Resenha: Blackbird

  • 09:00
  • 9 de nov de 2018
  • Resenha: Blackbird

    Blackbird é o primeiro livro de uma série escrita por Anna Carey e publicado pela V&R, que também já publicou sua sequência. Ele foi um dos adquiridos na Bienal de SP que estava na promoção, a típica compra por impulso, mas não me arrependo. O livro é bem misterioso e bem confuso no início, mas com o passar do tempo vai melhorando. Ele tem um diferencial que nunca vi em nenhum livro: é narrado em segunda pessoa.
    Sinopse: Você acorda nos trilhos do metrô em Los Angeles sem lembrar quem você é. Há uma mochila aos seus pés contendo uma troca de roupas, mil dólares em espécie e um número de telefone e a instrução "não ligue para a polícia". Você mal tem tempo para descobrir a sua identidade, perguntas rodopiando na sua cabeça. Quem é você? O que você fez? O que significa a tatuagem de um pássaro e o código FNV02198 em seu pulso? Só há uma coisa que você sabe com certeza: estão tentando te matar. E a verdade é mais perturbadora que você imaginou
    Se você, assim como eu, costuma ler se colocando no lugar do personagem principal e sentindo todos os acontecimentos junto com o livro, essa é a leitura pra você!

    Você acorda na estação de Vermont/Sunset no meio de Los Angeles sem lembrar de absolutamente nada da sua vida. Você não sabe seu nome, de onde veio, quantos anos tem, se tem parentes ou amigos procurando por você, tudo que você sabe é que estão te caçando e querem te matar. Um quadro bem desesperador, eu diria. É assim que começa Blackbird e acredito que o início de um livro tem muito a dizer sobre ele. 


    Resenha: Blackbird

    O nome dado para personagem por ela mesma é Sunny, mas não se sabe o verdadeiro nome dela. Ela acredita ter feito algo de muito errado, mas não sabe o que é. Tudo o que ela tem é uma mochila com mil dólares, um bloco de notas e um bilhete com um número pedindo para ligar assim que estiver sozinha e de modo algum entrar em contato com a polícia. A situação de Sunny só piora, quando você acha que tudo vai se resolver, bom, péssima notícia para as suas expectativas.
    Coisas que eu sei que são verdadeiras:
    - Estou em Los Angeles
    - Acordei nos trilhos do metrô da estação Vermont/Sunset
    - Sou uma garota
    - Tenho cabelos pretos e longos
    - Tenho uma tatuagem de pássaro no pulso direito (FNV02198)
    - Sou boa de corrida
    Logo após sair da estação de Vermont/Sunset ela encontra um garoto chamado Ben, que deve ter mais ou menos a sua idade e ele, vendo que ela não está nas melhores situações, oferece ajuda. Apesar de desconfiar dele – nessa altura do campeonato eu desconfiaria de mim mesma – aceita uma carona após ligar para o número misterioso que está na sua mochila e a pessoa que atende pede para encontrá-la em um escritório.

    Como nada é mil maravilhas para Sunny, o encontro não é como esperado e ela liga para Ben. Ele é a única pessoa que ela conhece e parece ter boas intenções. Ben é praticamente um adolescente independente, sua mãe está internada em uma clínica de reabilitação e seu pai está morto. Portanto, ele mora sozinho e oferece a edícula para Sunny se abrigar até resolver seus problemas.

    Morando com Ben, Sunny conhece Izzy, a neta da vizinha. Depois de uns problemas na escola, ela resolve passar um tempo com a avó em Los Angeles. Ela é uma garota bem confiante e cheia de atitude, a minha personagem preferida do livro, disparado. As duas iniciam uma amizade, Izzy está ali pela Sunny, para o que ela precisar e Sunny cria um carinho pela Izzy, mesmo que não admita.
    - Você deu um nome pro moletom?
    - Gosto de pensar nessa blusa como uma força vital. Ela estava comigo quando tirei minha carteira de motorista, prestei vestibular, quando me mudei, primeiro beijo, primeiro namorado, primeiro tudo.
    O livro tem um início bem confuso, mas esse é o propósito dele. Você é Sunny e se ela não sabe nada, você também não. Se você espera descobrir todos os mistérios no primeiro volume, não vá com essa expectativa. A autora vai revelando partes de um quebra-cabeça aos poucos, o que eu acho bem interessante.

    Ele me lembra muito alguns aspectos de Jogos Vorazes, exceto pelo fato de que você não sabe nada do que está acontecendo. Em Jogos Vorazes você tem uma ambientação, nesse aqui não. O que fica aberto para várias teorias que estão bombando na minha cabeça, vamos ver se eu acerto, o que nunca acontece, mas eu sempre tento.

    A leitura é bem rápida, achei que ia ficar mais incomodada por ele ser em segunda pessoa, mas não fez muita diferença. Na verdade, foi bem mais interessante, me senti dentro do livro e várias vezes fiquei desesperada com as situações da Sunny de chegar a disparar o coração. A curiosidade só cresce com cada página e cada detalhe que a autora revela nos dá mais vontade de ter mais.

