Resenha: Restaura-me - Queria Estar Lendo

Resenha: Restaura-me

Resenha: Restaura-me

Restaura-me é o revival da série Estilhaça-me, escrita pela Tahereh Mafi. Depois de um final incrível, a autora resolveu trazer a história de Juliette de volta à vida para contar um pouco mais sobre a guerra contra o Restabelecimento - e, sinceramente? Era melhor ter deixado do jeito que estava.
Sinopse: A história de Juliette e Warner continua no eletrizante novo volume da série Estilhaça-me, de Tahereh Mafi, autora best-seller do The New York Times. Juliette Ferrars acreditava ter vencido. Assumiu o controle do Setor 45, foi nomeada nova Comandante Suprema da América do Norte e agora conta com Warner ao seu lado. No entanto, quando a tragédia se instala, Juliette precisa confrontar a escuridão que existe tanto à sua volta quanto em seu interior.
Depois de assumir o controle do Setor 45, parecia que as coisas começariam a caminhar bem para a rebelião. Infelizmente para Juliette, a política e o comando são mais complicados do que ela esperava - e existem tramas obscuras por trás de tudo que tem acontecido com o Restabelecimento. Em meio a essas incertezas, ela precisa confrontar segredos que nem imaginava existirem, e talvez venha a perceber que não pode confiar mesmo as pessoas mais confiáveis.

Eis aqui um caso de "por que diabos foi mexer em algo que tinha acabado tão bem?". Essa mania de autores reviverem suas séries dificilmente acaba bem; Estilhaça-me foi perfeito, Liberta-me foi esplendoroso e Incendeia-me incrível. Ai Restaura-me construiu a hype porque seria o primeiro de uma nova trilogia sobre as consequências da ascensão dos rebeldes; que decepção, senhoras e senhores.



O livro não é ruim. É bem escrito, bem trabalhado, bem editado, sim. Mas não é o livro que eu estava esperando - e, assim, foi ruim para mim.

Até 50% da história, o desenvolvimento - se é que eu posso chamar disso - foi de um tédio e de uma enrolação que eu me perguntei se era mesmo a Tahereh escrevendo essa história. Eu senti tanta, mas tanta falta do emocional dos personagens, uma das coisas mais marcantes da narrativa dela. Os pontos de vista do Warner até tiveram um drama mais bem trabalhado, mas os da Juliette foram de uma mecânica inacreditável; a narrativa dela era só diálogo e descrição e mais diálogo e mais descrição e às vezes umas emoções. Cadê a poesia? Cadê aquela narrativa única?



Eram detalhes irrelevantes e parágrafos falando sobre vestimenta e caminhadas seguidos de diálogos xoxos que nada acrescentavam à história. Nem mesmo as relações entre os personagens foram interessantes! Juliette e Kenji, por exemplo, soavam forçados, conversas nascidas para alívio cômico que pouco serviam para fazer isso.

E Juliette e Warner, que decepção. O casal que era todo de confiança e comunicação, que se entendia e se encontrava em olhares e conversas e na presença um do outro, que nasceu do entendimento e do respeito, eles se perderam completamente. Para um período tão curto de tempo, o fato de o relacionamento entre os dois ter se tornado essa coisa insossa sem diálogo e sem vida me deixou extremamente decepcionada.
Nunca mais pedirei desculpas por sobreviver.
Eles não confiavam um no outro para coisas tão básicas que pareciam até dois personagens novos. Fazia tempo que eu não me irritava tanto com uma situação dessas. Para quem passou por tanto, regredir o relacionamento deles a essa desgraça de "não quero falar sobre isso porque é melhor assim" é enfurecedor. Sim, eu entendo os traumas, mas o casal que a autora construiu no desenvolver na série não está aqui; eles se tornaram fantasmas do ship que me fazia rolar pelo chão e gritar porque era tanto amor, tanta química e tanta entrega que tudo era perfeito.


Resenha: Restaura-me

Se tem uma coisa que eu detesto, absolutamente odeio em histórias, é conflito baseado em falta de comunicação. Que foi tudo o que aconteceu nesse livro; eu entendo você escrever mistérios e não dar respostas, faça isso à vontade, mas "eu não vou te contar isso porque acho que é melhor assim" é diferente de "eu não vou te contar isso porque você é uma Horcrux, Harry".

Warner tinha segredos que eram importantes para a Juliette e não contou. A Juliette tinha segredos que eram importantes para o Warner e não contou. Castle tinha segredos, os personagens novos tinham segredos, os segredos tinham segredos. E tudo isso, toda a treta da história, poderia ter sido resolvida com algumas conversas básicas. É de uma preguiça que dá até tristeza.



