Resenha: Corte de Névoa e Fúria


Assim como boa parte dos livros da Sarah J. Maas, falar sobre essa história vai ser difícil, mas muito  Então confere comigo a leitura fantástica, incrível e bem desenvolvida do livro Corte de Névoa e Fúria. Que, ouso dizer, é o melhor dela até agora.


Sinopse: O aguardado segundo volume da saga iniciada em Corte de espinhos e rosas, da mesma autora da série Trono de vidro Nessa continuação, a jovem humana que morreu nas garras de Amarantha, Feyre, assume seu lugar como Quebradora da Maldição e dona dos poderes de sete Grão-Feéricos. Seu coração, no entanto, permanece humano. Incapaz de esquecer o que sofreu para libertar o povo de Tamlin e o pacto firmado com Rhys, senhor da Corte Noturna. Mas, mesmo assim, ela se esforça para reconstruir o lar que criou na Corte Primaveril. Então por que é ao lado de Rhys que se sente mais plena? Peça-chave num jogo que desconhece, Feyre deve aprender rapidamente do que é capaz. Pois um antigo mal, muito pior que Amarantha, se agita no horizonte e ameaça o mundo de humanos e feéricos.

Feyre libertou todos Sob a Montanha, mas o preço para a Refeita garota outrora mortal foi pesado. Ela tem tido pesadelos com os acontecimentos da corte de Amarantha, tem sonhado com os horrores que viveu para libertar o povo da cruel rainha sombria. Com seu casamento com Tamlin, seu amado, se aproximando, e o que pode ser o despertar de uma guerra milenar, Feyre descobre que sua salvação Sob a Montanha lhe concedeu poderes extraordinários, e que ela pode se tornar uma arma na salvação do mundo. Quando Tamlin começa a se mostrar mais sombrio e perturbado e Rhys e sua Corte Noturna parecem a melhor saída, Feyre toma uma decisão: ela vai cuidar de si mesma. Vai ser a própria proteção. E ninguém, nunca mais, vai lhe dizer que caminhos tomar.



Eu era a assassina de inocentes e a salvadora de uma terra.

Falar sobre os livros da Sarah é sempre uma tarefa complicada. Ela é, atualmente, a minha escritora favorita e todo o universo, tem duas das melhores séries de fantasia que já li na vida e tem escrito os livros mais incríveis que você possa imaginar ler. Corte de Névoa e Fúria foi uma das leituras mais arrebatadoras e intensas que já tive o prazer de viver, e trouxe todo um novo ar à história que começou como uma recontagem de A Bela e a Fera e cresceu para algo muito maior.



Feyre começa o livro com fragilidade e trauma. Ela viveu muitas coisas para salvar Tamlin e a si mesma, e também para libertar toda uma imensidão de feéricos da corte medonha da rainha Amarantha. Agora que está supostamente em paz, vivendo os meses que antecedem seu esperado casamento, Feyre não consegue encontrar sossego dentro de sua mente. Pesadelos perturbam suas noites, e seus dias se tornam uma prisão conforme a garra super-protetora de Tamlin deixa de ser um abrigo e se torna um calabouço. A relação entre os dois não é aquilo que ela esperava, talvez pelo fato de Tamlin também ter sido abusado e traumatizado na corte de Amarantha, ou simplesmente porque suas histórias não pertencem uma a outra. Tamlin é uma sombra do feérico por quem Feyre se apaixonou, e conforme a tensão cresce nas cortes e uma ameaça sombria começa a pairar sobre o mundo deles e também o dos humanos, Feyre percebe que o terror não acabou, está só começando.

Aquela garota que precisava ser protegida, que desejara estabilidade e conforto... ela morrera Sob a Montanha.

