Resenha: Annie on my mind

  • 09:00
  • 30 de out. de 2019
  • Resenha: Annie on my mind

    Annie on My Mind é um marco da literatura LGBTQ+ e chamou minha atenção pela premissa simples e carismática sobre duas garotas descobrindo o amor; com essa simplicidade, Nancy Garden teceu uma história empática e importantíssima com tamanha repercussão que acabou banida de escolas e até de um estado norte-americano.

    Sinopse: Quando Liza viu Annie Kenyn no Museu Metropolitano de Arte pela primeira vez, ela soube que havia algo especial entre elas. Sua amizade logo se desenvolve em um íntimo e profundo romance. Nenhuma das duas imaginava que se apaixonar poderia ser tão maravilhoso, mas, conforme a sexualidade de Liza e de Annie começa a criar conflitos em suas famílias e em suas escolas, elas percebem que vão precisar de mais do que amor para que seu relacionamento dê certo.

    Liza tem uma importante posição como chefe do conselho da escola e precisa lidar com pequenas crises em sua vida perfeita - isso até conhecer Annie, uma garota sonhadora e cheia de carisma que acaba por virar a vida de Liza de cabeça para baixo.

    Da amizade até algo mais, esse é um livro sobre descobertas e sobre medo - ambientado em uma época mais intolerante, ainda serve para os dias atuais e para discutir sobre como o amor, quando difere do padrão, ainda é visto com preconceito.

    Annie on My Mind foi exatamente o que prometeu: um livro rápido e cheio de emoções. A narrativa de Nancy te fisga logo de início, a construção da protagonista é de uma garota comum em meio a uma rotina comum - em uma escola prestigiada que enfrenta uma crise financeira. Liza está prestes a se candidatar para a faculdade e não espera grandes emoções do seu último ano no colégio. E aí ela conhece a Annie.

    Com uma presença radiante e um sorriso fácil, Annie ganha a atenção de Liza e as duas engatam em uma poderosa amizade. Compreensão e pertencimento são as palavras-chave para a relação que se desenvolve entre as duas. Sua maneira de ver o mundo, de reagir a ele. Elas se veem uma na outra e é maravilhoso acompanhar como as emoções nascem através disso.


    Resenha: Annie on my mind

    Gostei muito de como a autora mostrou as dúvidas de ambas as personagens - garotas jovens vivendo em uma época mais intolerante (anos 80, a meu ver, que é a época em que o livro foi lançado), receosas quanto ao que sentem, mas curiosas para descobrir mais a respeito. Uma vez que só têm uma a outra, é fofo e inocente como elas encontram o amor em meio a esses sentimentos.

    Liza e Annie formam um conjunto de personalidades ricas e corações puros e eu só queria que tudo desse certo para elas, ainda que se esconder e temer a reação daqueles ao seu redor permeasse seus pensamentos. A intolerância e o preconceito foram expostos de maneira bruta e devastadora pela narrativa e é de revirar o estômago o quanto isso ainda ilustra o que vivemos nos dias atuais, o quanto o amor não é respeitado se fugir do padrão hétero.

    É injusto e é ridículo e eu queria entrar no livro pra socar a cara de todas aquelas pessoas odiosas e tóxicas; pequenos pontos de esperança apareceram na trama, por sorte, para mostrar que nem todos ali se inclinavam para o lado preconceituoso. A representatividade que a autora dá inclusive para um casal lésbico de mais idade - e como isso influencia a compreensão das garotas sobre quem elas realmente são - é maravilhosa.

    Annie on My Mind tem uma narrativa bem fácil de acompanhar, um ótimo pontapé inicial se estiver procurando algum título em inglês pra se arriscar - e até mesmo para quem já está acostumado. Com certeza entra para a minha lista de títulos que são necessários e devem ser indicados sempre, porque é um livro sobre o amor jovem e descobertas; a intolerância está ali, mas ela não tem tanto espaço quanto a esperança e a aceitação.

    Título original: Annie on my mind
    Autores: Nancy Garden
    Editora: Open Road Media Teen
    Gênero: YA | LGBTQ+
    Nota: 5


    1. Oi, Denise
      É muito legal quando um autor promete algo e entrega justamente isso, sem mais nem mesmo. Eu nunca li um livro LGBT1Q, não é um enredo que ainda me chame atenção, mas eu gosto sempre de colocar na lista para futuras possíveis leituras.
      Beijo!
      https://www.capitulotreze.com.br/

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