Resenha [FILME]: Capitão América - Guerra Civil


Ai ai. Já tentei escrever essa resenha umas cinco vezes, e apaguei e recomecei em todas elas. Vi um vídeo do Omelete que dizia que o pessoal está se exaltando ao sair do cinema falando que esse foi o melhor filme da Marvel até agora, e depois que a euforia passou e eu me lembrei do primeiro Vingadores, realmente concordo com eles. Mas, no fim das contas e dos pensamentos, Capitão América: Guerra Civil foi o segundo melhor filme da Marvel até agora.


E eu vou te contar porque - obviamente que esta resenha não contém spoilers da trama ou dos acontecimentos importantes do filme. Podem confiar em mim. Não sou babaca.

Caso você ainda não saiba sobre o que se trata a história, é bem simples: junte todas as catástrofes que aconteceram pelo mundo quando os Vingadores estavam tentando salvá-lo dos vilões. A destruição de Nova York. A queda da SHIELD em Washington - queda literal, inclusive. Ultron em Sokovia. E um problema a mais que acontece no início do filme. Pensou? Eles estavam tentando salvar o mundo, e salvaram. Mas o governo não vê desta maneira. Para as autoridades, eles são vigilantes que precisam de supervisão e, principalmente, de controle. E eis que o Registro de Heróis é proposto. O Homem de Ferro apoia esse registro e o Capitão América não. A guerra civil tem início.


Isso é um resumo, e eu tive que conter meus dedos de gritarem as coisas grandiosas que acontecem no filme em meio ao conflito principal. O que os irmãos Russo - diretores - fizeram com a trama de Guerra Civil foi inexplicavelmente inesquecível. Eles deram razão aos dois lados. Deram verossimilhança a todas as dores. Fizeram você acreditar que tanto o Tony quanto o Steve estavam tão certos quanto estavam errados. Eu sou do Time do Capitão, apesar de amar o Homem de Ferro. Eu chorei com os dois. Sofri com os dois. Gritei com o Tony - porque né, apesar de tudo, não dá pra defender ele.


Os conflitos psicológicos e as discussões dentro do roteiro foram as coisas que eu mais gostei. Os confrontos emocionais entre o Steve e o Tony foram tão impactantes quanto as lutas físicas entre todos os heróis. Os olhares e os trejeitos, até a maneira como eles se portavam em cena. Tudo foi muito bem fotografado e enquadrado. Você se sentia dentro da guerra, sentia a tensão crescer e a confiança cair, sentia a quebra e o início de um momento sombrio para a franquia da Marvel no cinema. Em meio a esse clima frio e perigoso, os momentos mais sutis e engraçados foram encaixados com perfeição - diferente de A Era de Ultron, com aquele humor escrachado beirando o ridículo, Guerra Civil conseguiu equilibrar as doses de piadas junto às dores e aos problemas dos personagens. Ainda é um filme do Capitão América. Ele ainda é o protagonista. E mesmo assim, o tempo em cena de cada personagem foi muito bem orquestrado.



Preciso muito falar sobre o Steve. A minha vida é definida pelo amor à heróis e heroínas que passem longe do arquétipo de mocinho honroso defensor da justiça e da pátria. E o Capitão América é tudo isso sumonado em um só cara. Eu demorei um pouco a respeitar e gostar dele - isso só aconteceu lá em Soldado Invernal, confesso. Quando ele começou a questionar e deixar as ordens e a faceta de soldado de lado. Daí para frente, o crescimento dele tomou proporções estratosféricas, e Guerra Civil é um marco do que o Steve representa agora. Acima de todos os arquétipos, ele é um herói quebrado e grandioso, e tudo nesse filme demonstrou isso. Em Soldado Invernal ele ganhou meu respeito, em A Era de Ultron ele ganhou minha simpatia, e em Guerra Civil ele ganhou o meu amor incondicional.


Além do Steve, Tony Stark aparece em cena com a mais emocional e dolorosa sensação de solidão. A criação e o que o Ultron se tornou mexeram com ele e, apesar da multidão ao seu redor, Tony se vê sozinho. Os conflitos que ele enfrenta justificam o apoio dele ao governo, ainda que não justifiquem o quanto ele quer impor esse registro sobre as outras pessoas. Seu ego e egoísmo ainda ditam suas falas, aquele desespero para fazer a coisa toda certa que sempre levam a um caminho errado. Esse sempre foi o maior problema do Homem de Ferro; ele quer fazer o certo do jeito dele, o que nunca significa que seja a melhor das escolhas. Em diversos momentos do filme você vai se sentir emocionalmente abalada por causa dele, mas na maior parte vai querer sacudi-lo e gritar OUÇA A VOZ DA RAZÃO, HOMEM, E ESSA VOZ É STEVE ROGERS!


