Resenha: Real


Preciso começar essa resenha avisando que eu não ficava com raiva de uma leitura há muito tempo. Eu não sentia que tinha perdido horas preciosas que jamais seriam recuperadas há muito tempo. Eu não lia um romance abusivo assustador há muito tempo. E isso tudo, senhoras e senhores, parou de acontecer graças à Real.
Sinopse: Remington Tate tem a reputação de ser um bad boy, dentro e fora. É conhecido também pelo corpo escultural e pelo poder, sexy e selvagem, que emana de cada gota de suor, levando toda e qualquer mulher que o veja a um verdadeiro frenesi. Em seus olhos, brilha um desejo brutal, devastador e real. Brooke, uma especialista em fisioterapia esportiva, é contratada para manter aquele corpo funcionando como uma máquina mortal. Esse parecia ser seu emprego dos sonhos, mas, ao circular pelo perigoso circuito de lutas clandestinas com Tate e sua equipe, Brooke passa a ser dominada por um novo sentimento, um fogo e uma necessidade com os quais ela não sabe lidar. O que começa com um simples flerte pode virar uma obsessão sexual incontrolável. Terríveis segredos serão revelados, e Brooke deverá lutar para manter-se sã, discernindo o que há de real e o que é pura ilusão em seus próprios sentimentos.
New Adult's já estão saturados de mocinhas doces e ingênuas e seus mocinhos bad boys correspondentes. É um gênero que não inova muito, mas que se sustentou muito tempo com esses dois arquétipos construindo um romance quente e arrebatador. Alguns deram certo, fugindo do clichêzão e inovando esse arquétipo, como Easy ou Perdendo-me. Outros deslizaram feio em um penhasco, vide Belo Desastre. Agora, bem... Digamos que Real me fez ver Belo Desastre como uma obra prima da literatura.



A história é narrada por Brooke, uma recém formada fisioterapeuta que deveria saber um pouco mais sobre ética e envolver-se com clientes, mas que está ocupada demais caindo de joelhos pela beleza de Remy, um boxeador mulherengo extremamente obsessivo. Brooke é chamada para trabalhar como fisioterapeuta dele durante o campeonato e daí para frente já dá pra imaginar o que acontece?


Essa resenha vai ser muito mais gifs de reação do que palavras, de fato, porque essa leitura foi a definição de "eu me arrependo de ter aberto esse livro".



Bom, o livro é isso. Eles na turnê do campeonato e Brooke e Remy se aproximando e começando a se relacionar. E é perturbador.



Por que é perturbador, você me pergunta? Primeiro porque, a partir do momento em que Remy aparece na sua frente, tudo o que Brooke pensa, faz e respira é por causa dele. Ela perde as definições de amor próprio e consciência e respeito por si mesma e se torna um fantoche da luxúria, caindo de joelhos e usando expressões como "os músculos do meu sexo se contraem ao olhá-lo" a cada nova aparição do boxeador. Seria cômico se não fosse assustador.



O gênero New Adult geralmente acompanha trajetórias de mudança, de crescimento, de amadurecimento, principalmente. Easy, por exemplo, trata temas pesados como abuso e estupro em meio a um romance saudável e quente. É um livro que te inspira a continuar lendo e se apaixonando por ele, pelos personagens, por tudo.

Real é o tipo de livro que te faz querer gritar para os céus e perguntar POR QUÊ? Que história ele está contando? A de uma guria que poderia ter um futuro brilhante pela frente, que poderia superar um acidente e o trauma dele, mas que prefere se afundar em um romance perigoso com um cara mais perigoso ainda só porque ele é gostoso?



Porque, sim, as motivações da Brooke são basicamente: "ele é gostoso, eu aguento esse desaforo. Eu aguento esses surtos. Eu aguento ele ter me beijado à força da primeira vez que nos conhecemos. Eu aguento sua obsessividade doentia. Ele é gostoso, gente!"



O Remy, no entanto, é o mais assustador. Porque, honestamente, se eu encontrasse com esse cara, a primeira coisa que faria seria correr para a delegacia mais próxima e pedir uma ordem de distância. Remy é obsessivo ao extremo, violento como ninguém e vê na Brooke sua propriedade. Típico homem das cavernas, lógico, já que é isso que dá prazer em uma leitura, não é mesmo?



Remy me deu medo, real oficial.

