Resenha: Pensei que Fosse Verdade

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A resenha de Pensei que Fosse Verdade, o novo lançamento da editora Valentina chegou! O segundo livro de Huntley Fitzpatrick, de Minha Vida Mora ao Lado, traz com uma história tocante sobre percepções, expectativas, insegurança e tudo aquilo que você uma vez acreditou ser verdade.

Sinopse: O maior erro da vida de Gwen Castle, Cassidy Somers, está trabalhando como jardineiro está trabalhando na ilha nesse verão. Ele é um garoto rico que mora do outro lado da ponte, em Sotny Bay, e ela vem de uma família de pescadores e faxineiras que mantém os veranistas na ilha felizes. Gwen se preocupa que uma vida como faxineira seja o seu fruto também, mas quando parece que ela nunca vai escapar do seu passado -- ou da ilha -- seu pai lhe da um conselho chocante. Faíscas voam e histórias secretas se revelam enquanto Gwen passa um maravilhoso e inquieto verão tentando resolver o que ela pensou ser verdade -- sobre o lugar onde vive, as pessoas que ama e até ela mesma -- com o que realmente é.

Gwen Castle tem 17 anos e precisa lidar com uma certa reputação na escola, o que faz com que, nos últimos meses, ela se encolha um pouco dentro de si. Gwen é a terceira geração de imigrantes portugueses na pequena Seashell, uma ilha de veraneio, e é a filha mais velha de Lucia, uma faxineira local, e Mike, o dono de uma lanchonete da ilha.

Dividindo uma pequena casa com a mãe, o avô materno, o irmão com necessidades especiais e o primo, Gwen luta diariamente para ter um futuro melhor. Ela sabe que as pessoas esperam que ela acabe como sua mãe e a perspectiva de atender a essas expectativas fazem com que ela se importe cada vez mais em seguir um caminho longe dali.


(...) e pela primeira vez me dou conta de que nenhum de nós está vendo a mesma coisa. Que todos os nossos horizontes terminam em lugares diferentes.

Enquanto enxerga a universidade como rota de fuga, cuida do irmão mais novo e trabalha pelo verão na ilha para ajudar nas contas de casa, Gwen também precisa lidar com a constante presença de Cass.

Cassidy Sommers é um garoto rico que, quando expulso da escola preparatória que frequentava, foi parar na SBH, a mesma escola de Gwen. Ele costumava passar os verões na ilha e ela se lembra do garoto loiro com quem brincava na praia. Mas meses atrás, Cass partiu o coração de Gwen e as consequências foram dolorosas e irreversíveis para ambos.

Agora ele está na equipe de manutenção da ilha durante o verão -- uma tentativa do pai de faze-lo valorizar a vida que tem -- e Gwen precisa se manter forte na sua decisão de ignorar Cassidy e não remoer velhos sentimentos.

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A história dos dois é divertida e confusa, por vezes insegura e tão jovem. Gwen e Cass são adolescentes e isso fica muito visível na forma como a Huntley trabalha eles. Horas cheios de si, para depois serem derrubados por suas inseguranças e por meias verdades. Um relacionamento conturbado pelas ações do passado e complicado porque ainda não encontraram uma forma de perdoar um ao outro.

Estou simplesmente apaixonada pela história e pelos personagens. Às vezes me pergunto como a Huntley consegue entrar tanto na mente dos adolescentes e reviver sentimentos comuns de formas tão vivas. É muito real.

A Gwen é uma garota que ama a família e faz tudo que pode por eles, ao mesmo tempo está começando a se descobrir como pessoa e como ser quem ela é sem deixar que o que as outras pessoas pensam dela interferir nesse auto-descobrimento. Ela tem medo de descobrir, no fim, que o que sempre falaram dela é verdade. E ela não quer ser essa pessoa.

Deixe que as histórias dos outros sejam contadas por eles mesmos.

Ela é boa, honesta e está magoada e apaixonada. Como nos outros romances de Fitzpatrick, além de enfrentar seus autos e baixos com Cass e aprender a confiar nele, ela também precisa lidar com a situação em casa, o namoro do primo e da melhor amiga e o segredo do filho da senhora para a qual está trabalhando nesse verão.

Todos os pequenos detalhes da vida dela se juntam para formar a história completa que é, de verdade, como uma janela para o mundo da personagem. Não é sobre onde os personagens vão parar, mas como vão chegar até lá.


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A história é em primeira pessoa e por isso acompanhamos tudo pelos olhos da Gwen, o que faz com que conheçamos Cass apenas através de seus olhos. O menino gentil que correu por toda Sandclaws com ela e o primo. O garoto que deu uma festa só para que pudesse vê-la. O garoto popular que partiu seu coração. O garoto perdido que está correndo para consertar seus erros.

Ele é uma personagem querida, que teria se poupado muita frustração se conseguisse se abrir com mais facilidade. Mas ao lado de Gwen ele floresce.

Pensei que Fosse Verdade é verdadeiramente uma história sobre como você não pode ser ninguém mais além de quem é, sobre como você tem o poder para decidir quem é. Ela é jovem e engraçada, adulta e séria ao mesmo tempo, exatamente como todo adolescente sente que sua vida é.



Uma senhora de idade que não se esqueceu de como é ser jovem, recostada no seu balanço, impulsionando-o com os pés nas tábuas corridas, olha para além da água, para além do oceano que muda e nunca muda. Horizontes que parecem fins, mas que apenas se dobram para dentro do céu, curvando-se em algo novo, começando tudo outra vez.

E por se tratar de Huntley Fitzpatrick, a gente não deixa de recomendar, não é mesmo?

A edição que recebemos foi uma cortesia da Editora Valentina e casou perfeito com o nosso amor incondicional pela Huntley. A capa nacional está incrível e seguiu a mesma linha de Minha Vida Mora ao Lado, publicado no ano passado. A diagramação é linda, e demonstra um cuidado todo especial da editora para com o livro. E será que a gente pode ficar na expectativa por The Boy Most Likely To? Eu espero que sim!

Não deixem de ler e me contar como morreram de amores por essa história!

Título original: What I Thought Was True
Autora: Huntley Fitzpatrick
Editora: Valentina
Gênero: YA - Romance
Nota: 5

Onde encontrar: Skoob | Buscapé

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