Rhys aparece em determinado momento da trama para abrir os olhos de Feyre ao que está lá fora, escondido dela pela muralha criada por Tamlin. O reino está em perigo, e desde a sua ressurreição, Feyre deixou de ser uma garota assustada para se tornar uma mulher poderosa, talvez até mesmo a arma que o inimigo nunca esperaria encontrar. Ela tem dentro dela um poder milenar, sete forças que, unidas, a transformam numa das criaturas mais indestrutíveis do mundo mágico. Mas, para usá-las, ela precisa treinar, precisa se fortificar, precisa lutar, e essas são coisas que Tamlin não quer permitir.

Onde toda aquela cor, luz e textura um dia morara, havia apenas uma cela de prisão imunda.

A partir do momento que a Sarah te apresenta esses dois lados da história, você já sabe qual é o totalmente correto e qual é aquele que você quer chutar para longe porque só faz mal para Feyre. Quando ela decide o que quer para ela, urros de alegria e gritos de felicidade foram minhas reações. A Feyre nunca foi uma peça frágil do jogo, nunca foi uma donzela necessitada de proteção. Ela é uma guerreira, uma mulher cheia de garra e de destreza. Ela é dona de si mesma, dona das próprias ações e dos próprios erros. Ela tem o direito de escolher o que quer, tem o direito de lutar pelo que acredita ser certo. Tamlin é a sombra que a mascara e a esconde, que cria essa teia manipuladora, fazendo Feyre acreditar que está necessitada da sua proteção. A partir do momento em que ela se liberta e sai de perto dele, a trama se desenrola para empoderá-la e dar-lhe o controle de todos os momentos em que se escolhe colocar; talvez por isso Corte de Névoa e Fúria tenha sido meu livro favorito da Sarah até agora.



- Quando se passa tanto tempo presa na escuridão, Lucien, se percebe que a escuridão passa a olhar de volta.

A relação entre a Feyre e o Tamlin começa abusiva e se torna um amontoado de situações desesperadoras. Se você leu minha resenha do primeiro livro, sabe o quanto eu admirava o Tamlin, o quanto eu tinha esperanças pelo ship. Lendo este, no entanto, as coisas desandaram de tal maneira que eu amassei várias páginas em meus rompantes de ódio mortal. Conversando com uma amiga, ela comentou o seguinte: "ler Corte de Névoa e Fúria me fez perceber que o Tamlin nunca foi a Fera, ele sempre foi o Gaston". E sim, é só isso que eu vou comentar sobre ele. O resto você entende quando ler por si mesmo.



Tamlin me dera tudo o que eu precisava para me tornar quem era, me sentir segura, e, quando conseguiu o que quis, quando conseguiu o poder de volta, as terras de volta... parou de tentar. Ainda era bom, ainda era Tamlin, mas estava simplesmente... errado.

A Sarah soube trabalhar muito bem diversas nuances de personagens quebrados, assim como construiu momentos arrebatadores com cenários deslumbrantes e uma mitologia rica e fascinante. Sarah nos entrega uma Feyre destroçada, completamente submissa à proteção, e escreve um crescimento que a leva a se tornar a mulher mais incrível e mais forte que aquele reino já viu. Feyre é uma guerreira apaixonada pela liberdade e pelo que ela oferece, e Rhys é o feérico que a entende e que a apoia, que a ajuda e que a guia. Os dois funcionam tão bem quanto o céu e as estrelas; eles pertencem um ao outro antes mesmo que a história te permita perceber isso. Suas cenas são bem orquestradas, suas ações e seus diálogos são ricos e afiados. A química entre eles salta das páginas e te deixa rolando no chão implorando por mais.



- Você mandou aquela música para minha cela. Por quê? 
A voz de Rhysand estava rouca. 
- Porque você estava se partindo. E eu não pude encontrar outra forma de salvá-la.

