Resenha: Reinado Imortal - Queria Estar Lendo

Resenha: Reinado Imortal

Resenha: Reinado Imortal

Reinado Imortal é o sexto e último volume da série A Queda dos Reinos. A obra, publicada pela Editora Seguinte - que cedeu este exemplar para resenha - traz um fechamento para a guerra por poder batalhada entre mortais e imortais.
Sinopse: No último volume da série épica A Queda dos Reinos, grandes inimigos precisam se tornar aliados para salvar Mítica da ira dos deuses elementares. Os cristais da Tétrade foram reunidos e os deuses elementares que estavam aprisionados neles foram libertados, mas seu poder e magia não podem ser contidos por ninguém. Saindo do controle de humanos e imortais, os deuses se uniram e planejam destruir todos os reinos, começando por Mítica. Enquanto Jonas continua ignorando o destino que o liga a Lucia, a feiticeira está preocupada em encontrar maneiras de proteger sua filha — mesmo que isso signifique enfrentar sozinha Kyan, o deus do fogo. Amara também está disposta a encarar os deuses elementares. Apesar de ter voltado para o Império Kraeshiano, não desistiu de se tornar a mais poderosa dos reinos. Ao lado da avó, pretende conquistar Mítica só para si. Magnus e Cleo terão seus sentimentos testados mais uma vez. Com os inimigos se aproximando e uma magia maligna tomando conta dos territórios de Mítica, eles precisam descobrir se o amor que sentem é o suficiente para vencer as forças que querem destruí-los — e a toda a nação.
Esta resenha pode conter alguns spoilers dos títulos anteriores.

Na trama, Morgan Rhodes dá sequência aos episódios tensos e às reviravoltas deixadas em aberto em Tempestade de Cristal. Os deuses elementia estão habitando receptáculos humanos, o ritual para libertá-los na terra se aproxima e a única esperança reside nos personagens que escaparam da possessão - e de alguns que estão lutando contra ela.

Preciso ser sincera desde o início e comentar que eu nunca li um livro tão grande onde nada aconteceu durante todo o seu decorrer. O ritmo estabelecido na série acabou por me deixar acostumado com essa de "mas nada está acontecendo", então talvez por isso não tenha me decepcionado tanto com o fim - mas ô trama pra se enrolar e não sair do lugar, viu!
Justiça. O triunfo do bem contra o mal. Um mundo onde tudo fazia sentido e as linhas que separavam amigos de inimigos eram claramente traçadas. Algum dia tinha existido um mundo assim?
A narrativa continua bem simples e sucinta, com alguns diálogos mecânicos e uma nítida falta de roteiro. Como amante de Ficção Fantástica, eu só conseguia revirar os olhos para cada saída mágica que a história encontrava para suas situações arriscadas que não foram resolvidas até então. O próprio final é um grande "mas foi só isso?".

Resenha: Reinado Imortal

Em relação aos personagens, Magnus e Cleo seguiram os salvadores de tudo e os grandes amores da minha vida.

Magnus, agora marcado pelo medo de perder sua amada princesa e com o peso de decisões importantes para o destino do mundo que conhece sobre seus ombros, foi meu favorito do início ao fim. Eu quase acho que a autora gastou toda sua concisão e criatividade moldando a personalidade do Magnus e por isso ele é tão perfeito. Tudo no personagem grita coerência. Ele não abandona a postura sombria e soturna e os ares melancólicos e ferozes, mas tem uma suavidade quando se trata de Cleo e do futuro com ela que equilibram muito bem à personalidade.
Ela era sua deusa. Seu amor. Sua vida. E ele faria tudo para salvá-la.
Cleo, por outro lado, manteve os ares maduros conquistados nos últimos volumes e mostrou que está ali para ser uma governante poderosa e justa. Suas cenas envolviam um pouco de fragilidade, também, uma vez que está sob influência da deusa da água, sem a certeza de que existe uma maneira de se libertar do esquecimento e da perdição eternos.

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Cleo e Magnus mostraram força e foram a balança um do outro. Onde ela era calmaria, ele era fúria. Onde ele era racionalidade, ela era impulsiva. Um casal com o relacionamento agora bem estabelecido que encontra conforto e confiança um no outro. Eu queria morrer e gritar de tanto amor por cada cena dos dois; era de fazer o coração bater mais forte.

