidade de racionalizar qualquer coisa que não fosse a delicada perfeição imperfeita contida naquela obra.
Sinopse: A designer-revelação Lola Nolan não acredita em moda… ela acredita em trajes. Quanto mais expressiva for a roupa — mais brilhante, mais divertida, mais selvagem — melhor. Mas apesar de o estilo de Lola ser ultrajante, ela é uma filha e amiga dedicada com grandes planos para o futuro. E tudo está muito perfeito (até mesmo com seu namorado roqueiro gostoso) até os gêmeos Bell, Calliope e Cricket, voltarem ao seu bairro. Quando Cricket — um inventor habilidoso — sai da sombra de sua irmã gêmea e volta para a vida de Lola, ela finalmente precisa conciliar uma vida de sentimentos pelo garoto da porta ao lado.
Dolores Nolan é uma garota absolutamente excêntrica e incrivelmente especial por isso. Ela está sempre combinando roupas bizarras, usando perucas, maquiagens espalhafatosas - ela é ela mesma em diversas "fantasias" que cria com sua criatividade. Tem um namorado maneiro, o Max - ele tem uma banda e tem 22 anos, o que torna todo o relacionamento deles muito sexy e especial. Tem dois pais amorosos - sim, dois pais, Nathan e Andy, que são AS MELHORES PESSOAS! Trabalha num agradável cinema onde Anna e St. Clair - sim, os protagonistas do primeiro livro da trilogia - também trabalham (bom, a Anna, pelo menos, o St. Clair só fica lá sendo charmoso) e tem tudo sob controle na sua vida até que uma encrenca do passado volta para morar na casa ao lado da sua. Mais precisamente, a família Bell. E, com ela, Cricket, o garoto que quebrou seu coração.
E se eu sou as estrelas, Cricket Bell é galáxias inteiras.
Lola entrou pra minha lista de protagonistas favoritas, definitivamente. Ela é toda bem humorada e incrivelmente marcante. Amei a sua personalidade e a sua vida, a sua maneira de encarar tudo com tantas cores e roupas bizarramente originais, com tanta coragem e criatividade para ser ela mesma de centenas de maneiras diferentes. A interação dela com a melhor amiga, Lindsey, é bastante divertida. As duas são diferentes e exatamente iguais ao mesmo tempo. Lindsey é bem focada, mas não menos excêntrica que a Lola. Ambas dividem um laço marcante, excepcional; a amizade delas colore as páginas do livro e te faz realmente acreditar que ambas nasceram unidas para se encontrar naquela vida. Você quer se tornar amiga das duas, simples assim.
Logo conheci Lindsey, e descobrimos nossa paixão mutua por escalas, os lápis de cor verde, biscoitos e bolos com a forma de arvores de natal.
Adorei conhecer os receios da Lola, seus medos e as coisas que quebraram o seu coraçãozinho passado, porque quando todas essas coisas voltam para assombrá-la, Lola precisa confrontar tudo sobre a sua estável e confortável realidade, tudo o que se obrigou a construir depois da tormenta pela qual o seu coração passou. Lola é forte, mas é fraca, é real e absolutamente querida, e você só quer que ela encontre logo a felicidade, não importa se ela está na casa ao lado da sua ou em outro planeta.
Eu não acredito em moda. Eu acredito em traje. A vida é muito curta para ser a mesma pessoa todos os dias.
O fato de os Bell terem retornado à casa ao lado da sua traz um grande crescimento e amadurecimento pra ela, principalmente em relação ao Cricket. E o Cricket, bom Deus... EU NÃO CONSIGO FALAR SOBRE ELE! Ele é tão... TÃO!

Cricket fecha os olhos. É só por um momento, uma respiração, mas é suficiente para me mostrar o quão grato ele está por minha pergunta. Ele quer estar em minha vida.
Tão doce, tão sensível, tão sofredor. É meio apagado por causa da sua gêmea, Calliope, que é uma patinadora artística e por isso tem toda a atenção da família - o que faz Cricket se dedicar totalmente a ela. Ele a ama muito, ama muito a família, e acha que não é bom o suficiente para ter a atenção deles, não tanto quanto a irmã, pelo menos. Por ele, está tudo bem esperar mais cinco anos até que os circuitos de patinação acabem para Calliope, porque então, finalmente, ele será digno da atenção da família. Afinal, ele é só um inventor que não tem ideias úteis, só ideias malucas.

