Controle Remoto: Julie and the Phantoms

  • 09:00
  • 17 de out. de 2020
  • Controle Remoto: Julie and the Phantoms

    Lançada pela Netflix em 10 de Setembro, a série produzida por Dan Cross e David Hoge e é baseada em uma série brasileira Julie e os Fantasmas de 
    • Paula Knudsen, Tiago Mello e Fabio Danes que foi exibida pela Rede Bandeirantes e pela Nickelodeon em 2011
    . Quem dirige a série é o Kenny Ortega, um nome bem conhecido por High School Musical e Descendentes.

    Saber que a série foi baseada em uma série brasileira foi algo que me chamou a atenção logo de cara. É muito bom ter produções nacionais valorizadas, fazemos coisas boas aqui sim e tá aí a prova. Ela tem vários pontos semelhantes com a série original, mas tem várias diferenças de enredo, o que eu particularmente não achei ruim.

    A série começa mostrando uma banda em ascenção em Hollywood em 1995, Sunset Curve, formada por Luke Patterson (Charlie Gillespie), Alex (Owen Joyner), Reggie (Jeremy Shada) e Bobby. Eles estão prestes a tocar no Orpheum, um lugar super badalado e que já foi palco de muitas bandas de sucesso. Um sonho para qualquer banda de rock, mas esse sonho acaba tendo um fim trágico. Luke, Alex e Reggie acabam comendo um cachorro-quente estragado e morrem.

    Controle Remoto: Julie and the Phantoms

    Depois desse inicio um pouco conturbado, conhecemos a nossa protagonista, Julie Molina (Madison Reyes). Ela vive com o pai, Ray (Carlos Ponce) e com o irmão caçula espivetado Carlos (Sonny Bustamante).  A sua mãe faleceu a um ano e desde então a vida dos três não é mais a mesma. Julie sempre amou música e tinha uma ligação muito forte com a mãe, suas melhores lembranças são com ela compondo no estúdio que fica na garagem. Com a morte da mãe, a garota não consegue mais cantar ou tocar.

    A situação muda e tudo fica muito divertido quando, a pedido do pai, Julie vai para o antigo estúdio da mãe para fazer uma limpeza. Isso porque eles pretendem vender a casa e seguir em frente, pois é doloroso demais viver rondados de lembranças da mãe. No meio da limpeza, Julie encontra uma demo da Sunset Curve e coloca para tocar. É aí que os meninos voltam, em forma de fantasmas. Somente Julie consegue vê-los, mas surpreendentemente, as pessoas conseguem ouvi-los quando eles tocam.

    Com o passar da série, você vai descobrindo várias coisas interessantes. A banda costumava ensaiar onde hoje é o estúdio da mãe de Julie, mas somente para o fim da série você começa a descobrir como a história de Julie e da banda Sunset Curve está entrelaçada. Eu tenho uma teoria sobre a mãe dela também e tenho certeza que estou certa rs.

    Além dos fantasmas da banda, eles acabam conhecendo outros fantasmas. Todos estão ali porque tem algum assunto inacabado e por isso não conseguiram fazer a passagem. Um deles é o skatista Willie (Booboo Stewart), ele vira um crush do Alex e eu simplesmente amo esses dois! Ele aparentemente não está ligando muito por não ter feito a passagem e parece gostar bastante da vida de fantasma, aproveitando bem mais do que aproveitava quando vivo, inclusive.


    Outra personagem bem divertida é a melhor amiga de Julie, Flynn (Jaddah Marie). Ela é bem dona de si mesma e está ali para tudo que Julie precisar, sempre dando força e umas broncas também. Além dela, temos dois personagens bem frequentes, Carrie (Savannah Lee May), a típica menina malvada, popular e desagradável da escola e o Nick (Sacha Carlson), namorado de Carrie, crush de Julie e um cara bem legal até, apesar de namorar uma pessoa detestável. Ele é super gentil com a Julie e, apesar das reprovações da namorada, apoia a menina e entende a situação difícil que ela se encontra.

