Resenha: Tempestade de Guerra - Queria Estar Lendo

Resenha: Tempestade de Guerra

Resenha: Tempestade de Guerra

Tempestade de Guerra é o volume final da saga A Rainha Vermelha, da autora Victoria Aveyard. A Editora Seguinte trouxe a publicação simultânea aqui para o Brasil e cedeu esse exemplar para resenha. Através de estratagemas políticos geniais e com um ritmo carregado de adrenalina, Victoria entrega aos leitores o melhor livro da quadrilogia.
Sinopse: Mare Barrow aprendeu rápido que, para vencer, é preciso pagar um preço muito alto. Depois da traição de Cal, ela se esforça para proteger seu coração e continuar a lutar junto aos rebeldes pela liberdade de todos os vermelhos e sanguenovos de Norta. A jovem fará de tudo para derrubar o governo de uma vez por todas — começando pela coroa de Maven. Mas nenhuma guerra pode ser vencida sem ajuda, e logo Mare se vê obrigada a se unir ao garoto que partiu seu coração para derrotar aquele que quase a destruiu. Cal tem aliados prateados poderosos que, somados à Guarda Escarlate, se tornam uma força imbatível. Por outro lado, Maven é guiado por uma obsessão profunda e fará qualquer coisa para ter Mare de volta, nem que tenha que passar por cima de tudo — e todos — no caminho.
Na trama, a guerra chegou. Com ela, as alianças e separações. De um lado, o reinado sombrio de Maven Calore e de Iris Cygnet, a rainha ninfoide que tem o controle sobre as águas e muitas pretensões de não se deixar sombrear pelos caprichos de Calore. Do outro, Mare Barrow, a Guarda Escarlate e o dito verdadeiro rei de Norta, Tiberias Calore.

Ele fez uma escolha; a coroa em vez do coração da garota que diz amar. E Mare deu as costas a ele por isso, porque ele é um prateado e não parece disposto a se curvar às vontades dos oprimidos - do povo de Mare. Em meio a essas maquinações políticas, o cerco da guerra se fecha e uma tempestade ascende sobre Norta. Uma tempestade que pode ser tanto uma revolução quanto a destruição total de tudo que existiu.

O final digno que eu estava esperando bateu todas as minhas expectativas e me deixou gritando do começo ao fim. Foram 699 páginas de muita ação, traições e reviravoltas emocionantes. Desde Corte de Asas e Ruína que eu não surtava tanto com um livro; Victoria sabia exatamente onde pisar e como falar pra me deixar com os nervos a flor da pele.

O livro foi todo construído em cima da ideia da guerra; das diferenças, das oposições, das ideias retorcidas de alguns contra os ideais revolucionários de outros. Tempestade de Guerra é uma bíblia de estratégias políticas e plot twists arrepiantes. As batalhas acontecem nas salas de reuniões, sob as diversas coroas batalhando pelo controle e, acima de tudo, no sonho de construir uma nova Norta, uma que não rebaixe seus moradores pela cor de seu sangue.


Resenha: Tempestade de Guerra

E foi construído em cima do poder feminino. Essa é uma guerra de rainhas; vermelhas, prateadas, sanguenovas. Um conflito baseado em tipos opostos de forças e de escolhas, todas erguidas à voz de mulheres imperiosas.
- Rainhas também podem lançar sombras.
Minha parte favorita em todo livro foi o desenvolvimento desses embates. Desde os silenciosos, através de olhares e pensamentos e posturas, até a maneira com que os personagens reagiam às situações, como tomavam decisões, como moviam as peças no tabuleiro da guerra. Não existe um único personagem completamente certo, um único motivo totalmente nobre, uma única maneira correta de desenvolver o curso desse conflito. Mas existe a ordem e a justiça da Guarda Escarlate e existe o lado dos prateados, ainda guiados pela ideia de supremacia e de controle. E foi maravilhoso ver o poder nas mãos dos vermelhos; poder de decidir, de recuar, de erguer as suas vozes e mostrar aos opressores que podiam derrubá-los tão rápido quanto haviam ajudado todos eles a se levantar.