    Vou destacar aqui um aspecto físico do livro que me chamou muita atenção para comprá-lo que foram as páginas. Ele é rosa. Adoro bordas de páginas coloridas. O segundo volume é azul e já comecei por motivos de: que final! Se eu tivesse que esperar meses pra ler o segundo volume, ia ficar uma situação bem complicada. 

    Estou com boas expectativas pro segundo, vamos ver o que acontece!

    Título original: Blackbird
    Autora: Anna Carey
    Editora: V&R
    Gênero: Literatura juvenil
    Nota: 4,5
    Skoob

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    1. Oi Raquel, excelente resenha! Fiquei com muita vobtade de conferir a história tbm!
      Realmente, nunca vi um livro narrado em segunda pessoa, e nesse estilo de história deve ser tenso! hahah
      Bjs
      http://acolecionadoradehistorias.blogspot.com

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      1. Oii! Obrigada pelo elogio! Já fico nervosa com livro em terceira ou primeira pessoa, mas na segunda é muito pior. Gostei muito, é um pouco tenso mesmo, você se envolve mais.
        Beijos

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    2. Oi Raquel! Adoro livros nesse estilo, mas fico extremamente angustiada quando os personagens não sabem quem são ou sofrem com algum tipo de perda de memória. Eu tive uma experiência com outra trilogia da autora que começou muito bem, mas me decepcionou totalmente na sequencia, por isso vou esperar teus comentários sobre o próximo livro antes de me jogar na leitura, só por precaução mesmo, hehehe. Sobre a parte física, devem ser LINDOS! Nunca vi um pessoalmente, mas vou olhar na próxima visita a uma livraria física.
      Beijos
      http://espiraldelivros.blogspot.com/

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      1. Oii! Acho bem confuso no início, fico bem perdida quando os personagens perdem a memória. Não sabia que ela tinha outra trilogia, vou dar uma olhada, obrigada!
        Beijos

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    3. Oi Raquel!
      Achei muito inteligente isso de escrever o livro pela segunda pessoa, também é algo que nunca vi antes. Acredito mesmo que o ínicio deve ser confuso e isso sempre costuma me irritar bastante nos livros, mas lendo a sua resenha eu fiquei super curiosa para ler mais e saber mais da história. Os Delírios Literários de Lex

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      1. Oii!
        Eu DETESTO ficar confusa quando os personagens não sabem das coisas, mas ao mesmo tempo me deixa mais intrigada e curiosa com o livro. Eu gostei bastante, depois conta se curtiu!
        Beijos

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    4. Oi, Raquel!
      Eu já vi esse livro em algumas indicações, mas ainda não bateu aquela vontade de ler. Espero que o segundo seja tão bom quanto esse.
      E eu vejo esse título, só lembro da música dos Beatles.
      Beijos
      Balaio de Babados

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      1. Oii!
        Sou praticamente analfabeta em Beatles, gosto das musicas que conheço, mas só conheço as mais famosinhas. Dê uma chance pro livro, ele é bom sim, bem interessante e diferente
        Beijos

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    5. Oi Raquel! Que diferente ser em segunda pessoal, acho que li pouquíssimos livros com essa narrativa! A trama parece ser boa, curti a indicação!

      Bjs, Mi

      O que tem na nossa estante

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      1. Oii, Mi!
        Foi o meu primeiro e adorei a experiência, mas se o livro tivesse uma história ruim, acho que teria sido traumatizante.
        Beijos

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    6. Oi Raquel,
      Eu amo livros narrados em primeira pessoa e tenho dificuldades com livros em terceira, mas segunda? Não me lembro de ter lido algo assim!
      E eu também gosto de páginas coloridas na lateral, rs.
      Essa obra estava no meu Lev, mas acabou caída no esquecimento. Agora com sua resenha, vou resgatar o livro! rs
      Beijos
      http://estante-da-ale.blogspot.com/

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      1. Oii! Eu não tenho preferência de narrativa, me apego bem mais pela história, mas ler em segunda pessoa foi muito diferente e bem complicado no início. SIIIM, mais páginas coloridas, fica lindo, né?
        Resgate, depois conta aqui o que achou!
        Beijos

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    7. Oi Raquel!
      Eu tenho os dois aqui e SIM ESSAS EDICOES SAO LINDAS DEMAIS *---* Eu nao li ainda mas quero. Ja li a outra trilogia da autora, Eva, publicada aqui no BR pela Galera e curti bastante. Espero realmente conseguir ler essa duologia ano que vem.

      Abraços
      David
      http://territoriogeeknerd.blogspot.com

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      1. Oii!
        Lê e depois conta aqui o que achou. Uma das meninas falou ai em cima dessa trilogia, vou dar uma olhada, obrigada! Por mais páginas de bordas coloridas, sempre bom reforçar haha
        Beijos!

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