Resenha: Um perfeito Cavalheiro

  • 09:00
  • 4 de jun de 2019

  • Um perfeito Cavalheiro é o terceiro volume da série dos Bridgertons da Julia Quinn, publicada pela editora Arqueiro. Quem segue o blog já deve ter visto algumas resenhas da série aqui e outros livros da autora aqui e sabe que sou um pouco suspeita. Confesso que amo romance de época, de forma geral; ultimamente é meu gênero favorito disparado. Fazia um tempo que eu não lia nada do gênero e estava numa ressaca literária tremenda, pareceu o momento certo e foi a melhor decisão que tomei.

    SinopseSophie sempre quis ir a um evento da sociedade londrina. Mas esse é um sonho impossível. Apesar de ser filha de um conde, é fruto de uma relação ilegítima e foi relegada ao papel de criada pela madrasta assim que o pai morreu. Uma noite, ela consegue entrar às escondidas no baile de máscaras de Lady Bridgerton. Lá, conhece o charmoso Benedict, filho da anfitriã, e se sente parte da realeza. No mesmo instante, uma faísca se acende entre eles. Infelizmente, o encantamento tem hora para acabar. À meia-noite, Sophie tem que sair correndo da festa e não revela sua identidade a Benedict. No dia seguinte, enquanto ele procura sua dama misteriosa por toda a cidade, Sophie é expulsa de casa pela madrasta e precisa deixar Londres. O destino faz com que os dois só se reencontrem três anos depois, Benedict a salva das garras de um bêbado violento, mas, para decepção de Sophie, não a reconhece nos trajes de criada. No entanto, logo se apaixona por ela de novo. Como é inaceitável que um homem de sua posição se case com uma serviçal, ele lhe propõe que seja sua amante, o que para Sophie é inconcebível. Agora os dois precisarão lutar contra o que sentem um pelo outro ou reconsiderar as próprias crenças para terem a chance de viver um amor de conto de fadas. Nesta deliciosa releitura de Cinderela, Julia Quinn comprova mais uma vez seu talento como escritora romântica. 

    Este volume conta a história de Benedict Bridgerton e Sophie Beckett. Benedict é o segundo dos irmãos Bridgerton, um pouco incomodado de ser "só mais um" Bridgerton para a maioria das pessoas e não ser visto como Benedict. Já Sophie é uma garota doce, apesar da vida não ter sido nem um pouco gentil com ela. Filha bastarda do Conde de Pennwood, fora criada como sua pupila depois que a mãe morreu. Mesmo tendo uma boa educação, era praticamente ignorada pelo conde.

    Anos depois, o Conde resolvera se casar com a personagem Aramita, que já tinha duas filhas. A pobre menina achou que ganharia duas irmãs para compartilhar a vida solitária que tinha, mas , pelo contrário, ganhou uma madrasta e duas megerinhas. Aramita nunca gostou da presença de Sophie e incentivava as filhas a maltratá-la. Como se não bastasse, o conde faleceu, mas já sabendo do ódio de Aramita pela garota e de sua ganância ofereceu o triplo da pensão se não fosse negado abrigo para menina. Assim, a garota foi mantida na casa como empregada.

    Como podem reparar, essa história está bem Cinderela. O livro é uma releitura da Cinderela, na verdade, porém fica aqui meu relato. Amo a Julia Quinn e amo releituras de contos de fadas, mas não gostei dela ter colocado um livro de releitura de forma aleatória no meio da série.

    Assim como em Cinderela, vai ter um baile, nesse caso é na casa dos Bridgertons. O baile de máscaras é aguardado por todos e claro que Sophie gostaria de ter a chance de ir. Eis que a governanta da casa dá um jeito para que a menina vá e lá ela conhece seu príncipe, Benedict Bridgerton. 

    Como não tinha roupa para ir, a garota pegou um dos vestidos velhos de sua tia, irmã do conde. Porém, somente uma pessoa na casa tem o mesmo tamanho de sapato que ela, a Aramita, sua temida madrasta. Não, ela não perde os sapatos dessa vez, mas os sapatos sofrem um pequeno dano e Aramita percebe, expulsando a menina da casa.

    Sophie foge para longe de Londres com o pouquíssimo dinheiro que tinha e vai trabalhar em uma casa no campo, para a família Cavender. Durante um tempo é tudo tranquilo, mas o filho deles volta a morar lá e ele é bem insistente, para não dizer um perfeito canalha. Em um belo fim de semana em que os pais dele saem, ele resolve dar uma festa e eis que o Benedict aparece neste evento, dois anos depois do baile de máscaras. Num ato de cavalherismo, ele salva Sophie e promete um emprego para a menina na casa da mãe dele, Violet Bridgerton. A partir daí, a história começa a ficar interessante e vocês já imaginam o que acontece.

    - Você desperta o melhor em mim, Srta. Sophie Beckett
    - Isto é o melhor? - perguntou ela, parecendo incrédula
    - Infelizmente.

    Por ir trabalhar na casa de Violet, Sophie fica muito próxima de todos os Bridgertons, principalmente a mãe e as meninas. Adorei isso, pois até agora não tínhamos tido muito contato com elas em outros volumes. De todos, esse é o livro que mais explora a relação familiar deles. É lindo de ver essa família, tenho carinho por todos eles. Como Sophie nunca teve família, isso também foi um apelo do livro, já que é algo que ela repara muito durante o seu dia-a-dia na casa de Violet.