Mare é uma força imbatível, mas minha relação com ela sofreu grandes abalos dentro da história. Acho que, de todos os personagens, seu desenvolvimento foi o que a Victoria mais falhou em evoluir. Ela ainda é uma das minhas protagonistas de distopia favoritas, mas algumas de suas atitudes soaram imperdoáveis. Todas elas relacionadas ao seu coração; quando era movida pela família, pelo sangue, pela justiça, Mare carregava poder e ordem e era uma representação da luta dos vermelhos.

Resenha: Tempestade de Guerra

Gostei muito das suas interações com quase todos os personagens; Farley e Kilorn, principalmente, e o primeiro-ministro Davidson. Todos eles dividiram diálogos poderosos e questionamentos importantes para o andar da trama. Mostraram a Mare seus erros e acertos, fizeram com que ela se policiasse mais dentro da guerra.
- Pare de choramingar, Calore. Você forjou sua própria coroa. Agora use-a. Ou desista.
Quando se deixava abater pelos sentimentos, ai foi o meu problema. A narrativa enfraqueceu muito a Mare por causa do seu coração e eu acho isso imperdoável; você tem a construção de uma guerreira rebelde imperiosa, que não se dobra para ninguém, para nenhuma coroa ou troféu, e vai se dobrar pelo coração? Ainda mais um que envolve tanta injustiça e hipocrisia? Ah, me poupe. O Cal é nojento e eu esperava mais da Mare em muitas das cenas em que eles interagiram. O troféu de papel de trouxa dela estava separadinho aqui; por sorte, algumas coisas no final reverteram isso. Foi muito coerente e estendeu uma trilha de crescimento ainda maior do que o que a Mare já tinha seguido até então.

Resenha: Tempestade de Guerra
- Não me olhe assim, Tiberias. 
- Não me chame de Tiberias. 
- É o nome que você escolheu.
Como já mencionei o Cal, vale um parágrafo para explicar o meu desprezo infinito por esse cara. A decisão dele ao fim de A Prisão do Rei mostrou muito do seu caráter (a falta dele, no caso). Diferente de Maven, que é um monstro e ponto final, Cal se dobrava em desculpas e justificativas ridículas e ínfimas para mascarar sua hipocrisia.


Ele é um prateado como qualquer outro e, com a chance de fazer algo diferente, escolhe o conforto e o conhecido por medo do que o revolucionário pode trazer. Eu quis cuspir na cara dele durante todo o livro. TODO O LIVRO. O final não mudou nada, só piorou. Ele é o personagem mais esdrúxulo e mais asqueroso dessa série; bem construído e desenvolvido, sim, mas um duas caras que não merece o chão em que pisa.
- Guerras não podem ser vencidas apenas por rostos conhecidos. Não importa quão brilhante a bandeira, quão alto o mastro. Precisamos de exércitos.
Evangeline Samos ganhou destaque como a melhor coisa que essa série já viu. Seu arco foi tão perfeito, bem pontuado, cheio de reviravoltas impactantes que eu quase fico sem palavras para explicar o quanto me apaixonei por cada capítulo seu.
Sou magnetron. Reconheço aço quando vejo. E ela tem aço nos ossos.
A prateada magnetron é de um poder, uma voz, uma presença difícil de descrever. Uma jovem mulher ciente de sua força, de quem e como pode influenciar. Uma garota assustada com as possibilidades, ansiosa pela liberdade, nervosa quanto a servir sua família e provar seu valor. Ela sabe que é uma peça nesse jogo de poder, sabe que está ali para seguir ordens, mas existe uma voz em sua consciência e coração que pede por mais. E, aos poucos, Evangeline talvez se dobre a ela. Seu arco é tudo sobre as chances, sobre se agarrar às coisas impossíveis e encontrar pequenas esperanças dentro delas. Seu coração pertence a uma garota que não pode ter, seu futuro, a uma coroa que não deseja mais. São conflitos pertinentes e muito bem desenvolvidos pela autora durante toda a história da Evangeline.

Resenha: Tempestade de Guerra

E o final dessa personagem, meu pai é terno. Eu rolei pelo chão porque foi um dos melhores finais que já li; só achei que a Victoria falhou em não dar um POV para ela depois de tudo. Eu gostaria de ter lido um pouco dessa magnetron furiosa e destemida depois de tudo que ela decidiu fazer.

