Controle Remoto: O Guardião Invisível

  • 09:00
  • 31 de ago. de 2020
  • Controle Remoto: O Guardião Invisível

    O Guardião Invisível é um filme espanhol de 2017 centrado em uma investigação policial em uma pequena vila nos arredores do rio Báztan, onde mitos bascos e superstições ainda são bem fortes. É por isso que a escolhida para liderar a busca por esse possível serial killer é Amaia Salazar, já que a vila é o local de nascimento da inspetora.

    Mas voltar para casa tem consequências, uma vez que o histórico familiar de Amaia é complicado, seu casamento com James - um artista americano - está caindo aos pedaços e ela parece não conseguir engravidar, um dos seus grandes desejos. Tudo isso misturado a caçada por um serial killer que está se escondendo as vistas de todo pode acabar custando a vida de Amaia.

    Quando assisti O Guardião Invisível pela primeira vez, fiquei meio dividida. A investigação criminal e a caçada pelo serial killer não deixa nada a desejar com filmes Hollywoodianos e também gostei muito da forma como a mitologia basca foi incluída na história. O suficiente para dar um toque de realismo fantástico ao mesmo tempo que nos deixa perguntando se foi realmente isso que aconteceu ou apenas uma ilusão.

    Foi mais a parte familiar que me confundiu. A relação de Amaia com as irmãs é bem distante, especialmente com Rosaura, a mais velha das três, que vira e mexe cobra Amaia por não ter estado presente para a mãe, ao mesmo tempo que a culpa pelo estado da saúde mental da mulher - e parece se ressentir muito do cargo dela na polícia, do tempo que passou nos Estados Unidos, do casamento com James.

    Aos poucos vamos aprendendo um pouco mais sobre esse relacionamento e desamarrando alguns nós. As superstições correm soltas na família de Amaia e sua tia, que a criou, parece sempre acertar nas leituras do tarot. O que acaba criando um pano de fundo intrigante, mas não completamente explorado em O Guardião Invisível.

    A primeira vez que terminei o filme, senti que ficou faltando algo, especialmente com o fim e com as poucas explicações sobre a família de Amaia, já que a sinopse tinha dado a entender que seria um filme standalone. Mas estava errada, uma vez que O Guardião Invisível era apenas o primeiro de 3 filmes.

    Pesquisando um pouco, descobri que se tratava de um filme baseado nos livros de Dolores Redondo, a trilogia Bástan, publicada aqui no Brasil pela Editora Planeta. A série deu origem a 3 filmes:
    • O Guardião Invisível (2017);
    • Legado dos Ossos (2019);
    • Oferenda a tempestade (2020).
    Durante o primeiro filme, a mitologia basca é apresentada de forma mais positiva, chegando a ajudar Amaia em sua busca pelo serial killer. Mas conforme avançamos nos outros filmes, é possível perceber uma virada bem mais sinistra e como ela desenterra antigos segredos de família.

    De forma geral gostei bastante de O Guardião Invisível, era bem o tipo de filme policial que eu procurava e me deixou ansiosa pelos outros dois filmes. Então acho que fez muito bem seu trabalho. Todos os três filmes estão disponíveis na Netflix e se você ainda não assistiu, vou deixar aqui o trailer.

    1. Chocadissima que o filme é uma trilogia e ainda tem livro.
      Salvei a dica pra quando quiser assistir algo de diferente na Netflix.
      Beijos
      Balaio de Babados

      ResponderExcluir

    Deixe seu comentário, sua opinião é sempre muito bem-vinda!

    Tecnologia do Blogger.