Resenha: Uma coisa absolutamente fantástica

  • 09:00
  • 18.10.18
  • Resenha: Uma coisa absolutamente fantástica

    Uma coisa absolutamente fantástica é o livro de estreia do Hank Green - irmão do John, isso mesmo. Bastante conhecido por seus vídeos e seu humor irreverente, Hank se aventura em uma história sobre jovens lidando com o desconhecido em todas as suas formas.
    SinopseEnquanto volta para casa depois de trabalhar até de madrugada, a jovem April May esbarra numa escultura gigante. Impressionada com sua aparência — uma espécie de robô de três metros de altura —, April chama seu amigo Andy para gravar um vídeo sobre a aparição e postar no YouTube. No dia seguinte, a garota acorda e descobre que há esculturas idênticas em dezenas de cidades pelo mundo, sem que ninguém saiba como foram parar lá. Por ter sido o primeiro registro, o vídeo de April viraliza e ela se vê sob os holofotes da mídia mundial. Agora, April terá de lidar com os impactos da fama em seus relacionamentos, em sua segurança, e em sua própria identidade. Tudo isso enquanto tenta descobrir o que são essas esculturas — e o que querem de nós. Divertida e envolvente, essa história trata de temas muito relevantes nos dias atuais: como lidamos com o medo e o desconhecido e, principalmente, como as redes sociais estão mudando conceitos como fama, retórica e radicalização.
    Esse eARC foi cedido pela Editora Seguinte através do NetGalley.

    Na trama, a vida pacata e pouco agitada de April vira de cabeça para baixo com a aparição de uma estrutura de forma robótica no meio de Nova York. A coisa bizarra a respeito dessa aparição é que ocorreu ao mesmo tempo em várias cidades pelo mundo; o governo não tem nada a ver com isso, empresas não tem nada a ver com isso. Vários robôs apareceram ao redor do globo e ninguém sabe o motivo - April, no entanto, quer descobrir.

    Uma coisa absolutamente fantástica tem uma sinopse... peculiar. E foi a curiosidade que me trouxe até o livro. A estreia de Hank Green no mundo literário é de uma criatividade excepcional, misturando ficção científica a uma temática jovem de tal maneira que elas funcionem em harmonia entre si.

    Meu único e grandioso problema, motivo pelo qual a leitura não se mostrou tão prazerosa, foi a protagonista. April é insuportável. Eu entendo que parte da crítica dentro da história esteja exatamente na postura da personagem, mas por se tratar de uma narrativa em primeira pessoa e ficarmos presos dentro da cabeça dela, minha santa Eva Green, como eu queria gritar com aquela garota.


    Resenha: Uma coisa absolutamente fantástica

    April é a definição de garota branca que se acha diferentona porque não age como as "outras garotas da sua idade" e acaba endeusada, dentro da própria mente, por causa disso. Ela vive e respira pela própria ambição de tal maneira que, conforme a investigação sobre Carl (nome dado ao robô) avança, mais se afasta das pessoas que se importam de verdade com ela e mais se torna maníaca por atenção e por conhecimento e por aquele gostinho de vitória de passar por cima de todo mundo pra descobrir uma coisa primeiro.

    A crítica é sutil, mas bem óbvia, a respeito do comportamento da protagonista. Não só dela, mas de toda essa questão de endeusar e tornar famosa um indivíduo a partir de qualquer coisa, de construir um ídolo em cima de uma pessoa comum que viveu uma situação extraordinária. O livro abraça muito bem essa crítica. É compreensível a maneira com que o autor buscou colocá-la diante das situações e dos coadjuvantes, mas não freou as minhas reviradas de olhos e desgosto de ter que acompanhar uma personagem tão... chata.

