Li até a página 100 e... #108 - Like a love story

  • 09:00
  • 11 de jun. de 2020
  • Li até a página 100 e... #108 - Like a love story

    Autor: Abdi Nazemian
    Editora: Balzer + Bray
    Número de páginas: 422
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    Primeira frase da página 100:

    "Podemos levar outra coisa."

    Do que se trata o livro?

    O livro acompanha três adolescentes durante o ano 1989, quando o mundo enfrentava o surto de HIV e tratava a doença como pecado, culpando e excluindo a comunidade LGBTQ+ por isso. Reza é um jovem iraniano recém-chegado no país tentando se entender entre as mudanças culturais e a situação de ser gay, mas não conseguir e não querer se assumir por medo. Art é gay e orgulhoso e luta todo dia para ser reconhecido e aceito. Judy é uma garota apaixonada por moda e por cultura pop que, assim como Art, seu melhor amigo, é muito ligada à comunidade queer e, consequentemente, vivencia as dores e tragédias vividas pelo surto da AIDS - através dos olhos de cada um, a história acompanha suas rotinas e descobertas e momentos felizes e tristes para falar sobre amor e aceitação.

    O que está achando até agora?

    MARAVILHOSO! Eu já tinha visto incontáveis elogios à história, mas nada me preparou pra beleza da narrativa e da construção de personagens e como eles são REAIS. É quase como se eu conhecesse cada um deles e os amasse e quisesse protegê-los do mundo - porque isso é verdade. A narrativa do Abdi é emotiva, divertida e pesada, tudo isso bem equilibrado. Apesar de estar falando sobre um período tão ruim, ele não economiza em sorrisos e alegria e alto astral também. É tudo tão perfeito!

    O que está achando do personagem principal?

    Os três são incríveis. A história do Reza é mais dolorosa e melancólica por seu medo em relação a se assumir e entender seus sentimentos por garotos, enquanto a de Art e Judy se divide entre alegria por estarem de boas com a vida e com o mundo e raiva e tristeza por viverem num mundo intolerante e cruel.

    Melhores quotes até a página 100:

    "Parece certo. Talvez a liberdade venha com a dor."

    "Ele mantém uma lista. E também mantém um pote cheio de balinhas e adiciona uma nova bala toda vez que algum conhecido morre. Ele diz que pouco antes de morrer, vai comer todas as balas que guardou, assim seus amigos estarão com ele."

    "O amor pode apenas acontecer para eles, mas, para nós, não é tão simples. Para nós, é uma luta. Talvez algum dia não seja; talvez um dia o amor seja apenas... Amor."

    "Muita esperança vai me matar rápido. É a raiva que me mantém vivo."

    Vai continuar lendo?

    Com certeza! Eis um livro pra me tirar da ressaca literária.

    Última frase da página 100:

    "Eu sou obcecado com aquela deusa!"

    1. Olá, Denise.
      O livro parece ser muito interessante mesmo. Eu vivi nessa época e lembro como era ser gay. Por isso a maioria negava para não ser massacrado por todos.

      Prefácio

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    2. uAU, Que legal ver que você está adorando tanto a história.
      Já quero ver resenha.

      www.vivendosentimentos.com.br

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