Outra figura feminina de grande destaque foi a rainha Iris, esposa de Maven. Uma ninfoide (controladora das águas) que é uma força da natureza por si só. Diferente de Mare, que é a justiça e a igualdade, e da Evangeline, que é a dúvida e a fúria, Iris é perigosa. Mortífera. Opressora, inclusive. Ela é uma prateada da cabeça aos pés e não dá pra sentir muita simpatia por seus ideais e sonhos - ela é como outros reis e rainhas antes dela, ansiosa para manter a ordem das coisas, por dobrar os vermelhos ao seu poder. Mas é uma personagem feminina tão bem escrita que é impossível não se admirar e impressionar com todas as suas cenas.

Junto à mãe, a rainha de Lakeland, Iris tem momentos gloriosos. Como eu disse, esse é um livro guiado por suas mulheres, por todas as diferentes vozes e ideais, sejam as justas ou as tiranas. As ninfoides de Lakeland são erradas, mas são inquebráveis. Não se curvam ou dobram perante ninguém.

A relação da Iris com o Maven é muito disso. De como ela se mantém nas sombras para que ele não veja seu real poder, porque existe mais em Iris do que ela quer que as pessoas desconfiem. O poder é dela para usá-lo como deseja.

Resenha: Tempestade de Guerra
Meu irmão e eu temos algumas coisas em cmomum, no fim das contas. Ambos queremos a coroa e ambos estamos dispostos a sacrificar qualquer coisa para tê-la. Mas pelo menos eu, nos meus piores momentos, quando a miséria ameaça me sufocar, posso culpar minha mãe por isso. Quem ele pode culpar?
Maven, inclusive, outro dos melhores personagens da saga. Desde o começo do livro até o fim, Victoria manteve seu ritmo incerto e sua postura rígida e destrinchou um arco soturno e ainda mais perturbador para o jovem rei quebrado. Maven é um monstro criado por outro monstro; é possível compreender suas decisões e o que o move porque ele não existe, de fato. É tudo maquinação da rainha Elara.


Maven é a consequência de uma tirana. Ele anseia pelo poder porque a voz de sua mãe exige isso, segue os caminhos sombrios porque não foi lhe dada nenhuma outra escolha. Eu amo esse personagem porque mesmo tão caótico, é possível sentir empatia. Diferente de Cal, Maven não nega que seu sangue e seus privilégios fizeram dele essa criatura mortífera, ansioso pelo controle. Diferente de Cal, dá para entender quem é Maven de fato.
- Vocês se sentem tão ameaçados pelo povo em que cospem que não podem nem conceder algo simples como a liberdade?
Farley, Kilorn, Davidson, Julian, os pais de Evangeline, os apoiadores da rebelião, os apoiadores do trono prateado. São tantos, tantos personagens e todos muito encaixados na trama principal que não dá pra falar de cada um. Só posso garantir que a Victoria entrega tudo impecavelmente e dá o tom e as decisões exatas para cada um deles.

Ação não falta para equilibrar com todas as cenas de estratégias e reuniões e tramoias políticas. A autora sabe como escrever uma batalha de tirar o fôlego, sabe como entregar a fúria de seus guerreiros da melhor maneira. As cenas da Mare e da Evangeline quando em batalha, inclusive, me deixaram sem ar. Era adrenalina pura escorrendo pelas palavras, nos levando até a tempestade e a guerra e à tensão incerta que conduzia aqueles embates.
A eletricidade não tem piedade. E nem eu.
Os destinos dos personagens foram muito satisfatórios; com exceção do meu comentário sobre ter sentido falta de um POV diferente ali no fim, achei que os caminhos escolhidos pela Victoria foram corajosos e encaixaram perfeitamente com o que os personagens construíram para si no decorrer da série.

A edição da Seguinte está perfeita, como sempre. Um livro impecável, com uma tradução bem feita e diagramação ótima.

