ATENÇÃO: essa é uma resenha do filme Oferenda a Tempestade, terceiro e último filme da trilogia Bástan e, portanto, contém pequenos spoilers dos dois filmes anteriores.
No aguardado desfecho da trilogia Bástan, Oferenda a Tempestade, a inspetora Amaia Salazar está convencida de que sua mãe não morreu - mesmo que todos lhe digam o contrário. Por isso, quando o cúmplice da mulher morre na prisão, Amaia retorna para sua terra natal em busca de respostas definitivas sobre o que aconteceu com sua irmã e o paradeiro de sua mãe.
Legado dos Ossos determinou o ritmo de Oferenda a Tempestade, fazendo com que a história deixasse de ser sobre estranhos e se entranhasse na família de Amaia. Agora, segredos sobre o passado de Rosaura começam a aparecer, bem como as atividades místicas com as quais sua mãe estava envolvida.
Embora com um plot um pouco batido (e até estereotipado) e com um vilão que eu - e meu amorzinho Jonah - já tínhamos previsto lá no segundo filme, Oferenda a Tempestade tem um bom ritmo e mistura bem os segredos de família com a investigação e os rituais. No entanto, ainda senti que algumas revelações saíram do nada.
O tipo de informação que está presente nos livros em doses pequenas até chegar ao último volume e que, por isso, foram cortadas das adaptações anteriores. O que acabou deixando elas meio "penduradas" nesse último filme.
Também passei bastante raiva com algumas atitudes da Amaia e continuo com muita preguiça do marido dela, o James. O relacionamento dos dois foi muito "tanto faz como tanto fez" e o único e exclusivo papel dele em toda a trilogia foi ser pai pro filho da Amaia mesmo.
Além disso, para mim o vilão ficou bem na cara desde o segundo filme, e eu realmente me surpreendi de ninguém, de fato, levantar essa questão ou pensar "hmm, será?" durante todo o filme 2 e parte de Oferenda a Tempestade. Porém, os motivos dele foram uma mistura de "teoria da conspiração" e misticismo que, no fim, acabou dando certo. Pelo menos até certo ponto.
Não conheço o suficiente da cultura basca, mas fiquei desconfortável com algumas coisas. Em O Guardiã Invisível, tive a impressão de que a história via - e tratava - a possibilidade de magia como algo bom. Mas em Oferenda a Tempestade é como se a história desse uma guinada completa e mergulhasse os dois pés no pânico satânico da década de 80. Que foi algo que eu realmente não curti muito.
De forma geral, Oferenda a Tempestade fez o que deveria: fechou a história, amarrando todos os pontos e sendo coerente o máximo que conseguiu. Não foi o melhor filme da trilogia, definitivamente, mas atendeu ao que se propôs. Em um todos, a trilogia Bástan segue sendo bem interessante e um passatempo bem vindo.
Meu Deus, como assim é trilogia meu pai!!!! Diz que tem na netflix, por favor!
ResponderExcluirBeijos
Balaio de Babados
Todos os 3 estão disponíveis na Netflix, sim! :D
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