O plot? Nhé. Sabe quando tu lê e pensa "hm, tá aqui só pra encher linguiça"? É isso que o livro pareceu. Os segredos foram tirados diretamente da cartola e até encaixam na história, mas não serviram para chocar tanto quanto poderiam ter chocado na trilogia original. Aliás, eles só se fizeram presentes para descaracterizar personagem. Quebraram tudo o que o Warner e a Juliette tinham se tornado. Regrediram toda a evolução dos seus protagonistas. 

Resenha: Restaura-me

E os conflitos que a autora trouxe à tona porque não eram foco nos outros livros, como a parte política, por exemplo, aqui só serviram para tornar tudo... Tedioso. Tedioso é a palavra-chave para Restaura-me, infelizmente. Não tinha nada de muito interessante. Nada de extremamente essencial. Esse livro podia muito bem ter sido um conto extra, do tipo que não faria falta se não existisse. A graça de Estilhaça-me estava no fato de ser um livro sobre sua protagonista; a distopia estava lá, ao seu redor, mas a história era sobre Juliette se empoderar, parar de temer a si mesma, fazer o medo aprender a temê-la. Vem Restaura-me e esquece tudo isso...

Eu pra esse livro.
Aliás, em relação aos personagens individualmente, um ponto positivo é que os pontos de vista se diferem e isso foi ótimo de acompanhar. A voz do Warner é bem mais sombria e pesada que a da Juliette. Apesar do que eu comentei sobre a narrativa mecânica, a Tahereh ainda conseguiu me entregar uns bons momentos de ambos os protagonistas - mais do Warner do que da Juliette, mas já chego nisso.
Sinto um enorme medo de me afogar no oceano do meu próprio silêncio.
Warner enfrentou dilemas em relação ao emocional; seu pai está morto, sua mãe está morta e, sozinho, ele só consegue enxergar as sombras de tudo que perdeu - e a perturbação é maior quando ele entende que também o luto pelo monstro que foi seu pai é grande. Apesar de tudo que Anderson fez, Warner ainda sente por ele; os conflitos internos foram interessantes (um pouco repetitivos em dado momento da história), mas ótimos de acompanhar. Era um angst bom - claro que isso se quebrava com a ladainha dos segredos e de falta de comunicação, mas né, tô tentando achar os pontos que salvaram a leitura!


Resenha: Restaura-me

Quanto a Juliette, ai ai. Onde está a protagonista empoderada e furiosa que o terceiro livro estabeleceu ao fim da série? Eu senti falta da voz decidida, da presença e da força que a Juliette aprendeu a concentrar com todas as suas provações. Sim, ela teve alguns momentos incríveis neste livro, mas eles foram eclipsados por todas as dúvidas e a incerteza, fraquezas que soaram bem desconexos para tudo o que ela tinha se tornado.

Você não precisa descaracterizar seus personagens para continuar a história deles. Ela podia ter usado dezenas de artifícios para criar novas provações aos protagonistas e foi pelo caminho mais fraco e previsível; sinceramente, até os dramas foram toscos. Eu não poderia ter me importado menos com Warniette - e isso acontecer é um crime gravíssimo!



Todo o potencial foi jogado fora para repetição de plot; não era necessário trazer de volta o lado hesitante e amedrontado. Não precisava afundar a personagem em medo, acuada em seus cantos por causa da política, do seu cargo como comandante, até mesmo por causa de outras garotas. Foi pegar toda a montanha-russa emocionante de crescimento de três livros e jogar num abismo.
– O mundo tentou esmagá-la. E você se recusou a se estilhaçar.
Outro detalhe sobre o livro foi a ausência de personagens. Com exceção de Kenji, os outros nomes da trilogia quase não fizeram parte da trama. Considerando que só se passaram dezesseis dias desde o fim de Incendeia-me, é um tanto quanto incoerente desaparecer com tantos nomes como se eles fossem nada; Castle foi um dos poucos com aparições "regulares", mas Adam e James desapareceram do mapa - não que eu sinta falta do Adam, mas, assim, mata ele se quer sumir com o cara. Ficou parecendo que a Tahereh se esqueceu sobre quem escrevia, com exceção dos principais.

E aí vem a inclusão de novos nomes para a expansão de universo da trilogia; conhecemos um pouco mais sobre o Restabelecimento através de Warner e dos filhos dos outros líderes - posso criticar mais uma coisa? Vou. Aqui a descaracterização do Warner começou e não parou mais; de repente ele tinha um passado com várias pessoas presentes, relacionamentos importantes e até o que podemos chamar de uma amizade poderosa. Onde o cara frio e solitário que não deixava ninguém se aproximar teria vivido isso?


