Resenha: Capitolina vol. 1 - Queria Estar Lendo

Resenha: Capitolina vol. 1

Resenha: Capitolina vol. 1

Capitolina volume 1 foi publicado pela Editora Seguinte no ano de 2015 e é um compilado de textos, alguns já publicados e outros inéditos, falando sobre o universo feminino. O livro nasceu a partir da revista eletrônica, de mesmo nome, que é escrita por mulheres e pensada para mulheres, o tipo de coisa que a Eduarda de 12 anos teria amado encontrar, que teria ajudado a moldar um pouco a adolescente confusa que ela era. O tipo de livro que é um guia para toda garota; que não apenas nos mostra um mundo de possibilidades e informações, mas que nos pega pela mão e nos acompanha enquanto faz isso.
Sinopse: Textos escritos e ilustrados por garotas que buscam representar todas as jovens, inclusive as que não se encaixam nos moldes tradicionais da adolescência A revista on-line Capitolina surgiu em 2014 como uma alternativa à mídia tradicional voltada ao público feminino adolescente. Sua proposta é criar um conteúdo colaborativo, inclusivo e livre de preconceitos, abordando temas como relacionamentos, feminismo, cinema, moda, games, viagens e muito mais. Esta edição reúne os melhores textos publicados em um ano de revista, além de vários artigos inéditos e atividades interativas, para que cada leitora também ajude a construir o livro. As jovens vão encontrar conselhos, dicas, reflexões, muito apoio e, principalmente, a sensação de que não estão sozinhas.
A importância de um livro assim está nas lições que ele ensina, na companhia, nas palavras que poderiam ter vindo de uma amiga ou de uma garota mais velha e mais sábia a quem tanto admiramos.

Lembro de ter aproximadamente uns 12 anos e estar cheia de dúvidas sobre as mais distintas coisas, sou filha caçulas e tenho uma diferença de mais de 10 anos com a minha irmã, então embora eu tivesse acesso a elas, de alguma forma alguns assuntos não pareciam certos para ser discutidos em casa. Algumas descobertas pareciam dever ser feitas entre amigas, com garotas da minha idade e que estavam passando pelo mesmo que eu. Éramos um grupo de meninas, ou as vezes apenas uma dupla, descobrindo as coisas sobre o mundo através de informações picadas ou descobertas secretas. 

Resenha: Capitolina vol. 1

Foi assim que eu comecei a ler aqueles livros estilo "coisas que toda garota precisa saber" e embora alguns deles fossem ótimos, eu realmente aprendi coisas interessantes sobre sexo e o meu corpo (e até mesmo que aquela besteira de absorvente íntimo tirar a virgindade era pura mentira), mas quando se tratava de falar sobre como eu me sentia, sobre o que era ser uma adolescente, algo sempre faltava. 

Os livros falavam de pertencer a grupos, sobre tipos de garotos, mas eu nunca me encaixei em algum dos grupos e os garotos do meu colégio definitivamente não faziam aqueles perfis. Faltava a alma jovem, faltava a compreensão sobre o que é ser uma menina de 12 anos descobrindo sobre o mundo e, principalmente, sobre si mesma. E foi exatamente isso que eu encontrei em Capitolina.

Ler este livro foi como estar sentada em uma roda de amigas conversando sobre as mais variadas coisas, naquele melhor tipo de conversa que é quando você pula de um assunto para o outro, falando das coisas mais bobas até as mais sérias, em um momento discutindo sobre Harry Potter e no segundo seguinte sobre como é importante aprender a amar nossos corpos como eles são. 

Capitolina foi um retorno ao meu eu adolescente, um reencontro com o meu eu de cinco anos atrás, e um questionamento ao eu do presente. Foi conversar com todas as meninas que fizeram parte desse trabalho, aplaudir suas diferenças e ainda assim ser capaz de encontrar em cada uma delas um pedacinho de mim.

Resenha: Capitolina vol. 1

Livros como esse são importantes, necessários. Os textos tratam dos mais diversos assuntos; alguns deles um tanto quanto difíceis - como o ato da autoflagelação e a aceitação do próprio corpo -; outros mais leves como um conselho bom de amiga; tem aqueles que buscam incitar um olhar ao próximo e também os que incentivam um olhar para dentro; certos textos falam sobre romance, outros sobre viagem, muitos falam de representatividade, mas o meu favorito fala sobre cada uma delas, sobre sua ligação com o passado e sua percepção do presente. 

Capitolina foi uma leitura linda e que eu desejo que toda garota possa um dia ler, seja com 12, 17 ou 25 anos. Pois este é um livro para não se andar só; um livro para sempre se ter um grupo de amigas, um lugar seguro onde não existe julgamento ou depreciação, uma irmandade.

Título original: Capitolina, volume 1
Editora: Seguinte
Gênero: Revista | Feminismo
Nota: 4
Skoob

GOSTOU DO LIVRO E QUER AJUDAR A MANTER O BLOG? ENTÃO COMPRE PELO NOSSO LINK!

Share this:

, , , ,

COMENTÁRIOS

6 comentários:

  1. Oi, Eduarda!
    Eu já vi a capa desse livro várias vezes e sempre ache linda.
    Eu já conhecia a ideia do site, mas nunca me interessei muito pelo livro. Acho que por não saber mais sobre o que ele se tratava. Depois da sua resenha, ele já foi parar na wishlist! Pois me vi em você, quando disse sobre os livros que leu na adolescência.
    Beijinhos,

    Galáxia dos Desejos

    ResponderExcluir
  2. Olá, Eduarda.
    Bate aqui porque passei por isso também. Tenho duas irmãs, uma é onze anos mais velha e a outra vinte por isso nunca teve nem amizade entre a gente. Por isso acho que vou me identificar com o livro. E vou aproveitar e dar de presente. Excelente dica.

    Prefácio

    ResponderExcluir
  3. Oi, Eduarda!
    Confesso que quando esse livro saiu, eu não era muito entendida no empoderamento e afins, então nem prestei muita atenção. Mas agora eu já tenho ideias formadas e quero sim ler esse livro.
    Beijos
    Balaio de Babados

    ResponderExcluir
  4. Que triste saber isso sobre você.
    Eu não tive irmãs, então cresci só.
    Fiquei bem curiosa para saber as lições que esse livro passa. Certamente é para deixar a gente analisando nossas vidas.

    Abraços,
    Naty
    http://www.revelandosentimentos.com.br

    ResponderExcluir
  5. Oie Eduarda =)

    Sou filha única e até pouco tempo tinha dificuldade em ter amizade com outras meninas, pois sempre me sentia deslocada por não ser do tipo que gosta de sair para as baladas, esse tipo de coisa.

    Hoje tenho poucas amigas e sei o quanto é importante essa solidariedade feminina, pois infelizmente a mulher é a primeira a julgar outra mulher. Seja pela roupa ou por suas atitudes...

    Muita coisa já mudou, mas infelizmente muita coisa ainda precisa mudar.

    Beijos;***
    Ane Reis | Blog My Dear Library.

    ResponderExcluir
  6. Simplesmente amei essa capa!

    Se quiser participar, estou sorteando alguns livros lá no blog: http://www.cobaiaamiga.com/2018/05/sorteio-de-livros.html

    ResponderExcluir

Deixe seu comentário, sua opinião é sempre muito bem-vinda!