    Entre os coadjuvantes, Andy e Maya foram os mais bem desenvolvidos no background da April. Seu melhor amigo e sua namorada-talvez-não-mas-talvez-sim dividem bons momentos com a April e, sinceramente, eles mereciam coisa melhor. A Maya, acima de todos, porque ela é boa demais para uma garota tão egocêntrica como a April - o fato de o relacionamento delas ser indeciso não dá a April carta branca para agir como uma babaca esquecida e usar qualquer desculpa pra sair como a coitada. Gostei muito dos confrontos que Maya colocou no caminho da April; como bateu de frente e mostrou o quanto ela estava errada em várias situações.

    Em relação à parte da investigação a respeito dos robôs e o mistério sobre sua presença na Terra, mesmo quando parecer muito óbvio, o autor consegue usar reviravoltas pra te surpreender. Foi, com certeza, a coisa que mais me prendeu nessa história; ainda que April seja de um desgosto total, a trama com os enigmas e as mensagens e aquela faísca de que algo grandioso está acontecendo e você precisa acompanhar os personagens para descobrir o que é faz com que as páginas avancem rapidamente.

    Para um livro de estreia, Hank Green mostra altos e baixos que acabaram numa nota mediana. Indico a leitura pelo mistério e pelos Carls porque foi instigante acompanhar todo o suspense em cima de sua chegada e o motivo de estarem ali; ignorando a protagonista, Uma coisa absolutamente fantástica é um livro bom - e deixa gancho para uma continuação que, curiosamente, eu estou ansiosa para conferir.


    Título original: An Absolutely Remarkable Thing
    Autora: Hank Green
    Editora: Seguinte
    Tradutora: Lígia Azevedo
    Gênero: Young Adult
    Nota: 3
    Skoob

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    1. Olá, Denise.
      Eu vi esse lançamento, mas como não consigo gostar dos livros do irmão, nem li a sinopse hehe. Agora sabendo mais sobre o enredo, ele é interessante. Mas acho que só por causa dessa protagonista eu não leria. Já não gosto de narrativa em primeira pessoa e quando a protagonista não ajuda então, passo longe.

      Prefácio

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    2. Olá Denise!
      Nossa que tema diferente, mas juro que chamou a minha atenção.
      Tipo um robo aparecer do nada. Fiquei curiosa para saber como ela trata todo esse alvoroço e os problemas dela. Gostei, quero ler.

      Obrigada pela resenha.

      Lídia
      https://www.depoisdaleitura.com.br/

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    3. Oi, Nizz!
      Eu peguei um ranço tão grande do João Verde que acabou passando pro irmão.
      E só pelo que você falou da April, eu creio que vou odiar essa garota.
      Beijos
      Balaio de Babados

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    4. Oi, Denise

      Assim como a Lu aqui acima, também tenho ranço do John. E infelizmente esse ranço acabou passando pro Hank por tabela. É idiota, eu sei, mas é mais forte do que eu.
      Porém, eu recebi o livro de cortesia da editora. Sendo assim, vou tentar dar uma lida. Pela história eu acho que não vou curtir, mas aí serão outros méritos e não pela falta de tentativa.
      Já odeio a April, obrigada! hhahhahahh

      Beijo
      - Tami
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    5. Excelente Artigo !! Eu estou adorando visitar blog, sempre tem conteúdo de muita qualidade .... São muitos legais, e interessante ....

      Parabéns !!!!

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    6. Oi Denise! Eu estou terminando e amando rsrsrs Eu acho a April cheia de defeitos e por isso mesmo tão, tão real. Acho que ando cansada de personagens perfeitinhos demais e embarquei em toda a complexidade dela rrsrs e estou gostando bastante da crítica que o autor faz. Espero curtir até o final.

      Bjs, Mi

      O que tem na nossa estante

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    7. Oi Denise!
      A sinopse desse livro já n tinha me convencido muito, mas estava curiosa por ser o irmão do John Green né.
      Agora acho q vou passar longe do livro, nada nessa trama me atrai muito, infelizmente.
      Bjs
      http://acolecionadoradehistorias.blogspot.com

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