Resenha: Restaura-me

Enfim, Nazeera foi uma personagem que eu gostei bastante de ver incluída. Dá para ver que ela tem muito potencial e muita voz, e tudo sobre sua construção foi apaixonante; sua presença, a representação, a coragem. Uma mulher poderosa desde a primeira cena em que apareceu - espero que ela ganhe mais destaque nos próximos volumes.

A verdade é que foi uma tristeza quebrar a cara com esse livro. Eu segurei minhas expectativas, verdade, mas estava esperançosa porque a Tahereh é magnífica e a trilogia é uma das minhas distopias favoritas da vida. Restaura-me se mostrou uma grandiosa decepção e usou todos os artifícios que eu e a Bianca imploramos aos céus para a Tahereh não usar; é muita dor no coração pra pouca eu.

Honestamente, aos fãs da trilogia, não indico a leitura. Pode ser que a história funcione para você e eu ficarei feliz por isso. Pra mim, não deu - e não, eu não vou ler os próximos. Incendeia-me foi o último livro dessa história; o resto é fanfic.

Título original: Restore Me
Autor: Tahereh Mafi
Editora: Universo dos Livros
Gênero: Distopia | Romance
Nota: 2
Skoob


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COMENTÁRIOS

16 comentários:

  1. Olá, Denise.
    Eu não sei o que dá na cabeça deses autores para querer continuar algo que já estava muito bem terminado. Eu já estava esperando por algo parecido porque depois de A Coroa e do 8 livro do Harry, que aqui tem a desculpa de não ter escrito pela JK, já vi que não se deve mexer no que deu certo. Eu já nem tinha gostado da trilogia mesmo, só gostava do Kenji, por isso nem vou querer ler.

    Prefácio

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    1. Oi, Sil!
      NEM ME FALE. Ainda mais Incendeia-me, que fechou tão bem - era um dos meus finais de distopia favoritos.
      Tentei ficar otimista por causa da narrativa da autora, mas era melhor não ter quebrado a cara assim. Entrou pra lista do 'vou nem considerar, prefiro as fanfics' igual aquele troço que chamam de HP8 (dá pesadelo só de lembrar!).

      Beijos.

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  2. Só li o primeiro livro e o final dele não me animou tanto pra ler os outros, acho que foi questão de gosto pessoal mesmo!

    Beijos
    Próxima Primavera

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    1. Oi, Clarissa!
      Que pena que tu não curtiu :/ a trilogia original é um amor da minha vida, o desenvolvimento da Juliette é um dos melhores já feitos. Esse livro aqui a gente ignora.

      Beijos.

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  3. Oi, Denise!

    Adorei a sua resenha, bem completa e sincera. Não li os livros da série, mas compreendo a raiva que dá quando os autores inventam e lançam livros extras completamente desnecessários, serve na maioria das vezes só pra estragar a história, infelizmente :/

    xx Carol
    http://caverna-literaria.blogspot.com.br/

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    1. Oi, Carol!
      Qual a necessidadeeeeeeee? Falta ideia pra escrever novas histórias? Não é possível uma coisa dessas; um livro já foi assim, imagina uma nova trilogia inteirinha. Cruzes G_G

      Beijos.

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  4. Oi Dê, tudo bem? Eu nunca li nada da autora, mas a trilogia é mega hiper super famosa! Por tudo que vc conta eu acho melhor parar nos três livros e não ler este para não me decepcionar. Uma pena que os autores tenham tanta dificuldade em dar tchau a suas histórias....

    Bjs, Mi

    O que tem na nossa estante

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    1. Oi, Mi! Tudo bom e contigo?
      A trilogia original é maravilhosa, uma das minhas distopias mais amadas do mundo. O final era super fechadinho e dava abertura pra imaginação. EU NÃO QUERIA QUE ME CONTASSE O QUE ACONTECE D:
      Agora haja terapia pra apagar esse quarto livro da memória...

      Beijos!

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  5. Oi, Denise
    Meu maior medo quando leio uma trilogia ou série finalizada é quando me inventam de criar mais volumes, não sei se vão realmente acrescentar em algo ou se vão acabar com a trama toda. Estilhaça-me é o xodó de muita gente, mas não o meu e eu nunca me senti afim de ler a trama, e provavelmente não o faria com mais três volumes saindo do forno.
    Beijos
    http://www.suddenlythings.com

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    1. Oi, Mi!
      Nem me fale. Hoje em dia só confio no tio Rick pra continuar séries usando os personagens de antes, ele é o único que sabe como fazer isso sem perder a qualidade da história. Os outros... Nhé G_G
      Doeu meu coração ler esse livro, mas consigo fingir que ele nunca existiu.

      Beijos!