O terceiro personagem mais importante da história é Bucky. BUCKY, MEU AMORZINHO. MEU PRÍNCIPE. MY BROKEN SON. DEVE SER PROTEGIDO DE TUDO E TODOS ATÉ O FIM DOS TEMPOS PORQUE É PRECIOSO DEMAIS PARA O MUNDO E PARA TODAS AS GALÁXIAS!


A trama gira em torno do conflito entre os vingadores, sim. Mas o Bucky é o epicentro dessa briga. Eu não posso falar muito para não estragar surpresas, mas o que mais me emocionou na história foi a conexão inquebrável entre o Steve e o Bucky. São o meu ship, são o meu OTP, são o meu bromance favorito. A única coisa que eu salvo em Capitão América: O Primeiro Vingador é a amizade dos dois. Soldado Invernal veio e me deu vinte tiros no peito porque trabalhou essa amizade a níveis problemáticos desesperadores. E Guerra Civil, novamente, usou a amizade como o gatilho para perturbar todo o meu sistema nervoso.


Bucky é uma vítima, ponto final. Ele é um fugitivo e uma cobaia e um homem inocente que foi usado para tantas coisas ruins na vida sem poder resistir ou fugir dos horrores que era comandado a fazer. A ideia de ter um soldado indestrutível forçado a atrocidades é uma das coisas que me ferve o sangue sempre que eu lembro da HYDRA. E tudo isso é muito importante para a construção da trama, especialmente a respeito da guerra em si. O roteiro orquestrou cada mínimo detalhe perfeitamente, e você nunca vai estar preparado para a cena seguinte, independente de achar que está. Você nunca vai estar preparado para ver o Bucky e o Steve lutando juntos, lado a lado, como tem que ser.



Se eu me estender aqui falando sobre cada personagem vou ficar para sempre, juro. Os outros vingadores que aparecem na história têm destaque e cenas OMFG de tão espetaculares.



Wanda, Visão, Viúva Negra, Máquina de Combate, Falcão, Homem Formiga, Gavião Arqueiro. Eu não vou conseguir falar de cada um individualmente, mas todos eles tiveram seus momentos.



Eu destaco o Falcão porque ele e o Soldado Invernal tiveram 3 cenas maravilhosas que eu queria rever no repeat. Só digo uma coisa: O FUSCA.


Já que eu falei da ação, vale mencionar o quanto a coreografia desse filme foi F-O-D-A. Vingadores tem uma das melhores cenas de combate que eu já vi no cinema - a sequência em que mostra cada um enfrentando os chitauri em Nova York - e O Soldado Invernal ganha com as melhores lutas no filme TODO, mas a cena do aeroporto e a perseguição no viaduto foram... U-A-U. Eu queria gritar sobre elas porque cada uma merecia uma resenha explícita e super detalhada, mas o Bucky com a moto, o Pantera Negra e os dois times se enfrentando é tudo o que eu digo.


Aliás, O PANTERA NEGRA E O HOMEM-ARANHA. Eu não mencionei eles ali em cima junto com os vingadores por esse motivo: precisei trazê-los como outra pauta. T'Challa é um herói pouco conhecido e Peter Parker é um dos mais conhecidos, e ainda assim o filme nos entregou figuras marcantes e carismáticas e totalmente e inesperadamente duas das melhores coisas da história. O Pantera Negra entra na história por um motivo, o Homem-Aranha por outro.



Um é o cara sombrio e sério e o outro é o alívio cômico mais especial até agora. Eu gritei quando o cabeça de teia chegou no aeroporto, tirando o escudo das mãos do Capitão? EU URREI MUITO. O Tom Holland mostrou que nasceu para ser o Peter Parker, e nos entrega o que, ouso dizer - e me desculpe Andrew - é a melhor interpretação do personagem até agora.

Eu gritei com o Pantera lutando? EU DEI UM URRO ULTRASSÔNICO! Que introduções maravilhosas pra dois personagens que com certeza vão ganhar e re-ganhar o público com seus filmes solos!



Foi foda. TOTALMENTE FODA. Uma obra prima, sem tirar nem por. Traições, discussões e batalhas épicas, uma fotografia incrível e um roteiro absurdamente inesquecível. Guerra Civil foi um marco nos quadrinhos, e certamente se consolidou como um marco para a Marvel no cinema também. Deus abençoe os Irmãos Russo e esse elenco lindo e que sejamos fortes para aguentar os tiros, porradas e bombas do futuro desses filmes nas telonas.

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COMENTÁRIOS

1 comentários:

  1. Nossa! Que máximo! Já estava louca pra assistir.. Agora então, nem se fala...
    Bjus!!


    http://lendo1bomlivro.blogspot.com.br/

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