Resenha: Garota Tempestade

Resenha: Garota Tempestade

Recebemos Garota Tempestade, o primeiro livro da série Jane True, em parceria com a editora Valentina e o que tivemos foi uma surpresa com a história que, mesmo se mantendo fiel ao gênero de Fantasia Urbana, traz um ritmo diferente e refrescante.
Sinopse: Mesmo tendo passado a vida inteira na pequena e conservadora cidade de Rockabill, Jane True, 26 anos, sempre soube que não se encaixava numa sociedade pretensamente normal.Durante um de seus clandestinos nados noturnos no mar congelante, desafiando um perigosíssimo redemoinho, uma descoberta terrível leva Jane a revelações surpreendentes sobre sua herança genética: ela é apenas meio-humana. Agora, Jane precisa penetrar um mundo de mitos e lendas, povoado por criaturas sobrenaturais, aterrorizantes, belas e até mortais. Características que também descrevem perfeitamente Ryu, seu novo “amigo” -- um vampiro poderoso, deslumbrante e hummm, aiii... muuuito SEXY. Nesse mundo, onde há um goblin advogado, um espírito de árvore maquiador, um súcubo dona de boutique, elfos diabólicos, homens inflamáveis, seres híbridos que se transformam em animais selvagens, nada é presumível. Que dirá um romance ao molho pardo. Mas atenção, nunca, nunca mesmo, esfregue a lâmpada do gênio. Entretanto, alguém está matando meio-humanos como Jane. A pergunta que não quer calar é: os assassinatos são fruto de uma mente doentia ou há um plano macabro para exterminá-los? Se você é fã de Sookie Stackhouse, meio-humanos, vampiros sedutores e criaturas sobrenaturais, então se prepare para mergulhar de cabeça nessa deliciosa série de urban fantasy.
Jane True é uma pária na pequena cidade de Rockabill, no litoral do Maine. Filha de uma mulher que chegou e desapareceu durante uma violenta tempestade, que nunca realmente se encaixou na comunidade, e com uma terrível culpa corroendo-a por uma tragédia no passado que ninguém na cidade a deixa esquecer, ela vive um dia por vez, contando apenas com a companhia constante do pai e a amizade sincera de Tracy e Grizzie, as donas da livraria onde trabalha.

Mesmo isolada, Jane ainda encontra pequenos prazeres na vida, como nada em sua pequena enseada secreta. Que ela faça isso mesmo no inverno e que goste ainda mais de nadar no mar durante tempestades, é apenas um detalhe. O problema mesmo é a insistência em ser ela a encontrar cadáveres no Sow, o quinto redemoinho mais poderoso do mundo, e que se encontra bem próximo a enseada de Jane.
Cadáveres deveriam ser como raios e nunca atingir a mesma pessoa duas vezes.
Embora ainda se culpe pelo primeiro corpo que encontrou lá, Jane sabe que não tem culpa por essa segunda morte, especialmente porque ele não morreu afogado e sim assassinado, com uma pancada na cabeça. Em uma rápida sucessão de eventos, Jane rapidamente se encontra no centro de um círculo muito próximo de criaturas sobrenaturais que habitam a cidade. E todas as coisas que ela sempre achou serem apenas peculiaridades finalmente fazem sentido quando ela descobre sua verdadeira natureza: como uma híbrida, Jane também faz parte daquela comunidade sobrenatural, e por ter sido ela a encontrar o corpo de outro híbrido, é a principal fonte de informação para Ryu, o investigador bonitão que a comunidade sobrenatural envia a Rockabilly para investigar a morte.

Desvendando o seu passado e caçando um assassino perigoso, Jane mergulha de cabeça no mundo que nem sabia existir. E o fato de que o interesse de Ryu por ela vai além do profissional só faz com que a experiência seja ainda mais alucinante.

Resenha: Garota Tempestade

Quando recebemos Garota Tempestade eu fiquei bastante empolgada, já que estou há muito tempo sem ler fantasia urbana do tipo - e estou morrendo de saudades! Com uma narrativa fluída e protagonista divertida, Nicole Peeler nos dá um universo repleto de criaturas mágicas que não são exatamente a imagem de suas representações cinematográficas, com aventuras mirabolantes e mistérios que abalariam o mundo se viessem a tona.

