Saída estratégica é o quarto volume da série Diários de um Robô-Assassino, da autora Martha Wells. Recebido em cortesia da Editora Aleph, seguimos viagem e aventura ao lado do dito cujo que, numa intempérie para salvar humanos com os quais ele definitivamente não se importa, vai acabar se colocando no caminho da empresa da qual tem fugido desde a sua rebelião.
Se curte esse tipo de história, pode gostar desses livros:
Esta resenha vai conter alguns spoilers dos outros volumes da série.
O robô-assassino encontrou informações relevantes para colocar sua antiga contratante em maus lençóis. E também para livrar a barra da Dra. Mensah e sua equipe, que parecem estar enfrentando um problemão com a mega corporação GrayCris.
Para livrar a barra dos humanos que ele jura não se importar tanto e também para tentar dar um fim às perseguições da GrayCris, o robô-assassino parte em uma viagem para resgatar Mensah e resolver os problemas pendentes de uma vez por todas.
Saída estratégica mantém o ritmo frenético, hilário e interessante dos volumes anteriores da série. Traz também uma espécie de resolução ao conflito que permeia a vida do protagonista desde o primeiro livro, o que eu achei muito satisfatório.
O reencontro com rostos conhecidos que ficaram para trás constrói uma sensação de nostalgia bem-vinda. Mensah, Ratthi, Pin-Lee, Gurathin, personagens familiares à primeiríssima vez que vimos o robô-assassino assumindo controle da sua vida, trazem um clima leve para a situação tensa vivida nesse livro. Por serem personagens conhecidos, também não tem aquele momento de apresentações ao desconhecido. Saída estratégica traz resoluções.
O nome combina perfeitamente com o momento vivido pelo protagonista. Em eterno conflito desde a sua rebelião, justificando tudo para si mesmo como uma "saída estratégica" para finalmente ter paz e poder assistir suas séries sem nenhum conflito atrapalhando seu caminho, o robô-assassino não percebe a própria hipocrisia.
O construto, cada vez mais humano e igualmente robótico, vive uma das suas maiores crises de identidade neste livro. O que foi muito divertido de acompanhar em meio a tiroteios, perseguições frenéticas e confrontos emocionais com a "família" que ele deixou para trás.
Mensah é uma personagem muito interessante, e fiquei feliz de reencontrá-la. Principalmente porque ela é responsável por colocar o robô-assassino contra a parede, apontando dedos para a infeliz ironia de ele estar agindo como uma pessoa fugindo de conflitos.
Saída estratégica mantém esse equilíbrio entre diálogos instigantes, cenas de ação carregadas de adrenalina e um final de aquecer o coração, porque abre margem para mais aventuras com um protagonista tão carismático, diferente e interessante. É aquele tipo de livro, e série, que você nunca quer que acabe.
A edição da Aleph segue o modelo que eu adoro dessa série: diagramação confortável, tradução excelente (da Laura Pohl, de novo!), e uma capa brasileira que passa o rodo na gringa. É legal demais acompanhar a evolução do robô-assassino nas artes que estampam sua história; cada vez mais humano, cada vez mais aventureiro.
Saída estratégica encerra um ciclo na jornada dos Diários de um Robô-Assassino, mas dá abertura para aventuras mais grandiosas por vir.
Sinopse: Após reunir provas cruciais contra a GrayCris, a Unidade de Segurança fugitiva retorna à estação HaveRatton. O plano é simples: entregar os dados à dra. Mensah e garantir a segurança de seus antigos clientes. O problema? Ele é um dos “objetos” mais procurados da galáxia, e a Autoridade Portuária está em alerta máximo. Entre disfarces precários e o risco constante de captura, o Robô-assassino enfrenta seu maior desafio: o reencontro com os humanos que foi obrigado a proteger (e, relutantemente, de quem aprendeu a gostar).
Título original: Exit Strategy
Autora: Martha Wells
Tradução: Laura Pohl
Editora: Aleph
Gênero: Ficção científica
Nota: 5

.png)
.png)


Nenhum comentário:
Postar um comentário
Deixe seu comentário, sua opinião é sempre muito bem-vinda!