Rhysand é outro personagem complexo. Ele mascara sua dor e seus traumas atrás do horror que as histórias contam sobre ele. O Grão-Senhor da Corte Noturna é um dos feéricos mais complexos e um dos personagens mais incríveis que já tive a alegria de ler; ele é tudo de intenso, tudo de arrebatador. Rhys é um homem maculado pelo passado tenebroso, por escolhas e sacrifícios que o forçaram a esconder o verdadeiro coração para proteger aqueles abaixo dele. Rhys é um redemoinho de emoções, e todas são tão poderosas e bem desenvolvidas. Eu amo como suas interações com a Feyre são livres de mentiras e de cautela, são tão sutis e abertas, tão reveladoras. Mesmo sob o ponto de vista da Feyre, nós conseguimos encontrar pontos frágeis que o Senhor da Corte Noturna só mostra para ela, detalhes ínfimos que criam uma relação inquebrável entre os dois. Um único detalhe no primeiro livro havia me deixado desconfiada e brava com o Rhys, mas esse detalhe foi explicado quando ele revelou tudo sobre o seu passado, e só me restou chorar e pedir perdão por ter duvidado das intenções dele!

- Amo meu povo e minha família. Não pense que eu não me tornaria um monstro para protegê-los.

Acho que o que torna esse ship mais intenso, além das cenas quentes que ambos dividem, é o fato de entenderem tanto um ao outro. Para mim, o mais importante nos casais da ficção é ver ligações que nunca aconteceriam com qualquer outro personagem. É ver um coração quebrado e encontrar outro, tão quebrado tanto, que o entenda melhor do que qualquer um. Feyre e Rhys têm espíritos quebrados, mas podem reconstruí-los juntos, e é isso que a história desenvolve com tanta maestria. O romance entre eles é de dar um calor na vida e na sua reencarnação, porque eles são intensos, ao mesmo tempo em que são queridinhos e fofos.



Eu era dele e ele era meu, e éramos o início, o meio e o fim. Éramos uma canção cantada desde a primeira brasa de luz no mundo.

Novos rostos se juntam à história só para enriquecê-la ainda mais, e eu preciso falar abertamente sobre os quatro membros do Círculo Íntimo do Rhys: Amren, Morrigan, Cassian e Azriel. Eles são seus generais, conselheiros, amigos e família. São feéricos poderosos com linhagens distintas - exceto a Amren, que é um ser muito mais antigo e indestrutível - que criam um ambiente familiar na Corte Noturna. Eles servem a Rhys desde muito tempo, e se tornaram sua família desde então. Amren é enigmática, soturna e muito perigosa, e nem por isso menos carismática. Tudo sobre ela envolve mistérios, especialmente sua origem. Feyre só sabe que ela está aprisionada dentro de um corpo feérico, mas o que é Amren, de onde ela veio e para onde irá quando for liberta, isso são coisas que a história desenvolve com o tempo. A interação entre as duas foi muito incrível e interessante, especialmente por Amren ser tão sombria e inescrupulosa. Por outro lado, Morrigan se tornou um laço amigável e uma presença acalentadora na vida da perturbada Feyre. A feérica arrebatadora pode ser considerada sua melhor amiga, por assim dizer, porque Mor é toda amor e apoio, apesar de ser tão mortífera quanto o fio de uma espada.

Uma rainha - uma rainha que não se curvava a ninguém, uma rainha que enfrentara todos e triunfara. Uma rainha que era dona do próprio corpo, da vida, do destino, e jamais se desculpava por isso.

Az e Cassian são os generais de Rhys, guerreiros fortes e imaculados que carregam cicatrizes da antiga guerra que tomou o mundo feérico. Ambos têm histórias tristes, ambos são traumatizados por seu passado - Az é meu bebê precioso e vou protegê-lo a todos os custos - e os dois são presenças importantes na vida da Corte. Azriel e Mor são, aliás, o meu segundo OTP favorito deste livro, e espero sinceramente que a Sarah zarpe esse ship, porque eu já sofro horrores com alguns olhares e conversas.




Feyre se torna próxima de cada um deles, e nota-se a diferença entre suas interações com as interações tidas na Corte Primaveril nos últimos meses. Na Noturna, Feyre se sente em casa.

- Há a escuridão que assusta, a escuridão que acalma, a escuridão do descanso. Há a escuridão dos amantes, a escuridão dos assassinos. Ela se torna o que o portador deseja que seja, precisa que seja. Não é completamente ruim ou boa.