Jane True é uma protagonista bacana de se seguir. Embora seja uma pária na sua cidade e não costume confrontar seus tormentadores, ela ainda consegue ser divertida e ter uma mente agitada, ela é corajosa e curiosa, e bastante competente - por vezes fazendo o trabalho de Ryu por ele. Suas amigas na Morrer de Ler, a livraria onde trabalha, são excêntricas o suficiente em Rockabilly para formarem um trio em sintonia com Jane e toda a atmosfera de cidade pequena foi muito bem transposta no livro.
Mas a família True era feita de aço e agi com a mesma bravura e determinação que havia demonstrado na noite anterior, quando virei o corpo de Peter. Desmaiei e caí dura no chão.
A parte sobrenatural ainda é um pouco confusa. Por ser um mundo tão vasto, com tantas criaturas diferentes, recebemos bastante informação em um curto período de tempo - mas vale lembrar que a série tem 6 livros e, por tanto, tem muita coisa a ser explorada ainda. Gostei principalmente do fato de que não encontramos um triangulo amoroso propriamente dito nesse primeiro livro, mas temos os contornos clássicos de fantasia urbana para formar um, com pequenas alterações que o deixam mais interessante do que os demais.

Gostei muito da história, que envolve mistério, fantasia e erotismo, tudo em uma medida bem dosada, e que termina com um fechamento significativo - ou seja, se você não quiser continuar a história, Nicole Peeler não deixam grandes pontas soltas, só o suficiente para dar uma guinada para os próximos livros. A história principal se encerra muito bem. No entanto fica aqui a minha reclamação de que o meu ship não zarpou nesse livro! Vou precisar ler mais alguns para chegar lá...

Resenha: Garota Tempestade

O meu único problema com o livro foi o Ryu, que me fez rolar os olhos várias vezes e querer só estapear ele. E eu acho que isso é mais uma questão de gosto pessoal do que problema na construção do personagem? Eu não vi nenhum problemática real em cima dele, fora o fato de que não gostei dele.

Ryu, para mim, é a epítome da arrogância. Odeio a forma super confiante dele, como se fosse salvar o mundo, e a forma como Anyan o descreve, como obsessivamente ambicioso na sua carreira, só me fez desgostar ainda mais. Embora a Jane esteja constantemente citando os motivos porque gosta dele, eu não consigo deixar de ver que o relacionamento deles está única e exclusivamente baseado no fato de que ele foi o único cara que quis ela em oito anos.

Com a cidade toda contra ela, Jane não tem muito encontros. Não é como se muitas pessoas se mudassem para lá, ainda mais homens jovens e solteiros, mas quando o fazem, logo são avisados para se manterem longe dela. Por tanto, quanto Ryu aparece, tão bonito e charmoso, interessado em Jane, ela logo se entrega. Ele quer ela e ela realmente quer companhia depois de tanto ser privada, então não consigo ver esse relacionamento de uma forma positiva. Para mim foi muito por conveniência.

Resenha: Garota Tempestade

E isso, claro, tem tudo a ver com o fato de que eu achei o Ryu insuportável, com piadinhas que constantemente tentavam fazer ele parecer O cara e, embora Jane levasse tudo muito na esportiva e até mesmo cortasse o barato dele vez ou outra, eu ainda quero que ele desapareça da história. Jane está pronta para ser sua própria heroína, não precisa de você. Cai fora.

No mais, Garota Tempestade é uma boa leitura, divertida e de leitura rápida, que entretêm e entrega o que promete: um romance engraçadinho, atrevido e sobrenatural.

Título original: Tempest Rising, vol. 1 Jane True
Autora: Nicole Peeler
Editora: Valentina
Gênero: Fantasia Urbana
Nota: 3

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COMENTÁRIOS

4 comentários:

  1. Oi, Bianca!
    Morri com o nome da livraria hahahhaha
    Mirmã, por esse título eu nunca ia achar que era uma fantasia sem ser YA. É aquela da capa que nos engana.
    Pena que não foi de toda boa a leitura, mas o que importa é que dá pra passar o tempo.
    Beijos
    Balaio de Babados

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  2. Não conhecia o livro, mas a capa é tão linda, gostei da ilustração =)
    Gosto desse tipo de leituras mais leves, para ler entre outras mais pesadas. =)

    MRS. MARGOT

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  3. Oi Bianca, que capa mais fofa <3 e minha nossa Ryu parece um mala hehehehehe gostei de saber mais do livro, parece uma ótima leitura!

    Bjs, Mi

    O que tem na nossa estante

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  4. Oi, Bibs

    Quero abrir uma livraria e colocar o nome Morrer de Ler! Hahahahahahahha
    Juro que com essa capa pensei que se tratava de um livro infantil, muito fofinha!
    Espero que a parte sobrenatural seja melhor desenvolvida nas continuações. É o primeiro volume, né... então é até aceitável uma confusãozinha! Hahaha
    Já não gostei do Ryu, detesto personagem que se acha! Hahahahaha

    Beijos
    - Tami
    http://www.meuepilogo.com

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