Ah, Deus, e a narrativa. As eloquentes colocações da protagonista. A quantidade de palavras que ela repete para descrever os atributos físicos do Remy. A quantidade de vezes que ela repete essas palavras usadas para descrever os atributos físicos do Remy. Coisas poéticas e gloriosas como:


"He uses his arms to fuck me..." (Ele usa seus braços para me f*).


"He just fucked my name in front of me." (Ele f* meu nome bem na minha frente).


"There is, literally, a ball of fire in my throat." (Tem, literalmente, uma bola de fogo na minha garganta.).


Remy, argh. Ele transformou Travis Maddox em um cavalheiro muitíssimo controlado. Toda e qualquer aparição do boxeador me faziam querer fechar o livro, até o momento em que eu fechei mesmo e não aguentei mais.



Remy tem um distúrbio que não vou citar por ser parte da trama, mas que é tratado com extremo desleixo, um desleixo quase ofensivo. É um problema psicológico sério e preocupante, uma doença, o tipo que mata quem o possui e não trata adequadamente. O tipo que precisa de doses de remédios fortes, que precisa de acompanhamento profissional. E o livro te diz, simplesmente, "ah, ele toma uns tranquilizantes de vez em quando, mas não precisa de remédios.". Que bom, gente. Que bom que um livro que poderia te ensinar e te educar sobre uma doença escolhe romantizá-la só para não perder a "violência sexy e feroz do protagonista". Que bom que, em vez de educar, a autora mente pra você e para os personagens e destrincha uma história irritante sobre como o boxeador gostoso deixa a garota excitada e é só isso que importa.



Apesar de ter abandonado o livro, procurei spoilers para saber o final, e aparentemente a coisa fica ainda pior. Com a graça dos céus, não me importo e nunca vou me importar. Estou aqui para falar sobre como esse livro é errado e perturbador e como não serve para enquadrar um New Adult agradável, sobre como é intragável e doentio e como a autora escorregou no que poderia ter sido uma boa trama só para escrever mais sexo.


Foi a minha nota mais baixa até agora, e foi merecida. Só não zerei o livro porque as cenas de luta foram bem descritas, e salvaram a leitura até o ponto que eu cheguei. Por favor, em nome de tudo que é mais sagrado e bem escrito na literatura, até de algumas coisinhas ruins, esse não é um livro para você. Mesmo que ame New Adult ou odeie, só... Não. Real não.

Título Original: Real
Autora: Katy Evans
Editora: Novo Século
Gênero: New Adult
Nota: 1

Saiba Mais: Skoob

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COMENTÁRIOS

27 comentários:

  1. Oi, Denise!
    Mirmã, nossa hein... Eu nunca quis ler esse livro e agora mesmo que vou passar longe!
    Eu até curto New Adults, mas li tantos que saturei.
    Beijos
    Balaio de Babados
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    1. Oi Lu! Tudo bom?
      Menina, eu nunca me senti assim com nenhum livro até ler Real. Foi tão desesperador pensar nesse relacionamento abusivo sendo romantizado que eu queria gritar. Mas pelo menos o Goodreads e boa parte do Skoob concordam comigo, então fico mais sossegada :P
      Passe longe!

      Beijos.

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  2. Guria, esse segmento de New Adult não me chama muito atenção, geralmente acho meio chato esse clichezão de menininha sonhadora e inocente com um cara que "manda" sabe? E esse livro é pra passar longe mesmo! Não conseguiria ler1
    Beijos
    http://penultima-janela.blogspot.com.br/

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    1. Oi Ana, tudo bom?
      Ultimamente os NA que peguei ler foram mais do mesmo, saturou completamente :/ só continuo com os da Tammara Webber porque ela inova bastante nas temáticas.
      Fique bem longe desse livro, sério. Nunca li tanta coisa errada junta em uma obra só O_O

      Beijos.

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  3. Olá!! Eu sempre sigo suas indicações e acompanho o blog. Até então tinha esse livro na minha lista de leituras... depois de ler a sua opinião, definitivamente eu excluí!
    Gosto do gênero New Adult mas desde que não seja uma protagonista sem personalidade, fútil e retardada como essa.
    Obrigada por divulgar, não me atrevo a ler esse livro rss
    Bjs

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    1. Oi Dani! Que legal saber que o blog te ajuda com indicações de livros <3
      Esse é uma indicação também: indica pra fugir UHASUHASUHUHASUHASUHASUHASUHASUH queria desler, de verdade.
      Gosto muito de NA exatamente por ter tantas opções de amadurecimento e de histórias legais a serem trabalhadas, coisas pra deixar uma mensagem. A única mensagem que Real tentou trabalhar, que foi o problema psicológico do protagonista, foi a mais errada POSSÍVEL. Uma coisa que é até ofensiva, porque apaga completamente todo o tratamento pesado que pessoas que têm isso precisam passar.
      A protagonista ser submissa ao cara é meio que um reflexo do relacionamento abusivo que a obra romantiza, infelizmente é uma coisa que a gente vê muito em obras do tipo - como, por exemplo, Belo Desastre. Outro caso que o potencial da mocinha some quando tu coloca ela ao lado de um cara horrendo :/
      Obrigada pela visita.

