Resenha [FILME]: A Lenda de Tarzan


Uma história muito conhecida com origem em um livro. Já ganhou releituras, um clássico inesquecível da Disney, e agora chegou nas telas do cinema em uma nova adaptação. Não conheço a história original, só o que li por cima, mas posso afirmar que A Lenda de Tarzan foi um dos melhores filmes deste ano - e com certeza um dos melhores que eu já vi.





A história é diferente do desenho. O filme nos transporta diretamente para Londres, anos depois de quando Tarzan foi encontrado na selva, já um homem feito, e agora ele é um lorde, se chama John, é casado e dono de uma fortuna. Quando lhe é oferecido um convite para retornar ao Congo, ainda que relutante, John aceita. Do outro lado da moeda, o Congo está sendo cruelmente explorado por um rei e, para levar todo o seu poder até lá e tomar as terras de uma vez, ele ordena que seu servo mais fiel consiga os diamantes que o país esconde, o patrocínio que ele precisa para fazer do Congo o seu domínio. Os dois arcos estão diretamente interligados, e constroem a narrativa do filme como um todo, com exceção dos flashbacks que nos explicam quem está por trás da lenda de Tarzan.


 

 

Os cenários foram de tirar o fôlego. Muitas cenas foram filmadas lá na África, então te dá aquela sensação de cenário real, de ver coisas que realmente existem, diferente da computação gráfica - por melhor que seja, ela sempre vai deixar aquele sentimento de "tem uma tela verde aí por trás". A fotografia estava uma coisa impecável também; os flashbacks mais sombrios em relação à tragédia dos pais do Tarzan e também quando as cenas aconteciam em Londres, e então toda a cor e a vida do Congo durante a infância do Tarzan e o seu retorno para visitar sua antiga casa. A cultura africana também se fez muito presente, o contraste rico com as sombras que o homem branco levaram até o continente.

A crítica a toda a exploração que aconteceu na África foi excelente! Um roteiro sensível e cheio de estaladas contra o monopólio e a escravidão e o tráfico, uma mensagem de repúdio ao que já aconteceu e de alerta para o que, convenhamos, ainda acontece muito.

Tarzan e Jane foram meus favoritos. Meu ship de infância numa tela de cinema, ganhando rostos e uma nova interpretação. Adorei a química e a interação entre os dois; o lado sorridente e vívido da Jane em contraste com o sombrio e selvagem do Tarzan, ainda que os dois se completassem e se entendessem tão bem. O modo como eles se conheceram e como se aproximaram e de repente eles estavam casados e eram tão unidos e eu só queria gritar porque QUE CASAL PERFEITO!




Eu achei que ia ficar muito incomodada com a situação "donzela em perigo" da Jane durante parte do filme - que o trailer deixa claro que vai acontecer - mas não, não foi incômodo, porque ela nunca esteve em perigo, e muito menos se portou como uma donzela precisando de ajuda. A força dessa mulher! A postura e a determinação e a coragem sem limites. Ela e o Tarzan são duas almas bravas e dois espíritos livres e eu quero chorar por todo o amor que existe entre eles. Um amor quieto, que não precisa de muitas palavras pra ser real, porque ele está ali e você está assistindo ele!

Bônus para a beleza exacerbada da Margot e do Alexander, porque, minha nossa, quem deixou duas pessoas tão bonitas contracenarem tanto assim?

Outros dois destaques do filme foram para o Christopher Waltz e para o Samuel L. Jackson. O primeiro interpreta o lorde à mando do rei, o filho da mãe que está tentando ferrar com tudo colocando a Jane, o Tarzan e todos os outros em perigo. As motivações dele foram egoístas, mas a atuação do Christopher foi tão magistral que te fizeram acreditar que ele realmente quis aquilo durante toda a vida dele. Que toda a sua existência tinha sido dedicada àquele momento. Que presença de cena esse homem tem!



Já o George, interpretado pelo Samuel L. Jackson, foi um alívio cômico forte e importante para a história. Ele tinha um motivo honroso para estar ali na África com o Tarzan, um motivo nobre para insistir tanto em seguir em frente, correndo pela savana para ajudar o rei da selva. Apesar das pontadas de humor - que, diga-se de passagem, foram hilárias e bem colocadas no roteiro - George era um dos mais bem guiados naquela aventura, e eu adorei todo o seu arco, principalmente o bromance que ele criou com o Tarzan.



Se você estiver com tempo, indico assistir A Lenda do Tarzan enquanto ainda está em cartaz. A trilha sonora é divina, as cenas são deslumbrantes, e tem romance, humor e ação nas medidas certas. É um filme nostálgico, mas também surpreendente. 

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COMENTÁRIOS

4 comentários:

  1. Apesar de gostar do desenho, eu não sou muito ligada nessas histórias da Disney, vejo uma vez só e pronto, mas já que o filme é um pouco diferente do desenho, acho que quando tiver chance vou ver :D ótima resenha!

    xx Carol
    http://caverna-literaria.blogspot.com.br/

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    1. Oi Carol, tudo bom?
      Eu sou daquelas que assistia Rei Leão 3 vezes por dia, e todas as outras animações da Disney nessa vibe :P ASHUUHASHUASHUASHUSAHUSA Amava Tarzan, então ver o filme foi nostálgico demais.
      Mas mesmo não conhecendo muito da história, vale a pena porque visualmente e o roteiro é um show à parte.
      Obrigada pela visita!

      Beijos,
      Denise Flaibam.

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  2. Um dos melhores aspectos do Legend of Tarzan é a sua produção visual. As fotos e efeitos especiais são lindas. As cores, por vezes, extremamente sóbrio, especialmente quando retratando Londres, o mundo civilizado ea tribo de Mbonga, e em outros casos preenchidos com cores vivas e brilhantes, como na floresta através das árvores, busca e flashbacks. Eu também gostei da química entre Margot Robbie e Alexander Skarsgard no filme.Há um cuidado pelo diretor nos detalhes, iluminação, brilho de certos aspectos da cena.

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  3. Gostaria de saber qual é o nome do navio que levou os pais do Tarzan

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