Essa sensibilidade, a personalidade de abnegação, o jeitinho da Perkins descrevê-lo como se seus olhos azuis estivessem carregados de uma tristeza solitária... Eu queria entrar naquele livro só para abraçar o Cricket. Para sempre.

É enlouquecedor como alguém tão fácil de ler pode ser tão impossível de compreender.
O relacionamento dele e da Lola acontece com altos e baixos, afinal, ele quebrou o coração dela, e não é uma quebra fácil de se consertar. Não só com um sorriso e um retorno saudável a casa ao lado dela; ele não pode simplesmente aparecer na vida da Lola e achar que está tudo bem. Não vou contar como, porque uma cena envolvendo a revelação tem toda uma grata surpresa, mas digo apenas que ambos os lados estavam errados. Nada de clichê de livro juvenil, senhoras e senhores, a Perkins sabe trabalhar um segredinho muito bem. E é lindo como o envolvimento deles depois desses dois anos acontece, como eles se aproximam de novo.
Há algo sobre seus olhos azuis. O tipo de azul que assusta cada vez que você está olhando em sua direção. O tipo de azul que faz com que você ache que eles olham para você de volta. Não azul, verde ou azul cinza, o azul que é só azul. Cricket tem esses olhos.
Amei, A-M-E-I, os pais da Lola. Achei incrível como a Stephanie criou a história dessa família e queria morder todo mundo porque são tão fofos! O Andy e o Nathan foram uns queridos engraçadinhos durante toda a narrativa, e ficava ainda mais especial vendo através dos olhos da Lola, porque eles são muito especiais para ela. A Lola tem alguns problemas com a mãe, que ainda está viva e causa tormentas na família sempre que aparece, e por isso encontra seu porto seguro no casal que a adotou e amou como verdadeiros pais devem fazer. Eles também são ótimos shippers (ambos shippam MUITO a Lola e o Cricket), enfim, são grandiosos personagens. A ambientação e a introdução deles na história, e também o seguimento e quão importantes eles são, foi tudo escrito com maestria.
— Tudo bem, então. — Ele acena com a cabeça. — Se divirta. Não faça nada que eu não faria.
Eu ouço Andy enquanto estou saindo pela porta da frente: — Querido, esse trato não funciona quando você é gay.
Não quero falar sobre o Max, o namorado da Lola, porque não criei uma opinião completa sobre ele. Ele foi legal, querido em alguns momentos, mas em outros me deixava com um pé para trás, e teve um momento particularmente babaca. O modo como o relacionamento deles andou no decorrer do livro foi bem real, as diferenças e semelhanças entre eles foram mostradas abertamente. Foi bem verossímil com a situação e com as personalidades dos personagens.

— Às vezes, um erro não é um o quê. É um quem.
Vou reler e reler até meus olhos caírem, já que, como diz a Christine, reler esses livros sempre vai trazer a mesma sensação de ASMNFBSGAGBABGASO.
Eu não estou interessada em fazer o que é fácil. Eu estou interessada em fazer o que é belo.
Título original: Lola and the Boy Next Door
Autor: Stephanie Perkins
Editora: Novo Conceito
Gênero: Young adult
Nota: 5 +

Confira a resenha de Anna e o Beijo Francês
Confira a resenha de Isla e o Final Feliz

Share this:

, , , ,

COMENTÁRIOS

3 comentários:

  1. ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh
    quero ler

    Sua resenha está linda demais!!!!
    Vou adicionar a minha lista o mais rápido possível!!!

    Beijos,
    Gi.

    ResponderExcluir
  2. Eu ainda não li nenhum desses livros, mas vejo todo mundo falando que é muito bom, então fico morrendo de curiosidade!

    AMEI sua resenha, muito boa!

    beijos,

    http://sweetlikecaramel.blogspot.com.br

    ResponderExcluir
  3. Sou apaixonada por esse livro. Melhor, pela Stephanie Perkins <3 A resenha ficou maravilhosa e só me instigou a ler mais ... Obrigada!

    http://talvez-sejasimples.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir

Deixe seu comentário, sua opinião é sempre muito bem-vinda!