Eu poderia me estender aqui por anos falando sobre as relações entre a Feyre e todos os personagens, mas haja resenha pra caber isso tudo. É um senhor livro, afinal de contas, e além da parte emotiva, a mitologia feérica e o desenvolvimento dos poderes da Feyre foram outros detalhes que me encantaram absurdamente.



A Sarah tem um jeito incrível de criar histórias mágicas e lendas antigas e colocar isso nas histórias de tal modo que você acredite que existam de verdade. Toda a lenda por trás do Caldeirão, o objeto mágico sobre o qual a trama gira em torno, e os traços sobre os quais foram criados o mundo dos feéricos, tudo que envolve o crescimento dos poderes peculiares da Feyre e o entendimento de sua força, tudo sobre Rhys e o porquê de ele ser o Grão-Senhor mais poderoso de todo o mundo mágico, TUDO é impecável.

- Há muito tempo, antes dos Grão-Feéricos, antes dos homens, havia um Caldeirão... Coisas foram forjadas com ele. Coisas tão malignas que o Caldeirão foi, por fim, roubado de volta, a um grande custo. Não podia ser destruído, pois tinha Feito todas as coisas, e, se fosse quebrado, a vida deixaria de existir. Então, foi escondido. E esquecido.

Corte de Névoa e Fúria abriu caminho para uma sequência explosiva cheia de reviravoltas, porque o final deste foi de cair a bunda. Surpreendente é pouco para descrever os capítulos finais desse segundo volume, e eu tenho tantas teorias desesperadoras de arrancar os cabelos sobre as consequências da decisão de certa personagem que ALGUÉM CHAMA O SAMU!

- Às pessoas que olham para as estrelas, Rhys. 
- Às estrelas que ouvem e aos sonhos que são atendidos.

No mais, como sempre, Sarah J. Maas nos entrega surto atrás de surto e uma obra fabulosa incrivelmente necessária na vida de todos. Se você ainda não leu nada dela e procura um romance arrebatador misturado a um universo fantástico rico e maravilhoso, Corte de Névoa e Fúria é o livro.


Título original: A Court of Mist and Fury
Autora: Sarah J. Maas
Editora: Galera Record
Gênero: Fantasia / Romance
Nota: 5 +

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COMENTÁRIOS

32 comentários:

  1. Oi Denise!

    Nossa eu nunca li nada da autora, mas fiquei encantada com a resenha! Os personagens parecem ser super bem trabalhados e a trama bem construída. Gostei e parabéns pela resenha super completa!

    Bjs, Mi

    O que tem na nossa estante

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    1. Oi Michele! Tudo bom?
      Sarah é a minha rainha da literatura atual, se puder indicar ela pra Deus e pro mundo eu vou <3
      Fico feliz por ter gostado da resenha! É sempre um problema falar dos livros que eu amo demais :P
      Obrigada pela visita.

      Beijos,
      Denise Flaibam.

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  2. Oi, Denise!!
    Não li a resenha porque estou pretendendo ler o primeiro livro ainda esse ano. Mais adoro essa autora e estou mega curiosa sobre essa trilogia.
    Beijoos

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    1. Oi Marta!
      Eu fiz a resenha com o mínimo de spoilers possível, mas entendo perfeitamente. Leia ACOTAR sim, melhor coisa da vida esse livro e essa trilogia! JKNASFUIASBGASBUASGBOUASGBUGASB

      Beijos,
      Denise Flaibam.

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  3. Eu li várias resenhas desse livro e a sua foi a melhor e mais bem escrita que achei!

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    1. Oi Ana! Que bom saber que gostou tanto da resenha, flor, muito obrigada! Quando amo muito um livro fica difícil me expressar sobre ele, mas fiz o meu melhor :D

      Beijos,
      Denise Flaibam.

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  4. Eu li várias resenhas desse livro e a sua foi a melhor e mais bem escrita que achei!