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  6. Oi Dê, tudo bem?

    As minhas expectativas eram altíssimas em relação a esse livro, estava super ansiosa pelo lançamento e esperava que fosse mais um "bum".
    Já estou chateada por não ter sido bom pra ti e fico um pouco frustrada de saber que não posso esperar tanto assim.
    O que faço agora? Que dúvida, mas creio que vou dar uma chance, mesmo sabendo que não posso esperar muito.

    Beijos
    http://espiraldelivros.blogspot.com/

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    1. Oi! Tudo bom e contigo?
      Olha, doeu. Não vou negar. Doeu essa quebra de expectativa. Tenta ler sem esperar muito, talvez funcione melhor (?). Como fã, honestamente, eu não recomendo :/ A Bianca que tava louca pra ler pulou fora também porque ela viu minhas reações com a leitura.
      Mas se ler, vem comentar comigo por favor!

      Beijos.

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  7. Olá Denise, tudo bem?
    Nossa voce me representou em tudo o que é disse. Estou inconsolável com a escrita deste livro. A série Estilhaça-me era minha preferida. Estava ansiosa para ler este livro, mais foi de uma decepção tamanha e sem explicação. É como se um fã da série tivesse escrito não a autora. Juliette do incendeia-me desapareceu, detestei o personagem fraco, amedrontada e, insegura. Quem lê de maneira nenhuma acha que está na mente da Juliette da trilogia. O Warner confesso que gostei, ele foi o ponto alto do livro para mim, mais mesmo assim se comparar as partes que vemos dele no Restaura-me com o sping off Destrua-me realmente parece que houve um transplante de personalidade de quase todos os personagens. O Castle no Incendeia-me era a favor da Juliette como Comandante Suprema e no Restaura-me é contra ela.
    Outra coisa que pra mim me faz pensar se realmente foi a Tahereh Mafi que escreveu, o fato dela ter imposto neste livro um conteúdo um pouco mais erótico não que seja explícito, e não que eu não goste de leitura erótica "amo", foi gostoso de ler, mais não combina com como foi retrato nos outros livros estas cenas, era vago os momentos íntimos, já nestes livros ela se aprofundou mais, esta longe da escrita ser consideráda eróticas nestas cenas, mais é mais do que a Tahereh Mafi investe. Não houve nenhuma ação no decorrer do livro, só um monte de enrolação chata e desnecessária. O final foi abrupto.
    Estou decepcionado, mais lerei os outros mesmo assim.

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    1. Oi! Tudo bom e contigo?
      Seu comentário sou eu todinha. Quando a Tahereh anunciou o revival eu vivi um misto de 'ihh' e 'não pode dar errado com essa mulher escrevendo!'. INFELIZMENTE DEU.
      Não sei o que aconteceu com a narrativa, os personagens e a história. É como se outra pessoa tivesse escrito tudo isso, exatamente. Não encontrei quase nada da trilogia original; tanto em desenvolvimento quanto em personalidade e até estilo de contar a trama. Talvez o fato de ter ficado tanto tempo distante da trilogia tenha feito a Tahereh perder a voz daqueles personagens, o que é uma pena e também deveria ter sido um sinal para NEM TENTAR. Estava tão, tão perfeito do jeito que ela tinha terminado, e agora isso.
      Eu não achei as cenas tão hot assim, achei bem xinfrins, pra ser sincera. Ela tinha uma poesia pra falar sobre beijos e sobre contatos íntimos que era incrível; CAPÍTULO 62 DE LIBERTA-ME TÁ AI PRA PROVAR. Ai vem esse, eu lendo as cenas e pensando 'ata'.
      E o final foi a coisa mais tosca que eu li em muito tempo, com o perdão da palavra. Acabou e eu fiquei 'hmmm... beleza, era isso?'.
      Te admiro pela coragem de continuar, de verdade. Pra mim, vou fazer o MIB e apagar da memória :/

      Beijos!

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  8. Adoro a triologia ,mas ese livro nao vou nem gastar meu tempo.custei a gostar da Juliette sempre curtir mais o Warner que foi tão bem construído que relia as partes com ele,amei o conto dele pra chegar agora e simplismente destruir o personagem e torna-lo outro dá raiva,foi igual a Jojo Moyes com o livro Como eu era antes de voçê,o primeiro foi lindo depois inventou de fazer mais dois.

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  9. Me convenceu a não ler.
    Já tenho medo dessas coisas (li os comentários e concordo que só o Rick conseguiu esse feito. HP não a JK, mas ela permitiu aquela abominação e virou cannon e tenho vontade de morrer, ignoro).
    E eles são um casal tão foda. Vou deixar como está no meu coração mesmo.. rs

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