Resenha: Magisterium - Chave de Bronze #MLI2017

Resenha: Magisterium - Chave de Bronze

O terceiro volume da saga Magisterium, intitulado A Chave de Bronze, foi o primeiro livro da Maratona Literária de Inverno que eu finalizei. E comecei com chave de ouro! Ou seria de bronze?
Sinopse: Call, Tamara e Aaron deveriam estar preocupados com coisas normais na vida de jovens aprendizes de mago. Ao invés disso, depois da assustadora morte de um de seus colegas de classe, eles devem rastrear um terrível assassino... e arriscar suas próprias vidas no processo. O trio terá que usar toda sua força e magia para combater o mal que está escondido no Magisterium. Mas, dessa vez, o Caos irá revidar.
A vida de Call segue seu ritmo inconstante depois de seu embate com o Inimigo da Morte - que, na real, não era o verdadeiro Inimigo. Com todos acreditando em sua mentira e com a ajuda dos amigos para encobrir tal fato, Call tenta seguir em frente e fingir que tem tudo sob controle, quando dúvidas e possíveis traições batem à porta. Sob risco de vida, o garoto retorna ao Magisterium para seu terceiro ano, mas as coisas por lá vão ficar mais sombrias do que ele esperava.
Fogo e terra, ar e água. É tudo uma coisa só, não são quatro, nem duas, nem três, mas uma. Onde não estão juntas, nada mais são do que pedaços incompletos.
A Chave de Bronze é um livro bem curto, por isso mantém um ritmo excelente do início ao fim. Mais uma vez, Cassandra Clare e Holly Black souberam trazer aquele clima de infanto-juvenil se desenvolvendo que eu gosto tanto. Já conhecemos os personagens muito bem a esse ponto, sabemos seus medos e os traumas que eles carregam por tudo que enfrentaram até agora. Call, principalmente, e seu melhor amigo, Aaron, são os principais no crescimento dessa saga - exatamente por serem únicos na própria história. Magos do caos, que ninguém entende perfeitamente, mas que fazem o possível e o impossível para ajudar. E é aí que sempre mora o problema.

Resenha: Magisterium - Chave de Bronze

Uma coisa que me deixa AAAAAA em livros do tipo é a negligência dos adultos. Harry Potter tem isso, Percy Jackson tem isso, cite qualquer saga infanto-juvenil grandiosa e eu vou te dizer: tem isso. Aquela ideia dos adultos de que as crianças são menos por serem crianças, que não sabem o que fazer por serem tão jovens e imaturos, e que suas ideias não são tão válidas ou consideráveis porque, de novo, são crianças. E aí quem faz a merda é sempre o adulto. Eles viram as costas para a ameaça e tratam a situação com uma normalidade que o momento não pede. Call está sob risco de vida e mesmo assim seus Mestres acham prudente jogá-lo em desafios ou em aulas mirabolantes que pouco fazem para desenvolver os poderes do garoto, só para confundi-lo ainda mais. E depois ficam arrependidos por terem cometido um erro!


Nessas horas eu até torço pra ele se tornar o vilão!
É isso que os heróis fazem, Call supôs. Correm direto para o perigo e nunca desistem. Call queria desesperadamente ir na outra direção.
Call continua um grande amor. Suas dúvidas e medos são relativas a tudo que ele vem enfrentando; aquela coisa básica de protagonista que não quer ser um peso na vida dos amigos, mas que acaba se tornando porque eles se importam demais com seu bem estar e não querem vê-lo morto - o que é bastante o cenário que Call está enfrentando aqui. Sua jornada e ligação com Constantine, o Inimigo da Morte, ganhou algumas revelações importantes nesse volume, coisa que vai ditar completamente o tom e o seguimento da história no livro que virá. Especialmente o final! Dois grandes acontecimentos me deixaram no chão gritando e eu não sei o que esperar de A Chave de Prata, penúltimo livro da série.
Mentalmente, Call colocou o Mestre Taisuke na categoria Não É Meu Fã. Era uma categoria em expansão.
Resenha: Magisterium - Chave de Bronze