    Com a banda na sua garagem, Julie acaba encontrando uma música que a mãe compôs para ela antes de morrer. Sinceramente, eu não dava nada para Julie, é uma personagem legal e tudo mais, mas não tinha criado uma ligação com ela e até estava achando ela bem sem-sal para uma protagonista. Mas quando ela cantou a música que a mãe compôs, ela virou outra garota. Que voz, que talento, que potência! Essa menina é uma estrela escondida por baixo de uma menina tímida e basta botar um microfone e um piano na frente dela que ela se transforma. Nesse momento da série eu já me rendi. Não ia dar, sabe? A cena é maravilhosa, a música é ótima e não tinha atriz melhor para Julie. Simples assim.


    A série foi muito bem sucedida mostrando isso e acredito ter sido proposital. É nítido o quanto a garota se transforma com a música. A relação com a família, com a amiga, com a escola, tudo fica diferente.

    Como é de se imaginar, nem tudo são flores. Apesar de serem bem alto astral, os meninos tem os seus próprios dilemas, principalmente o Luke. Tudo isso é abordado muito bem e bem amarrado na série. Não vou dizer exatamente o que é aqui, porque tecnicamente é spoiler, então estou me contendo. Mas já deixo registrado que eu não estava esperando pelo que veio - quem assistiu sabe do que eu to falando - e eu me debulhei em lágrimas de soluçar, sim.

    Além das questões pessoais que ficaram para trás quando os meninos morreram, eles acabam tendo um problema do além. Para não sobrecarregar Julie, eles não contam isso para ela de início, mas a menina fica desconfiada e no fim eles acabam contando. Não é fácil para ela lidar com isso, mas é muito bonito ver que ela coloca a própria dor de lado para ajudar os meninos, não importa como.

    Os personagens e os atores são perfeitos. De verdade, eu fiquei surpresa com a atuação deles! Todos são muito bons. Eles foram muito felizes na escolha e eles tem uma química incrível entre eles e realmente parecem uma banda que sempre tocou junta ou amigos de infância. É impressionante.

    Um adendo aqui: o vilão também é ótimo. Os números musicais dele são muito legais! Fiquei impactada e eu realmente não tenho nem o que dizer mais.

    Achei uma série bem completa, com cenas divertidas, geralmente envolvendo Reggie ou o irmão da Julie. Temos cenas sérias, cenas felizes e cenas tristes. Chorei horrores nos últimos dois episódios e ainda estou abalada.

    A série é do tipo que deixa um suspense no final de cada episódio e, por ser curta, somente 9 episódios, fica fácil acabar com ela em uma tacada só. Por um lado é bom, mas por outro estou sofrendo porque eu quero mais. Principalmente depois da cena final.

    Obviamente, como se trata de uma série que vive em torno da música, temos várias cenas musicais fantásticas. Coisa que o Kenny Ortega foi muito bem contratado e aproveitado aqui.

    Já estou ansiosa para mais, Netflix, desenrola a segunda temporada aí. Nunca te pedi nada - mentira, eu sempre peço, mas não custa né. Vou deixar o trailer aqui para vocês sentirem um gostinho e se ainda não foram ver, corre na Netflix agora!

    1. Oi Raquel,
      Eu estou APAIXONADA por essa série. As músicas são maravilhosas, atores perfeitos para os papéis e também estou implorando para uma segunda temporada. rs
      Aproveito esse tempo sem notícias para panfletar a série pras amigas, kkkkk.
      Nunca vi quem assistiu e não gostou!
      beijos
      http://estante-da-ale.blogspot.com/

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    2. Raquel do céu, não estava dando nada pra essa série! E agora estou viciada rsrsrs E não sou muito de série musicais rsrsrs eu já quero segunda temporada!

      Bjs, Mi

      O que tem na nossa estante

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    3. Ei, tudo bem? Eu amava assistir essa assistir a versão original quando passava na tv aberta, os fantasmas com aquelas fantasias era o auge, essa coisa do cachorro quente seria engraçada se não fosse triste, eu vou dar uma olhada na série com certeza, é uma ótima recomendação, e também uma maneira de novas pessoas conhecerem a série original, mesmo essa da Netflix sendo uma inspiração, a nossa versão brasileira ganha visibilidade e recebe os créditos. Beijocas!


      https://resenhabookshouse.blogspot.com/?m=1

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