Resenha: Mr. Mercedes


Mr. Mercedes, trazido ao Brasil pela editora Suma de Letras, começa com o cotidiano inteligente que é a principal característica de Stephen King. Narrando o acontecimento que dá a história ao livro logo nas primeiras páginas, você se apega mesmo sem querer a personagens que não conhece e que sabe que não verá mais a partir dos próximos capítulos.

Sinopse: Nas frigidas madrugadas, em uma angustiante cidade do Centro-Oeste, centenas de pessoas desempregadas estão na fila para uma vaga numa feira de empregos. Sem qualquer aviso um motorista solitário irrompe no meio da multidão em um Mercedes roubado, atropelando os inocentes, dando ré e voltando a atropelá-los. Oito pessoas são mortas, quinze feridos.
Em outra parte da cidade, meses mais tarde, um policial aposentado chamado Bill Hodges é ainda assombrado por um crime sem solução. Quando ele recebe uma carta enlouquecida de alguém que se auto-identifica como privilegiado e ameaça um ataque ainda mais diabólico, Hodges acorda de sua deprimente e vaga aposentadoria, empenhado em evitar outra tragédia.
Brady Hartfield vive com sua mãe alcoólatra na casa onde ele nasceu. Ele adorou a sensação de morte sob as rodas da Mercedes, e ele quer aquela corrida de novo. Apenas Bill Hodges, com um par de aliados altamente improváveis, pode prender o assassino antes que ele ataque novamente. E eles não têm tempo a perder, porque na próxima missão de Brady, se for bem sucedido, vai matar ou mutilar milhares. 
Mr. Mercedes é uma guerra entre o bem e o mau, do mestre do suspense, cuja visão sobre a mente deste obcecado assassino insano é arrepiante e inesquecível.
Em outra parte da cidade, meses mais tarde, um policial aposentado chamado Bill Hodges é ainda assombrado por um crime sem solução. Quando ele recebe uma carta enlouquecida de alguém que se auto-identifica como privilegiado e ameaça um ataque ainda mais diabólico, Hodges acorda de sua deprimente e vaga aposentadoria, empenhado em evitar outra tragédia. Brady Hartfield vive com sua mãe alcoólatra na casa onde ele nasceu. Ele adorou a sensação de morte sob as rodas da Mercedes, e ele quer aquela corrida de novo. Apenas Bill Hodges, com um par de aliados altamente improváveis, pode prender o assassino antes que ele ataque novamente. E eles não têm tempo a perder, porque na próxima missão de Brady, se for bem sucedido, vai matar ou mutilar milhares.  Mr. Mercedes é uma guerra entre o bem e o mau, do mestre do suspense, cuja visão sobre a mente deste obcecado assassino insano é arrepiante e inesquecível.

Tudo inicia por causa de um assassino que atropelou inúmeras pessoas em uma fila para entrevistas de emprego, cujo caso ficou sem resolução por anos, mesmo após que o engarregado dele, Detetive Hodges, se aposentar. Ainda sim, ele não esqueceu o Assassino do Mercedes e todos os dias pensa sobre isso enquanto assiste programas de auditório na televisão e segura a antiga arma do pai, com pensamentos obscuros relacionados a suicídio.

As coisas mudam quando ele recebe uma carta de alguém que se diz ser o Assassino, incitando sua mentalidade cansada e negativa e convidando-o para um chat online onde poderão conversar sobre a desgraça cometida.  A partir disso, o Detetive, vendo o Assassino como alguém que admite ser orgulhoso e maníaco, volta a se envolver no caso e começa a busca por pistas e por quem seria o verdadeiro assassino.


Na história não temos somente o ponto de vista de Hodges, mas também o de Brady, um homem de 28 anos que mora com a mãe e tem sérios problemas psicológicos. Desde o começo sabemos que ele é o assassino, e essa é uma das partes mais interessantes da história: podemos ver qual a reação de um sobre as ações do outro, seus pensamentos e estratégias sobre esse jogo em que se envolveram, ver o assassino passar quase ao lado do detetive e ele não ter conhecimento disso. Fica-se ansiando o momento em que tudo será revelado.

