Resenha: As Coisas que Encontramos

  • 09:00
  • 25 de jan. de 2019
  • Resenha: As Coisas que Encontramos

    As Coisas que Encontramos é o segundo e último livro da duologia Fronteiras Artificiais, da Denise Flaibam. Encerra a história do grupo de sobreviventes que conhecemos em As Coisas quePerdemos, que buscam esperança e uma forma de viver em meio ao apocalipse zumbi.
    Sinopse: O fim foi só o começo. Agora, eles precisam resistir. Quando chegaram ao Complexo Oz, Dylan e seu grupo acreditaram que poderiam recomeçar, ficar de luto por tudo que perderam. Aquele seria seu recomeço, a terra prometida para recriar o mundo que uma vez existiu. Mas, conforme o número de sobreviventes aumenta e os estoques diminuem, a tensão se eleva até a traição, o que põe em risco a vida de todos os residentes. Os muros de Oz não são mais seguros, mas que segurança o inferno lá fora pode oferecer? Enquanto o grupo se divide em busca de alguma alternativa, novos rostos se unem para dar vida a uma única missão: entender que ainda é possível viver mesmo em meio ao fim dos tempos. 

    Em As Coisas que Perdemos conhecemos um mundo devastado pelos zumbis, onde as perdas são cotidianas e a sobrevivência é a lei, mas em As Coisas que Encontramos as personagens começam a se questionar sobre o que vem depois, até quando sobreviver é o suficiente e quando, finalmente, vão poder voltar a viver.

    Dyl e os companheiros de sobrevivência achavam que tinham encontrado um lugar seguro em Oz, mas como tudo é instável no apocalipse, eles logo precisam se adaptar a novas realidades, traições e muito mais zumbis do que podem matar, o que os empurra para decisões apressadas - e decisões apressadas, nesse contexto, podem lhes custar a vida.

    Eu sou suspeita para falar porque eu amo meu livro de zumbis e todos os meus filhos - inclusive a Judith, que eu sei que vocês odeiam - mas essa duologia é uma coisa linda da minha vida e definitivamente um dos meus preferidos da Denise.  Eu amo a interação das personagens e o desenrolar dos acontecimentos, e amo as reviravolta que já começam a aparecer logo no início.

    A gente consegue sentir a evolução das personagens, sua jornada até aqui, suas emoções e a forma como encaram esse novo mundo e o que esperam dele. O livro 1 foi uma sucessão de planos caindo por terra, pessoas amadas morrendo e deixando grandes buracos nas outras, que encontraram dificuldades para lidar com tudo.
    Ela precisa deixar algum rastro. Qualquer marca ou mensagem para mostrar que estava entre eles, que estava viva.

    Mas em As Coisas que Encontramos a história deixa de ser sobre reagir ao que é jogado no caminho deles, para agir e fazer acontecer o que eles querem. Eu gosto dos pequenos vislumbres de vulnerabilidade das personagens, dos questionamentos que elas começam a se fazer e da esperança que surge. Vale a pena continuar em um mundo que está morrendo? É possível encontrar esperança em meio a destruição e a morte? O amor tem lugar útil em um mundo tão passageiro?

    Dentre todos os arcos do livro, que continua dando foco a várias personagens diferentes, meus preferido foi, definitivamente, o de Íris, que caminhou por uma estrada difícil, encontrou coisas que nem estava procurando e se doou de forma muito altruísta ao seu grupo. A Íris, que me surpreendeu desde o primeiro livro e decidiu os próprios arcos - oi Clark?! - me conquistou rapidamente e fico muito feliz com a jornada dela.

    Também me deliciei com a Dyl e o Benji, e a Harley, a nova adição ao grupo que sempre tem um comentário espertinho na ponta da língua. Sherwood e Taylor, redescobrindo os próprios sentimentos e aprendendo mais um sobre o outro também aqueceu o coração. Já Jake e Beatrice foi um show a parte e foram a forma mais literal de representação do título, e me deixaram chorando - ou quase - em algumas cenas.
    - Obrigada por não me deixar sozinha. 
    - Obrigado por não se esquecer de mim.

    É claro que a gente acabou encarando mais algumas várias mortes nesse livro, e duas delas, de personagens bastante queridos para mim, me abalaram e arrancaram lágrimas enquanto a cena se transformava em filme atrás dos meus olhos. Mas foi aquela dor resoluta de uma história bem contada e um final digno - já que nem todo mundo pode sobreviver.

    Por fim, As Coisas que Encontramos é tudo aquilo que eu queria desde a primeira vez em que a Denise conversou comigo sobre essa duologia, e até um pouco mais. Trouxe plots que eu não previa e amarrou a história de forma a fazer jus ao primeiro livros. Se você leu As Coisas que Perdemos, já pode correr lá na loja kindle e adquirir o segundo volume. E se você aina não leu, faz o favor de ir lá e adquirir os dois porque não vai se arrepender.

    Títulto original: As Coisas que Encontramos
    Autora: Denise Flaibam
    Editora: Independente
    Gênero: Ficção Científica - Ficção Especulativa
    Nota: 5+

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    1. Olá, Bianca.
      Acabei de publicar a resenha desse livro lá no blog hehe. Assim que vi que o livro já estava liberado, corri ler ele e amei. Achei que fosse ficar meio perdida na história, mas assim que comecei a ler já me encontrei hehe. Eu queria que a Judith tivesse uma morte terrível hehe, e odiei a filha da Beatrice que esqueci o nome agora, já chegou fazendo coisa errada. E a Íris meu personagem favorito da série.

      Prefácio

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    2. Oi Bianca,
      Eu gosto tanto da Denise, ela é uma autora que admiro tanto pela sensibilidade na escrita, já quero ler essa série para ontem.
      Certeza que vou me envolver do início ao fim!
      beijo
      http://estante-da-ale.blogspot.com/

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    3. Oi, Bibs!
      Faço parte da galera que ainda não leu. Faz tempo que quero ler algo com zumbis, mas nada consegue me prender. Será se vai ser a história da Nizz a sortuda?
      Beijos
      Balaio de Babados

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    4. Nossa eu gostei bastando do enredo do livro. Estou em uma vibe de ler coisas fora da minha zona de conforto, só fico chateada por ser uma duologia, porque estou afim de livros únicos.

      Até mais!

      www.depoisdaleitura.com.br

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