    A madrasta e as irmãs tornam a aparecer ao longo do livro. Dando mais foco para madrasta e um pouco para filha mais nova, Posy, que é desprezada pela mãe. Durante os anos que Sophie passou na casa, acabou tendo um carinho por Posy, já que via que ela tinha bom coração e só tinha aquelas atitudes porque a mãe a obrigava. Diferente da irmã e da mãe, ela praticamente nunca ordenava Sophie para fazer tarefas ridículas e sim pedia, mas ao mesmo tempo nunca teve coragem para defender a pobre empregada.

    Voltando aos Bridgertons, Violet está mais perspicaz do que nunca. Logo que Benedict chega com Sophie, ela repara que tem algo acontecendo. Eloise, das irmãs solteiras, a mais velha, também segue os mesmos passos da mãe no quesito investigação. Das meninas, acho que ela vai ser minha favorita, mas eu mudo de opinião em todo o livro. Estou ansiosa para o livro dela e da Hyacinth também.

    - Só porque mulheres não têm permissão de estudar em locais como Eton ou Cambridge, não quer dizer que nossa educação seja menos importante - discursou Eloise, ignorando por completo o fraco "Eu sei" do irmão - Além disso, acredito que o motivopelo qual não temos acesso as escolas é que, se tivessemos, iriamos superar os homens em todas as matérias!

    Outro ponto a se ressaltar é a Lady Whistledown; nesse livro achei seus comentários menos afiados, já que a história do casal é bem discreta e não aparece na coluna. Apesar disso, as minhas suspeitas de quem é ela estão cada vez mais confusas. Ao invés de eliminar possíveis candidatas (ou candidatos, nunca se sabe), eu só acrescento mais na lista.

    Pode-se dizer que é preciso ter paciência para ser um paciente e Deus sabe que os machos da nossa espécie não tem muita paciência.

    Apesar de ter achado um pouco perdida a questão da releitura no meio de uma série que não se trata disso especificamente, eu adorei o livro. É impossível não se apaixonar pelo casal e Sophie é uma garota tão doce e que sofreu tanto que você fica torcendo o tempo todo pra dar certo e essa menina ser feliz. Ao mesmo tempo, eu fiquei de coração partido várias vezes, a vida não foi nada gentil com Sophie e ela tinha tudo para ser uma menina rancorosa e infeliz, mas não é. Ela se conforma que é aquilo que ela tem e segue vivendo, sem se lamentar pelos cantos.

    Já sabia quem seria o próximo casal, mas nesse livro ele dá uma dica nem um pouco discreta e já deixa o gancho para a próxima história. Se vocês são leitores curiosos igual eu, já se prepara para emendar o próximo volume. Como disse no início, fazia um bom tempo que minha leitura não rendia graças a ressaca literária e Julia Quinn tem a mágica de fazer as minhas ressacas literárias sumirem. 

    Espero não pagar a minha língua ao deixar isso registrado aqui, mas acho que nunca vou reclamar de um livro da Julia Quinn. Adoro a escrita dela e são ótimos livros para passar horas lendo.

    Título original: An offer from a gentleman
    Autora: Julia Quinn
    Editora: Arqueiro
    Gênero: Romance de época
    Nota: 5
    Skoob

    1. Oi Raquel
      Eu adoro essa série, pra mim é o melhor livro da série porque eu adoro uma releitura, ainda mais de A Cinderela. Eu sou muito romântica e quando via esses dois ficava louca pra deixar eles juntos logo. Eu amei e espero que você goste os demais!
      Beijo

      http://www.capitulotreze.com.br/

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      1. Oii
        Gosto de releituras, até agora foi meu favorito da série, só achei bem estranho ela colocar uma releitura no meio da série. Acho que é o casal mais fofo até agora e o que eu mais torci pra ficar junto logo.
        Beijos

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    2. Olá, Raquel.
      Esse é o meu livro favorito da série. Essa família é demais e dificilmente acho que vou encontrar uma família para amar assim como amo eles hehe. E espero que não se decepcione com os livros da Julia porque comigo infelizmente aconteceu hehe

      Prefácio

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      1. Oii!
        Amo a série e os livros dela que li até agora. Espero não me decepcionar também, embora o que achei que fosse ser meu favorito, não foi. Mas tudo bem, é a vida haha
        Beijos

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    3. Oi Raquel, na época eu fiquei surpresa com a releitura tb rsrsrs confesso que tive raiva do Benedict em alguns momentos, mas super gostei da leitura, Julia é maravilhosa!

      Bjs, Mi

      O que tem na nossa estante

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      1. Oii
        Quem nunca teve raiva do personagem principal? haha Foi meu casal favorito da série até agora.
        Beijos

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    4. Oi Raquel, tudo bem? Minha iniciação nos romances de época foi com a série Os Bridgertons, então eu tenho um carinho muito especial pela série, apesar de ainda faltar ler o último volume. Eu li esse livro há um tempo, me recordo pouco, mas lembro de ter adorado Benedict, até porque era um personagem pouco explorado nos livros anteriores. Sabe que quando eu li o livro não fiz essa relação com a história da Cinderela, mas tendo lido tua resenha me dei conta de que realmente é uma releitura daquela história e mesmo que eu não goste de releituras de contos de fadas, adorei Um Perfeito Cavalheiro.
      Beijos, Adri
      Espiral de Livros

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      1. Oii tudo bem e você?
        Eu comecei com outros, mas me apaixonei mesmo com os da Julia Quinn e agora é meu gênero favorito, batendo de frente com chick-lit. Realmente Benedict não aparece muito nos outros, não sei se é por causa do meu amor, mas só vejo destaque pro Colin nos outros haha
        Percebi logo no começo e depois que fui ler a sinopse que vi que tava escrito que era releitura. Amo contos de fadas e ativou automaticamente na minha memória.
        Beijos!

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