Ele fica sentado à mesa do computador, no cantinho que chama de escritório, batucando com os dedos, pensando. Ele se dá conta de que raramente usa essa sala durante a noite. Se acorda às duas da madrugada e não consegue voltar a dormir, sim. Ele vai até lá e joga paciência durante uma hora ou mais, então volta para a cama. Mas costuma ficar na poltrona entre as sete e meia-noite, vendo filmes antigos no AMC ou TCM e enchendo a pança de gordura e açúcar.
Hodges é um homem mais velho, correto e de um raciocínio rápido e brilhante. Talvez por isso ele se sinta tão empolgado com o caso, pois o Assassino do Mercedes é um “competidor” à altura. Brady é completamente louco, psicopata e tem Complexo de Édipo. Então, além se vangloriar para si mesmo que matou todas aquelas pessoas com o Mercedes, seus pensamentos são totalmente doentios e muitas vezes preconceituosos, relacionados à vontade de matar quem lhe irrita, e coisas sombrias sobre sua mãe. Ele também é assombrado por fantasmas do seu passado e do presente, mas nada de remorso sobre as vítimas que fez, apenas problemas familiares, como um ocorrido que levou a morte do irmão mais novo e em como será grandioso seu último ato que matará milhares de pessoas.

A trama sempre se direciona pra um desfecho diferente, abrindo caminhos e fechando outros, cheio de acontecimentos, o livro não cansa e te faz ler rapidinho. É muito interessante ver os dois lados de uma questão, ainda mais sendo um deles um assassino louco. É como se Stephen King de fato tivesse entrado na mente de um e a passasse para as páginas da história.

Foi como se ele vivesse de novo por um tempinho. Só que, quando a vaca da Trelawney morreu, Frankie morreu com ela. Morreu de novo. - Eu nunca gostei mesmo de você – diz ele, olhando na direção da escada. Brady usa uma voz estranhamente infantil, final e aguda, mas não percebe. – E eu tinha que gostar. – Ele faz uma pausa. – Nós tínhamos. Ele pensa na mãe e no quanto ela era linda naquela época. Nos velhos tempos.

Os personagens secundários que aparecem são bem construídos e apesar de alguns terem papel importa na história, tive impressão de que só estavam ali para que o protagonista não levasse o crédito sozinho e que as características dele, como não saber lidar com tecnologia, tomassem mais evidência.

Às vezes, quando está chateado, Brady Hartsfield  refaz a rota de seu maior triunfo. Isso o tranquiliza. 

É um livro que você quer ler de uma vez e não consegue parar até que saiba o final, mas em certo ponto ele te cansa porque, para que tudo seja bem explicado e solucionado, precisa ter alguma enrolação, uma minúcia de detalhes que levam a isso e àquilo e o por quê. Quando finalmente tive a satisfação de chegar ao final, me vi extremamente frustrada com o autor, talvez agrade outras pessoas, mas a mim, ficou confuso e parece que todo o trabalho ao longo da leitura foi desperdiçado, mas como se trata de o primeiro volume de uma trilogia, é provável que a explicação venha nos próximos. 


Porque o Mr. Mercedes teve que observar os donos dos carros que tinha como alvo. Hodges tem certeza. Ele tinha que ter certeza de que estavam longe antes de usar sua parafernália para destrancar os carros.Ele os observou do jeito que está me observando, pensa Hodges.


Por fim, é uma história inteligente e que prende, principalmente quem se interessa por mistérios policiais e vilões bem construídos.  E sobre gênero, não é um livro de terror.

Ao contrário do que muitos pensam a respeito de Stephen King, ele não escreve somente terror, bom para pessoas que como eu que não apreciam muito esse gênero. Então quem ainda não conhece o trabalho do autor ou está curioso sobre a escrita de King em outras temáticas, por assim dizer, a escolha desse livro é validíssima!


Título Original: Mr. Mercedes
Autora: Stephen King
Editora: Suma das Letras
Gênero: Romance policial

Saiba Mais: Skoob | Saraiva | Buscapé

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COMENTÁRIOS

4 comentários:

  1. Oi Camila! Eu ainda não li, mas a trama parece ser muito boa e o fato de não cansar realmente ajuda na leitura! Que pena que no final das contas te decepcionou....

    Bjs, Mi

    O que tem na nossa estante

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    Respostas
    1. Olá!
      É uma pena mesmo, mas pelo menos foi só o finalzinho, porque o restante vale muito a pena, é um livro cheio de personagens engenhosos.
      Espero que goste quando for ler!
      Bjs

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  2. Oi Camila, acho que escolhi certo então. Estou com esse livro em casa e pretendo ler a obra ainda esse mês. Será meu primeiro contato com o mestre King. Espero gostar.
    Beijos
    [SORTEIO] Aniversário de 1 Ano: Livro - Perdida
    Quanto Mais Livros Melhor

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    1. Oi!
      Se você gosta de um pouco de mistério e suspense policial, junto com bons vilões, com certeza irá gostar. Só espero que não se decepcione tanto com o final quanto eu hahahaha!
      Bjs

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