Essa releitura de A Flecha de Fogo veio no momento certo para o renascimento de outra obsessão pelo universo de Tormenta20. Um dos melhores livros de alta fantasia que já li, disparado, foi um prazer voltar para essa história e acompanhar um clérigo do Deus da Ressurreição tendo que lidar com a insurgência de uma guerra entre o povo goblinoide e os humanos.
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Corben é um clérigo de Thyatis, o Deus da Ressurreição e das Segundas Chances. Ele vive em Sternachten, uma cidade de fins científicos, onde astrônomos olham para as estrelas com seus telescópios e estudam as profecias da sua divindade através delas.
Uma das maiores profecias dessa era é a flecha de fogo, que ninguém sabe o que é, só que se envolve com o gigante e temido Thwor Ironfist, líder da Aliança Negra, uma reunião da força goblinoide. Uma ameaça à raça humana. Desde pequeno, Corben carrega traumas em relação ao povo goblinoide pelo medo que o pai tinha deles.
Quando sua cidade é atacada pela Aliança Negra e um massacre destrói tudo que Corben conhecia, ele é resgatado por heróis. Mas, quanto mais segue viagem com esses aventureiros heroicos, mais parece que há mais nessa história do que pode ver. E talvez apenas suas profecias e o entendimento do que é a flecha de fogo pode ajudá-lo a sair desse tormento.
- O passado está nos pergaminhos e o futuro está nas estrelas. Mas o presente está a seu redor.
A Flecha de Fogo tinha sido uma leitura excelente quando fiz ela em meados de 2021, e foi uma releitura fabulosa mais uma vez. A sensação de reler histórias que a gente gosta muito nunca deixa de ser maravilhosa.
A história do clérigo Corben é movida por catástrofes, mudanças e realizações. Do estudioso malandro e temeroso ao sobrevivente que ele se torna, isso sem falar nas transformações mais grandiosas que revolvem suas escolhas em relação à guerra e a quem apoiar, esse personagem vê a sua vida mudar diante dos seus olhos. Literalmente.
Corben é um protagonista facilmente gostável. Seja pela personalidade carismática, pelos dilemas que vive uma vez que sua cidade é atacada, pelas reviravoltas com sua própria personalidade e seu destino na história. O que parece ser um personagem atrelado a um destino franzino se torna uma das peças mais importantes de uma história tão maior do que ele. E o que pareciam detalhes ínfimos em seu passado se revelam peças para um quebra cabeça que, uma vez montado, explicita tudo a respeito de quem ele vai se tornar.
- Destruir é mais fácil que criar.
O cenário de A Flecha de Fogo é Lamnor, um território distante do Reinado e de tudo que conhecemos de acordo com a cultura humana. Ali, o que impera são os jeitos goblinoides, e Corben fica a frente a frente com essas mudanças abruptas a partir de determinado momento da trama.
E como é bom vê-lo interagindo com essas transformações. Duas personagens importantíssimas na trama (porque são minhas favoritas) se destacam nessa história toda: Maryx e Gradda. Uma hobgoblin e uma goblin de personalidades fortes, opiniões potentes e presença narrativa mais impactante ainda. Todas as cenas com elas são ouro puro. E é triste não poder falar mais sobre as duas, mas a melhor coisa da sua participação na história do clérigo é justamente a surpresa.
- Se Ragnar surgir em nossa porta, Maryx vai chutar o traseiro dele.
Outro entre os maiorais é Thwor, de quem eu posso falar menos ainda. Quanto menos se sabe sobre figuras épicas que são descritas como vilões por uns e grandes heróis por outro, melhor. E é o caso do líder Ironfist. Saibam apenas que uau. Uau para todos os momentos dele, sempre. Não importa se é a primeira leitura ou releitura, ele sempre vai ser um impacto.
A Flecha de Fogo traz um leque de personagens impressionantes em toda a sua complexidade; entre os humanos, Avran Darholt se destaca pela presença imponente e, principalmente, pelos complexos caminhos intrincados que parece estar trilhando - e que coloca Corben para trilhar, consequentemente. O paladino da Ordem do Último Escudo é um mistério a ser desvendado pelo leitor, um muito interessante de acompanhar.
Não se fazia guerra em segredo.
Não apenas de personagens é feito o livro. A gama de histórias e referências ao universo de Tormenta é de encher os olhos (te amo, Thyatis!), e também traz excelentes cenas de ação, complexos problemas políticos e também de muito bom humor. Porque, quando não está sofrendo, o Corben e seus companheiros de aventura são muito engraçados à sua maneira. O que, para mim, é sempre um prato cheio, porque não tem nada melhor que alta fantasia com uma boa dose de risadas.
Se você gosta de livros de fantasia épica que equilibram bem batalhas épicas, mistérios antigos e um núcleo de histórias que enriquecem o universo já tão rico de Tormenta, A Flecha de Fogo é uma leitura obrigatória na sua lista.
Sinopse: Ele está chegando. A profecia nos avisou que, com o eclipse, viria o Arauto da Destruição, tingindo os campos de vermelho. Ele já destruiu o Reino dos Elfos com seu exército de monstros. Só existe uma coisa que pode detê-lo, mas ninguém sabe o que é. Passei minha vida toda estudando a profecia. Todos nós dedicamos cada minuto a tentar decifrá-la, em busca de uma arma, de uma esperança. Mas a última barreira caiu e ele está chegando. A sombra da morte cobrirá nossos reinos, a menos que alguém responda a pergunta que nos atormenta desde o início. O que é a Flecha de Fogo?
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