      Beijos!

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    2. Não li Belo Desastre, na verdade já vi muitas resenhas mas não me interessei pela trama. Acho que qualquer livro que tenha esse tipo de assunto, como relacionamento abusivo, não pode ser tratado como um "romance bonitinho", isso é uma realidade bem triste, acho que o amor próprio é a auto-confiança vem em primeiro lugar. Mas opinião e gosto é complicado né hehehe eu respeito!!!
      Beijos

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  4. Olá! Tudo bem?
    É muito ruim quando a gente se decepciona com alguma leitura, né?
    Espero sua visita!
    Blog: EspinhaPunk!

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    1. Oi Thamiris, tudo bom e contigo?
      Muito ruim mesmo :/ mas esse foi mais que uma decepção, foi um assombro total! UHASUHASUHUHASUHAS

      Beijos.

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  5. Este comentário foi removido pelo autor.

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  6. Eu não concordo com a resenha, porém cada um tem uma visão dá mesma história. Minha opinião não vai contar aqui, mas eu gosto muito de REAL e odiei, EASY. Amo Belo desastre e nem por isso meu gosto literário é melhor ou pior que de outras pessoas. Há livros de fantasias que amo, há livros New Adult que não suporto, o importante é respeitar cada pessoa e suas especificidades literárias. Respeito a sua opinião, mas continuo dizendo que amo REAL

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    1. Oi! Tudo bom?
      Respeito o gosto alheio completamente, cada um é cada um, senão o mundo não teria graça. Eu, por exemplo, odeio os livros do Patrick Rothfuss, e ele é uma baita referência de Alta Fantasia. Mas tem gente que ama e tudo bem essa pessoa gostar, não me torna melhor ou pior que ela :)
      Meu problema com Real, e com Belo Desastre, também, foi a romantização de abuso. Que é a coisa que EXISTE e está ali e não tem como argumentar contra. O casal principal de ambas as obras é extremamente disfuncional, perturbador e trabalha em cima de tudo que NÃO deveria ser romantizado - obsessão, ciúmes violento, brigas, possessão, "não vivo sem você", etc. Além disso, Real ainda conseguiu pegar um distúrbio psicológico gravíssimo e tornar algo banal e de pouca importância, coisa que deveria ser uma mensagem conscientizadora se torna uma mentira e pode causar mais mal que ajudar. Livros estão aí pra passar mensagens, e as que Real passa são erradas. Você pode gostar de uma obra e encontrar defeitos nela - oi o machismo de As Crônicas de Narnia, que é uma das minhas obras favoritas de todos os tempos. Enfim, eu acho importante falar sobre problemáticas em livros assim, porque o alcance deles é gigantesco e ter leitores achando isso "bonito" e "romântico" não é certo e nem deve ser louvado.
      Gostos sempre serão respeitados, mas críticas não deixam de existir por isso.

      Beijos.

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    2. Concordo com você em um ponto: o distúrbio de Remy deveria ter sido mais explorado, o que a autora pecou feio. Medicamentos fazem parte desse tratamento, eu mesma tive problemas psicológicos e não há como vencer sem um acompanhamento psiquiátrico. Mais eu gosto do Remy e De Brooke. Acho que ele já perdeu tanto que vê nela uma tábua de salvação. E vamos combinar: ele foi bem provocado para fazer tudo que fez. Mais nos outros livros ele se mostra bem menos agressivo em relação a quem chega primeiro dá Brooke.

