Resenha: The Queen of Bight and Shiny Things

  • 09:00
  • 18.2.19
  • Resenha: The Queen of Bight and Shiny Things

    The Queen of Brigh and Shiny Things é um YA contemporâneo de Ann Aguire - autora de Enclave - que não chegou a ser lançado aqui no Brasil. O livro traz a história de Sage, uma garota com um passado problemático que tenta reconstruir sua vida ao lado da tia e que, ao se aproximar do novo aluno pode por todo o esforço dos últimos 3 anos a perder.
    Sinopse: Sage Czinski está tentando muito ser perfeita. Se ela conseguir, as pessoas não vão bisbilhotar além da superficie ou fazer perguntas difíceis sobre o seu passado. Ela aprendeu a substituir relacionamentos por causas e está indo muito bem... Até Shane Cavendish aparecer em sua aula de matemática. Ele é meio antissocial, muito bonito e tudo que ela nunca soube que sempre quis. Shane Cavendish só quer ser deixado em paz para tocar guitarra e trabalhar na sua música. Ele tem um coração partido e solidão em seu passado e essa nova escola representa sua última chance. Ele não espera ser feliz, ele só quer se formar e seguir em frente. Ele nunca imaginou uma garota como Sage. Mas amor não conserta todas as coisas quebradas e as vezes a vida precisa cair aos pedaços para que possa ser consertada.

    Eu realmente não consigo lembrar o que me chamou tanta a atenção em The Queen of Bright and Shiny Things para que eu comprasse, mas esse ano decidi que ele sairia da minha estante e coloquei o nome no meu copinho do sorteio. Tirei ele bastante cedo no ano, até.

    Sage Czinski vive em uma pequena cidade com a tia, Gabi, sua tutora legal. Seu pai faleceu quando ela tinha sete anos em um acidente de carro, e a vida que levou com a mãe nos anos seguintes não foi nada boa. Sage acabou vivendo um tempo em lares adotivos até que a tia a acolheu. 

    Desde então, Sage mudou a vida e se tornou a garota perfeita, com notas perfeita, boa garota que passa as noites de sexta assistindo a filmes com o melhor amigo e deixa post-its cor de rosa com elogios no armário das pessoas que estão tendo um péssimo dia no colégio.
    Você pode mentir para si mesma sobre um monte de coisas, até que não podes mais. Até a realidade abrir um buraco no seu castelo de fantasia e você é obrigada a encarar a realidade.

    Quando um aluno novo - Shane - chega em sua aula de matemática, Sage logo se interessa pelo tipo misterioso e tão diferente dos outros garotos dali. Mas é quando ela descobre uma grande mentira de seu melhor amigo, Ryan, que as coisas realmente começam a mudar. Brigados, Sage é obrigada a encarar a realidade de que, por medo de não saber como agir, deixou que Ryan ditasse toda a sua vida e agora ela precisa aprender a ficar de pé com suas próprias pernas - e não ajuda em nada que elas fiquem meio bambas sempre que Shane está por perto.

    Resenha: The Queen of Bight and Shiny Things

    A premissa do livro não me pareceu muita coisa quando eu reli a sinopse para começar a leitura, mas Sage me conquistou logo no inicio, a construção dela ficou bem bacana e real. Como uma criança que passou pelo sistema de adoção - e viu todos os seus problemas, além de sentir-se indesejada - Sage quer evitar a todo custo voltar para lá. E mesmo que sua tia nunca tenha mencionado a possibilidade de devolvê-la aos cuidados do estado e seja só amores com ela, Sage decidiu que precisa ser perfeita e mostrar que não é um incomodo.

    Ela tenta a todo custo ser útil na casa, trabalha para poder pagar suas próprias roupas e almoço no colégio, não se mete em encrenca e mantem a "shadow Sage" bem presa dentro de si, para que ela não cause mais problemas. A forma como Sage enxerga sua permanência com a tia, como se fosse algo pouco concreto, que pudesse mudar a qualquer momento e pelo mais fútil dos motivos, parte o coração.
    Ele entrelaça seus dedos nos meus e eu penso 'eu poderia viver em seus olhos'.

    Gabi também é uma personagem muito legal e divertida. Ela é, de fato, uma adulta responsável, mas em alguns momentos eu esperava mais dela. Como a tutora de Sage e sua única figura materna, eu esperava que ela lutasse um pouco mais pela sobrinha. Em alguns momentos eu realmente estava esperando ela chutar o pau da barraca, mas a reação foi muito indiferente. No fim, no entanto, ela teve um presença mais firme e responsável e isso salvou um pouco a trama.

