Resenha: Um milhão de mundos com você

  • 09:00
  • 4 de fev de 2019
  • Resenha: Um milhão de mundos com você

    Um Milhão de Mundos com Você é o volume final da Trilogia Firebird, escrita pela autora Claudia Gray. Apesar de não ser um livro tão épico quanto eu esperava, com certeza agradou com um fechamento bem escrito e um adeus saudoso aos personagens que me conquistaram tanto nessa jornada.
    Sinopse: O destino do multiverso está nas mãos de Marguerite Caine. Ela está no âmago de uma disputa multidimensional desde que viajou pela primeira vez com o Firebird, a invenção revolucionária dos seus pais. Paul Markov sempre esteve ao lado de Marguerite em suas viagens dimensionais, mas o último golpe da perversa Triad deixou sequelas. Cabe a Marguerite enfrentar a Triad e evitar a destruição dos multiversos... sozinha. Bilhões de vidas estão em perigo. Os riscos nunca foram tão altos.

    Marguerite está prestes a lidar com o apocalipse de várias dimensões. A Tríade, que começou toda essa caçada às outras Marguerites, está determinada a dar um fim nas dimensões em que elas vivem, contanto que possam alcançar seu objetivo a partir disso. Uma corrida contra o tempo começou, e toda a história depende da protagonista e da sua coragem para impedir que os multiversos entrem em colapso.
    Eles são fortes o suficiente para desfazer um mundo ou preservá-lo para sempre. Bem e mal infinitos pendurados em um cordão no meu peito.

    A partir do final desesperador do segundo volume, temos uma resolução mais simples para o começo desse livro - e então a promessa de viagens interdimensionais regadas a adrenalina e o tiquetaquear do relógio. Marguerite é a viajante perfeita, o que significa que é a única capaz de saltar entre mundos para garantir que outras "eus" salvem-se da caçada estabelecida pela Tríade, a organização criminosa contra a qual está lutando.

    Lembra que eu mencionei na resenha de Dez Mil Céus Sobre Você sobre como a Marguerite agiu como uma personagem ingênua saída de um filme antigo da Disney? Então, aqui... Aqui ela testou minha paciência de todas as maneiras possíveis. Sabe aquela história de que as protagonistas geralmente desandar com o andar da série? A Marguerite sofreu desse mal.


    Não que seja uma mudança insuportável ou fora da personagem, os conflitos dela são sensatos e encaixam dentro da história. Mas a verossimilhança com a personalidade dela não me impediram de querer gritar com a garota. Era muita burrice atrás de burrice para alguém que já tinha vivenciado tantos multiversos; ela quase fez o Barry Allen parecer sensato em suas mudanças temporais e decisões abruptas!

    Marguerite está se aproximando de um ponto de ignição, e ela carrega a maior das responsabilidades dentro da história. Era de se esperar que ela fosse menos impulsiva e mais racional, o que não acontece em quase todo o livro. Porém, dá pra simpatizar com a personagem. Ela não é a protagonista incrível do primeiro livro nem a meio-a-meio do segundo, mas se equilibra entre momentos bons e momentos ruins.

    Os melhores conflitos dela com certeza envolveram a questão dos multiversos. Suas viagens a dimensões já conhecidas e descobertas de novos mundos foram interessantes e, como sempre, a autora entrega ação e ficção científica de encher os olhos. O livro é recheado de boas cenas de aventura, de explicações racionais sobre toda a maluquice envolvendo dimensões paralelas e outras realidades que outra você está vivendo. É uma trilogia muito bem escrita, com um quebra cabeça que se encaixa conforme as revelações vão chegando. O final soou meio apressado, e confesso que esperava mais da resolução sobre todo o caos envolvendo a Tríade, mas não foi um fim "mágico" e por isso me agradou. Foi um fim possível dentro da proposta da trilogia.


    Resenha: Um milhão de mundos com você

    Outros personagens já carimbados dessa trama retornam para preencher as lacunas e as cenas com a Marguerite, sendo Paul o mais presente deles. E maldito seja esse russo. Não por ter sido o personagem maravilhoso dos outros dois livros, mas por ter retornado como um grande bebê chorão. Ah, me poupe. Não aguento esse tipo de drama. Dá pra entender os motivos, mas é uma resolução bem fraca e preguiçosa "eu vou me afastar porque não sou mais o mesmo".
    - É interessante, não acha? Quantas coisas chamamos de universal e que, na verdade, só fazem sentido num ponto específico no tempo e no espaço?