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    3. Pois é. Eu não consegui perdoar o modo frio e "pouco caso" com que ela tratou o problema dele porque é um problema GIGANTESCO. Isso mata muita gente todos os anos, taxa de suicídio elevadíssima por causa do distúrbio. É sério e é uma doença e ela fez parecer que era só um artifício da violência dele. Cara, não, por favor.
      Não acho que passado sombrio justifique atitude babaca, desculpa :P esse é o tipo de artifício que não cola, independente de o livro me apresentar um mocinho ou um vilão. "Ah, ele perdeu tanto, tem motivos pra ser assim". A maioria dos heróis da DC perdeu os pais tragicamente e não vejo nenhum deles fazendo isso.
      E, de novo, nada justifica relacionamento abusivo.
      Não vou chegar perto dos outros livros, mas legal saber que a autora melhorou esse ponto :D

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  7. Eu já li real e não odiei, realmente ele é mais pesado que outros NA. Mas tem mais livros depois desse. E a autora já escreveu outra série muito boa por sinal é diferente desse contexto. Acho que o gosto é muito pessoal, mas nem sempre agradamos. Concordo quando diz que o NA já está banalizado e clichê, mas já vi coisas piores por aí!

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    1. Oi Heloisa, tudo bom? :)
      Não achei Real pesado, já li livro muito pesado e com temáticas bem mais bombásticas que esse. Achei o discurso dentro dele errado, e a romantização de mais um relacionamento abusivo extremamente de mau gosto. Cansei de ler o cara obcecado como um "exemplo a ser adorado". Não, cara, ciúmes doentio não é saudável, possessão não é legal, surtos de violência porque "você é minha" não são um romance. Sem falar no modo quase ofensivo com que ela trata o problema psicológico do Remy.
      Eu já li vários NA's que desgostei - Ugly Love, por exemplo, e Entre o agora e o Nunca - e não fiquei incomodada por eles. Só desgostei porque a história não era tão agradável e ai fui lá e terminei e ok, não é algo que eu levarei para a vida. Mas Real tem tudo de errado e eu vou sempre citar como um dos livros mais perturbadores que já li por romantizar tudo isso.
      Obrigada pela visita ;D

      Beijos!

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  8. Oi, Denise!
    Menina, quando comecei a ler pensei "será que o livro é tão horrível assim?" até terminar a leitura da resenha e notar que aparentemente é sim. Adoro livros do gênero, mas não sei se daria chance a Real algum dia (sua veeêencia em nos mandar passar longe, é parte do motivo, haha).

    Beijos
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    1. Oi Eliana, tudo bom?
      UHASUHASUHASUHASUHASUHASUHASUHUH cara, pois é. Eu queria realmente que tivesse sido caso de "ah, não gostei porque a leitura não foi do meu tipo", mas é um livro bem errado no geral.
      Foge, foge pras montanhas!

      Beijos.

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  9. Oi, Denise,

    Eu quis ler Real por trazer uma fisioterapeuta como protagonista, para ler mais sobre a profissão e o esporte. Acabou que as resenhas foram tão negativas que troquei o livro que eu tinha sem ler. Prece que fiz um bom negócio. kkkk

    Bjs, @dnisin
    www.sejacult.com.br

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    1. Oi Denise! Tudo bom?
      Cara, eu tinha achado isso bem interessante no começo do livro, mas ela dedica uns 10% do tempo à profissão - e olha que o motivo pra ela se aproximar do cara é a profissão! - durante a narrativa.
      Você fez muito certo em fugir disso UHASUHASUHASUHASUHUHAS queria ter feito!

      Beijos.

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  10. Oi Denise, tudo bem??
    Se não me engano minha antiga resenhista leu este livro e resenhou e gostou muito, mas eu fiquei tentando entender, o porque. Cada um tem mesmo a sua opinião e seu gosto de leitura, mas menina esse livro realmente não seria pra mim, porque apesar de curtir alguns YA, nem todos me chamam atenção esse então, jamais me cativou, e agora lendo a sua resenha eu descobri porque... eu até gostei de Belo Desastre, mas detestava o ciúme e a posição de posso que ele tinha com a protagonista, eu não acho isso saudável, mas enfim... já não tinha vontade de ler, agora é que não tenho mesmo haha. Xero!

    minhasescriturasdih.blogspot.com.br/

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    1. Oi Diana, tudo bom?
      Guria, pois é! Não é aquele caso de "ah, eu não gostei porque não é meu gênero favorito" ou porque a leitura foi meio tediosa, ou até porque o romance não colou. É o tipo de livro que romantiza uma coisa que a gente deveria ter medo e evitar, que é abuso. No caso aqui, psicológico e emocional.
      Belo Desastre tinha uns pontos positivos sim, depois que reli o que mais me incomodou mesmo foi o Travis e a obsessividade dele - sem isso teria sido um livro legal até. Mas Real não tem jeito.
      Obrigada pela visita!