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  5. Garotaaa, estou lendo e me sinto cair de bunda hahaha Esse segundo livro é O LIVRO! Quem não leu ainda, corre, mas corre pelo amor de Deus, porque não tem como explicar o que se sente ao decorrer da trama. Estou devorando o livro e só penso em lê-lo, lê-lo... já estou com início de depressão e ressaca literária por estar terminando-o :'(

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    1. Oi Jéssica!
      NEM FALE ASJKNFASUOGBAUASGBUOGAS faltam gifs pra expressar o que foi a minha leitura desse livro. Acabei com os meus post-its de tanta quote que marquei.
      O difícil agora é esperar pelo terceiro! ESCREEEVE SARAH, PELO AMOR DE JESUS!
      Obrigada pela visita!

      Beijos,
      Denise Flaibam.

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  6. Meu gsuis, como eu amei esse livro, acabei de terminar ele é meu coração ainda esta querendo sair pela boca. Vim pesquisar se já estava previsto o proximo livro e encontro essa resenha MARAVILHOSA que descreve muito bem as emoções do livro. Parabéns gata, me indica mais livros nesse estilo???? E vc sabe qnd vai sair o proximó livro dessa saga e quantos livros vão ser????

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    1. Oi Carol, tudo bom?
      ASFJKASNJGBAUOASGBOASGUBASGUOBAOGUA SIM, exatamente! Coração saindo pela boca, foi isso que eu senti durante a leitura.
      Obrigada por ter gostado tanto da resenha! Fiz com todo o amor e surto possíveis porque é o que a Sarah causa em mim.
      Então, nesse estilo eu indicaria pra ti a saga Rainha Vermelha - o primeiro livro é meio nhé, mas o segundo compensa COMPLETAMENTE, fiquei de cara no chão com a qualidade da história. Gosto muito de Uma Chama entre as Cinzas, da Sabaa Tahir. É de fantasia, tem um pouco de distopia dentro, e as protagonistas são incríveis. A própria saga Trono de Vidro, da Sarah J. Maas, é mais do que indicada - uma das minhas séries de fantasia favoritas de todos os tempos; caso tu não tenha lido, é INCRÍVEL.
      De ACOTAR eu sei que vai ser uma trilogia. O próximo livro fecha a história da Feyre e do Rhys e tal, está previsto pra 2017 (lá nos EUA, aqui só Deus sabe T_T). A Sarah pretende fazer seis livros da série - os próximos dois vão ser meio que spin-offs ou algo do tipo, e vai ter um livro de colorir.
      Obrigada pela visita.

      Beijos,
      Denise Flaibam.

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  7. Ola,Vai ter um proximo livro da saga ?????
    Diz que sim !!!!
    Obrigada !

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    1. Oi Giovana! Sim, ACOTAR é uma trilogia. O próximo e último volume sai ano que vem lá nos EUA :D
      A Sarah ainda tem mais 2 spin-offs planejados, além de um livro de colorir da saga.

      Beijos,
      Denise Flaibam.

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  8. Para mim, essa é a pior escritora atual, pra segurar a historia e tentar torna-la interessante, ela cria novos casais destroi antigos com uma manipulação exagerada e absurda, dizer q Feyre se entende com Rys é uma coisa, mas ela tbm se entendia com Tamlin, oq ela fez foi tornar um personagem q era bom ruim e um que era ruim bom, a mesma situação acontece em Trono de vidro, quando ela força Charl q era um homem maravilhoso a se tornar ruim em vez de ser algo natural, eu fico revoltada mesmo e n odeio o curso que todas a series dela tomam, mas leio por adorar imensamente as personagens, por serem mulheres interessantes e de trajetoria incrivel, nessa parte ela aerta. Adorei a resenha (apesar de n concordar em certas partes) bjs

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    1. [...] e odeio o curso...**** errei na frase ali kkkkkk

