Resenha: O teorema Katherine

  • 09:00
  • 30 de abr. de 2019
  • Resenha: O teorema Katherine

    O Teorema Katherine é escrito por John Green, o mesmo autor de A Culpa das Estrelas e Cidades de Papel, e foi publicado aqui no Brasil pela Editora Intrínseca. Ele conta a história de Colin, um menino prodígio que aos 17 anos namorou 19 Katherines. Sim, ele só se apaixona por meninas que se chamam Katherine. Não serve Catherine, Katerine ou qualquer outra grafia do nome. E, em todos os 19 relacionamentos, elas terminaram com ele.

    Sinopse: Após seu mais recente e traumático pé na bunda - o décimo nono de sua ainda jovem vida, todos perpetrados por namoradas de nome Katherine - Colin Singleton resolve cair na estrada. Dirigindo o Rabecão de Satã, com seu caderninho de anotações no bolso e o melhor amigo no carona, o ex-criança prodígio, viciado em anagramas e PhD em levar o fora, descobre sua verdadeira missão: elaborar e comprovar o Teorema Fundamental da Previsibilidade das Katherines, que tornará possível antever, através da linguagem universal da matemática, o desfecho de qualquer relacionamento antes mesmo que as duas pessoas se conheçam. Uma descoberta que vai entrar para a história, vai vingar séculos de injusta vantagem entre Terminantes e Terminados e, enfim, elevará Colin Singleton diretamente ao distinto posto de gênio da humanidade. Também, é claro, vai ajudá-lo a reconquistar sua garota. Ou, pelo menos, é isso o que ele espera.
    Depois do último relacionamento, com a K-19, ele sofre de uma forma inexplicável, chegando a duvidar se conseguiria fazer algo da vida sem ela. Depois de certo tempo sofrendo, resolve criar um teorema que é capaz de prever quando um relacionamento irá acabar.

    Colin é um garoto muito inteligente, capaz de fazer anagramas com qualquer palavra, mas tem a necessidade de provar pra si mesmo que não é apenas um prodígio e sim que pode se tornar um gênio e fazer algo importante. Ele quer se tornar importante e não basta ter uma vaga numa das melhores faculdades e ter participado de programas de TV quando criança, ele quer um Nobel e coisas assim. O maior medo de Colin, além de terminar mais um relacionamento com uma Katherine, é descobrir que com o passar do tempo ele não é mais tão prodígio quanto as pessoas comuns.

    Ele gostava de todos os livros, porque adorava o simples ato de ler, a magia de transformar os rabiscos de uma página em palavras dentro da cabeça.

    Por um bom tempo da leitura, eu só pensei “meu Deus, como o Colin é insuportável, eu terminaria com ele em 2 minutos”. O que salva a chatice de Colin é o seu amigo Hassan, muçulmano e bem religioso, mas também muito engraçado e é quem tira Colin da zona de conforto. Ele propõe que os dois façam uma viagem de carro, sem destino. Os pais de Colin autorizam por não quererem ver o filho choramingando pela casa por causa da K-19 e os de Hassan autorizam na esperança de Colin convencê-lo a fazer faculdade.

    - Ne dis pas que j'ai des hémorroïdes! Je n'ai pas d'hémorroïde* - Colin gritou, querendo, ao mesmo tempo, continuar com a brincadeira e fazer Hassan mudar de assunto.
    *Não diga que tenho hemorroida! Eu não tenho hemorroida!
     
    O livro possui uns trechos do passado, contando um pouco das outras Katherines pelas quais o Colin se apaixonou. Achei interessante o fim e como algumas coisas se encaixam, mas eu, que sou bem lerda para previsões, já tinha entendido o que aconteceu nos relacionamentos anteriores antes mesmo de ler o final.


    Resenha: O teorema Katherine

    Nessa viagem de carro, eles acabam indo parar numa cidadezinha minúscula, que define bem a palavra roça e que tem como monumento o túmulo do Arquiduque Franciscoo Ferdinando, cuja morte foi responsável por desencadear a Primeira Guerra Mundial. Lá eles conhecem a Lindsey e sua mãe, Hollis, que é dona da empresa que praticamente sustenta a cidade. A relação das duas é mais entre amigas que moram juntas do que de mãe e filha. Lindsey namora um Colin, do qual Hollis desgosta, ela acredita que ele prende a garota na cidade e impede que ela saia da zona de conforto dela.

    Goste você ou não, pensou Colin, viagens de carro tem destino certo. Ou pelo menos o tipo dele de viagem de carro sempre teria. 

    De forma geral, o livro é bem previsível. Sem spoilers aqui, mas pela descrição vocês podem imaginar o que acontece. Foi uma leitura bem arrastada, poderia ter sido contada em bem menos páginas, pensei em desistir várias vezes, apesar de me reconhecer bastante na história. As notas de rodapé dão uma boa salvada, são todas curiosidades e nerdices que o Colin sabe por ser um leitor ávido de absolutamente qualquer coisa. Achei interessante e por gostar muito de matemática, o epílogo também foi uma luz no fim do túnel dessa história.

    - Não, eu quero dizer sobre o cara. Ele era estranho. Achava que tudo podia ser explicado numericamente, como se, tipo, a matemática fosse capaz de capaz de abrir as portas para o mundo. Tipo, tudo.

    Para quem não é muito fã de matemática, curiosidades aleatórias e nerdices, O Teorema Katherine pode não ser um livro muito interessante. Um ponto positivo é que com o passar da história, Colin tem um crescimento absurdo. Sair da zona de conforto fez muito bem para ele.

    Resenha: O teorema Katherine

    Detalhe, a crítica que se segue é de uma drama queen, pessimista maior e romântica incontrolável. Acho exagero todo o drama de Colin pela K-19, de verdade, foi muito até para mim. Se não tivesse o Hassan e logo no começo eles terem ido viajar de carro, eu com certeza teria desistido do livro.

    Título original: An Abundance of Katherines
    Autora: John Green
    Editora: Intrínseca
    Tradução: Renata Pettengill
    Gênero: Ficção | Romance
    Nota: 3

    1. Oi Raquel, tudo bem? Eu não sou muito fã do autor e nem de drama juvenis, daí nunca quis ler o livro rsrsrsrs agora menos ainda, acho que nçao é pra mim mesmo rsrsrs

      Bjs, Mi

      O que tem na nossa estante

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      1. Oii
        Gostei de A culpa é das estrelas, mas realmente se você não gosta do autor, nem do enredo, é difícil se envolver.
        Beijos!

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    2. Oi Raquel!
      Eu adoro o John Green, mas esse livro, além de o enredo nunca ter me interessado (matemática? bleeeh kkkk), sempre li resenhas super negativas sobre ele... E eu super passo personagens masculinos narradores chatos, hahah
      Bjs
      http://acolecionadoradehistorias.blogspot.com

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      1. Oii, não é todo mundo que gosta, super entendo hahaha
        O personagem narrador realmente é difícil de aturar.
        Beijos!

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