Resenha: Tempestade de Guerra

Vi muitos comentários sobre o fim aberto que Tempestade de Guerra teve e vou fazer minha colocação sobre isso: era necessário. Essa não é o tipo de história que termina com um felizes para sempre, com uma resolução fácil e perfeita sobre o que o mundo deles se tornou.

Essa guerra nasceu de uma rebelião, e rebeliões são construídas em cima de mudanças. Mudanças demoram a acontecer, levam tempo a se estabelecer, a ganhar forças. A guerra transformou o mundo da Rainha Vermelha, deu espaço para esperança e para incerteza, e por isso é um final tão bem encaixado em tudo que essa saga prometeu.
- Mire e atire, pai. Não hesite. Os prateados não hesitam.
Foi um adeus e a promessa de que coisas grandes ainda podem vir. Não foi um fechamento, foi um recomeço. E por isso foi tão perfeito.

Título original: War Storm
Autora: Victoria Aveyard
Editora: Seguinte
Gênero: Distopia
Nota: 4,5 +
Skoob


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COMENTÁRIOS

25 comentários:

  1. Olá! Só pela descrição do perfil já virei seguidora. É, eu só queria dizer isso mesmo, porque você não pode mudar isso! Hahaha.
    Então, a segunda confissão que tenho a fazer é: não li seu post.
    Mas juro que foi por uma boa causa, que agora me faz confessar outra coisa: ainda não li a série. Hahaha.
    Ok, sei que estou perdendo tempo, mas ainda nem comprei um livro sequer da série. Mas, outra confissão, não é por falta de interesse. Fiquei esperando todos os livros saírem, mas agora já não posso mais dar desculpas, né?
    O que posso falar de seu post é que ele está imenso e, por isso, tenho certeza de que deve estar maravilhoso. Mas, sabe o medinho de pegar um spoiler? Pois é. Enfim, adorei as fotos também, se vale dizer. Haha.
    E já termino por aqui dizendo que lá vai minha última confissão:
    queria MESMO estar lendo.
    Adorei isso! <3

    Abraços,
    Sâm
    Blog Escrituras da Alma

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    1. Oi, Sâmela!
      Que comentário mais amor! Bem-vinda ao blog! Fico muito feliz por saber que curtiu a premissa do nosso 'título' :P é bastante identificável pra nós leitoras, né?
      Entendo perfeitamente sobre não ler resenha de série que vai acompanhar, eu costumo fugir também. Mesmo sem spoilers, a gente acaba pegando um ou outro no texto e estraga a surpresa. Garanto que o livro é maravilhoso e os surtos vão fazer valer a pena!

      Beijos.

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  2. Olá...
    Confesso que li seu post por alto, pois, em breve estarei lendo esse livro e estou morrendo de medo de pegar spoiler kkk... Amo demais essa série, a autora criou personagens femininas incríveis e estou louca pra saber tudo que se passa nesse volume!
    Gostei de saber que você gostou do final e espero que tenha a mesma opinião que você ;)
    Bjo

    http://coisasdediane.blogspot.com.br/

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    1. Oi, Diane!
      Entendo totalmente, relaxa! Vou aguardar teus comentários sobre o livro porque quero conversar com todo mundo sobre essa lindeza JKANSBFUOASBUOASGBGUOU
      As personagens femininas da Victoria, minha deusa amada. Eu amo uma série de livros e é esta.

      Beijos!

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  3. Oi De,
    Queria amar essa série como você. Mas para mim, não funcionou. :(
    Uma pena mesmo, porque estou amando fantasias ultimamente. Tanto que comecei a série do Trono de Vidro pq preciso superar a Corte. Hahahaha
    Aliás, para te responder: sim, AMO NESSIAN!!!!!!!!!❤️ Hahahaha
    Beijos
    http://estante-da-ale.blogspot.com/?m=1

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    1. Oi, Ale!
      Ahh que pena que tu não curtiu tanto </3
      Mas aaaaaaaa que amor vai começar Trono de Vidro, segura esse coração aí porque é só tiro, porrada e bomba no emocional.
      NESSIAN É VIDA!

      Beijos.