    Deus me defenderay, quantos livros já usaram essa birosca de desculpa? Paul passa mais da metade dessa obra choramingando sobre as mudanças e seu lado sombrio e eu só queria dar uma tijolada e mandar ele engolir o drama e lidar com as consequências.

    Théo e os pais da Marguerite ganharam ótimos momentos; Théo, principalmente, com um arco de redenção e superação que deveria ter sido exemplo para o Paul. Eu gostei bastante do que a autora entregou para esse personagem e de como ela desenvolveu suas ações nos outros universos. Em relação aos pais da protagonista, mesmo com as muitas diferenças de personalidades em cada novo mundo, o amor pelas filhas e pela ciência guiava seus passos - para o bem ou para o mal. O fechamento da história deles me deixou bastante satisfeita. De todos eles, em todos os mundos.

    A edição da Harper Collins ficou ótima, porém encontrei vários erros de revisão soltos na edição. Coisas bobas como letras faltando ou fora de lugar, vírgulas em lugares errado. Não é de todo um incômodo, mas aconteceu o suficiente pra ser bem notável.


    Resenha: Um milhão de mundos com você

    No mais, Um milhão de mundos com você trouxe o que faltava para fechar essa trilogia tão genial e bem escrita. Não é um livro espetacular, como eu disse, mas é um final agradável e digno à história da artista que se encontrou em infinitos mundos.

    Título original: A Million Worlds with You
    Autora: Claudia Gray
    Editora: Editora Harper Collins
    Gênero: Sci-fi / Romance
    Nota: 3,5
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    1. mt bacana conhecer mais dessa trilogia e desse livro que fecha a historia, confesso que fiquei curiosa pra ler tbm

      www.tofucolorido.com.br
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    2. Oi, Denise

      Eu li o primeiro mês passado com a Lu e achei bem ruim, sofri real pra terminar e decidi abandonar a trilogia. E olha que é difícil de eu fazer isso, não gosto de deixar nada sem conclusão, mas não curti nem a história, nem os personagens e nem a escrita da autora. A Lu me deu uns spoilers do segundo porque eu pedi, mas ainda assim sinto qu fiz a escolha certa ao abandonar, pra mim faltou muita coisa. Que bom que apesar dos pesares foi um livro que foi satisfatório. Pelo menos eu acho as capas lindas! Hahaha

      Beijos
      - Tami
      https://www.meuepilogo.com

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    3. Oie
      Sempre que leio uma resenha tenho vontade de ler, mas não é o tipo de livro que chama minha atenção sabe? Mas gostei conhecer as obras. E sua resenha ficou muito boa.

      Beijinhos
      https://diariodeincentivoaleitura.blogspot.com/

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    4. Olá, Denise.
      Os livros são de editoras diferentes? Ainda bem que mantiveram o padrão nas capas hehe. Eu amo assistir Flash, mas não entendo nada desse negócio de multiverso, por isso acho que ia ficar muito perdida na história e por isso vou deixar passar a dica. Mas que bom que como um todo a trilogia foi boa.

      Prefácio

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    5. Oi Denise,
      Eu tenho o livro 1 em ebook, mas nunca o li.
      Essa burrice da personagem é o que mais me desanima, te confesso que fico tão irritada com isso que perco a vontade de conferir a série... :(
      beijos
      http://estante-da-ale.blogspot.com/

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    6. Oi, Nizz!
      Eu até curti o segundo livro e estou lendo esse agora. Realmente esse drama do Paul é muito YA de 2010 hahahaha
      Marguerite pra mim não é uma protagonista tão incrível, mas ela é compreensível. Ela sabe por alto todo esse lance físico do Firebird; então ainda acho que ela me saiu melhor que a encomenda
      Beijos
      Balaio de Babados

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    7. Oi Nizz!
      Eu sinceramente nao tive paciencia para essa trilogia. Em um primeiro momento ate me interessei mas ai vi umas resenhas falando sobre romance, triângulo, ai perdi interesse. Acho as capas lindas, mas infelizmente nao devo ler

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    8. Olá. tudo bom?
      Ainda não conhecia essa trilogia, mas eu tenho a impressão que uma amiga minha tem, depois vou perguntar se é esse mesmo.
      Eu puxei a minha mãe para gostar de coisas com suspense e aventura, eu adorei o enredo desse livro e se essa minha amiga tiver, eu com certeza vou pedir emprestado hehehe

      Blog Covil Dourado | Instagram

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