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    2. Oi Brunna.
      Então, tenho que discordar quase completamente do seu comentário. Do meu ponto de vista, o que a Sarah mais faz bem é desenvolver personagem. E o Tamlin tinha muitos traços sutis da personalidade que explode nesse segundo livro. Não é o caso de ela descaracterizá-lo - como a Roth fez com o Four em Allegiant - foi uma questão de desenvolvimento. E o Rhys nunca foi ruim, ele tinha nuances sombrias que criavam aquela aura de vilão - se tu leu o livro, entendeu porque ele fez isso.
      Em Trono de Vidro também é o meeesmo esquema. O Chaol, inclusive, continua um dos melhores personagens da série, porque ele teve todo um arco de reeducação e de fazer escolhas difíceis considerando a criação que teve. Nenhuma das séries é sobre os ships, é sobre escolhas. Os personagens fazem escolhas e isso leva eles para novos caminhos; alguns caminhos afastam os casais, outros unem novos.
      E exato, as mulheres que a Sarah escreve são incríveis <3 Mas todo o resto também.

      Obrigada pelo comentário!

      Beijos.

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  9. Alguém sabe quando sai o terceiro. ?

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  10. Oi. Amei a resenha. Eu indico ACOTAR para todo mundo. É uma escrita maravilhosa. Fluida. Intensa. Rhys e Feyre são pura intensidade. Desde o primeiro livro queria esse ship rsrs. E a Sarah faz as emoções saírem do livro e invadirem a gente. Eu quase sufoquei junto com a Feyre no início. E Rhysand... sem palavras. Como ele consegue ser o oposto de Tamlin. Gosto do Tam... ele não é mau... ele tem atitudes erradas baseadas no que ele acredita ser certo, embora ele esteja totalmente errado... Mas Rhys sr sacrificou por sua corte, enquanto Tamlin não teve essa coragem, enquanto Tamlin mandou um amigo morrer no mundo mortal. Rhys é uma confusão maravilhosa.

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    1. Oi Waleska!
      Eu gostava bastante do Rhys no primeiro livro, mas no segundo foi um amor em combustão. Absurdamente genial o que a Sarah fez com esse ship.
      Em relação ao Tamlin, acho que a questão é exatamente essa. Relacionamentos abusivos estão sempre mascarados de 'boas intenções' e 'estou fazendo isso pra te proteger', mas tudo pelo que a Feyre passa seguido das desculpas do Tamlin não é legal. É perturbador. O modo como ele vê ela, como um objeto a ser protegido e não como uma mulher a dividir o seu poder e ajudá-lo com seu reino, isso mostra o quanto o Tamlin é errado.
      Conhecendo a Sarah, ele talvez se redima no próximo livro, mas pensar nele chegando perto da minha Feyre já me dá vontade de dar uma voadora!
      Obrigada pela visita!

      Beijos.

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  11. Pelo caldeirão! (Referencias hihihi)
    Eu ainda estou lendo o primeiro livro, mas você fez uma resenha tão boa, e incrível e tudo mais do livro, que eu estou loucas pra terminar só pra poder ler o segundo.
    Teve uns sporlerzinhos, mas eu gosto, e só me fizeram querer ler mais ainda o segundo.
    Estou u pouco chocada em relação ao Tamlin e a Feyre. Mas pra quem leu os livros da saga Trono de Vidro, sabe que a Sarah não é como as outras autoras que pensam que deve existir só um shipp com a personagem principal.
    Enfim,... Gostei muito da sua resenha <3

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    1. Referência entendida com sucesso :P
      Ahhh Stephanny, que maravilhoso saber disso. Eu segurei bastante os spoilers, não precisa se preocupar que as coisas citadas aqui não são grandes revelações da trama nem nada do tipo.
      Pois é! A Sarah adora trabalhar ships, mas nesse caso ela já deixou bem claro qual que é o canon - e graças aos deuses por isso. O Tamlin foi um belo de um babaca ridículo nesse livro e quero que morra no próximo, ou que sofra bastante u_u vai me entender quando ler!
      Obrigada pelo comentário <3

      Beijos!

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  12. Este comentário foi removido pelo autor.