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    2. Mas como você vai superar Corte lendo Trono de Vidro? Vc vai ficar muito pior kkk
      Amo demais essas duas sagas

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  4. Oi, Denise
    Eu não me interessei pela série mesmo tendo A rainha vermelha lá em casa. Na verdade leio pouquíssimas distopias e se elas não me chamam atenção logo de cara, dificilmente iria conseguir ler a série como um todo, por isso mesmo com todos os comentários positivos, eu acho que passaria a indicação.
    Beijos
    http://www.suddenlythings.com/

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    1. Oi, Mi!
      Se não curte o gênero é realmente complicado se aventurar nesse tipo de leitura, sei como é. Faz parte!

      Beijos.

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  5. Olá, Denise.
    Como não li o livro ainda estou fugindo de saber alguma coisa sobre o final, mas quem consegue fugir de ler mais sobre o assunto hehe. Que bom saber que gostou de tudo. Eu fiquei meio ressabiada quando vi esse negócio de final aberto, mas agora entendi o que a autora fez. Eu amei o primeiro livro, mas achei que a história foi decaindo um pouco e principalmente a Mare me deu nos nervos no ultimo livro. E o Cal? eu gostava dele. Mas enfim, espero gostar do livro. E parabéns pela excelente resenha.

    Prefácio

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    1. Oi, Sil!
      UHASUHSAUHASUHASUHASUHASUH eu tava fugindo e tomei dois spoilers enormes na cara nessa fuga, foi meio triste </3 mas a resenha tá spoiler free, pode ficar sossegada.
      Cara, também estava receosa quando vi as críticas sobre o final, mas foi um final aberto fechado. Se é que isso faz sentido pra se explicar UHUHASUHASUHASUHSAUH as pontas principais foram amarradas, mas, como eu disse, é uma guerra. Não sei o que o pessoal estava esperando pro fim, porque um fechamento definitivo só rolaria com um salto temporal gigantesco. Ficaria tosco e fantasioso demais se ela acabasse com o 'felizes para sempre'...
      O Cal, ai ai. Tu viu meus gifs né? ASUHASUHASUHASUHASUHAS
      Espero que tu curta também. Vou aguardar a resenha!

      Beijos.

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  6. Oi, Nizz!
    Menina, eu até queria ter esse encanto por essa série, pra realmente voltar a ler, mas aí lembro de Espada de Vidro e eu brocho total.
    Beijos
    Balaio de Babados

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    1. Oi, Lu!
      Ahhh que pena que tu não curtiu o 2 ç_ç foi ele que me animou a continuar a série, porque o primeiro tinha sido meio xinfrinzinho. Mas faz parte!

      Beijos.

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  7. Oiii Denise

    Vc arrasou nessa resenha, juro que vibrei com cada palavrinha aqui, porque estava com medo de ler esse livro. Todo mundo falando desse final mais aberto, criticando, gente dizendo que foi decepcionante, ah tudo isso me intimidava, mas depois dessa resneha como não me lançar com tudo???
    Maven eu amo. Desde que foi se revelando achei um personagem tão peculiar, magnético à sua maneira e dotado de um temperamento tão imprevisivel que foi impossivel não torcer um pouco por ele, principalmente se for pesar do outro lado da balança o sem sal estúpido do Cal. Estou de acordo em número, gênero e grau, duas caras desprezível, não me conformo como pode ser tão traíra.
    Mare já até imagino que segue fazendo das suas, mas ao fim e ao cabo, ainda gosto dessa garota, e Evangeline é Top pra mim desde a terceira parte, só posso esperar o melhor dela nesse final que PRECISO ler urgentemente!

    Beijos

    www.derepentenoultimolivro.com

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    Respostas
    1. Oi, Alice!
      AAAAAAAAA fico muito feliz por você ter gostado assim da resenha! Quanto mais amo o livro, mais difícil é de falar sobre ele. Fiz o melhor possível KJNASUOFSABGAGSAU
      Cara, fiquei bem surpresa quando li o final e era tão bom e tava todo mundo criticando?? Não é o tipo de final aberto tosco, é bastante coerente dentro de tudo que a Victoria construiu pra série. É o que mais combina com ela, aliás. Qualquer outro final teria ficado bem artificial no contexto.
      MAVEN MOZÃO QUEBRADO </3 Concordo plenamente com tudo que disse especialmente sobre o Cal. Diferente do mais velho, pelo menos o Maven sabe que é um monstro.
      A Mare apesar dos pesares e de umas ressalvas ainda é uma boa protagonista. Só acho que ela merecia mais em algumas cenas do que a Victoria fez... E A EVANGELINE, QUE MULHERÃO PODEROSA!
      Vou aguardar tua resenha!