    Já Shane eu fiquei meio dividida. Ele é o típico mocinho de YA, todo misterioso e sensível, além de ser músico. Ele também tem um passado conturbado e um presente meio problemático, mas floresce bastante ao lado da Sage. Os dois formam um casal fofo e foi muito legal acompanhar o incio do romance deles.
    "Eu quero ajudar sim, mas só porque eu sou programada dessa forma. Não estou tentando consertar você." hesito antes de adicionar. "eu não te vejo como quebrado."

    Meu maior problema foi o longo, longo, longooo caminho que levamos para chegar até o clímax e a revelação dos segredos de Sage. Senti que houve muita enrolação, muita cena pequena para construir um clímax que não chegou a ser aquilo tudo. E o romance dos dois foi se desgastando, para mim, no meio disso tudo.

    Resenha: The Queen of Bight and Shiny Things

    Depois que a gente chega no clímax a leitura deslancha mais fácil para o fim, porém da metade do livro até o clímax eu não aguentava mais o livro que nunca terminava.

    No quesito personagens, além dos já citados, também temos Ryan e os outros amigos que Sage forma conforme se ergue sozinha e se torna sua própria pessoa. Mas, embora eu saiba que eles estão ali com o propósito de mostrar esse crescimento pessoal da Sage, nenhum deles realmente chamou minha atenção, e a raiva que senti de Ryan por causa de toda a mentira dele não conseguiu se dissipar ao longo da história.
    "Você está diferente agora, as pessoas mudam." Agora estou dizendo para Shane o que quero tão desesperadamente que seja verdade. Talvez se eu disse isso com frequência o suficiente, nós dois vamos acreditar.

    Outro ponto que desgostei bastante foi a ideia que a Ann Aguire bateu de novo e de novo, sobre "dar a outra face" quando alguém te bate. Eu gostei de como ela mostrou que normalmente pessoas que atacam outras com bullying e coisas do tipo tem seus próprios medos e problemas a esconder, mas quando a gente chegou no fim, pra mim ficou parecendo uma mensagem do tipo "os problemas dele fazem com que o comportamento dele seja perdoado" o que, nem de perto, eu concordo.

    Perdoar é uma coisa, fazer de conta que um abusador e sua vítima podem ser amigos é outra completamente diferente. Só porque a gente descobriu os problemas dele não faz com que seja OK todo o problema que ele causou.
    Ontem foi perfeito; ontem foi antes. E é por isso que antes é uma palavra mágica.

    Enfim, The Queen of Bright and Shiny Things começou muito bem, decaiu e depois finalizou com uma expectativa moderada. Não foi nenhum livro épico, que me marcou ou que eu leria novamente, mas entreteve. Para quem lê e em inglês, quer algo fácil de ler e busca por YAs que fogem um pouco do lugar comum do que tem sido lançado, pode ser uma boa escolha.

    Título original: The Queen of Bright and Shiny Things
    Autora: Ann Aguire
    Editora: Feiwel & Friends
    Gênero: YA contemporâneo
    Nota: 3

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    1. Olá, Bianca.
      Fiquei a resenha toda, vou querer ler, não vou hehe. Mas no fim, acho que não vou querer não. Fora essa parte da garota querer ser perfeita para ter um lar, que me deu um nó na garganta, acho que de resto não ia gostar. Eu concordo com o conceito perdoar porque se ficar guardando acaba fazendo mal para gente mesmo, mas esquecer e achar que a pessoa não deve pagar, jamais.

      Prefácio

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    2. Oi, Bibs!
      Acho que esse não seria um livro que eu leria por agora. Saturei um pouco desses YAs coming of age...
      Beijos
      Balaio de Babados

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    3. Oiii bibs

      Complicado esse "perdão motivado pelo comportamento", também acho que querer justificar qualquer forma de violência, incluida o bullying, só porque x ou y passaram por tantas coisas ou escondem x segredo não justifica agir de maneira detestável mesmo! Além disso essa enrolação pra chegar no climax provavelmente também me frustraria, embora pelo que vc conta a Sage é uma personagem bem estruturada pela autora.
      De momento, não seria um livro que estaria de primeira na minha lista, até porque ainda quero ler Enclave inclusive, mas quem sabe um dia.

      Beijos

      www.derepentenoultimolivro.com

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    4. Oi Bibs!
      Eu infelizmente não curti a premissa do livro e me desanima o mocinho, não tenho paciência pra segredinhos.

      Abraços
      David
      http://territoriogeeknerd.blogspot.com/

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