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  13. Primeiramente, parabéns pela resenha muito bem feita.<3
    Segundamente...PELO CALDEIRÃO, EU ESTOU SURTANDO! "Corte de Neve e Fúria" é, simplesmente o melhor livro que eu já li em toda a minha existência. Eu nunca havia sofrido tamanha angústia, felicidade, tristeza e whatever ao ler uma história. Cada página era...magnífica.
    A Feyre me encantou desde a primeira página do primeiro livro, e passei a ama-la desde então; com seus defeitos e qualidades, não foi difícil entrar em sintonia com ela.
    Tamlin é um desgraçado, que perdeu todo o meu respeito. É um covarde, obsessivo e, argh, realmente esperava mais desse personagem.
    Rhysand...não sei o que falar desse personagem, não tem como descrever o quão profundamente apaixonada estou
    por ele. Seguindo as tradições, eu geralmente tenho um abismo pelos mais sarcásticos e "bad boys", portanto, adorei ele desde o "Calnamai" (não sei como se escreve), apesar de algumas atitudes no primeiro livro. No entanto, superando todas as expectativas, ele realmente me surpreendeu, surpreendeu MESMO. E eu realmente o amo, com todo o meu coração, assim como o Círculo Íntimo dele.
    E o que falar sobre a Feyre e o Rhysand? Esse casal perfect que eu shippei desde a prisão Sob a Montanha. Pensei que seria só mais uma ilusão minha, pois ela claramente amava o Tamlin...IAI, meu coração ainda palpita de felicidade ao lembrar que meu OTP é real! Nunca torci tanto por um casal.
    Enfim, esse comentário já tá enorme, mas eu poderia me estender mais e mais sobre esse livro perfeito, que...pela Mãe (rsrs), foi de tirar o fôlego. Não sei se vou conseguir suportar até que o próximo livro seja lançado, provavelmente não!
    De novo, adorei sua resenha!!!! Beijos!!!!

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    1. Oi Bianca!
      AMO SURTOS GIGANTESCOS, ME ABRAÇA ASKFNASGBAAOAGU
      Eu não sei explicar o que a J Maas faz com as palavras, mas ela FAZ. Ela simplesmente FAZ. Tem magia nesse livro porque não é possível uma história tão poderosa assim existir sem um toque de magia, me recuso a aceitar.
      Tamlin precisa morrer protegendo o Rhys pra ganhar um pouco de respeito de volta, e só um pouco. Até lá ele que arda no Caldeirão, maldito traidor abusivo horroroso G_G
      MENINA POIS É, O RHYSAND ASKJFNASUGBAUOASGBUOSA aquela história de ele drogar a Feyre e etc, eu entendo porque fazia, mas não curti então tava com um pé atrás, mas NESSE LIVRO QUE HOMEM É ESSE EU QUERO UM PRA MIM???????? Quanta devoção e amor que ele tem pela Feyre, minha nossa que eu hiperventilo.
      Vamos morrer com o terceiro livro? Vamos sim com certeza, mas vai valer a pena.
      Obrigada pelo comentário!

      Beijos.

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  14. Oii, sabe quando sai a continuação?? o Volume 3

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    1. Oi Thamiris. Sai em maio lá nos EUA, agora no Brasil só deus sabe :/

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  15. Depois que li a resenha fiquei um pouco desanimada. Eu adoro a escrita e a criatividade da autora, seus livros sao daqueles que começamos e nao queremos parar ate ler a ultima pagina. Porem ela fez com Feyre com fez com Aelin, no primeiro volume a protagonista se apaixona perdidamente e uma paixao, um amor lindo, forte e parece ser pra sempre, e ai no segundo esse amor simplesmente deixa de existir, pra dar lugar a um novo amor. Nao gosto disso nas historias dela, na saga Corte isso fica mais forte, Feyre ama Tamlin com todo o coraçao e ė inteligente o bastante para ver que vale a pena, ela sacrifica sua vida por esse amor que parece todo o tempo estar certo, ai no segundo volume ela transforma o Tamlin em um homem nao digno do amor de Feyre e ela simplesmente deixa de amar aquele a quem ela jurou amor ! Ela faz exatamente o que Amarantha diz! Pelo menos foi isso que eu percebi na sua resenha e do que eu ja li ate o momento. Porem a historia toda ė fantastica.