Uma grata surpresa para mim nesse último volume foi Jonas. O personagem não tinha minha simpatia até então, mas ganhou um arco até satisfatório pra esse fechamento. Envolvido principalmente com a princesa Lucia, Jonas vive uma jornada de sacrifício e justiça que fizeram muito mais por ele do que qualquer outro arco que tenha ganhado nos volumes anteriores.
Coisas frágeis são muito fáceis de quebrar.
Lucia... Arg. Ela foi inconstante do começo ao fim. Ora determinada a uma coisa para mudar de opinião logo em seguida, movida por emoções que não me convenceram e por decisões bastante questionáveis para a própria natureza da personagem. Certa cena no final foi de tanta indecisão e reviravolta dentro das próprias indecisões que eu quase fiquei tonta. Nada nela fazia sentido e acabou com um grande ? para mim.

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Ashur teve um pouco mais de participação nesse livro, mas nada relevante ou surpreendente. Ele só estava ali e existiu um pouco mais. Nic também, mas pro Nic eu tô pouco me lascando, de qualquer maneira. E aí tem o Felix, que teve uma participação tão pequena em toda trama que quase me esqueci de citá-lo na resenha.

E a Amara. Eu não sei se a amo ou a odeio. Ela sofreu um pouquinho como a Lucia na questão da inconstância, quase como se o livro não soubesse exatamente como tratar suas emoções - uma hora era isso, outra hora era aquilo. O final dela me deixou satisfeita, no entanto. Foi surpreendente em meio a tanta previsibilidade.

Em relação ao plot do livro, como eu disse, nada pareceu acontecer. Poucas cenas de ação apareceram aqui e ali, o fim, que deveria ter sido grandioso - foram seis livros, pelo amor da deusa! - só... rolou.
Ele rapidamente havia aprendido que o medo era uma ferramenta muito útil.
Com tudo que ela havia estabelecido até então, a maioria das situações acabou de maneira muito fácil. O conflito não convenceu em sua grandiosidade ou ameaça porque tudo, absolutamente tudo, era fácil demais. Sequestros resolvidos em meio segundo, personagens que apareciam no lugar certo, na hora certa, para ajudar, mesmo estando a milhas de distância no capítulo anterior... A sensação que o livro me deixou foi de que tantos volumes poderiam muito bem ter sido simplificados em uma trilogia e as coisas teriam sido bem diferentes assim.

Resenha: Reinado Imortal

Reinado Imortal fez jus à série e terminou da maneira como começou: aos trancos e barrancos, com alguns personagens apaixonantes e uma sensação equilibrada entre satisfação e decepção. Não foi um livro perfeito e nem um fim arrebatador, mas fechou a história de uma maneira digna a tudo que havia sido estabelecido.

Título original: Immortal Reign
Autora: Morgan Rhodes
Editora: Seguinte
Tradutora: Flávia Souto Maior
Gênero: Fantasia | Romance
Nota: 3
Skoob

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COMENTÁRIOS

4 comentários:

  1. Oi, Denise

    Uma pena que nada aconteceu, bem chato ler um livro grande cheio de nada! Hahaha Pelo menos você esperava isso já, mas eu já tinha desistido. Eu gosto muito das capas, mas não me interesso pela série. Até mesmo por isso li a resenha mesmo com o aviso de spoiler.
    Pelo menos agora acabou, né? Tomara que na próxima série os livros tenham mais conteúdo.

    Beijos
    - Tami
    https://www.meuepilogo.com

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  2. Oi Denise, tudo bem? Eu passei "batido" pela resenha, porque quero ler essa série (que ainda nem comecei, só pra informar, hahaha), mas já gostei de saber que esse fechamento foi digno.
    Beijos
    http://espiraldelivros.blogspot.com/

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  3. Olá, Denise.
    Eu gostei bastante do livro. Acho que Cleo e Magnus valeram a série hehe. E até o Jonas que estava sendo esquecido nos outros livros, teve seu grande momento. Eu gostei do fim da Amara, mas achei que foi fácil para ela. Ashur deixou a desejar como personagem e o Nic prefiro nem comentar hehe. Mas concordo que uma trilogia seria o suficiente.

    Prefácio

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  4. Oi, Nizz!
    Como te falei... a nota que dei foi pela série no total, porque se fosse só por esse livro também teria sido 3.
    Nossa, Nic e Ashur só vieram trazer má fama para a comunidade viu? Misericórdia que esses dois só faziam embaçar o negócio.
    Lucia, tadinha... é a feiticeira pica das galáxias da profecia mas é tão flopada que eu fiquei até com peninha.
    Jonas foi um personagem que me surpreendeu o desenvolvimento. Pra mim, no início da série, ele só tava ali pra ser a cota do proletariado, mas ele teve um ótimo arco e terminei amando.
    O final da Amara eu achei bem forçado, não vou mentir...
    Beijos
    Balaio de Babados
    Sorteio de aniversário Balaio de Babados e O que tem na nossa estante. São quatro kits; um para cada ganhador

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