      Beijos.

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  8. Concordo com quase tudo! Mas preciso discordar Da opinião sobre Cal. Depois de morar com os vermelhos e lutar lado a lado, ele só aceitou ser rei sob a condição de mudança, inclusive acabando com o trabalho forçado nas cidades fabris. Era o suficiente? claramente não! Mas mostra que ele não queria ser apenas mais um rei prateado que iria oprimir e mandar o povo pra guerra para manter controle. De novo, não era o suficiente, mas, era mudança.
    E é compreensível ele querer ser rei. Assim como Maven era produto da mãe, Tiberias era um produto do pai. ele foi criado pra governar Norta. e no momento que ele percebeu que podia ser mais, que a mãe esperava mais dele, ele percebeu que ele não precisava cumprir as expectativas do pai morto. Acho que ele foi bem construído. Queria ele mais maleável, mais meloso, mais entregue, pra que eu realmente conseguisse ver esse amor dele pela Mare, mas, entendo o personagem e a ambição. Assim como amei vê-lo deixar tudo e ser melhor, como a mãe queria.
    Quanto à Mare e Cal: também gosto de como foi construído nesse livro o relacionamento deles. Mare precisava de um amor para ser mais humana, mais palpável. Quer dizer, Diana teve Shade e a filha para humanizá-la, Mare precisava do Cal. A família dela não cumpriu esse papel de forma eficaz, já que ela no segundo livro reagiu daquela forma depois da morte de Shade. E bom, Evangeline (MELHOR PERSONAGEM DE TODOS) largou tudo pelo amor, por que Mare não podia fraquejar? Acho compreensível. Ela fraquejou mas continuou a lutar pelos objetivos até alcançá-los. Se tem uma coisa que Mare mostrou em relação ao relacionamento com Cal é que ela é gente como a gente. Só queria ela um cadinho menos trouxa hahahahahaha
    Não gostei tanto dos POV de Íris, mas a personagem era fodona. Eu só não tava muito interessada em Lakeland mesmo rs
    De resto, sem dúvida esse é um livro de mulheres fortes e fodas. Elas mandam na história e gostei do final, afinal Mare só tinha 18 anos e foi peça principal em uma revolução. É um livro escrito por uma feminista e se acabasse com um casamento com uma personagem de 18 anos, seria decepcionante.
    Eu só queria que a morte do Maven ficasse mais clara. eu juro que não entendi como a Mare o matou quando ela tava quase morta, mas, eu li o livro em inglês, talvez tenha perdido algo...
    É isso!