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    1. Oi Anony! Tudo bom?
      Então, vamos lá. A coisa mais legal nas histórias da Sarah é EXATAMENTE isso. Você não nasce destinado a ficar com a primeira pessoa que cruza teu caminho e por quem você nutre sentimentos, isso é na vida e na ficção e em qualquer multiverso possível. O que ela mostra é uma evolução; tanto em Trono de Vidro quanto na série ACOTAR. No início, a Feyre é uma garota assustada que encontra no Tamlin a figura protetora que ela precisava, mas essa proteção se torna obsessão e é um sentimento perigoso. Deixa de ser amor a partir do momento em que ele quer escondê-la do mundo e a rebaixa a uma sombra sob a dele. Ela não descaracteriza personagem em momento algum, o Tamlin continua o cara que era no primeiro livro. Mas enquanto a Feyre quer crescer e se fortificar e proteger a si mesma, ele quer protegê-la, e por isso ele é tão errado para essa nova Feyre. É ai que o Rhys entra. Ele é a alma gêmea dela porque a vê como igual, porque quer que ela sente no trono ao seu lado, que reine e seja a sua senhora. Ele vê o potencial no poder da Feyra e não a torna uma submissa, mas uma companheira.
      Em relação a Aelin, o Chaol era uma figura familiar e querida até que ela descobriu a traição. Você não perdoa um cara que mentiu e te traiu só porque gostava dele. ALIÁS, ela perdoa porque é melhor do que ele, e o Chaol se porta assim porque é tudo o que ele conhece da vida, porque magia é errado e ele não aceita facilmente. O que mostra quão profundo e intenso é o desenvolvimento de ambas as histórias, quão incrível é a Sarah por nos entregar personagens tão bem desenvolvidos a ponto de se encontrarem em caminhos diferentes mesmo quando pareciam tão certos de seus destinos. O Rowan é o destino da Aelin porque ele pertence à ela e à força dela. Em nenhum dos casos as protagonistas 'deixaram de amar', elas cresceram e perceberam que seus corações não pertenciam aos homens que viam elas como submissas ou traidoras, mas a homens que viam elas como iguais.
      O ponto que eu comentei na resenha foi exatamente esse: o crescimento da Feyre e ela enxergando essas fraquezas do Tamlin como detalhes venenosos para o seu próprio desenvolvimento ;) O Rhys é a luz que a escuridão dela precisa, e o Tamlin se torna um buraco negro que ela não precisa na sua vida. Especialmente por tudo o que ele faz no livro para tê-la de volta.

      Beijos,
      Denise Flaibam.

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  16. Olá. Bom por conta de tantos comentários e de ter simplesmente amado o primeiro livro definitivamente prefiro não ler o segundo. Guardarei todo o romance de Tamlin e Feyre como algo que deveria ter sido eterno, algo que encanta. Assim preservo em mim toda a alegria e o encatamento desse conto que foi maravilhoso.

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    1. Oi Alessandra.
      Poxa, que pena você pensar assim. Entendo que quando o ship que a gente gosta se desfaz fica aquela sensação de que alguma coisa está errada, mas não é o caso de ACOMAF ;)
      O que a Sarah sabe fazer de melhor é desenvolver romance, e o fato de o Rhys ser o destinado da Feyre, e não o Tamlin, não estraga em nada o enredo rico e empoderador desse livro. Na verdade, só torna ele muito melhor do que o primeiro, principalmente pelo fator de a Feyre ter se encontrado como dona de si, coisa que com o Tamlin ela jamais faria.

      Beijos,
      Denise Flaibam.

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  17. Este comentário foi removido pelo autor.

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