A minha releitura da Trilogia Grisha - Queria Estar Lendo

A minha releitura da Trilogia Grisha

Publicado em 8 de mar. de 2019

Trilogia Grisha

Recentemente resolvi fazer uma maratona de releitura da Trilogia Grisha por motivos de King of Scars foi lançado e eu lembrava MUITO POUCO do universo Grisha que deu origem a todas essas sagas. E o post de hoje é pra falar um pouquinho sobre minha releitura!

Conheci essa trilogia lá nos fins de 2014. Peguei pra ler quando a editora Gutenberg estava publicando o segundo volume - Sol e Tormenta - e cai de amores por absolutamente tudo que a Leigh Bardugo criou. A onda de fantasia contemporânea dentro do YA estava ganhando força e seguindo para longe de vampiros e lobisomens e aquelas carambolas que já tinham enchido o saco de distopia, então foi com alegria que abracei esse universo místico inspirado na Rússia czarista.

A trilogia teve fim e veio Six of Crows mostrando que a Leigh SABE o que está fazendo com seu universo e seus personagens. Agora, a duologia que acompanha o Nikolai teve seu primeiro volume publicado e meu coração clamou por uma maratona de retorno ao mundo dos Grishas - e, rapaz, como eu me lembrava POUCO dele. Foi mais uma leitura inédita, de verdade.

Morro de medo de reler livros que amava no passado pela famosa problemática. A Denise de 2014 não é a mesma de 2019 nem em mil anos, e com o amadurecimento vem a mudança de opiniões, maiores problematizações e tudo mais. Apesar de alguns escorregões, fico feliz em garantir que a trilogia não me entregou nada de perturbador ou fora da casinha como eu temia. Continua a mesma história poderosa sobre uma garota que encontrou força em seus poderes, mas em si mesma, principalmente.

Apesar de alguns escorregões, acho que é uma trilogia sensata e bem pensada, com sombras e luz onde precisa. É uma história sobre fé (a que move montanhas, exércitos e pessoas e a que agride e perturba) e sobre humanidade acima de tudo. Tem espaço para falar sobre preconceito e sobre exclusão, sobre medo e fragilidade, sobre o que significa ter poder e como as pessoas escolhem usá-lo; Alina e Nikolai são bons exemplos de pessoas que receberam uma responsabilidade gigantesca e fizeram bom uso dela. Com seus tropeções e acertos, aprenderam a viver com elas. O Darkling é um perfeito exemplo de "sofri, então vou usar meu poder para causar sofrimento", um garoto solitário que se tornou assassino e opressor por achar que era a única opção.

Quando terminei, percebi que ainda amava esses três livros com todo o meu coração. Amava seus personagens e seu universo. Amava a simplicidade do fim e de como ele é igualmente tão glorioso; depois de todo esse tempo, consegui me emocionar de novo com a maneira com que a Leigh resolveu terminar a história da Alina. Pode não ter agradado algumas pessoas, mas com certeza soou como a melhor escolha para mim. A mais sensata para a personagem e para o coração dela, para os caminhos que a Alina tomou no decorrer da trama.

Trilogia Grisha

As personagens femininas ao redor da Alina, eu poderia gritar de tanto que amo a diversidade das vivências e personalidades. Genya, Tamar, Zoya, principalmente, se mostraram companheiras leais em suas diferenças; vítimas da crueldade do terror do Darkling e do mundo, sobreviventes de seus medos, elas formaram um leque de poder e apoio para Alina que só me fez chorar.

Trilogia Grisha

Quanto ao Darkling... Eu o aceito como vilão e acho seu desenvolvimento impecável dentro do arquétipo; até mesmo nos momentos raros de vulnerabilidade, onde podíamos enxergar quem ele teria sido se não se deixasse consumir pelo poder, era um personagem bem escrito. Mas Darklina não dá pra mim. Não quando tem o Nikolai ali se entregando de coração pra Alina - mas envolvido com o poder, coisa que a Alina não queria, no fim das contas.

NIKOLINA É TUDO QUE ME IMPORTA!!!!

A própria Alina aponta que, se chegasse um ponto em que se mostrasse mais forte do que ele, naquela hipótese onde os dois reinassem juntos, sabia que o Darkling a destruiria por isso.

Eu amo o final triste e heroico que a história tem, mas preferia mil vezes mais um caos absoluto.

Eu já me estendi demais nesse texto, mas espero que tenha soado coerente. Foram todos os meus pensamentos durante essa releitura e eu fico muito feliz em poder compartilhar com vocês - porque fiquei exultante ao terminar Ruína e Ascensão e perceber que ainda amava essa trilogia com todas as forças do meu ser.

3 comentários:

  1. Olá, Denise.
    Amei! Eu li esse livro tem bastante tempo já e li os três livros em um fim de semana por isso acho que não lembro todos os detalhes. Mas lembro que na ápoca eu tinha uma relação de amor e ódio com o Darkling. Eu tinha esperança de ver algo diferente nele, mas não aconteceu. Se der eu quero reler também porque hoje penso diferente da época que li a trilogia.

    Prefácio

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  2. Oie
    Eu ainda nem li e você já está relendo. Sempre tive curiosidade pela série, pois sempre via as pessoas falando super bem. Agora depois de seus comentários já quero ler.

    Beijinhos
    https://diariodeincentivoaleitura.blogspot.com/

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  3. Oi De,
    Eu também morro de medo de releituras por conta dessa distância de personalidades e ver o quanto eu amava certos livros me deixam chocada HAHAHAH
    Esta série, eu ainda não li, mas vejo elogios. Acho que vou anotar aqui para ficar de olho nos preços das obras...
    beeijos
    http://estante-da-ale.blogspot.com/

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