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    1. Oi, Natali! Tudo bom?
      Então, sobre o Cal: ele usa discursos muito convenientes quando a gente está ali contemplando que na real tá se acovardando demais pra fazer qualquer mudança. Tanto que, quando foi dada a ele a opção de continuar com os vermelhos ou seguir as leis prateadas, ele deu as costas para os vermelhos. E o livro deixou BEM CLARO que ele só aceitou o retorno dos vermelhos porque estava completamente encurralado. Não é o tipo de personagem que faria mudanças por honra ou porque acha certo; ele não aceitou fazê-las. Ele foi forçado a fazê-las. Isso mostra muito da falta de caráter e de como ele é só mais do mesmo entre os privilegiados.
      Quando teve a chance de erguer a voz contra a opressão do próprio povo ele se acovardou; e ele tinha uma carta gigantesca na manga que era a Guarda e a república. Ele tinha um exército gigantesco pra usar e revolucionar tudo. Tinha a chance de construir um poder muito maior que o dos ninfoides e acabar com a guerra. E preferiu o tradicional a uma mudança. Aquela história de "ai vou dar mais salários e vai ficar tudo bem" é quase um discurso de "agora que a gente criou as cotas raciais considere a dívida histórica paga", sabe? É ridículo ele achar que tudo ficaria bem porque mudou um pouquinho do que os vermelhos eram forçados a fazer. A jornada de trabalho absurda ainda existiria. A submissão pela cor do sangue e o preconceito também.
      Como eu disse na resenha, acho o Cal muito bem construído. A Victoria desenvolveu ele de acordo com o que havia estabalecido e por isso é um bom personagem. Mas não o chamo de herói ou de bom moço porque ele não é. Não é um bom rei, tampouco. É hipócrita e bastante conveniente. Quando era conveniente ficar ao lado dos vermelhos, ficou. Quando pareceu mais fácil seguir o que já existia, seguiu. E só aceitou as mudanças no fim porque estava entre a cruz e a espada e se acovardou em enfrentar os ninfoides sozinho - até porque sabia que ia perder.
      Sobre a Mare, discordo. Eu não acho que o amor do Cal foi motivação pra nada além de frustração no desenvolvimento da própria personagem. Não coube, pra mim, acreditar que a Mare daria as costas para os vermelhos e para a própria honra por um cara - e um cara que deu as costas pra ela por uma coroa. A Victoria já tinha estabelecido que a personagem era essa força revolucionária e que era movida pelo senso de justiça e de vingança. Achei bem falho da parte da narrativa dar esse declínio pra Mare porque o fim de A Prisão do Rei tinha estabelecido algo bem impactante - até a metade do livro eu estava gostando MUITO da postura dela, mas depois foi só decepção.
      Aliás, uma coisa que eu DETESTEI: como a Mare justificativa ser 'culpa dela' ter se afastado do Cal quanto era culpa dele. NÃO, CARA. Você escolheu o certo, o justo. ELE FOI EGOÍSTA. Ele foi covarde. A narrativa querer me fazer acreditar que a Mare também estava errada por dar as costas a hipocrisia do Cal é grrrrrrr.
      E assim, a diferença entre Mare e Evangeline é uma só: a Evangeline abandonou a tirania e a opressão e o fato de ter sido criada como uma arma e um instrumento de política e guerra por amor. Abandonou o próprio privilégio para ser feliz. A Mare estaria dando as costas a tudo pelo que um povo oprimido lutou, todo o preconceito que sofreu e agora poderia ser refutado, por um cara. A balança pende pro lado da Evangeline porque é justo com ela; não é justo com a Mare.
      Concordo contigo sobre o poder desse livro. A Victoria criou vozes femininas bem diversificadas e elas mandaram em toda a história. Isso é importantíssimo para a literatura juvenil e com certeza deixou a sua marca na história.
      A situação do Maven também ficou meio ??????? pra mim. Foi bem aberto e eu meio que sinto um pouco de esperança porque acredito nos dizeres 'no body no death' :v vida de seriemaniaca me deixando ter tolas esperanças UHASUHASUHUHASUHASUHAS
      Muito obrigada pelo comentário!

      Beijos.

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  9. Ah, amei o site! Ainda não conhecia! #grlpwr

    (Tô lembrando aqui algumas coisas de Mare e Cal e lembro que quis dar uns tapas nela algumas coisas e beslicar ele em outras, mas, ainda aprovo. Acho que um sem outro, nós teríamos dois personagens robôs hahahahahahaha Podia sem melhor, sem dúvida, mas, os erros os mostraram como humanos imperfeitos)

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    1. Fico muito feliz por ter gostado do nosso cantinho <3 é muito bem-vinda a acompanhar sempre!
      Acho pertinente ter personagens imperfeitos (até porque todos na série são bem cinza, nada de totalmente certo ou totalmente errado) MAS pra mim o Cal ainda é um desperdício de oxigênio :v UHASUHUHASUHASUHASUHAS

      Beijos!