Ao seu lado, sempre presentes, temos Aaron e Tamara. Aaron que, aqui, enfrenta menos de brilhantismo e estrelato e mais da desconfiança das pessoas. Enfim ele vivencia o que é ser um Mago do Caos aos olhos dos outros. A ideia do desconhecido, de ser tão poderoso e temido. Ele é só um garoto assustado, mas algumas coisas acontecem na história que acabam por jogá-lo como possível causador de uma tragédia. Call está ali por ele, disposto a brigar com quem for preciso para defendê-lo, mas com o tempo e com as lutas vem a desconfiança. Call luta entre confiar cegamente no melhor amigo ou se cuidar para o caso de haver alguma recaída, algo em Aaron que ele ainda não descobriu ou entendeu.
- As pessoas se lembram do Inimigo da Morte, mas se esquecem do homem que o fez quem ele era.
E Tamara, querida e sensata. Ela é a balança equilibrando os dois garotos, mantendo-os unidos e dispondo-se a fazer de tudo para que estejam a salvo. Eu gosto demais do relacionamento entre esses três e, apesar de torcer para Call e Aaron se tornarem um casal, amo a ideia de ver a Tamara e o Call junto. Principalmente porque o Call tem a auto-estima de um feijão e não consegue enxergar o quanto Tamara se importa com ele.
Será que algum dia poderia haver paz de verdade, Call pensou, uma vez que o Inimigo da Morte não está mesmo morto?
Os coadjuvantes têm bons momentos na história. Principalmente Jasper, Célia e o Mestre Rufus. São momentos que eclipsam o clima de tensão ou que contribuem para torná-lo ainda maior, e são bem encaixados no desenvolvimento da trama. Você tem aquela sensação de que não pode confiar em ninguém, não completamente. E aí quando as respostas chegam, elas estiveram bem ali desde o princípio!

Resenha: Magisterium - Chave de Bronze

De novo, apesar de ser um livro curto, ele é bem desenvolvido, então os capítulos passam em meio à adrenalina e boas cenas de ação, com revelações bombásticas e acontecimentos terríveis. Cassandra e Holly liberaram suas facetas mais cruéis para escrever esse volume, senhoras e senhores. Leiam isso com os corações preparados, porque a dor é grande!

A Chave de Bronze sustenta a qualidade da série e abre espaço para os dois volumes finais com um final assustador. Magia do caos pode ser o mínimo dos problemas para Call e seus amigos agora que as coisas começaram a ficar mais sérias; o interessante de Magisterium é como as autoras trabalham os plot twists. Mesmo quando você acha que as coisas se encaixam de determinada maneira, elas viram do avesso e te dão um tapa na cara, surpreendendo pelas respostas que estiveram tão bem escondidas.

Resenha: Magisterium - Chave de Bronze

Um livro maravilhoso e uma leitura altamente recomendada para fãs de Rick Riordan, J.K. Rowling e qualquer outro autor ou autora que saiba desenvolver uma boa aventura!

Título original: The Bronze Key
Autora: Cassandra Clare e Holly Black
Editora: Galera Júnior
Gênero: Infanto-juvenil
Nota: 5

Saiba mais: Skoob | Amazon

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COMENTÁRIOS

4 comentários:

  1. Oi, Denise!
    Eu tenho duas amigas que são loucas por essa série.
    Realmente essa negligência dos adultos me irritam demais. Por isso eu adoro quando eles quebram a cara.
    Beijos
    Balaio de Babados
    Participe do Sorteio de Férias: cinco livros, um ganhador!

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  2. Não conhecia essa série, gostei muito da resenha, vou anotar na minha listinha pra comprar.

    submersa-em-palavras.blogspot.com.br

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  3. Olá, Denise.
    Eu estou com esse livro na estante desde que lançou e tinha me esquecido dele até agora. Mas depois de ler sua resenha e de saber que tem essas revelações bombásticas acho que vou passar ele na frente dos outros. Eu comecei a ler essa série porque lembrava muito Harry Potter e ela acabou crescendo tanto que se tornou única. Espero gostar tanto quanto você gostou.

    Prefácio

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  4. Olá, tudo bem?
    Gostei da resenha. Deu pra ver que você curtiu mesmo a leitura :)
    Eu tenho o primeiro livro da série que ganhei em um sorteio. Mas até agora não consegui ler :P Quem sabe depois de tantos elogios (tudo bem que a outro volume hahahah) eu não me anime?
    Beijoooooos
    http://www.profissaoescritor.com.br/

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