      Beijos.

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  11. Great post dear

    Would you like follow each other? :)
    http://theloth.blogspot.com/

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  12. Eu não gosto desse gênero porque como você disse é sempre a ingênua e o bad boy, não gosto disso porque me entendia, sem contar que contando alguns que já li, sou totalmente contra por serem supérfluos e muitos ainda colocam a submissão como algo normal (não estou falando só em quatro paredes, mas em tudo) e acham que um romance abusivo é natural e que o amor salva tudo, pelo amor de Deus, quero morrer com esses livro.
    Realmente, Real é não para mim. Não tinha vontade de ler antes, muito menos agora. Fico feliz que tenha expressado sua opinião com verdade e fico feliz em ver que alguém pensa como eu em relação a esse tipo de livro. Pra mim, infelizmente isso é uma forma de mostrar que é normal se submeter a coisas das quais não quer só porque o homem quer, acha que ele quem manda. Precisamos combater esse tipo de atitude e se cada vez mais tivermos livros ou qualquer outra manifestações artísticas que mentem dizendo que é normal, cada vez mais teremos mulheres acreditando que um relacionamento abusivo é normal e que o amor vai resolver tudo. Deus, odeio isso! Espero que mais pessoas percebem que esses livros não tem nada a oferecer e que eles mentem ao mostrar algo que não é normal como se fosse.
    Já não gosto desse gênero, não irei ler esse livro. Real não!

    Magia é Sonhar

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    1. Oi! Tudo bom?
      ME ABRAÇA QUE EU AMEI TEU COMENTÁRIO E QUERO SENTAR CONTIGO NO INTERVALO!
      Eu tive sorte de pegar alguns NA's onde a mocinha fugia desse esteriótipo - que a deusa abençoe Easy e Breakable e Perdendo-me - mas a verdade é que a maior parte do gênero ainda cai nesse clichê. E o que a gente mais tem que fazer é reclamar MESMO! Não podemos aceitar livros que romantizem esse tipo de coisa.
      Uma coisa é submissão em que a personagem concorda com a situação toda - tipo BDSM, ainda não li nenhum livro que narrasse corretamente como funciona a situação de dominador e submissa, mas é um exemplo de relacionamento saudável porque existe a CONCORDÂNCIA. Em nenhum desses NA's temos a submissão nesse estilo; é pressão psicológica, é o cara usar drama pra conseguir o que quer, é a mocinha aceitar desaforo porque o interesse amoroso é gostoso e "ah, ele me quer, eu sou única, posso ficar de boa com os ataques de raiva e etc dele". STOP THIS!
      Obrigada pelo comentário <3

      Beijos.

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  13. Oi, Denise. Acredito eu que muitos livros não são para a gente. Tem pessoas que lê algo do tipo e se encantam e outras que simplesmente detestam, afinal, isso faz parte da experiência de cada um com o livro. Eu nunca li Real e também não conhecia, mas tenho um dos livros de outro personagem, que é o Devasso e pretendo ler em breve. Não sei se irei gostar porque infelizmente estou detestando mocinhas submissas, machos ciumentos e essas coisas que vemos muito nesse gênero, mas quero dar uma chance. Como disse, cada um tem um tipo de experiência diferente né? Acho que só lendo pra saber se vou gostar ou não.
    Beijo, Blog Leitora Encantada

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    1. Oi Miriã, tudo bom?
      Eu acho que a questão aqui, e em relação a várias outras obras que romantizem relacionamento abusivo, não é de gosto. É de perceber como isso é errado. Não é a mesma coisa que você me citar O Nome do Vento e eu te falar "eu não gostei da leitura". AI SIM é questão de gosto. Eu ler um erótico e não gostar é questão de gosto.
      Eu ler um romance que me diz que é "ok" o cara ser agressivo e obsessivo e possessivo e ciumento a ponto de quebrar coisas porque fica indignado com o que a mocinha faz NÃO é ok. Não é questão de gosto. É de ler e pensar "cara, que errado". É de perceber que no mundo real isso seria o tipo de relacionamento que aparece em telejornal, em que a mulher faz B.O. contra o cara. Não é romântico, é doentio.
      Acho que vale a pena ser lido se for pra discutir a respeito, mas falo categoricamente aqui que não é legal ler e fechar os olhos para as problemáticas da narrativa, porque é romantização de abuso.
      Obrigada pela visita!

      Beijos.

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