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  10. acabei de ler o ultimo livro esperava mais pois as rainhas conseguiram fujir e muitas coisas ainda não foram explicadas como da onde vem os poderes dos prateados e dos sangue-novos. Não acredito que pitolomeus ainda continua vivo tenho uma esperança que aja outro livro sei que não pelo final feliz mas para haver respostas das maiorias das duvidas que existem desde o primeiro livro

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    1. Oi Anony, tudo bom?
      Quando for comentar, por favor cuidado com os spoilers - coloca um aviso antes do comentário, só pra não pegar ninguém de surpresa :)
      Em relação à história, acredito que seja intencional. São detalhes em aberto que podem ser desenvolvidos em um spin-off - que, na minha concepção, é a ideia da autora para o futuro. Não são respostas essenciais que nos foram negadas, são ganchos pequenos que sobraram da guerra.
      Sobre os poderes dos prateados e sangue-novos, o que eu entendi dos livros é que aconteceu depois das guerras nucleares e da ascensão desse novo mundo. Ela conta várias vezes sobre o 'passado', sobre espécies extintas por causa das substâncias tóxicas que ficaram soltas na terra.
      De novo, são detalhes que ela pode abordar tanto num spin-off quanto em contos separados - como fez com o passado da Elara e etc. Vamos aguardar pra ver o que a autora tem reservado pra gente :D

      Beijos.

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  11. Oi De!
    Tudo bem?

    Uau, que resenha!
    Gostei principalmente da parte em que ressalta que não existe um lado certo ou errado, motivos nobres e causa correta... na guerra e nas rebeliões é complicado determinar e enxergar só um lado sem enxergar os motivos que embasam o outro também.
    Ahhhh, quero chorar que Cal terminou sendo um personagem tão sem personalidade e fraco... eu realmente torcia por ele e por Mare (não me julga, tá, eu sou romântica e sempre busco um casal pra adorar nas histórias), mas sei que preciso ir preparada pra me decepcionar com ele como homem.
    Maven é o vilão que tenho mais raiva, dissimulado e manipulador.. quis jogar o livro na parede em várias páginas que li no livro anterior, mas entendo que só por ele ser assim tão "constante" na sua maldade ele já é mais forte que Cal.
    Enfim, quero muito ler... e apesar do susto de saber que a série termina com um calhamaço desses, imagino que tantas páginas não serão suficientes pra finalizar essa história tão bem criada.

    Beijos
    http://espiraldelivros.blogspot.com/

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    Respostas
    1. Oi, flor!
      O que eu mais gosto nessa série, e o que a Victoria manteve do começo ao fim, foi esse lado cinzento dos personagens e da própria guerra. É muito interessante de acompanhar.
      O esquema do Cal infelizmente não dá pra defender :v maaaas como eu disse, ele é o mesmo personagem que ela apresentou. Não me surpreendeu ter seguido por esse caminho porque era arquétipo dele.
      Eu adoro o Maven exatamente por ele ser tudo isso que tu citou, mas por ter esse pequeno detalhe de a gente conseguir ver o que tornou ele esse monstro. Aquele esquema de 'um monstro nascendo de outro monstro' que é muito fodaaaa e medonho. O arco dele nesse livro tá MARA.
      E sim, não tem como TERMINAR de fato a história. Mas a Victoria dá um fechamento satisfatório, pode ir com fé.

      Beijos!

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  12. ooooi!!! eu nunca vi nada seu rs
    É a primeira vez, mas tenho que cofessar que amei sua resenha!!! Estou lendo por ebook e já li 66% do livro!! Estou pirando demais.
    Vi muita gente reclamando do final e estou ansiosa pra chegar lá, provavelmente vou gostar (já que sou apaixonada pela série), no entanto, eu estava um pouco desanimada com tantos comentários ruins a respeito do desfecho e eu te agradeço IMENSAMENTE por ter me alegrado e me dado um incentivo para chegar ao final!!!

    PARABÉNS!

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    Respostas
    1. Oi, Anony!
      Fico muito feliz por ter achado o blog e curtido a resenha *-*
      Também estava receosa quando peguei pra ler pela quantidade de comentários negativos, mas é exatamente isso que eu comentei na resenha: o pessoal estava esperando um final que não condiziria com o andamento da história. Se ela tivesse feito o felizes para sempre, teria sido absurdo. A Victoria deixou em aberto o que a história pedia que ficasse, e deu os pontos finais onde podia. Foi perfeito por isso <3
      Espero que tu curta bastante esse livro. E muito obrigada pelo comentário!

      Beijos.

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